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sexta-feira, 18 de outubro de 2019

Teatro/novembro - A Paixão do Vazio

Helder Mariani estreia solo na Casa das
Rosas com direção de Dagoberto Feliz





Estreia no dia 1º de novembro, sexta-feira, o solo de Helder MarianiA Paixão do Vazio, na Casa das Rosas - Espaço Haroldo de Campos de Poesia e Literatura, às 20 horas. O texto do espetáculo teatral, dirigido por Dagoberto Feliz, traz poemas de Horácio Costa, em sua maioria do livro Satori, e escritos autobiográficos da mística espanhola Teresa d’Ávila, alinhados com canções populares.

Ambientado em um cabaré, o monólogo traça um itinerário poético-espiritual do homem moderno, que vive dilacerado entre a fé e a razão. “Ele é um solitário vivendo a noite escura da alma”, comenta o ator. A trajetória da personagem passa pelos tormentos da alma até o êxtase ou “satori”. Os poemas e textos que compõem a dramaturgia ora são apresentados de forma poética, ora diretamente à plateia. E os momentos musicais trazem mais lirismo à encenação.

O ator e dramaturgo – assim como em outros projetos poéticos, entre eles a série de espetáculos Poeta em Cena (de 2008 a 2010), realizados na Casa das Rosas, a qual integra a Rede de Museus-Casas Literários da Secretaria de Cultura e Economia Criativa do Governo do Estado de São Paulo, gerenciada pela Poiesis - trabalha com o teatro épico, transformando a poesia em dramaturgia.  Uma passagem representativa desse discurso em A Paixão do Vazio é a cena do poema que dá nome ao espetáculo, escrito por Horácio Costa em memória de Ana Cristina César, poeta marginal que se suicidou em 1983, aos 31 anos, com quem ele se correspondia, mas não houve tempo de se conhecerem. Na encenação, essa história é narrada para o público.

A Paixão do Vazio dá continuidade à linha de pesquisa que Helder vem desenvolvendo nos últimos anos, iniciada com Theresinha, a partir dos textos autobiográficos e poéticos de Theresa de Lisieux. A segunda montagem foi João da Cruz, inspirada nos escritos de São João da Cruz, poeta e místico espanhol do século XVI, assim como Teresa d’Ávila, sua contemporânea. Os três foram carmelitas descalços que viveram essa ‘noite escura’ nos questionamentos de suas existências. Segundo Helder, “esse termo se refere ao conflito pessoal, à busca pelo sentido da vida que sempre atormentou o homem e que, de forma mais intensa, ainda ocorre em tempos atuais, levando à depressão e aos altos índices de suicídio, principalmente entre os jovens”.

Em junho deste ano, A Paixão do Vazio foi apresentado no formato de leitura dramática no Chico Discos, um casarão-bar frequentado por poetas e intelectuais, em São Luiz (MA). E o livro Satori, de Horácio Costa, que teve sua primeira edição em 1989, foi relançado recentemente pela editora Sexo da Palavra, de Uberlândia, MG.

Helder Mariani

Ator e educador com formação em Direito, Filosofia, Pedagogia, Psicodrama e Teatro. Mestre e doutor em Filosofia pela PUC-SP, com os trabalhos: A Mentira-Verdade do Ator e Um ator paradoxal, um ator das Luzes, respectivamente. Bolsista CAPES nas duas pesquisas acadêmicas. É professor de filosofia e teatro, com trabalhos em várias instituições de ensino e do meio organizacional.

No teatro, é ator, encenador e dramaturgo. Atua profissionalmente, desde 2003, tendo como primeiro espetáculo Malkhut, dirigido pela atriz Denise Weinberg, na Capela Centenária do Colégio Santa Inês, Bom Retiro, São Paulo. A partir de 2005, cria, encena e atua em vários projetos poético-teatrais na Casa das Rosas - Espaço Haroldo de Campos de Poesia e Literatura, da Secretaria de Cultura do Estado de São Paulo, sendo os últimos espetáculos apresentados naquela Casa: A Casa é sua! Caos de poesias; Cabaré Falocrático; Theresinha; e João da Cruz.

Como ator integrou o Grupo Folias, onde participou dos espetáculos Folias Galileu e Folias D’Arc, dirigidos por Dagoberto Feliz. Também atuou na Cia. As Graças (Noite de Reis, direção de Marco Antonio Rodrigues), no Teatro Imprensa - Centro Cultural Silvio Santos (A Flauta Mágica, direção de Roberto Lage), Teatro-Fábrica (Os Pequenos Burgueses, direção de Roberto Rosa). E ainda nos espetáculos: Cartas ao Futuro, direção de Eduardo Coutinho; Os Cafundó Flores Sertanejas, direções de Francisco Bretas; A Casa da Mariquinhas, Single Singers Bar (produção de Nossa Senhora da Produção) e Vinícius, de Vida Amor & Morte (Cia. Coisas Nossas), com direções de Dagoberto Feliz. Foi assistente de direção e Hamlet ao Molho PicanteI; encenador e dramaturgo de Theresinha e A Lucidez Alucina, poemas de Orides Fontela. Como dramaturgo escreveu: Devaneios do Bárbaro Solitário (ProAC de dramaturgia inédita, 2011), sobre os filósofos franceses Rousseau e Voltaire; Theresinha, a partir dos escritos de Thérèse de Lisieux; João da Cruz, e ainda assina os roteiros dramatúrgicos de Os Jecas (da Cia. da Palavra, premiado como melhor espetáculo pelo júri popular do 43º Fenata, Festival Nacional de Ponta Grossa-PR), Cabaré Falocrático, Mãe Aparecida A Casa da Mariquinhas.

Ficha técnica / Serviço

Concepção, dramaturgia e atuação: Helder Mariani
Direção geral: Dagoberto Feliz
Textos: Horácio Costa e Teresa d’Ávila
Músicos: Wellington Tibério (percussão) e William Vasconcelos (violão).

Espetáculo: A Paixão do Vazio
Estreia: 1º de novembro. Sexta, às 20h
Temporada: 1º a 29 de novembro/2019. Sextas, às 20h
Dia 15/11 (feriado) não haverá apresentação.
Ingressos: R$ 40,00 (meia: R$ 20,00)
Bilheteria: 1h antes das sessões. Aceita dinheiro e cartões de débito.
Duração: 60 min. Gênero: Drama. Classificação: 16 anos.

Casa das Rosas - Espaço Haroldo de Campos de Poesia e Literatura
Av. Paulista, 37 – Bela Vista. São Paulo/SP (Metrô Brigadeiro)
Tel.: (11) 3285-6986 | 3288-9447. Lotação: 40 lugares
Funcionamento: de terça a sábado (10h às 22h) e aos domingos e feriados (10h às 18h).
Estacionamento conveniado: Parkimetro – Al. Santos, 74 (exceto domingos e feriados).
www.casadasrosas.org.br

Teatro para bebês - "O Portal Encantado"



 Fotos  : Ailton Rosa 


Grupo Dragão7 de Teatro estreia, no dia 2 de novembro (sábado, às 11h), O Portal Encantado, espetáculo de bonecos para bebês com direção de Creuza F Borges.

A montagem fica em cartaz na Sala Pascoal Carlos Magno do Teatro Sérgio Cardoso somente até o dia 10 de novembro, com sessões aos sábados e domingos, às 11 horas.

Com enredo sensorial e lúdico, O Portal Encantado apresenta a criação do universo a partir do átomo e suas combinações, dando origem à matéria. A viagem passa pelo surgimento das estrelas, das galáxias, dos planetas, da Terra, dos continentes, das florestas.

Explorando os efeitos de luzes e de cores, encenação chega à Floresta Amazônica, trazendo para os pequeninos a exuberância de sua fauna e sua flora; apresentando-lhes o índio, além de mitos, lendas e seres da Amazônica: o boto, o curupira, o canto do uirapuru, a arara azul e a boiuna (cobra grande).



O roteiro foi desenvolvido conjuntamente por Sérgio Portela, Creuza F Borges e pelas atrizes manipuladoras Mônica Negro e Marisa Mainarte. Às falas coube somente o papel necessário, a exemplo do jogo com sinônimos de palavras ou coisas na língua tupi-guarani. No espetáculo predominam o visual, as sensações e encantamento dos bonecos, criados por Lucas Luciano.

Ficha Técnica - Ideia original e direção: Creuza F Borges. Assistência de direção e direção de bonecos: Aílton Rosa. Concepção e roteiro: Mônica Negro, Marisa Mainarte, Sérgio Portela, Creuza F Borges. Fotos: Ailton Rosa. Produção: Dragao7. Elenco: Mônica Negro e Marisa Mainarte. Direção de movimento: Júnior Lima. Criação cenográfica: Lucas Luciano e Sérgio Portella. Produção de bonecos e adereços: Direção - Lucas Luciano; equipe - Tetê Ribeiro, Vivian Oliveira, Silas Caria, Sidnei Caria e Aílton Rosa. Designer de luz: César Pivetti. Trilha e operação de som: Carlos Henrique. Operação de luz: Sérgio Portella. Produção e realização: Grupo Dragão7 de Teatro.




Serviço

Teatro para bebês: O Portal Encantado
Temporada: 2 a 10 de novembro/2009. Sábados e domingos, às 11h
Ingresso: R$ 40,00 (meia: R$ 20,00).
Duração: 30 min. Indicação de idade: 6 meses a 4 anos. Capacidade: 144 lugares.
www.dragao7.com.br | Facebook: @GrupoDragao7.

Teatro Sérgio Cardoso - Sala Pascoal Magno
Rua Rui Barbosa, 153 - Bela Vista, São Paulo/SP.
Tel: (11) 5061-1132. www.teatrosergiocardoso.org.br

quarta-feira, 16 de outubro de 2019

Big Shoot, de Koffi Kwahulé, estreia no Sesc Belenzinho

Em cena, um carrasco que se passa por artista, oferece a um público sedento e cúmplice o espetáculo do seu crime.



Cena de Big Shoot – Foto Ligia Jardim


Dramaturgo costa-marfinense radicado na França é autor de mais de 30 textos dramáticos, além de romances e contos, com peças traduzidas para 15 línguas e montagens em países da Europa, África e Américas

Após temporada de Jaz, o Especial Koffi Kwahulé prossegue com a estreia da peça Big Shoot (25/10 a 10/11), dirigida e traduzida por Janaína Suaudeau, interpretada por Daniel Costa e Daniel Infantini, música ao vivo executada por Conrado Goys e Pedro Gongom e cenário criado por Ulisses Cohn. O espetáculo faz parte de um projeto que traz as primeiras montagens brasileiras de peças de Kwahulé, autor franco-marfinense conhecido por exercitar suas dramaturgias com base na oralidade, além de escrever textos dramáticos em versos e explorar um ritmo inspirado pelo jazz.
As artistas idealizadoras da mostra contam que as duas peças compartilham de um clima de suspense, com uma ação que vai se revelando aos poucos, não entregando de uma vez ao público os temas ou o perfil das personagens levantadas em cena. Outra característica é que nenhuma delas especifica local ou data concreta da ação. Esse atributo marcante de Koffi reforça o caráter alegórico e por vezes surrealistas do seu estilo.
Sofia Boito e Janaína Suaudeau estudaram na França em diferentes períodos. Fascinadas pela potência da obra de Koffi, traduziram duas de suas peças por iniciativa própria, sem nenhum projeto em vista. No final de 2017, por intermédio de uma amiga em comum, descobriram do envolvimento de ambas com o autor. “Foi uma grande coincidência termos traduzido as peças no mesmo período”, conta Sofia, ressaltando que as duas obras são muito diferentes entre si, mas trazem sínteses importantes sobre a produção dramática de Koffi.
Para Janaína, as montagens dão a oportunidade para que o público tenha um panorama amplo da linguagem e dos temas mais caros para o autor, como a desigualdade social, violência, pobreza e o frequente questionamento sobre as estruturas sociais de poder. “Quando nos encontramos, entendemos nossa oportunidade de fazer algo maior, mais expressivo e que pudesse apresentar a obra do Koffi num mesmo projeto”, complementa Janaína.

SOBRE BIG SHOOT
Big Shoot traz no próprio título a pluralidade de leituras que a peça propõe: a palavra shoot em inglês pode significar tiro, uma carreira de cocaína, um prazer intenso e fugaz, um ensaio fotográfico ou sexo rápido, entre outros significados. Para não comprometer esse leque de possibilidade, Janaína Suaudeau manteve o título original da obra, que é escrita em francês, mas foi nomeada em inglês por Koffi. “Nesta peça, como em outras de sua autoria, as personagens não têm um plano de fundo, nome ou história que os anteceda, o que gera um efeito de suspense no público”, conta Janaína, que além da tradução, também assina direção da obra.
Nesta peça, o público cumpre o papel de uma plateia que está prestes a assistir, voluntariamente, um show de torturas promovido por um homem autodenominado Senhor (Daniel Costa) a uma vítima que ele dá o nome de Stan (Daniel Infantini). Passagens bíblicas sobre os irmãos Caim e Abel são citadas durante a peça – no livro de Gênesis é descrito que, enciumado de seu irmão, Caim matou Abel, cometendo o primeiro homicídio da humanidade. “Essa discussão surge para pensarmos sobre até onde chega a inveja, a ganância, o amor mal resolvido e outras questões humanas que fazem alguém se tornar capaz de um ato tão perverso como matar o seu próximo”, conta Janaína.
Outra referência presente em Big Shoot é o livro O Carrasco, que tem trecho destacado na contracapa da edição francesa da peça. A obra é de autoria do escritor sueco Pär Lagerkvist, ganhador do Prêmio Nobel, e ressalta como a figura de um carrasco precisa ser reforçada pelo apoio social para poder existir.
A premissa violenta é amparada por um ambiente que se assemelha a um show de horrores, a um coliseu, como os que os antigos romanos se reuniam para assistir soldados se digladiarem com as feras – para isso, o cenário representa uma arena quadrada em que há duas cadeiras metálicas, utilizadas nas salas de interrogatórios dos EUA para que o réu não tenha como quebrá-las e usar alguma de suas partes como arma. Sofia Boito assina a luz da peça, que acompanha o ambiente de um show de garagem proposto por uma banda que executa ao vivo um som propositalmente poluído com efeitos sonoros caseiros.  A escolha reforça o perigo da espetacularização da violência, já que a sessão se mostra a cada momento uma espécie de espetáculo grotesco que a plateia deseja assistir. “Uma reflexão indigesta que a peça propõe é de que o carrasco só existe devido à presença de um público que aplaude matanças”, diz Janaína.

MINIBIOS
Koffi Kwahulé (1956) é um autor, ensaísta, ator e diretor nascido Costa do Marfim. Ele é formado pelo Instituto de Artes d’Abidjan e pela École National Supérieure des Arts et Techniques du Théâtre de Paris. O dramaturgo também é doutor em estudos teatrais pela Sorbonne Nouvelle Paris III. Kwahulé é autor de mais de trinta peças, publicadas pelas editoras Lansman, Actes-Sud, Acoria et Théâtrales, traduzidas em dezenas de línguas. Suas peças já foram montadas em diferentes países da Europa, África e América Latina, além dos EUA, Canadá, Japão e Austrália. Desde janeiro de 2016 ele é autor associado do CDN de Montluçon, dirigido por Carole Thibaut. Já em seus primeiros textos vemos nascer uma escrita forte, que explode o uso habitual da língua: escrita carnal, concebida na violência imediata que pode ter a oralidade. Uma escrita musical, ardente e cadenciada como um ritmo febril de jazz. Dentre suas peças mais conhecidas e premiadas estão Cette vieille magie noire (1993), Jaz (1998), Big Shoot (2000) et L'odeur des arbres (2014). Pelo conjunto de sua obra recebeu o Prêmio Edouard Glissant em 2013, os Prêmios Mokanda e Prêmio de Excelência da Costa do Marfim em 2015 e em 2017 Kwahulé recebeu o Prêmio Grand Prix CNT pela peça L’odeur des abres e ganhou o Prêmio Bernard-Marie Koltès pela mesma obra em 2018.

Janaína Suaudeau
É uma atriz e diretora franco-brasileira. Ela se forma no Teatro Escola Célia Helena e no Conservatório Nacional Superior de Arte Dramática em Paris (CNSAD). Em Paris, atua em várias montagens, entre as mais importantes La Ville de Crimp direção Marc Paquien; Strindbergman direção Marie Dupleix; La Tempête de Shakespeare direção Georges Lavaudant; Claire en Affaires de Crimp direção Sylvain Maurice. No cinema, atua no longa-metragem Serveuses Demandées de Guylaine Dionne. Atua em vários curtas-metragens. Foi coordenadora geral de produção, além de atriz, do espetáculo Strindbergman com sua parceira Nicole Cordery. O espetáculo veio ao Brasil em 2009, pelo Ano da França no Brasil e ganhou prêmio de Melhor Estreia pelo Guia Folha SP. Em 2012, foram convidadas para fazer parte da Mostra Strinberg produzida pelo SESC SP. Em 2014, estreia a peça Não se brinca com o amor, direção Anne Kessler (sociétaire da Comédie-Française); o espetáculo abre as comemorações dos 50 anos do Teatro Aliança Francesa (São Paulo). Em 2015, é preparadora de elenco do longa metragem Além do Homem, direção Willy Biondani. Estreia o espetáculo Um poema cênico para Ferreira Gullar, direção Ana Nero. É assistente de direção de Bruno Perillo no espetáculo Ato a Quatro de Jane Bodie. Em 2016, estreia a peça No Coração das Máquinas, direção Rita Carelli. É provocadora do espetáculo A Última Dança com Natalia Gonsales. Estreou sua direção Término do amor de Pascal Rambert. Em 2017, é assistente de direção de Nelson Baskerville em Carmen, a partir da obra de Mérimée. É assistente de Lígia Cortez na formatura A Reunificação das duas Coréias de Pommerat na Faculdade de Teatro Célia Helena. Atualmente está em cartaz com a peça Cais Oeste de Bernard-Marie Koltès no Sesc Santo Amaro.
SINOPSE
Big Shoot – Um carrasco que se passa por um artista, oferece a um público sedento o espetáculo do seu crime; uma série de inquisições e torturas que ele praticará contra sua vítima, a quem dá o nome de Stan. Assim, fabrica o “álibi” necessário para suas pulsões frente a um público que se torna cúmplice do seu sadismo.

FICHAS TÉCNICAS
ESPECIAL KOFFI KWAHULÉ
Concepção: Janaína Suaudeau e Sofia Boito Dramaturgia: Koffi Kwahulé Registro em vídeo e teaser: Diogo de Nazaré Fotografia: Lígia Jardim Design: Guto Yamamoto Assessoria de imprensa: Márcia Marques - Canal Aberto Produção: Mariana Novais e Larissa Maine - Ventania Cultural Apoio: Institut Français du Brésil, Consulado Geral da França em São Paulo Agradecimentos: Aliança Francesa de São Paulo e Cité Internationale des Arts.

BIG SHOOT
Direção geral: Janaína Suaudeau
Tradução: Janaína Suaudeau
Colaboração na tradução: Rafael Morpanini
Elenco: Daniel Costa, Daniel Infantini
Músicos: Conrado Goys e Pedro Gongom
Direção musical: Conrado Goys
Trilha sonora: Conrado Goys e Pedro Gongom
Assistente de direção: Victor Abrahão
Cenografia: Ulisses Cohn
Iluminação: Sofia Boito
Figurino: Daniel Infantini
Operação de som: Don Lino
Operação de luz: Priscila Carla
Produção: Mariana Novais e Larissa Maine - Ventania Cultural

SERVIÇO
Big Shoot
De 25 de outubro a 10 de novembro de 2019
Sextas e sábados, 21h30. Domingos e feriados, 18h30
Sesc Belenzinho (Sala de Espetáculos I- 60 lugares)
Duração: 80 minutos | Não recomendado para menores de 16 anos
Ingresso: R$ 9,00 (credencial plena do Sesc - trabalhador do comércio de bens, serviços e turismo credenciado no Sesc e dependentes) | R$ 15 (aposentado, pessoa com mais de 60 anos, pessoa com deficiência, estudante e servidor de escola pública com comprovante) | R$ 30,00 (inteira)
Ingressos disponíveis pelo portal Sesc SP (www.sescsp.org.br) a partir de 15/10, às 12h, e nas bilheterias das unidades do Sesc a partir de 16/10, às 17h30

Sesc Belenzinho
Endereço: Rua Padre Adelino, 1000 | Belenzinho – São Paulo (SP) | Telefone: (11) 2076-9700 | www.sescsp.org.br/belenzinho

Estacionamento
De terça a sábado, das 9h às 22h. Domingos e feriados, das 9h às 20h.
Valores para espetáculos pagos, após as 17h: R$ 7,50 (Credencial Plena do Sesc - trabalhador no comércio de bens, serviços e turismo). R$ 15,00 (não credenciados).

INFORMAÇÕES À IMPRENSA

Assessoria de Imprensa Especial Koffi Kwahulé
Canal Aberto
Márcia Marques | Daniele Valério | Diogo Locci
Contatos: (11) 2914 0770 | 9 9126 0425 | 9 8435 6614 | 9 9906 0642
marcia@canalaberto.com.br | daniele@canalaberto.com.br | diogo@canalaberto.com.br

Assessoria de Imprensa Sesc Belenzinho
Poliana M. Queiroz
(11) 2076-9762

Transporte Público
Metro Belém (550m) | Estação Tatuapé (1400m)

Espetáculo investiga as tensões entre o corpo feminino, o tempo e a mídia



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Com solo de Mônica Bernardes, obra teatro-coreográfica ¡D-eia estará em cartaz de 18 a 27 de outubro no Galpão do Folias. Sextas e sábados, às 21h; domingos, às 20h.

Fotos : Adriano Carmona 


De 18 a 27 de outubro, a Taanteatro Companhia apresenta o espetáculo ¡D-eia no Galpão do Folias, na Santa Cecília, zona oeste de São Paulo. Nas sextas e sábados, as apresentações serão às 21h. Nos domingos, às 20h.

Com solo de Mônica Bernardes, ¡D-eia investiga as tensões entre o corpo feminino, o tempo e a mídia; entre a experiência interior desse corpo e sua representação social; entre as múltiplas identidades assumidas, marcadas pela presente sensação de fragmentação e deslocamento.





O disparador do espetáculo é o sentimento de urgência em encontrar respostas frente às crises de sensibilidade e identidade, na vida megaurbana da era digital.  A encenação intenta resistência face às dinâmicas contemporâneas de colonização do corpo e de sua vitalidade, traz fragmentos de “Textos para Nada”, de Samuel Beckett, além de elementos biográficos da performer e projeções que exploram os meandros e tensões da autorrepresentação nos dias atuais.

¡D-eia integra o projeto [des]colonizações da Taanteatro Companhia. Contemplado pela 25a edição do Fomento à Dança para a Cidade de São Paulo, [des]colonizações investiga a aplicação de estudos pós-coloniais na criação teatro-coreográfica.




Ficha Técnica
Criação e dança: Mônica Cristina Bernardes
Direção Coreográfica: Maura Baiocchi
Orientação Dramatúrgica: Wolfgang Pannek
Figurino: Wolfgang Pannek, Mônica Cristina Bernardes
Edição de vídeo e voz-off: Mônica Cristina Bernardes
Captação de vídeo e Trilha sonora : Wolfgang Pannek
Música: Arvo Pärt
Cenografia: Wolfgang Pannek
Iluminação: Juliana Morimoto e Flávio M. Silva

Serviço:
Espetáculo ¡D-eia – Taanteatro Companhia
De 18 a 27 de outubro, sextas e sábados, às 21h; domingos, às 20h.
30 lugares
Ingressos a R$ 20,00 e R$ 10,00 (meia entrada).
Duração: 50 minutos
Classificação: 12 anos
Local: Galpão do Folias, R. Ana Cintra, 213 - Santa Cecília, São Paulo - SP
Informações: Tel: (11) 3361-2223


terça-feira, 15 de outubro de 2019

Bar do Alemão / Programação musical





Inaugurado há 51 anos, o Bar do Alemão, casa de propriedade do violonista e compositor Eduardo Gudin, encerrará suas atividades no dia 14 de novembro. A casa sempre se destacou como um espaço de reverência e resistência para o samba tradicional e para a boa música brasileira, em diálogo com sonoridades contemporâneas, além do chopp geladíssimo e bons pratos. O bar do Alemão combina cultura, lazer e prazer em São Paulo, na Avenida Antártica, 554, na zona oeste da capital.

16/10. Quarta, às 20h30
Gudinianas / roda de samba: Pagode do Fred
Projeto: #OcupAlemão
Couvert artístico: R$ 20,00

Estendendo as comemorações do aniversário de Eduardo Gudin, o Bar do Alemão convida os sete integrantes do Pagode do Fred para comandar uma roda de samba, aberta a participações. O repertório destaca parcerias entre o compositor aniversariante e seu mais frequente parceiro: Paulo César Pinheiro. A roda ganhou título de “O importante é que a nossa emoção sobreviva”, lema do Bar do Alemão: verso da canção “Mordaça”, parceria da dupla. O Pagode do Fred é formado por músicos expressivos na cena do samba contemporâneo de São Paulo: Alfredo Castro (percussão e voz), Raphael Moreira (percussão e voz), Rafael Toledo (percussão e voz), Xeina Barros (percussão e voz), Gian Correia (violão), Henricão (cavaquinho) e Marcelo Martins (cavaquinho).  Esta atração integra a série #OcupaAlemão.

17/10 – Quinta, às 20h30
Show: 3ª AMostra Canção Presente – Série Bar do Alemão #10
Iara Ferreira convida: Clarice Senna, Pedro Sá Moraes, Rodrigo Avelino e John Muller.
Couvert artístico: R$ 16,00

O projeto Canção Presente teve início no Rio de Janeiro, em 2016, em duas edições em parceria com a Funarte, ocupou teatros da cidade com música autoral contemporânea. Em 2019, as idealizadoras, Iara Ferreira (cantora e compositora) e Livia Mannini (produtora cultural), realizam a 3ª AMostra Canção Presente - Série Bar do Alemão, que ocupa mensalmente o tradicional bar de Eduardo Gudin. A cada edição, apresenta novos compositores da música popular brasileira, que dividem a noite com Iara Ferreira. Em outubro, os convidados são Clarice Senna (de Belém, PA, radicada em SP), Pedro Sá Moraes (do Rio de Janeiro, RJ), Rodrigo Avelino (de Maceió, Alagos) e John Muller (de Blumenau, SC). Após as apresentações, o palco é aberto para compositores presentes que queiram mostrar seu trabalho.

22/10 – Terça, às 20h30
Show: João Macacão & Conjunto Paulistano
Couvert artístico: R$ 15,00

João Macacão (79 anos) é uma das figuras mais marcantes da seresta, do samba canção e do choro na atualidade, além de ser exímio no violão 7 cordas. Acompanhado pelo Conjunto Paulistano, Macacão interpreta clássicos de Cartola, Nelson Cavaquinho, Noel Rosa, Jacob do Bandolim e de outros autores consagrados da música brasileira. Ao longo de sua carreira tocou ao lado de importantes artistas como Orlando Silva, Gilberto Alves e Altamiro Carrilho, além de acompanhar o seresteiro Silvio Caldas, por mais de 20 anos. No início da carreira, João integrou o Regional Esmeraldino Salles até montar seu próprio regional, o Conjunto Paulistano, em 1988, que circulou por todo o Brasil. Após sua participação em coletânea em homenagem a Paulo Vanzolini, iniciou a carreira de intérprete, sempre homenageando mestres do cancioneiro brasileiro. Seu estilo de cantar se destaca pela voz grave e marcante.





23/10 – Quarta, às 20h30
Show: Nãnãna da Mangueira – Tributo à Beth Carvalho
Couvert artístico: R$ 15,00

A cantora Nãnãna da Mangueira apresenta O Show Tem que Continuar em homenagem à sambista Beth Carvalho (1946-2019). Nesta apresentação, Nãnãna convida Zanza Simião (pandeiro - cantora, compositora e presidente da Ala de Compositores da Escola de Samba Nenê de Vila Matilde), Elisa Simião (cavaquinho), Ana Simião (percussão) e Vinicius para celebrarem a madrinha do samba. No CD Caminho de Rosas, Nãnãna da Mangueira teve a honra de contar com participação de Beth na faixa "Pura Paixão", onde cantam a glória de serem mangueirenses e terem convivido com grandes baluartes do samba. Nãnãna da Mangueira é comprometida com a música desde os anos 50, quando cantava nos programas de auditório da Rádio Nacional. Em 1958 mudou-se para o Morro da Mangueira onde construiu grande parte de sua história e conviveu com os grandes nomes do samba brasileiro: Carlos Cachaça, Cartola, Xangô da Mangueira, Geraldo Pereira, Zé Keti e muitos outros. Na Estação Primeira da Mangueira, aos 13 anos, iniciou como passista. Trabalhou com importantes nomes da música e da arte brasileira: Grande Otelo, Carlos Machado, Herivelto Martins, Ataulfo Alves e Monsueto. Em 1965 mudou-se para São Paulo, onde integrou o Conjunto Batucajés, dirigido por Marcos Lázaro, como cantora e passista. Essa foi a vitrine que abriu à Nãnãna as portas do mundo: Bélgica, Alemanha, Holanda, Colômbia, Perú e México, onde permaneceu por 3 anos.







24/10 – Quinta, às 21h
Show: Izzy Gordon canta Dolores Duran
Couvert artístico: R$ 30,00

Faz 60 anos que Dolores Duran nos deixou. A cantora paulista, sobrinha de Dolores, Izzy Gordon faz show para contar e cantar um pouco da história da compositora, que faleceu em 1959 aos 29 anos. O show traz composições de Dolores, além de músicas de seu vasto repertório como intérprete, entre elas “My Funny Valentine”, “A Banca do Distinto”, “A Fia de Chico Brito” e as obrigatórias “Por Causa de Você” e “A Noite do Meu Bem”. A cantora Izzy Gordon cresceu ouvindo jazz e bossa nova. Filha de Dave Gordon, conviveu desde criança com nomes como Jair Rodrigues, Tim Maia, César Camargo Mariano, Rita Lee, Wilson Simonal, Cassiano e muitos outros que frequentavam sua casa para conversas e jam sessions com seu pai. Izzy Gordon comemora 30 anos de carreira. Lançou quatros discos, sendo o primeiro Aos Mestres com Carinho - Uma Homenagem a Dolores Duran (selo Rio 8).





29/10. Terça, a partir de 20h30
Roda: Terçando no Choro com Fernando Dalcin
Couvert artístico: R$ 15. Roda aberta a canjas

Fernando Dalcin é um jovem instrumentista autodidata que começou a se interessar pelo bandolim ainda criança, após uma breve passagem pelo cavaquinho, que descobriu ao ouvir “Pedacinho do Céu” de Waldir Azevedo. O incentivo veio de seu avô, que o levou pela primeira vez a uma roda de choro, passando a se dedicar ao estilo e ao bandolin. Atualmente, o músico vem se destacando com show que celebra os 50 anos sem Jacob do Bandolim. Para Fernando, “muito mais do que um espaço para o encontro entre amigos, a roda de choro é uma escola para aqueles que optam pelo caminho da música, em geral, e do choro, em particular”. Nessa apresentação, Dalcin mostra repertório formado por músicas inéditas e clássicos do choro, acompanhado pelos instrumentistas Victor Guedes (cavaco), Ribeka Suzuki (pandeiro) e Natan Drubi (violão). Na segunda entrada da roda de choro, o palco é aberto a canjas de músicos presentes.


Serviço
Bar do Alemão
Av. Antártica, 554 - Água Branca, São Saulo/SP.
Tel: (11) 3862-5975. Reservas pelo Whatsapp: (11) 99865-9101.
Abertura da casa: 18h. Capacidade: 46 lugares
Aos menores de 18 anos a casa não serve bebida alcoólica.
Estacionamento conveniado: R$ 8,00 (preço único c/ carimbo do bar) - Av. Antártica, 519.
Acesse a programação: https://www.facebook.com/obardoalemao