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quarta-feira, 27 de setembro de 2017

SESC SOCIAL - PALESTRA SOBRE CYBERBULLIYNG


Audiência Pública, hoje - em Brasília .


Fonte : Rozangela Silva 

O babaloawo Ivanir dos Santos – interlocutor da CCIR – Comissão de Combate a Intolerância Religiosa. Já está em Brasília, é um dos convidados da COMISSÃO DE DIREITOS HUMANOS E MINORIAS.
- Para audiência pública, hoje, debatem na PAUTA DE REUNIÃO ORDINÁRIA, com o Tema: O crescimento dos casos de intolerância por motivação religiosa no Brasil. Onde levará casos e as últimas intimidações aos terreiros cometidos no Rio.
“Não podemos esquecer que fim do regime nazi-fascista na década de 1940, não significou, necessariamente, o fim desta ideológica na espera social, política e religiosa. Não podemos esquecer que por trás desta manifestação de ódio está o racismo, o preconceito, xenofobia e a intolerância religiosa. Diante de um cenário, nacional e internacional, de retrocessos sociais e políticos, precisamos nos unir contra todas as formas de tentativa de aniquilação das nossas culturas e religiosidades negra, contra todas as formas de repressão”, atesta Ivanir do Santos.
“Através de diálogo vamos buscar mecanismo e interatividade com os governos e gestores para solucionarmos os problemas de Intolerância Religiosa no Rio de Janeiro e no Brasil. Reunimos em torno de 100 mil pessoas na 10ª CAMINHADA em DEFESA da LIBERDADE RELIGIOSA, em COPACABANA, no último dia 17, isso é pouco, muito pouco, temos que agir rápido em prol das pluralidades, humanidades e liberdade religiosa”, completa o sacerdote.

Craca e Dani Nega e o Dispositivo Tralha fazem única apresentação no terraço da Casa Palco

O músico e a MC fazem seu manifesto musical poético, político e dançante; apresentação a céu aberto promete fazer desse um show memorável
No show, músicas do disco lançado em 2016 e premiado como Melhor Álbum de Música Eletrônica pelo Prêmio da Musica Brasileira e outras que estarão no próximo lançamento da dupla


Craca e Dani Nega e o Dispositivo Tralha se apresentam dia 14 de outubro de 2017,às 22h, no terraço da Casa Palco (Rua Treze de Maio, 240, Bela Vista, SP), a céu aberto.No encontro entre estes dois distintos artistas, a música ganha força impulsionada pela grande afinidade da dupla, que foi vencedora do 28º Prêmio da Música Brasileira na categoria especial: Álbum de Música Eletrônica. Depois do show, a festa fica por conta da DJ Evelyn Cristina e Erico Theobaldo.

Craca e Dani Nega fazem a fusão do rap, como palavra falada, com o eletrônico multicultural e experimental. O encaixe surpreendente aconteceu por razões musicais, mas também pelas convicções em comum, o clamor por justiça e anseio por transformações sociais. O som vem acompanhado por projeções de imagens na parede ao lado do prédio da Casa Palco, que completam a narrativa de denúncias, reflexões e provocações.

Craca é incorporado por Felipe Julián, músico, produtor musical e artista visual.  Felipe adapta e substitui instrumentos convencionais por criações suas de dispositivos eletrônicos, em constante pesquisa pela interface ideal, além de manter seu trabalho fortemente ligado à expressão visual, como o uso do videomapping.

Dani Nega é atriz e MC, traz a música negra pulsante em sua origem e a palavra como motriz para expressão, o microfone é o seu lugar para os questionamentos.




A junção se mostrou tão certeira que resultou rapidamente no primeiro álbum nomeado“Craca, Dani Nega e o Dispositivo Tralha”, um manifesto musical político, poético e dançante. O som eletrônico multiétnico de Craca é a base perfeita para as rimas e o claro discurso de Dani Nega, que fala sério sobre violência contra as mulheres, racismo e outras tantas temáticas político-sociais, deixando espaço ainda para o amor e poesia. A busca da revolução através da palavra.

No palco fazem uma performance energética, onde o público é convidado tanto para refletir quanto para dançar. Acompanhados pela banda formada por bateria, backing vocal, guitarras e programações eletrônicas, entra em cena também o sistema de videomapping desenvolvido por Craca.

As imagens sincronizadas à música são inspiradas em experimentos do pré-cinema (como as sequências fotográficas de E. Muybridge) ou filmes esquecidos de ficção científica trash, com direito a monstros submarinos e sereias assassinas.

A dupla e seu projeto audiovisual só vem crescendo e ganhando espaço, com performances realizadas em locais como a Red Bull Station, Casa das Caldeiras, na SIM - Semana Internacional da Música (São Paulo), unidades do Sesc (Vila Mariana, Belenzinho, Campinas e Registro), Festival MoLa no Circo Voador (Rio de Janeiro) e o tradicional Festival Rec-Beat (Recife).

Dani Nega coloca sua voz suave, porém firme e certeira em seis faixas, como “Sou Preto Mesmo”, expondo com ironia como a cultura negra é facilmente apropriada, e “Papo Reto”, que convoca a força das mulheres e a luta contra o machismo. Entre as cinco músicas instrumentais, “Thoracica", uma cumbia abrasileirada, marcada pela guitarrada e pandeiro, e a “Vintage Sci-Fi”, um mix de coco e afrobeat, são bons exemplos da sonoridade trazida pelo Craca.

Se estamos em evidente tempos de revoluções e despertares sociais e políticos, Craca e Dani Nega se mostram atuais e pertinentes, além da sonoridade contagiante e única.

Casa Palco
A Casa Palco está localizada em um endereço carregado de significados no meio artístico da cidade: Rua Treze de Maio, 240, local onde estiveram sediados a Cia. Nova Dança e o Teatro de Narradores, e onde ainda é a sede do Teatro da Vertigem. Esse local, espaço herdeiro de uma linhagem marcante da produção no campo das artes cênicas em São Paulo desde 1980, tem como desejo abrigar e propiciar encontros e trocas combinando trabalho e prazer, pesquisa e acolhimento, pensamento e sociabilidade.

Ficha Técnica
Gil Duarte - Flauta e Trombone
Jovem Palerosi – Eletrônicos
Elo Paixão – Backing
Arnaldo Nardo – Bateria
Craca - Eletrônicos e visuais
Dani Nega – Vocais

Serviço
Craca, Dani Nega e Dispositivo Tralha
Dia 14 de outubro  de 2017, às 22h
Casa Palco - Rua Treze de Maio, 240, Terraço, no 3º andar
Bela Vista, São Paulo, SP.
Ingressos: R$ 15,00 (preço único)
Telefone de informação: (11) 98278-8383
Capacidade: 300 pessoas

Sansacroma lança “A Dança da Indignação”, livro comemorativo aos 15 anos de atividades da cia paulistana



Interprete e Criadora - Malu Avelar ​

Fonte : Marcelo Pria 
Fotos : Léu Brito / Gal Martins


Lançamento acontece na próxima sexta-feira, dia 29 de setembro, às 20h, na Aparelha Luzia, em São Paulo. Livro conta a trajetória da cia que nasceu na periferia sul da capital e registra a metodologia criada pela diretora Gal Martins, denominada de A Dança da Indignação

Na próxima sexta-feira, dia 29 de setembro de 2017, às 20h, a Cia Sansacroma realiza o lançamento do livro “A Dança da Indignação”, em comemoração a seus 15 anos de atividades. O lançamento acontece na Aparelha Luzia, em São Paulo, relevante espaço cultural de resistência negra da capital paulista.

Com 156 páginas, tiragem de mil exemplares e editado pela Papel Brasil Editora, o livro “A Dança da Indignação” foi escrito com a participação de todos os integrantes da Cia e do consultor de pesquisa Rodrigo Reis, que assina a organização do livro. A publicação conta ainda com as colaborações de Chris Gomes, Yaskara Manzini, Luciane Ramos-Silva, Kanzelumuka e Erica Malunguinho.

“A Dança da Indignação” traz a trajetória da Cia Sansacroma desde seu nascimento, há 15 anos, no Capão Redondo, na periferia sul de São Paulo, relembrando os espetáculos criados pela companhia: “Negro por Brasil” (2002), “Orfeu Dilacerado” (2006), “Solanidade” (2007), “Solano em Rascunhos” (2008), “Angu de Pagu” (2010), “Marchas” (2012), “Máquina de Fazer Falar” (2012), “Outras portas, outras pontes” (2012) e “Sociedade dos Improdutivos” (2015).

O livro também discorre sobre a pesquisa e metodologia de criação em dança desenvolvida por Gal Martins denominada de “Dança da Indignação”, cujo conceito pressupõe uma linguagem estética que pretende reverberar indignações coletivas numa abordagem política.


“A Dança da Indignação” traz ainda os registros de outras produções da Sansacroma, como os Programas Retratos 1 (2012) e 2 (2017), mostras de curtas em que pessoas relevantes para a comunidade periférica paulistana recebem a visita de intérpretes-criadores da cia, os quais ouvem suas histórias e, a partir das narrativas destes homenageados, criam uma coreografia inspirada naqueles personagens ou nas histórias que foram registradas.

Diretora da Cia Sansacroma Gal Martins


                                          Diretora da Cia Sansacroma Gal Martins




                                                    Elenco atual da Cia Sansacroma


                                                 Intérprete-criador Flip Couto






                                                      Intérprete e -criadora Aysha Nascimento



                                      Intérprete-criadora Verônica Santos
Outra ação artística da Sansacroma documentada no livro é o Circuito Vozes do Corpo, mostra de danças contemporâneas que reúne apresentações diversas entre companhias de dança, coletivos artísticos, artistas solo, rodas de conversa e workshops e que, em 2017, chegou à sua oitava edição.

Das atividades mais recentes, o livro narra a realização do 1º Fórum de Criação Convivial, realizado ao longo do primeiro semestre deste ano com 14 participantes com o intuito de compartilhar seus processos e a metodologia da Dança da Indignação. O final do Fórum culminou com apresentações de solos individuais e o livro conta com os depoimentos dos artistas contando sobre seus processos.

Segundo a diretora da Cia Sansacroma, Gal Martins, além de registrar a memória da companhia durante seus 15 anos de trajetória, a publicação possibilita um registro estético que pretende contribuir para a diversidade da história da dança paulistana.  “A ideia é compartilhar com artistas e não artistas os caminhos de nossa criação em dança que perpassam por questões que nos afetam cotidianamente, seja nas relações sociais, políticas e/ou poéticas”, conta Gal.

Atualmente, a Cia Sansacroma é composta por Aysha Nascimento, Ciça Cecília, Dandara Gomes, Djalma Moura, Erico Santos, Flip Couto, João Simões , Malu Avelar e Verônica Santos.

Sobre a Cia. Sansacroma – Criada em 2002 pela atriz, dançarina e coreógrafa Gal Martins, a Cia. Sansacroma tem se dedicado a desenvolver trabalhos baseados no hibridismo característico às criações coreográficas na contemporaneidade. O ponto de partida das criações são as poéticas do corpo negro e como ele está inserido na sociedade. Focaliza temas pertinentes à sociedade atual, no modo em que chegam e afetam a todos diretamente, seja no cotidiano das ruas, nas relações sociais e interpessoais, na mídia ou na própria arte. A Dança da Indignação, conceito criado pela artista, norteia a pesquisa de linguagem estética da companhia, que pretende reverberar no ato dançante as indignações coletivas, numa abordagem política-poética que aponta para as intersecções entre arte e vida. Tendo feito uma escolha singular ao atuar diretamente na periferia sul de São Paulo, onde este território influencia diretamente o seu processo artístico.
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SERVIÇO:
Lançamento do livro “A Dança da Indignação”
Realização:
 Cia. Sansacroma
Quando: 29 de setembro de 2017, às 20h
Onde: Na Aparelha Luzia, à Rua Apa, 78, Campos Elíseos, São Paulo (próximo ao metrô Marechal Deodoro)
Telefone: (11) 3467-0998
Quanto: Entrada franca



Informações para a Imprensa
Marcelo Pria
MTB # 027461
Rhizome Comunicações
11 98739-6179