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quarta-feira, 30 de maio de 2018

ALESP aprova combate à intolerância no Estado




Fonte: Rozangela Silva 

Onde o respeito às diferentes religiões ganham diretrizes.

Ontem, saiu no Diário Oficial do Estado de São Paulo – ALESP aprova combate à intolerância no Estado.

"Parabenizo a ALESP, em especial a Doutora Damaris Moura e os demais companheiros, pela iniciativa da criação da Coordenadoria de Promoção de Políticas de Combate à Intolerância e Defesa do Direito da Liberdade Religiosa. Desejo que essa atitude possa ser um exemplo para as Assembleias Legislativas dos demais Estados, bem como uma política federal. Por bandeiras como essa, sou pré-candidato ao Senado pelo PPS do Rio do Janeiro", afirma o Doutor em História Comparada - Babalawô Ivanir dos Santos.

Ivanir dos Santos, figura ímpar, que vem há anos lutando contra o racismo e à intolerância religiosa. Mas além de reivindicar, vem buscando diálogos com grupos de estudos e pesquisas em âmbitos nacionais e internacionais. O professor Ivanir vem construindo e fomentando ações para o fortalecimento dos laços entre os intelectuais afro-brasileros, afro-americanos e africanos.

Atuando como interlocutor da CCIR – Comissão de Combate à Intolerância Religiosa, bem como na realização da Caminhada em Defesa da Liberdade Religiosa - em 2017, realizou a 10ª edição, levando mais de 100 mil pessoas à Copacabana, juntas em prol do diálogo inter-religioso e da tolerância religiosa no país. Responde ainda pelo ERARIR, na Coordenadoria de Experiências Religiosas Tradicionais Africanas, Afro-brasileiras, Racismo e Intolerância Religiosa, e suas incursões pelo mundo, promovendo debates e diálogos inter-religioso, é a prova que é ele tem voz e vem todos os dias construindo um legado.

O PROJETO ‘MÚSICA AO CAIR DA TARDE’O PROJETO ‘MÚSICA AO CAIR DA TARDE NO SESC



Lucas Chagas e Thiago Paccola – Foto: Adão Chagas


O duo viola caipira e violino, com os músicos Thiago Paccola e Lucas Chagas é o próximo show que acontece no projeto ‘Música ao Cair da Tarde’, dia 01 de junho de 2018, às 19h, no Sesc Santo Amaro, grátis.
O show tem como objetivo dar uma nova versão a clássicos consagrados do cancioneiro popular e temas instrumentais, trazendo a música brasileira como base deste trabalho, em ritmos, harmonias e sotaques tradicionais e apresentando a versatilidade desses instrumentos.

No repertório, Trenzinho Caipira (Heitor Villa Lobos), Feira de Mangaio (Sivuca), Disparada (Geraldo Vandré/ Theo de Barros), Tocando em Frente (Almir Sater/ Renato Teixeira), O Ovo (Hermeto Paschoal), Ponteio (Edu Lobo), entre outras.

SOBRE OS MÚSICOS
Thiago Paccola (viola caipira) é formado pela EMESP e cursa bacharelado em viola brasileira na faculdade Cantareira. Integrou por dois anos o naipe de solo da Orquestra paulistana de Viola caipira, participando da gravação do CD de 15 anos da OPVC no auditório do Ibirapuera. Atualmente é regente da Orquestra Mojimiriana de viola caipira, com a qual gravou um CD e um DVD. 
Lucas Chagas (violino) iniciou os estudos de violino aos onze anos em Mogi-Guaçu/SP. Aos quinze passou a integrar a orquestra Lyra Mojimiriana onde tocou com artistas como Renato Teixeira, Toquinho entre outros. Em 2012 entrou para o Conservatório de Tatuí onde segue o seus estudos atualmente.

SERVIÇO
MÚSICA AO CAIR DA TARDE
Thiago Paccolo e Lucas Chagas
Dia 01 de junho de 2018, às 19h
Local: Convivência | Duração: 60 min | Ingressos: Grátis

Sesc Santo Amaro
Horário de funcionamento e bilheteria: Terça a sexta, das 10h às 21h30. Sábados, domingos e feriados, das 10h às 18h30.
Acessibilidade: universal.
Estacionamento da unidade: R$ 5,50 a primeira hora e R$ 2,00 por hora adicional (Credencial Plena); R$ 12,00 a primeira hora e R$ 3,00 por hora adicional (outros).
Disponibilidade: 158 vagas para carros e 36 para motos. A unidade possui bicicletário gratuito.

Assessoria de Imprensa:
Com Canal Aberto | Márcia Marques | Daniele Valério
Contatos: (11) 2914 0770 / 9 9126 0425

Assessoria de Imprensa Sesc Santo Amaro

Diego Oliveira

Natália Pinheiro

Willian Yamamoto

2 anexos

Convite À ESPERA - Peça Teatral

Descrição: À Espera -ReginaRemencius, JeanDandrah,EllaBelisone -©Heloisa Bortz -b.jpgConvite

À ESPERA

Texto Sergio Roveri / Direção Hugo Coelho
Com Ella BellissoniJean Dandrah e Regina Maria Remencius

Pré-estreia: 7 de junho (quinta, às 20h)
Estreia: 8 de junho (sexta, às 20h)

Para reservar seu convite retorne esta mensagem ou ligue para Verbena Assessoria: 2738-3209 / 99373-0181 (Eliane ou João Pedro). Informe, por favor, se você irá no dia 7 ou 8/6
Convite válido também para toda a temporada.



À ESPERA

Texto: Sergio Roveri. Direção: Hugo Coelho. Elenco: Ella Bellissoni, Jean Dandrah e Regina Maria Remencius. Cenário: David Schumaker. Iluminação: Fran Barros. Design de aparência de atores: Adriana Vaz Ramos. Música original, produção musical e desenho de som: Ricardo Severo e Rafael Thomazini. Assistência de direção: Fernanda Lorenzoni e Larissa Matheus. Direção de produção: Fernanda Moura. Produção: Palimpsesto Produções Artísticas. Assistência de produção: Fernanda Ramos. Fotos: Heloísa Bortz. Identidade visual: Denise Bacellar. Mídias sociais: Verá Papini. Assessoria de imprensa: Verbena Comunicação. Realização: Ella Bellissoni, RMR Produção Artística e Núcleo 137.

Sinopse - Duas mulheres acordadas do que deveria ser um sono profundo se deparam com o sol que insiste em nascer, todos os dias, na mesma hora numa indecifrável realidade. Elas recebem a visita inesperada de um homem para uma festa de aniversário. Embora não saibam exatamente o que estão fazendo naquele lugar, os personagens têm consciência de que estão ali por algum propósito.

Espetáculo: À Espera
Temporada: 8 de junho a 21 de julho de 2018 
Horários: Quintas e sextas (às 20h) e sábados (às 18h)
Ingressos: Grátis - Retirar com 1h de antecedência.
Classificação: de 14 anos. Gênero: Drama. Duração: 60 min.
Oficina Cultural Oswald de Andrade (Sala 7)
Tel: (11) 3221­5558. Capacidade: 30 lugares.

domingo, 27 de maio de 2018

Fátima Moniz lança livro na FGV

Fátima autografa o livro para o médico Dr. Kanga e esposa sra. Maria Delfina 















Fonte : Rozangela Silva 

O lançamento do livro de Fátima Moniz, no FGV, em Botafogo, nessa quinta (dia 24), aconteceu com ares de uma “Embaixada Angolana”. Não era pra menos, o assunto era sobre Angola, e os compatriotas fizeram questão de prestigiar a estreante literária.

Recebeu a ilustre presença do Vice Cônsul de Angola no Rio, o Sr. Alexandre Andrade. “É uma proposta que todo angolano deve conhecer, saber como foi o desempenho da Tanzânia na independência de Angola”, afirmou
O livro “Libertação e Independência de Angola”, traça a participação da Tanzânia na Independência de Angola, de Fátima Moniz, da pesquisadora nascida em Luanda. No campo histórico, é a primeira obra de Angola, sobre a temática e no campo diplomático permite um maior estreitamento nas relações entre os dois países. O livro é o resultado da tese de Mestrado em Ciências Políticas da Universidade Cândido Mendes. Aborda a participação da Tanzânia na independência de Angola, relata os anos de 1963 quando a Organização de Unidade Africana cria um órgão para apoiar os movimentos que estando sob domínio dos portugueses, que lutavam pelas suas independências. Assim como muitos movimentos de Angola, em particular o MPLA de Agostinho Neto. Além do apoio militar, que vinha da Rússia. Os movimentos que transportavam em caminhões para a Região do Leste de Angola, levando a independência de Angola, em 11 de Novembro de 1975.

Fátima com o vice cônsul Camilo Buanga 


“Acho que é uma obra muito interessante, que traz uma nova perspectiva, inédita dessa relação de Angola com Tanzânia, sobre tudo aqui no Brasil, nós não temos uma visão dessa integração desses países africanos”, atestou Daniele Sanches - Doutorada da Université Paris-Sorbonne, que assinou o prefácio da obra.

“A consolidação do trabalho de pesquisa de Fátima, acerca das questão e assuntos da África, resulta em um obra imperdível”, afirmou Nayt Jr - Assessor Institucional da Assembleia do RJ. 

Fátima recebeu o afeto de Marzarte Kanga Nicolau, um dos principais médicos e pioneiro em fertilização em Angola, que está em vista ao Rio, ao lado da esposa Maria Delfina João Jorge. Vice Cônsul Camilo Buanga, também marcou presença, entre outros convidados.

Fátiima com o vice cônsul  Alexandre Andrade 

E como não poderia ser diferente, a sessão de autógrafos ganhou coquetel regado com espumante J C Le Roux, espumante da África do Sul.

A autora Fátima Moniz, é natural de Angola, mas ainda criança foi morar em Benguela e faz questão de lembrar suas raízes, ao se titular benguelense. Morando no Rio desde 2011, é funcionária do Ministério das Relações Exteriores de Angola, no Consulado Geral de Angola, no Rio. Graduada em História pela Universidade Agostinho Neto e mestre em Ciências Políticas e Relações Internacionais pela - Universidade Cândido Mendes, em 2016.

A noite foi de estreia também da Editora Artprint. O lançamento contou com apoios da FGV e da Editora Nyandala.
Fotos de Adelino Jr.


Defesa memorável do babalawô e agora Doutor Ivanir dos Santos


Fonte : Rozangela Silva


O IFCs protagonizou semana passada, um novo cenário acadêmico, muito diferente do que costuma acontecer. Ontem o babalaô Ivanir dos Santos, apresentou a defesa de doutorado: Marchar Não é Caminhar: Interfaces políticas e sociais das religiões de matrizes africanas no Rio de Janeiro contra os processos de Intolerância Religiosa (1950-2008), no Programa de Pós-graduação em História Comparada da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ).
A data foi escolhida de propósito: 25 de maio / Dia da África, ou das Áfricas como pontua o religioso. Instituída em 1972, pelaOrganização das Nações Unidas (ONU) em referência a criação da Organização de Unidade Africana (OUA). Atualmente conhecida como Africana (UA), foi fundada em 25 de 1963 na Etiópia, com o objetivo de defender e emancipar os países do continente africano e, pensando em um evento que possa evidenciar e fomentar as inteirações e trocas epistemológicas entre os pesquisadores e pesquisadoras brasileiros e dos países africanos.

Kleber Lucas, Babalao Ivanir dos Santos e Neil 


Ineditamente, fugindo ao protocolo, a tese foi apresentada para mais de 500 ouvintes no Salão Nobre do IFCs, nunca na faculdade houve um burburinho tão grande com uma apresentação.
Ivanir dos Santos, figura ímpar, que vem há anos no combate ao racismo e principalmente a luta contra à intolerância religiosa. Mas além de reivindicar, vem buscando diálogos com grupos de estudos e pesquisas em âmbitos internacionais, o professor Ivanir vem construindo e fomentando ações para o fortalecimento dos laços entre os intelectuais afro-brasileros, afro-americanos e africanos. A frente do ERARIR e CCIR, suas incursões pelo mundo é a prova que é ele tem voz e deixa um legado.

Pastora Lusmarina e escritora Helena Theodoro

“A tese tem por objetivo evidenciar os processos de resistências das religiões de matrizes africanas frente á intolerância religiosa e o racismo no Brasil e, busca analisar comparativamente, os processos políticos, sociais e econômicos que fomentaram a Caminhada em defesa pela Liberdade Religiosa e Marcha para Jesus, ambas realizadas no ano de 2008”, afirma Ivanir dos Santos.
O trabalho de pesquisa de pós-graduação realizada pelo babalawô, lança luzes para outras pesquisas, em âmbitos acadêmicos, que buscam evidenciar as ações das lutas e resistências dos adeptos das religiões de matrizes africanas como sujeitos históricos e não apenas como objetos de pesquisas. Mas acima de tudo marca e fortalece as ações "enegrecer" nas universidades brasileiras, pois busca dar visibilidades para as ações de resistências da "gente comum" negra e/ou marginalizada por conta das suas opções religiosas, a de matrizes africanas.

Com o filho Marcelo dos Santos 

A banca, foi constituída pelo Professor Doutor Marcelo Marc Cord (UFF), Professor Doutor José Costa D'Assunção Barros (UFRJ), Professor Doutor André Leonardo Chevitarese (UFRJ), Professor Doutor Flávio dos Santos Gomes (UFRJ), Professor Doutor André Luís dos Santos Barroso (Secretaria de Estado de Educação do Rio de Janeiro) e Professor Doutor Wallace dos Santos de Morais (UFRJ).
O babalawô, visivelmente emocionado, lembrou de suas lutas e suas batalhas, o ponto alto ficou por conta quando ofereceu sua tese à sua mãe, que foi prostituta na Praça XI – e lembrou emocionado de uma frase (profetizada) que ouviu aos 5 anos “Meu filho vai ser Doutor”..., além de reverenciar à raça negra, mulheres, favelados, entre outros segmentos marginalizados... Foi uma comoção.


Emoções a parte, uma surpresa foi orquestrada por lideranças religiosas, começando com um café da manhã, com diversas delícias a base de frutas, pães e quitutes como canjica. Após a resposta da banca, houve apresentação do Projeto em Africanidade na Dança Educação da UFRJ, e um “Cortejo dos Orixáms Funfun”, criação do mundo pelos Yorubás, tendo Alexandre Padê cantando à capela e em outro momento, acompanhado de um ogã, que levantou a plateia.
O evento contou com diversos líderes religiosos Fátima Damas (CEUB), Kleber Lucas, com 25 anos de ministério, líder na Igreja Batista Soul, no Rio, Neil Barreto (Igreja Batista Betânia), pesquisador Carlos Alberto Medeiros, pastora Lusmarina, escritora Helena Theodoro, entre outros. Sem sombra de dúvida, foi um dia memorável.
Fotos de: Canal Brunno Rodrigues



Comédia Homens no Divã no Teatro Municipal Paulo Eiró

Comédia Homens no Divã,
de Miriam Palma, faz curta temporada no Teatro Municipal Paulo Eiró

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Sucesso de público em temporada ininterrupta de três anos e meio, completada em junho de 2016, a comédia Homens no Divã reestreiadia 8 de junho no Teatro Municipal de Santo Amaro Paulo Eiró, somente por quatro semanas, com ingresso popular (R$ 30,00), às sextas-feiras e sábados, às 21h, e aos domingos, às 19h.

A montagem tem elenco formado por Olivetti HerreraGuilherme Chelucci e Darson Ribeiro, também diretor, além de participação especial de Marília Gabriela, que empresta sua inconfundível voz (em off) à psicanalista Dra. Maczka.

Eleita uma das melhores comédias da capital paulista, e vista por mais de 250 mil pessoas desde a estreia em 2013, Homens no Divã fala de forma bem-humorada sobre o homem na psicanálise. Recheado de situações cômicas do cotidiano, vividas na própria casa, na academia, na balada, em palestras, entre outros, é que Darson Ribeiro escreveu sua versão do texto Desesperados, de Miriam Palma.

O riso já se estabelece na primeira cena com o encontro inesperado de três homens de personalidades bem distintas na sala de espera de um consultório de psicanálise. A partir de uma amizade inusitada, que se estabelece entre um médico obstetra (Olivetti), um bombeiro (Guilherme) e um gerente executivo (Darson), as idiossincrasias masculinas - a serem tratadas no divã freudiano - vêm à tona de forma muito leve e altamente cômica. É assim, praticamente deitado com eles no divã, que o público vai acompanhando as mudanças radicais na vida dos três personagens.




Ficha técnica / Serviço

Espetáculo Homens no Divã (a partir do texto Desesperados, de Miriam Palma) | Versão e direção geral Darson Ribeiro | Elenco Olivetti Herrera, Guilherme Chelucci e Darson Ribeiro | Voz da psicanalista Marília Gabriela | Voz da secretária Cecilia Arienti | Cenografia, trilha, luz e figurino Darson Ribeiro | Fotografia Eliana Souza |Assistência de direção Cecília Arienti | Preparação corporal Gustavo Torres | Montagem e operação de Luz e Som João Marcos Costa | Contrarregra e camarimEstevam Fernandes | Coordenação de montagem Rodrigo Souza | Administrador colaborador Wilson Tomaz | Transportadora oficial e logística Personnalite Transportes & Mudanças | Tapete especialmente confeccionado By Kamy | Persianas especialmente confeccionadas Hunter Douglas/Casa Mineira | Apoio Secretaria Municipal de Cultura de São Paulo.

Espetáculo: Homens no Divã
Temporada: 8 de junho a 1º de julho
Ingresso: R$ 30,00 (meia: R$ 15,00)
Horários: sexta e sábado, às 21h, e domingo, às 19h
Gênero: Comédia. Duração: 90 min. Não recomendado para menores de 10 anos

Teatro Municipal de Santo Amaro Paulo Eiró
Tel: (11) 5686-8440. Metrô Adolfo Pinheiro - Linha Lilás
Bilheteria: 1h antes da sessão – pagamento somente em dinheiro
Capacidade: 468 lugares (302 no piso inferior e 166 no mezanino)
Acesso PNE. Ar condicionado. Segurança 24h. Café cortesia.

quarta-feira, 23 de maio de 2018

“Libertação e Independência de Angola – Participação da Tanzânia na Independência de Angola”, de Fátima Moniz, amanhã na FGV


Fonte: Rozangela Silva / Foto: Adelino Jr.

A angolana Fátima Moniz, faz sua estreia na literatura, lançando amanhã, (quinta), o livro “Libertação e Independência de Angola – Participação da Tanzânia na Independência de Angola”. Alusivo a data do dia 25 de maio - Dia da África, comemoração anual, desde 1963 - pela fundação da Organização de Unidade Africana (OUA).
Fátima Moniz, pesquisadora nascida em Luanda conta ainda com o prefácio de Daniele Sanches - Doutorada da Université Paris-Sorbonne.


“Esta obra abre uma nova perspectiva no campo histórico, pois é a primeira obra em Angola sobre a temática e no campo diplomático permite um maior estreitamento nas relações entre os dois países”, afirma a escritora.
O livro é o resultado da tese de Mestrado em Ciências Políticas da Universidade Cândido Mendes. Aborda a participação da Tanzânia na independência de Angola, relata os anos de 1963 quando a Organização de Unidade Africana cria um órgão para apoiar os movimentos que estando sob domínio dos portugueses, que lutavam pelas suas independências.
Assim como muitos movimentos de Angola, em particular o MPLA de Agostinho Neto. Além do apoio militar, que vinha da Rússia. Os movimentos que transportavam em caminhões para a Região do Leste de Angola, levando a independência de Angola, em 11 de Novembro de 1975.
A autora Fátima Moniz, é natural de Angola, mas ainda criança foi morar em Benguela e faz questão de lembrar suas raízes, ao se titular benguelense. Morando no Rio desde 21011, é funcionária do Ministério das Relações Exteriores de Angola, no Consulado Geral de Angola, no Rio. Graduada em História pela Universidade Agostinho Neto e mestre em Ciências Políticas e Relações Internacionais pela - Universidade Cândido Mendes, em 2016.
Traz no seu 1º livro, mapas, diagramas e imagens. No trabalho de pesquisa, se baseou em entrevistas com diplomatas e historiadores, realizadas na Torre do Tombo, em Lisboa, na Tanzânia e Angola.
Lançamento ainda da Editora Artprint, de um jovem cabo-verdiano, que já publicou cerca de dez livros. O lançamento conta com apoios da FGV e da Editora Nyandala.



“Libertação e Independência de Angola – Participação da Tanzânia na Independência de Angola”.
Autora: Fátima Moniz
147 páginas
Editora Artprint
Por R$ 40,00 – a venda na FGV e nas principais livrarias do ramo    
Lançamento dia 24 (quinta), de maio, às 16h, no FGV
Praia de Botafogo, 190 – Livraria FGV


Espetáculo Teatral Infantil Gratuito : “No livro, tudo tem!”



Fonte:André Moretti / Fotos : Itaú Cultural 

A peça é o primeiro trabalho infantil do diretor Carlos Escher e será apresentada gratuitamente no próximo sábado, às 15h, no Tendal da Lapa.

Estudando a obra de Ítalo Calvino, após ler Um general na biblioteca, Carlos Escher viu a possibilidade de produzir seu primeiro projeto infantil. Convidou para dividir a cena com ele os artistas Gabriel Stippe, Carlota Joaquina e Thales Cristóvão. Em um grande trabalho de equipe, eles criaram por meio do improviso um enredo ímpar, onde o imaginário se torna real através de um cenário criativo, fazendo com que os personagens realmente saiam dos livros.

 A peça traz à cena um país fictício chamado Penúria. Certa vez, a maior biblioteca do país teve suas portas fechadas, para que os livros fossem investigados pelo Capitão Bigode de Limão e sua tropa. A missão era determinar quais livros poderiam ou não ser lidos pela população. O Sr. Formicarius, o velho bibliotecário apaixonado pelos livros, não admitia que um livro sequer fosse proibido. Na busca por fazer o capitão mudar de ideia, contou com a ajuda de suas velhas companheiras, as Traças. Do lado de fora, as crianças não se conformavam com a interdição da biblioteca. O que será que vai acontecer? Será que os livros serão proibidos? 



De forma divertida e lúdica, os artistas incentivam com este espetáculo a leitura e a imaginação. Dos livros saem rainhas e navios, e entre músicas criadas especialmente para a peça, o público pode viajar e curtir esta grande aventura, saindo com a certeza de que, “No livro, tudo tem!”.

Sobre a montagem
Para a criação do espetáculo, Carlos Escher partiu de estudos teóricos sobre leitura na infância para estimular a pesquisa do tema: porque se lê tão pouco e como estimular o contrário nas crianças, utilizando o teatro como ferramenta? Instaurou nos ensaios uma prática coletiva em que elenco, direção, cenografia, figurino, preparação musical e preparação corporal se relacionassem, contribuindo e criando juntos, tendo como base os métodos de atuação de Stanislavski e Brecht. Dentre algumas das referências para este trabalho estão as histórias de tradição oral e as histórias sobre pirataria; autores como Luís da Câmara Cascudo, Italo Calvino, Voltaire, Cervantes; e os filmes de Charles Chaplin e Dr. Fantástico, de Stanley Kubrick. Referências estas que se transformaram em provocações para as improvisações e experimentos cênicos, com base nos quais produziram a dramaturgia do espetáculo.



A cenografia criada por Gabriel Stippe traz para o palco o universo da biblioteca, com livros espalhados pelo palco. Dos livros saem o mar, barcos, piratas e até uma rainha. O trabalho com o figurino, realizado por Cássio Brasil, partiu de um estudo sobre roupas e indumentárias usadas pela guarda real, e conta com fardas, botas e quepes. Com a intenção de chegar a um figurino lúdico, Cássio optou pela confecção de roupas originais, que dialogam diretamente com a peça e com o universo da criança.

As canções executadas durante a peça são um espetáculo a parte. Com letras que contribuem para a narrativa, elas entram em cena como se fossem brincadeiras, divertindo e convidando e estimulando o público a imaginar o fundo do mar, tempestades e fogos de artifício. A direção musical de Gabriel Stippe partiu de sonoridades dos anos vinte e trinta, sobretudo as trilhas de Charlie Chaplin, e criou letras e arranjos exclusivos, utilizando instrumentos como kazoos, apitos, violão, acordeon e alguns outros construídos com sucata.



Sobre Carlos 
Carlos Escher é ator, dançarino e diretor. Começou no teatro amador, se apresentando em escolas públicas de São Paulo. Em seguida fez curso de formação em teatro com Eugenia Thereza de Andrade, diretora com que fez suas primeiras montagens profissionais: “Nervos de Deus”, “O Diabo e o Bom Deus”, “Sartrianas” e “Brechtianas Cabaré”. Trabalhou ainda com diretores como Marcelo Mourato, Marco Antônio Rodrigues e Bete Coelho, até ingressar na Companhia do Latão, dirigida por Sergio de Carvalho, tendo realizado as peças “Ópera dos Vivos”, “O Patrão Cordial”, “O Circulo de Giz Caucasiano” e “A Comédia do Trabalho”, dentre outros experimentos cênicos e trabalhos pedagógicos. No cinema trabalhou como ator em “Coice no Peito” e “Entre Nós Dinheiro” de Renan Rovida e “Carlito, O Lutador”, de Luiz Cruz.

FICHA TÉCNICA
Elenco: Carlos Escher, Carlota Joaquina, Gabriel Stippe, Thales Cristovão
Direção: Carlos Escher
Direção Musical: Gabriel Stippe
Preparação Corporal: Marilia Scofield
Cenário: Gabriel Stippe
Figurinos: Cassio Brasil
Iluminação: Caetano Vilela
Produção:  Felipe Junqueira e Maitê Urias

SERVIÇO
O que: No Livro, Tudo Tem!
Onde: Tendal da Lapa
Quando: 26 de maio, às 15h
Endereço: Rua Guaicurus, 1.100 – Água Branca
Telefone: 11 3862-1837
Estacionamento: Grátis (Rua Constança, 72)
Quanto: Grátis (Retirar ingressos com 01h de antecedência)
Classificação: Livre