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quinta-feira, 19 de setembro de 2019

Sem Barreiras – Festival de Acessibilidade e Artistas com Deficiência



Fonte: Assessoria Auditório Ibirapuera. 
Fotos :facebook dos artistas 

Como parte da programação do Sem Barreiras – Festival de Acessibilidade e Artistas com Deficiência, o Auditório Ibirapuera será palco de um show inédito com Billy Saga, Rashid e Yzalú. No encontro, os três rappers celebram a inclusão e trazem, por meio da música, a reflexão sobre a importância de uma sociedade mais acessível para todos.


No entorno do Parque Ibirapuera existem linhas de ônibus acessíveis disponíveis. Recomenda-se a verificação prévia no site da SPTrans.







SERVIÇO:
Sexta e sábado das 13h às 22h
Domingo das 13h às 20h

quarta-feira, 18 de setembro de 2019

Prepare-se para setembro no Bar Samba

Programação celebra a chegada da Primavera com muito samba no pé

bar samba.jpg
 
São Paulo – Quem curte um bom samba não pode deixar de aproveitar a programação de Setembro do Bar Samba. A casa, que fica na Rua Fradique Coutinho, 1007, no coração da Vila Madalena, promove rodas de samba animadas de quarta a sábado, agradando todo tipo de público.

Confira a agenda de Setembro:

18|Set. (qua.) – 21h - R$25 | "Samba com Elas" com Carmen Queiroz
19|Set. (qui.) – 21h - R$30 | "Terreiro Divino" com Projeto Criolice
20|Set. (sex.) – 21h - R$35 | Roda de Samba com Moyseis Marques + Grupo Samba Bar
21|Set. (sáb.) – 13h - R$35 | Feijoada + Roda de Samba com Grupo Samba Bar
21|Set. (sáb.) – 21h - R$35 | Roda de Samba com Grupo Samba Bar
25|Set. (qua.) –  R$25 | "Samba com Elas" com Milena Castro
26|Set. (qui.) –  R$30 | "Terreiro Divino" com Quintal da Xika
27|Set. (sex.) –  R$35 | Roda de Samba com Na Alma do Samba + Grupo Samba Bar
28|Set. (sáb.) –  R$35 | Feijoada + Roda de Samba com Grupo Samba Bar
28|Set. (sáb.) –  R$35 | Roda de Samba com Botequim do Timaia
Sobre o Bar Samba

Poucos lugares em São Paulo guardam ao mesmo tempo a história da cidade e do gênero musical mais popular do Brasil. O Bar Samba completou 15 anos no dia 2 de fevereiro de 2019, e desde sua fundação é o destino de muita gente bamba e dos amantes da boa música e da melhor comida de boteco.

Entrar no bar é penetrar num pedacinho da memória de muitos personagens ilustres, que estão estampados em fotos, ilustrações, pavilhões de escolas de samba e instrumentos musicais. Além, de um painel gigante (13 metros) de caricaturas que eterniza figuras como Cartola, Candeia, Beth Carvalho e Zeca Pagodinho, entre outros.

Muitas destas personalidades brilharam ao vivo no comando das tradicionais rodas de samba da casa, como Luiz Carlos da Vila, João Nogueira, Almir Guineto, Jovelina Pérola Negra, Dona Ivone Lara e Wilson Moreira, que foram inseridos no painel nesta nova fase, junto com as caricaturas de personagens do cotidiano como o gari, o coletor de lixo, as baianas e as passistas.

Serviço – Bar Samba – “um novo lugar para uma grande história”

Endereço: Rua Fradique Coutinho, 1007 – Vila Madalena
Cartões: Todos (não aceitamos Ticket Restaurante, Sodexo, Ticket Alimentação)
Estacionamento: não tem valet (várias unidades particulares próximas)
Acessibilidade: Rampa, elevador e banheiros
Capacidade: 250 pessoas

Assessoria de Imprensa e Credenciamento:  Central de Comunicação
(11) 93236-4161 – imprensa.barsamba@gmail.com

Seminário Arte-educação dentro e fora do museu: diálogos entre N’Kinpa – Núcleo de Culturas Negras e Periféricas e Museu Afro Brasil.


28 de setembro de 2019, das 10h ás 17h
Museu Afro Brasil

O seminário abordará as experiências do Museu Afro Brasil e N’Kinpa – Núcleo de Culturas Negras e Periféricas no desenvolvimento de ações que contribuam para a implementação das leis 10.639/03 e 11.645/08, responsáveis por tornar obrigatório o ensino de história e cultura africana, afro-brasileira e indígena em todos os níveis de ensino.





A proposta desse encontro é lançar um olhar comprometido; contundente e principalmente belo sobre a nossa cultura clássica oriunda de todos os povos indígenas que aqui habitam junto às Áfricas que foram trazidas para o nosso território, provocando reflexões sobre o racismo institucionalizado, estrutural e silenciador da nossa sociedade e criando vínculos; diálogos e redes de encontros com público geral e educadores do ensino público que muitas vezes se sente completamente perdido em abordar a nossa cultura na sala de aula. Outro ponto abordado para a reflexão no encontro é o quanto a nossa cultura é orquestrada por uma visão universalista eurocentrada colocando tudo que está fora de seus limites como incredível e subalterno.





Os inscritos participarão de toda a programação e no final receberá o certificado. Para os que não conseguiram se inscrever, a partir das 14h30, programação aberta para todos.
Assim a importância do encontro se dá nos pontos que cruzam as experiências dos artistas que integram a N’Kinpa - Núcleo de Culturas Negras e Periféricas, junto a equipe do departamento de educação do Museu Afro Brasil que se tornaram parceiros nos pensamentos e ações. Pessoas oriundas de lugares e experiências diversas conectadas em rede para gerar transformação social. Pensar ações onde o público tenha espaço, tempo e acesso à nossa arte. Que possa encontrar a possibilidade de se encantar, em tempos de desencantos, com saias que rodopiam, vozes e tambores que ecoam para não nos deixar esquecer a força e a beleza da nossa cultura afro-indígena-brasileira.





MUSEU AFRO BRASIL
Parque Ibirapuera – Portão 10
São Paulo – SP 04094 050
Tel: (11) 3320 8900
Nuseuafrobrasil.org.br
                                                                                   

A 12ª Caminhada em Defesa da Liberdade Religiosa, nesse domingo, transcorreu com manifestos em defesa da paz




Fotos de COLETIVO DE FOTOGRAFOS NEGROS - RJ - Zezzynho Andraddy Henrique Esteves / Carlos Junior / Osvaldo Guilherme / Jorge Ferreira / Doglas Morae


A Comissão de Combate à Intolerância Religiosa (CCIR) e o Centro de Articulação de Populações Marginalizadas (CEAP), realizam a Caminhada em Defesa da Liberdade Religiosa, começando com um café da manhã, no CIB - Clube Israelita Brasileiro, também em Copa. Por voltas das 11h seguiram rumo ao posto 6, para a concentração. A  caminhada começou pontualmente às 13h. E durante todo o trajeto, foi emoldurada por cantorias, danças e batuques. 

Com apresentação, Mãe Mirian de Oyá e Pai Renato de Obaluaiyê, apresentando os grupos e os cânticos dos Afoxés, sem falar no animadíssimo Ogan Kotoquinho. Com o slogan: 'Independente da sua fé, o respeito deve prevalecer" - Ivanir dos Santos, interlocutor da CCIR, destacou a mobilização de outros setores, como a maçonaria, os escoteiros que vieram pela 1ª vez com uma delegação. Contou pela primeira vez com a presença do lideranças religiosas internacionais, com os pastores americanos Dr Keith Jennings, Rev Timothy Mcdonald III, Drª Charlene Sinclair - com uma perspectiva cristã sobre a ótica das lutas antirracista nas Américas. Também com Arabá Agbaye Olu Isese de Ilè Ifè (Sacerdote supremo de Ifá na Nigéria). 

"Eu, e milhões de Afro-Americanos, estamos preocupados com o aumento do assédio, intimidação, ódio, fala e atos de violência contra membros individuais de religiões afro e o vandalismo de locais de culto, incluindo a queima de templos e a profanação de símbolos afro-religiosos. Devemos defender juntos a tolerância e a liberdade religiosas e fazer parte de uma nova frente global unida contra o racismo e o fanatismo, a fim de afirmar nosso desejo por um mundo onde todos sejam iguais em dignidade e em direitos.", alegou  Keith Jennings.

12ª Caminhada - ação do MUDA


A Caminhada tornou-se nacional, recebeu representantes de outras regiões, vindos da Bahia, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais e outros. Registrou em torno de 70 mil pessoas. Recebeu Marinete da Silva  e Luyara Santos (mãe e filha de Marielle Franco), Bendita da silva, Pastor Marcos Davi, Alessandra Ristovic (consulado americano) Toninho Geraes, Silvio Tendler, Carlos Minc, Marcelo Calero, diversos representantes da comunidade judaica, outras lideranças religiosas como Frei Tata, Makota Celinha do Centro Nacional de Africanidade e Resistência Afro-Brasileira – CENARAB, que trouxe uma trupe de religiosos de BH. Presença ilustre do Diácono Nelson Águia, CEBI de Campo Grande, a querida Vó Maria, APNS Agentes de Pastoral Negros, entre outros. 


12ª caminhada - budistas

Além de intelectuais como Cristina Warthm, da editora Pallas, que inclusive acabou de lançar o livro: "Marchar não é Caminhar" , que levanta e analisa as interfaces políticas e sociais das religiões de matrizes africanas no Rio, contra os processos de intolerância religiosa e o racismo no Brasil, e chega no momento em que diversos terreiros vêm sendo atacados e destruídos em nome de um Deus. Só no Rio de Janeiro, há cerca de 200 terreiros que estão sob ameaça. A CCIR registrou no 1º semestre um aumente de 120% de casos, comparado ao ano passado.

Destaque para a caracterização do O Green Man - O Fantástico Guardião das Florestas e de todos os seres. Forma orquestrada pela União Wicca do Brasil (UWB), mostrando um pouco da cultura e ao mesmo tempo protestando quanto aos desmatamentos, queimadas e destruição do meio ambiente. Representantes da casa Pai Benedito D"Angola, vieram paramentados com vestuário branco e cocar na cabeça no tom verde. Além disso, as escolas de samba Estação Primeira de Mangueira e Grande Rio também vieram com representantes. Vale lembrar que o enredo das duas escola pontuam intolerância. Outra novidade deste ano foi que adeptos do candomblé usaram cocares de penas na abertura da caminhada, remetendo aos animais da Amazônia que devem ser preservados. 

12ª caminhada - cantora Teresa Cristina com Ivanir dos Santos 

O Movimento MUDA, criou um cordão de abre alas, com 22 crianças com pinturas no rosto, representando os animais da flora amazônica, seguidas de placas com frases reflexivas sobre o tema - Natureza, Nosso Sagrado! "Porque, para nós, a natureza é sagrada. Somos religiões que reverenciamos a natureza", atestou o Babalawô Ivanir dos Santos.
A Pastora da igreja luterana Luzmarina Garcia, sempre atuante e presente atestou que "A importância dessa caminhada é enorme. Na verdade, nós estamos vivendo uma situação de tanta violência religiosa que precisamos dar um testemunho positivo de que é possível conviver, é possível se respeitar e entender que as diferenças fazem parte de uma sociedade democrática.
"A Caminhada vem se firmando como uma ação inter-religiosa, que busca fortalecer as lutas em prol da tolerância no Brasil. Nos últimos anos, a CCIR vem chamando a atenção da sociedade e das autoridades públicas para o perigo da construção de um estado teocrático em um país constitucionalmente laico como o Brasil", alegou Ivanir, que vem promovendo ações sociais contra todas as formas de violência. Tendo sido seu trabalho reconhecido - Recebeu em julho, o prêmio International Religious Freedom (IRF). Entregue pelo State Department’s Office of International Religious Freedom, em Washington (USA). Único representante de todo o hemisfério ocidental, o Doutor em História da UFRJ Ivanir dos Santos foi reverenciado pelo Departamento de Estado do Governo dos Estados Unidos pela importância na luta contra a intolerância a praticantes de religiões de matriz africana no Brasil.

12ª Caminhada - comunidade judaica


A cantora Teresa Cristina, ao lado Grupo Àwúré, arrasaram no microfone. Marcelo Vacite - Presidente da União Cigana do Brasil, prestou homenagem ao pai Mio Vacite (falecido esse ano)  e mandou ver com encantos ciganos. E assim, o ato fechou com um forte cordão fraternal, onde ficou claro que, independente da sua fé, o respeito deve prevalecer!
Saravá, Optcham, Motumbá, Kolofé, Blessed Be, Axé, Aleluia, Amém...


12ª caminhada - Pastor Marcos Davi com Ivanir dos Santos

12ª caminhada - pastores americanos Dr Keith Jennings, Rev Timothy Mcdonald III, Drª Charlene Sinclair 

Benedita da Silva com Ivanir dos Santos e Marcelo Rosa 

12º Caminhada - Ivanir dos Santos com o ogã e músico Kotoquinho

12ª caminhada no café da manhã 


12ª caminhada - Grande Rio

12ª caminhada - crianças

2ª caminhada - Ivanir dos Santos com Grupo Àwúré e o veterano Toninho Geraes  

12ª Caminhada - Ivanir dos Santos com escoteiros

12ª caminhada - Ivanir dos Santos com Arabá Agbaye Olu Isese de Ilè Ifè (Sacerdote supremo de Ifá na Nigéria) com sua comitiva 

12ª caminhada - Ivanir com budistas 

Ivanir com Silvio Tendler 

12ª caminhada - Cristina Warth com Samuel Warth - Pallas 

12ª caminhada - Diácono Nelson Aguia 

12ª caminhada - Frei Tata 

12ª caminhada - Filhos de Gandhi do Rio

segunda-feira, 16 de setembro de 2019


Palestra-performance aborda o corpo negro a partir do pensamento de Frantz Fanon


Com solo do guadalupense Médrick Varieux, O preto bonito está cagando para você, Madame! foi criada a partir do texto “A experiência vivida do negro”, capítulo do livro “Pele negra, máscaras brancas”, da autoria do influente pensador martiniquense da descolonização Frantz Fanon.



Na próxima sexta-feira (20), às 19h30, a Taanteatro Companhia apresenta a palestra-performance O preto bonito está cagando para você, Madame!, na Oficina Cultural Oswald de Andrade. A entrada é gratuita.

Com solo do guadalupense Médrick Varieux, a performance aborda o corpo negro a partir do texto “A experiência vivida do negro”, capítulo do livro “Pele negra, máscaras brancas”, da autoria do influente pensador martiniquense da descolonização Frantz Fanon (1925 a 1961).

Em diálogo com o público, a performance introduz à trajetória e obra do psiquiatra e filósofo Frantz Fanon. Sob a forma de um testemunho e de uma confissão, traz o relato de uma a vida conflituosa e de uma consciência que se descobre negra ao entrar no mundo e encontrar a si mesma.



A performance O preto bonito está cagando pra você, Madame! faz parte do Fórum de Ecoperformance, proposto pela Taanteatro Companhia por ocasião do projeto [des]colonizações. Contemplado pela 25ª edição do Programa Municipal de Fomento à Dança para a Cidade de São Paulo, [des]colonizações investiga a aplicação de estudos pós-coloniais na criação teatro-coreográfica.

Médrick Varieux é filósofo, escritor e ator. Nasceu em Guadalupe, ilha francesa no Caribe, onde começou a atuar numa peça reunindo textos de autores caribenhos como Aimé Césaire e Maryse Condé, sob a direção da atriz e diretora Esther Myrtil. Formado pela Universidade Panthéon-Sorbonne, e doutorando pela UFRJ, desenvolve no Brasil uma dupla pesquisa teórica e artística sobre as possibilidades de renovação estética e política da cultura afrodiásporica.




Serviço:
Palestra-performance O preto bonito está cagando pra você, Madame!
Dia 20 de setembro, sexta-feira, às 19h30
30 lugares
Os ingressos são distribuídos com 1 hora de antecedência.
Gratuito
Duração: 90 minutos
Classificação 12 anos
Local: Oficina Cultural Oswald de Andrade - Rua Três Rios, 363 - Bom Retiro - São
Paulo/SP
Informações: Tel: (11) 3222-2662