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quinta-feira, 14 de setembro de 2017

Realismo fantástico é marca de Skellig, obra infantojuvenil que estreia no Sesc Pompeia


Figura 1 Cena de Skellig - Foto de Camila Picolo

Realismo fantástico é marca de Skellig, obra infantojuvenil de David Almond, dirigida porCristiane Paoli Quito, que estreia no Sesc Pompeia


“Com o realismo mágico característico da sua escrita, está a tornar-se o Gabriel Garcia Marquez da ficção juvenil” | Times Educational Supplement
 
Estreia dia 16 de setembro de 2017, no Sesc Pompeia, em São Paulo, o mais novo espetáculo daCia Simples, dirigido por Cristiane Paoli QuitoSkellig, da obra de David Almond. Desde 2012, a Cia Simples busca colocar a literatura em cena e Skellig já é o terceiro espetáculo do grupo debruçado sobre a obra do autor britânico, um dos mais aclamados da literatura infantojuvenil na contemporaneidade. 
Nessa nova montagem, a diretora Quito reuniu os atores Daniela Duarte, Flavia Melman, Otávio Dantas, Natalia Mallo, Fabricio Licursi e Lucila Fazan para narrar as aventuras de Michael, um menino curioso e sensível, em seus encontros com um estranho ser alado que habita a garagem de sua casa nova. Em Skellig, a partir da junção da narrativa, do teatro e da dança, estão em cena referências poéticas e mitológicas que dão o tom de mistério e revelação, onde as aves e seus voos são metáforas para tratar de vida e morte, amizade e amadurecimento. 
A encenação da Cia Simples – que contem mistério, dor e humor – está calcada no jogo do ator, na narrativa como elemento fundamental da cena. Para tanto, estimula a imaginação da criança e a compreensão que ela pode ter da vida, sem subestimá-la. Em Skellig, os atores se revezam nos personagens, nas múltiplas possibilidades do corpo como instrumento principal, sem cenários realistas. Como se o palco estivesse ocupado por um livro e os espectadores fossem os leitores. 
Sobre Skellig
A narrativa de Almond apresenta, em Skellig, o menino Michael, de 10 anos, que está prestes a ganhar uma irmãzinha. Nascida antes do tempo e com necessidade de cuidados médicos, a bebê monopoliza o foco de atenção da família. É nesse cenário desolado, de esquecimento e abandono emocional, que o menino encontra em sua garagem uma criatura estranha, escondida em meio às caixas e à bagunça. Mas também é nesse período que ele ganha uma amiga, Mina, que diferente de Michael, não vai à escola – é educada em casa – e tem um interesse especial em pássaros, desenho e poemas. Juntos, passam a viver em torno do morador da garagem, procurando cura para suas supostas artrites ou doenças. Essa criatura, meio homem, meio pássaro, meio anjo e meio coruja revela aos garotos, no momento de sua partida, sua verdadeira identidade.
Skellig, a criatura encontrada por Michael em sua casa, é um ser alado, uma transição entre homem e pássaro, uma metáfora sobre a vida que nasce, na iminência perigosa da morte. Ou a passagem da fase de criança do personagem para o período da adolescência. 
É no jogo cênico entre Michael, sua família, Mina e seus amigos da escola que o personagem vai desenvolver, por meio da narrativa, um entrelaçamento de emoções, dúvidas, relacionamentos, avançar no tempo e na maturidade. Um rito de passagem, por meio do fantástico. 
Skellig compõe, com outras duas obras de Almond (O Meu Pai É Um Homem Pássaro e O Meu Nome é Mina), uma trinca de textos em que a figura do pássaro aparece como metáfora da fragilidade, do fantástico, em um tom épico e narrativo.





Sobre a Cia Simples
A Cia Simples, composta apenas por atores, iniciou sua pesquisa em 2003 com os laboratórios dramáticos propostos por Antônio Januzelli (Janô). O foco do trabalho da companhia está no jogo do ator, nas suas múltiplas possibilidades, no corpo como principal instrumento e na alegria do compartilhar. E como diz o próprio nome do grupo, sem muitos subterfúgios. A intenção é voltar ao simples, ao mínimo necessário para que o teatro aconteça.
De 2003 para cá, diretores/pesquisadores estiveram com a Cia Simples: com Georgette Fadel fez Gota D'Água – Breviário, com Leonardo Moreira e a Cia Hiato estreou Escuro e com Marat Descartes fez Mina!. Integrantes do grupo também estiveram à frente de criações, como Histórias de Dentro (direção de Flavia Melman e Daniela Duarte) e Azirilhante (texto e direção de Daniela Duarte). Ao total, o grupo tem oito espetáculos montados em seus 14 anos de estrada.
A partir de 2010, a companhia  se aproximou da diretora Cristiane Paoli Quito, e o desejo de criar um teatro que falasse com todo tipo de público e idade levou o grupo à literatura de David Almond. A parceria entre os atores e o autor britânico resultou em três espetáculos estreados pela Cia Simples: Meu Pai é um Homem Pássaro (direção de Cristiane Paoli Quito - Prêmio APCA e Femsa - 2012), Mina! (direção de Marat Descartes - 2014) e agora, em 2017, Skellig (direção de Cristiane Paoli Quito).
Sobre David Almond
Nascido em 1951, Almond iniciou sua carreira com O Segredo do Senhor Ninguém, que se tornou de imediato um best-seller mundial e recebeu diversos prêmios, como o Whitbread Children's Book of the Year  e a Carnegie Medal. O seu percurso literário é constituído por várias obras, entre as quais O Rapaz Que Nadava com as Piranhas, O Meu Pai É Um Homem Pássaro, Um Cantinho no Paraíso, O Meu Nome É Mina e O Grande Jogo. Os seus livros encontram-se traduzidos em diversas línguas. Em 2011, foi distinguido com o prestigiado Prémio Hans Christian Andersen. 
Sobre o autor, várias citações em publicações indicam sua qualidade como escritor voltado ao universo infantojuvenil, como o The Guardian, que o coloca como “o autor mais lírico a escrever para leitores juvenis na atualidade”, ou o The Times, que diz “não há ninguém como Almond a escrever ficção, quer para crianças quer para adultos”. Destinada principalmente a professores de escolas no Reino Unido, a Times Educational Supplement, um caderno semanal do jornal The Times, escreveu sobre Almond: “Com o realismo mágico característico da sua escrita, está a tornar-se o Gabriel Garcia Marquez da ficção juvenil”. Skellig foi publicado em 1998 e já foi adaptado para espetáculos teatrais, ópera e filme.
Ficha Técnica
Direção: Cristiane Paoli Quito Assistente de Direção: Lucia Kakazu Elenco: Daniela Duarte, Flavia Melman, Otávio Dantas, Natalia Mallo, Fabricio Licursi e Lucila Fazan Texto: David Almond Cenário e Iluminação: Marisa Bentivegna Figurino: Claudia Schapira Cenotécnico: Marcos Veia Operação de Luz: Henrique Andrade Produção Executiva: Núcleo Corpo Rastreado
Serviço
Temporada: 16 de setembro a 29 de outubro de 2017.

Sábados, domingos e feriado (12 de outubro), às 12h.
Sesc Pompeia – Teatro - R. Clélia, 93 - Pompeia, São Paulo
Telefone: (11) 3871-7700
Capacidade: 300 lugares | Recomendação: livre
Ingressos: R$5 (credencial plena/trabalhador no comércio e serviços matriculado no Sesc e dependentes), R$8,50 (credenciado*/usuário inscrito no Sesc e dependentes, +60 anos, estudantes e professores da rede pública de ensino) e R$17 (inteira). Crianças até 12 anos não pagam.
Duração: 60 min
Informações à imprensa
Canal Aberto Assessoria de Imprensa

Márcia Marques | Daniele Valério
Fones: 11 2914 0770 | Celular: 11 9 9126 0425
Email: marcia@canalaberto.com.br | www.canalaberto.com.br
twitter.com/sescpompeia
Para credenciamento, encaminhe pedidos para imprensa@pompeia.sescsp.org.br
Assessoria de Imprensa Sesc Pompeia:

Caminhada em Defesa da Liberdade Religiosa




A Comissão de Combate à Intolerância Religiosa (CCIR) e o
Centro de Articulação de Populações Marginalizadas (CEAP) realizam a 10ª Caminhada em Defesa da Liberdade Religiosa,
 dia 17 de setembro, domingo, às 13h, na altura do Posto 6
na Orla de Copacabana.



A intolerância religiosa continua fazendo vítimas no Brasil. Nos últimos anos a CCIR, em parceria com o CEAP, vem chamando a atenção da sociedade e das autoridades públicas para o perigo da construção de estado teocrático em um país constitucionalmente laico como o Brasil. A comissão, que reunir no seu cerne diversos adeptos religiosos, está em vias de preparação da 10ª Caminhada em Defesa da Liberdade Religiosa, que deverá reunir mais de 30 mil pessoas.  O que faz da caminhada o maior evento inter-religioso do país, e quiçá do mundo, com objetivos límpidos em prol das pluralidades, humanidades e liberdade religiosa. Ao longo destes dez anos - A Caminhada em defesa da liberdade religiosa, vem construído e frutificando um forte processo de resistência cotidiana contra todas as formas de Intolerâncias, preconceitos, descriminação e racismo.

Neste ano 2017, a caminha, que já conta com a participação de diversos grupos culturais, celebra a adesão de escolas de samba da cidade do Rio de Janeiro, tais como Portela, Mangueira e União da Ilha, além da ilustre presença do compositor, escritor e musicistas Martinho da Vila, um dos maiores símbolos da literatura brasileira.

“Não temos dúvidas de que a 10ª Caminhada em defesa da Liberdade Religiosa, será um dos maiores símbolos de alteridade e a união dentro do nosso país. Mesmo diante de um cenário político e econômico pouco favorável, principalmente para os setores populares, a solidariedade e o reconhecimento de si e do outro dentro dos processos de violências por causa da escolha pessoal religiosa”, atesta Ivanir dos Santos.



Defensor árduo no combate de intolerância, o Babalawô lidera diversas ações em prol da Liberdade Religiosa. O objetivo é promover ações sociais contra todas as formas de violência, intolerâncias e racismos. Dentre os seus trabalhos de maiores ressonâncias estão o livro bilíngue - “Intolerância Religiosa no Brasil – Relatório e Balanço”, publicado pelo CEAP em parceria com a editora Kline,  pontuando os casos dos últimos 10 anos de intolerância religiosa no Brasil, o curso Multiplicadores no Combate à Intolerância Religiosa, curso de Pós-graduação em Estudos sobre Pluralidades e Intolerância Religiosa (aprovado por unanimidade pelo conselho acadêmico da Universidade Católica de Petrópolis), e a criação de grupos de Estudos Sobre Intolerância Religiosa.

Com a campanha: “Mais que tolerância, nós queremos respeito”, a caminhada contará com representantes do candomblé, umbanda, bases evangélicos, católicos, budistas, muçulmanos, judeus, wiccanos, hare krishnas, ciganos, mórmons, dentre outros

“Há muito venho fazendo uma sóbria e gradual leitura sobre o que acontece no Brasil envolvendo crimes de intolerância religiosa, onde cheguei a uma dura conclusão: nós povo de Santo, desunidos da forma que estamos, estamos sendo presa fácil para os estrategistas dessas facções neo-pentecostais. Sem nenhum escrúpulo, líderes de algumas igrejas estão utilizando pregações dentro dos presídios e também fora deles, a fim de construírem um "exército" com o fito de destruir-nos”, alega Dom Orani

Todas as caminhadas ficaram conhecidas também pelos trabalhos voluntários. E esse ano, não será diferente. Simpatizantes e religiosos unidos pela garantia de um evento harmonioso, estruturado e seguro. Representantes religiosos de outras regiões também marcam presença, oriundos da Bahia, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais e outros.

Como tudo começou - A Comissão de Combate a Intolerância Religiosa (CCIR), se formou em 2008, após traficantes de drogas, que se diziam evangélicos, da Ilha do Governador, na Zona Norte do Rio, expulsarem integrantes de matriz africana de suas casas. Os bandidos foram convertidos, a segmentos neo-petencostais dentro de presídios e, ao ganharem liberdade, proibiram o “Povo de Santo” de dar continuidade a seus encontros e assistências religiosas.

CCIR, então, iniciou um protesto nas escadarias da Assembleia Legislativa com o intuito de chamar a atenção das autoridades públicas para os casos de cerceamentos das liberdades. Após o episódio a Comissão resolveu ir ás ruas, e assim nasceu a 1ª Caminhada, onde reuniu no mesmo ano cerca de 20 mil pessoas. No ano seguinte, em 2009, recebeu 80 mil pessoas. Em 2010, 120 mil pessoas protestaram contra os preconceitos ligados à fé. Já na 4º Caminhada, computou 180 mil pessoas, que aderiram a luta da CCIR. A 5ª Caminhada em defesa da liberdade religiosa, registrou em torno de 150 mil pessoas. Nos anos seguintes, nas 6ª, 7ª, 8ª e 9ª, somou em torno de 150 mil participantes.

Comissão de Combate à Intolerância / CCIR
Centro de Articulação das Populações Marginalizadas / CEAP

Dia: 17 (domingo) de setembro
Local: Orla de Copacabana
Das 13h às 18h

Grade da agenda:
13h - Concentração no Posto 6 - Esquenta com apresentação de diversos seguimentos religiosos, em seguida, início da Caminhada, um trio elétrico, segue rumo até na Praça do Lido, com atrações e cantorias.
18h – Finalização

Em tempo:
- Estações de Metrô para o evento: Siqueira Campos, Cardeal Arcoverde e Cantagalo.
- Será coibido o uso de bebida alcoólica.
- Desembarque dos participantes na chegada: na altura do Posto 5, junto ao canteiro central.
- Embarque dos participantes no término do evento: antes das 18h: entre a Avenida Prado - Junior e a Praça do Lido, no canteiro central / depois das 18h: na calçada dos prédios da Avenida Atlântica.


O Congo é o homenageado no mês de setembro do Dida Afro, com o quitute Pondu - dias 16 e 17




A República Democrática do Congo, é um país da África Central. Sua história reflete a diversidade das centenas de grupos étnicos e suas diferentes formas de vida em todo o país. Mas nosso assunto é a culinária, que inclui pratos de carne, de peixe e de vegetais, que podem constituir a parte principal de uma refeição, normalmente acompanhando de fufu (preparo com farinha de mesa e fubá de milho) ou outros alimentos como: arroz ou cuscuz
E nada melhor, que descobrir um pouco dessa cultura, através do paladar. A África é representada em pleno bairro da Praça da Bandeira, através do projeto Dida Afro - que acontece sempre na terceira semana de cada mês – sábado e domingo. Onde vem realizando uma grande invasão afro no Rio, a cada edição um pais africano é homenageado. Já virou um encontro obrigatório para descobertas de novos sabores. E vem dando certo, algumas sugestões (das edições anteriores), fizeram tanto sucesso que foram incorporadas no cardápio do fim de semana.    
No mês de setembro, o Dida Afro abriga o exótico Pondu – a iguaria lembra um quitute do Norte, é feito com a folha da mandioca, cozida com azeite de dendê, berinjela, pepino, jiló, pimentão, entre outros, além de temperos. O resultado é incrível.
O quitute será elaborado pelas congolesas Belinda e Luisa Makiese - Belinda, já acostumada com o Rio, mora no bairro da Penha, há 24 anos, sempre divulga e apresenta seu prato predileto. Já Luisa, recém chegada, (apenas com 3 meses no Brasil), também imbuída de manter às suas origens gastronômicas. As chefs comandam o Dida Afro desse mês, veteranas com a arte de cozinhar, garantem que o sabor é bem diferente e surpreendente.
O Pondu vem acompanhado de posta de peixe assado, arroz branco e fufu (funge), sai por R$ 49,00 (individual).  Ainda ganha: - Entradinhas com abobrinha recheada e mexilhões com páprica - De sobremesa: cocadinha




Dida Bar e Restaurante
Aberto de: terça e quarta: das 12h até 0h / quinta, sexta e sábado: das 12h até 0h. E domingo: das 12h até 20h
Formas de Pagamento: Cartões de débito: Visa e Mastercard
Cartão de Credito: Visa e Mastercard / Ticket Restaurante / Sodexo / Alelo
Capacidade: 40 lugares (sentados) 
Foto: ​Pondu de Stefani Nascimento ​
​Foto: Chefs (Luisa Makiese / Dida / Belinda - direita) de Rozangela Silva​

sexta-feira, 8 de setembro de 2017

Cia Sansacroma lança 2ª edição do Programa Retratos no Cine Olido, dias 11 e 18 de setembro Entrada x



Fonte: Marcelo Pria 


Segunda edição da mostra de vídeos “Retratos” homenageia a figura dos “griots”, mestres africanos que informam, educam e transmitem conhecimento. Mostra de vídeos faz parte das comemorações dos 15 anos da cia de danças contemporâneas da periferia paulistana

Como parte da comemoração de seus 15 anos de atividades e criações artísticas, a Cia Sansacroma de danças contemporâneas lança, na próxima segunda-feira (11), às 20h, no Cine Olido, no centro de São Paulo, a segunda edição do Programa Retratos.

Esta segunda edição de Retratos faz uma homenagem à figura dos “griots” (pronuncia-se "griôs"), personagens importantes na estrutura social da maioria dos países da África Ocidental, cuja função primordial é a de informar, educar e transmitir conhecimento. O griot é, antes de tudo, um guardião da tradição oral de seu povo, um especialista em genealogia e na história de seu povo.

O Programa Retratos surgiu em 2012, na comemoração do centenário do Capão Redondo, bairro-berço da Cia Sansacroma. A proposta do projeto é retratar e registrar em vídeos a vida, a luta e as histórias de personagens relevantes para a população periférica da cidade de São Paulo.

Desta forma, intérpretes criadores da Cia Sansacroma visitam as casas destes personagens, escutam e registram suas histórias e, a partir de suas narrativas, criam coreografias inspiradas em cada entrevistado homenageado.

Nesta segunda edição do Programa Retratos, são homenageadas seis personalidades que vivem em São Paulo, que são referências na transmissão de conhecimento em diversos segmentos e que, de alguma forma, estão deixando um legado cultural, político ou social. São elas:

1. Sebastião Biano
Intérprete criador: Érico Santos

Sebastião Biano tem 98 anos, já tocou para Lampião (em 1927, no interior pernambucano) e se lembra com detalhes da ocasião. Último remanescente da formação original da Banda de Pífanos de Caruru, o pifeiro (nome dado a quem toca essa típica flauta nordestina) continua na ativa e acaba de lançar seu primeiro disco solo – “Sebastião Biano e seu Terno Esquenta Muié” (Selo Sesc).

2. Raquel Trindade
Intérprete criadora: Verônica Santos

Raquel Trindade nasceu em Recife (PE), foi criada no Rio de Janeiro e hoje vive em São Paulo. Filha do poeta Solano Trindade, fundou, em homenagem ao seu pai, o Teatro Popular Solano Trindade, em Embu das Artes, SP. Assim, mantém viva a herança e o legado do pai que, em 1950, criou o Teatro Popular Brasileiro no Rio de Janeiro, em parceria com Maria Margarida Trindade, sua primeira esposa e mãe de Raquel, e com o amigo pesquisador Édson Carneiro.

3. Cilô Lacava
Intérprete criadora: Aysha Nascimento

Cilô Lacava criou e dirige o curso Laban-Arte do Movimento no Brincar e na Arte, no Instituto Sedes Sapientiae, em São Paulo. É praticante dos pensamentos e ensinamentos de Rudolf Laban (desde fevereiro/1970) e de Gerda Alexander (desde julho /1974). Em meados dos anos 2000, criou um sistema de trabalho que foi nomeado como CILABANTONIA. Viver para ela, é uma “monumental provocação”.

4. Paula Beatriz
Intérprete criador: Flip Couto

Nascida e criada na Zona Sul da capital, Paula Beatriz de Souza Cruz é o nome mais respeitado da E.E. Santa Rosa de Lima. Aos 42 anos e à frente da gestão da unidade, que atende cerca de 980 alunos dos anos iniciais do ensino fundamental, desde 2005, Paula é a primeira mulher transexual a ocupar o cargo no Estado de São Paulo.

5. Maria Rodrigues
Intérprete criadora: Ciça di Cecília

Maria Rodrigues, 60 anos, militante e uma das fundadoras do Movimento dos Trabalhadores Sem Teto (MTST) da cidade de São Paulo, vive intensamente a militância, sendo hoje uma das grandes referências femininas nas lutas das causas sociais na cidade.

6.  Sônia Barbosa
Intérprete criador: Djalma Moura

Sônia Barbosa é indígena e seu nome guarani é Ara Mirim. Liderança referência no estado de São Paulo da Aldeia Tekoa Ytu, em Jaraguá, sua luta é focada da demarcação de terras.

Legado Cultural

Para a diretora da Cia Sansacroma, Gal Martins, atualmente, no meio da dança, cresce o interesse pelo legado cultural. Segundo Gal, a partir de uma interação entre política de incentivos, prática artística e novas mídias, a memória e a história se transformam em temas relevantes para os profissionais da dança.

“No decorrer de sua formação e trajetória profissional, o artista questiona a si mesmo de onde vem seus meios de expressão e criação; quais são suas referências e bases formativas, sejam elas artísticas, políticas e/ou ideológicas”, conta a diretora.

“O artista de hoje também coloca em questão como reage e o que pode produzir com tudo isso. Cada vez mais dá importância e valor à sua história e cresce a consciência e o respeito ao seu legado, ou seja, à totalidade de sua processualidade histórica, suas referências e seus mestres”, continua.

“O Programa Retratos traz à tona histórias que compõem um legado ainda pouco conhecido e explorado e que, por isso mesmo, necessita ser registrado. A linguagem escolhida é a de curtas documentais e artísticos onde a memória se expressa por meio da poética de cada interprete criador”, conclui Gal.









GERSON KING COMBO NO SESC POMPEIA - SHOW SOUL BRASILEIRO






Fonte : Copasoul Produções 


Pegue um dos maiores nomes da soul music nacional - O soul man GERSON KING COMBO. Acrescente um dos grandes compositores do início da black music brasileira, ainda na Jovem Guarda - O eterno negro gato GETÚLIO CORTES. Misture com duas das melhores vozes da nova geração - Os cantores JADIEL OLIVEIRA da Banda Black Rio e JORDAN COSTA da banda The Soul Session. Aí só precisa colocar os melhores músicos da nova geração do funk/soul paulista juntos - Na banda BRAZIL SOUL POWER e você tem a receita para o show Soul Brasileiro!



Em noite que marca a volta do mestre Gerson King Combo aos palcos, depois de sete meses afastado por problemas circulatórios, o show Soul Brasileiro tem sua primeira edição em São Paulo na Comedoria do SESC Pompeia, no dia 23 de setembro as 21:30h.
No repertório, os grandes clássicos da black music nacional se misturam a raridades e pérolas de Tim Maia, Hyldon, Carlos Dafé, Toni Tornado e Cassiano.

SERVIÇO:
Show Soul Brasileiro com Gerson King Combo, Getúlio Cortes, Jadiel Oliveira e Jordan Costa + Banda Brazil Soul Power.
Sábado, 23/09 às 21H30
Sesc Pompeia, comedoria *

*A capacidade do espaço é de 800 pessoas. Assentos limitados: 300. A compra do ingresso não garante a reserva de assentos. Abertura da casa às 20h00.

INGRESSOS:
Venda online a partir de - 12/09/2017 17:30
Venda nas unidades a partir de - 13/09/2017 17:30

Valores:
R$ 6,00 (comerciários)
R$ 10,00 (meia)
R$ 20,00 (inteira)

Vendas limitadas a 6 (seis) ingressos por pessoa.

Link do evento no Sesc:
https://www.sescsp.org.br/programacao/131533_SOUL+BRASILEIRO
SOBRE OS ARTISTAS

SOUL BRASILEIRO

- Primeira edição em São Paulo do show com a banda Brazil Soul Power e os cantores Gerson King Combo, Getúlio Cortes, Jadiel Oliveira e Jordan Costa.

GERSON KING COMBO:
Nascido em Madureira, subúrbio do Rio de Janeiro, Gerson Rodrigues começou dançando no programa de TV "Jovem Guarda", de Roberto e Erasmo Carlos. Com a soul music tomando seu corpo, Gerson cantou nas bandas de Wilson Simonal e Erlon Chaves, ajudou a fundar a Banda Black Rio e lançou junto com a Turma do Soul, o LP Brazilian Soul. Mas foi em carreira solo, rebatizado de Gerson King Combo, que ele experimentou o auge de sua popularidade, depois de lançar dois LPs de grande sucesso, foi eleito o rei dos bailes blacks, se tornando o maior representante do Movimento Black Rio, nos anos 70, no Brasil.
Nos anos 2000, Gerson King Combo voltou a ser reconhecido, como um dos principais nomes da música negra brasileira, por causa de suas falas improvisadas sobre a base funk, é considerado como o grande precursor do rap nacional. Em 2010, após voltar a excursionar por todo o país ao lado da banda Supergroove, e de criar em pareceria com o produtor Ronaldo Groove o seu primeiro projeto eletrônico, o Gerson King Combo Live, Gerson recebe no Rio o prémio da Ordem do Mérito Cultural, sendo o primeiro artista de blackmusic brasileira, a receber essa premiação do ministério da cultura.
Reverenciado por nomes como AfrikaBambaataa, BNegão, SerjãoLoroza, Rappin Hood, Mano Brown e Marcelo D2, Gerson King Combo foi recentemente homenageado pelo canal Netflix com o vídeo de uma nova versão de “Mandamentos Black” para a série The Get Down, seriado americano que conta a historia do Rap nos anos 70 nos Estados Unidos.O vídeo que teve a produção musical da dupla de DJs paulistas Tropkillaz, já alcançou mais de três milhões de execuções no Facebook e tem a participação especial de Toni Tornado, Thaide, DJ Hum, Rael da Rima e KarolConka.


GETÚLIO CORTES:
Começou sua carreira artística dublando astros norte-americanos como Frank Sinatra, Sammy, Louis Armstrong entre outros. No início da década de 1960 passou a atuar como violonista nas rádios Mayrink Veiga, Tupi e Mundial. Seu maior sucesso como compositor foi "Negro Gato", composta no meio da década de 60 e regravada por Luiz Melodia, Marisa Monte, Roberto e Erasmo Carlos. A canção é tida como um das primeiras com a pegada soul no Brasil.
Em 1967 escreveu “Sou Negro”, gravada inicialmente por Toni Tornado e que se tornaria um hino da luta contra o preconceito racial no país.
Em 2002, foi homenageado com um CD tributo "O pulo do negro gato" no qual Erasmo Carlos, Léo Jaime, Fagner e Jerry Adriani relembraram seus sucessos e sua enorme influência na formação da música negra brasileira.

JADIEL OLIVEIRA:
Ele já dividiu o palco com Elza Soares, Ed Motta e Seu Jorge, é vocalista oficial da Banda Black Rio e trabalhou com bandas de jazz, soul e rap na capital paulista. Começou aos 14 anos de idade cantando no coral da igreja de seu bairro e vem traçando uma carreira solo de sucesso dentro da música black brasileira.

JORDAN COSTA:
Destaque com sua banda Soul Session no programa de TV Superstar, Jordan Costa é uma das principais revelações do soul paulista e brasileiro. Com sua voz encorpada e cheia de suingue, Jordan é conhecido por suas interpretações cheias de emoção e balanço.

BRAZIL SOUL POWER:
Formada por grandes músicos da nova cena do funk/soul paulista, a banda Brazil Soul Power foi idealizada pelo produtor Ronaldo Groove e tem na direção musical o conceituado baixista Renatinho Santos.