TEATRO: De volta aos palcos, Ana Flavia Cavalcanti leva o espetáculo "Conforto" ao Itaú Cultural e ao Sesc 24 de Maio - Dias 07 e 08/02 e 13 e 14/03 - Curta temporada.
A atriz e performer Ana Flavia Cavalcanti volta aos palcos da cidade de São Paulo com o espetáculo "Conforto",
em nova temporada no Itaú Cultural e no Sesc 24 de maio. As apresentações ocorrem nos dias 07 e 08 de fevereiro no Itaú Cultural,
Sábado às 20h e domingo às 18h. Nos dias 13 e 14 de março no Sesc 24 de maio, sexta e sábado às 20h.
Em cena, uma babá, uma diarista e uma paquita se encontram com o intuito de responderem à pergunta que norteia o espetáculo:
"o que é conforto para você?"
Ana Flavia Cavalcanti revive memórias da primeira infância ao lado de sua mãe Val Cavalcanti que foi faxineira a vida toda.
Val apresenta o prólogo e nele compartilha com o público as histórias que viveu nas diversas casas de família em que trabalhou,
e sua recente vida de atriz. Mãe e filha fazendo teatro juntas.
"Conforto" é sobre a busca pelo aconchego, pela boa morada e tem como principal dispositivo a memória da primeira infância.
O ESPETÁCULO
O espetáculo “Conforto”, da atriz e performer Ana Flavia Cavalcanti, leva o trabalho doméstico, a alienação parental e o direito à moradia digna ao centro da cena. Após 15 anos de carreira, a atriz Ana Flavia Cavalcanti revive sua trajetória profissional e de vida pregressa. Antes de se tornar atriz, Ana, assim como todas as mulheres de sua família, também foi babá e acompanhava a mãe, a diarista Val Cavalcanti, nas casas de família onde trabalhava.
PRÓLOGO
O tempo passou e o que era dificuldade na vida dessa família se tornou pulsão de arte. Ana Flavia assina a direção e dramaturgia de “Conforto” e sua mãe Val Cavalcanti abre a peça e participa do prólogo narrando suas experiências ao longo da vida. Dona Val criou três filhos fazendo faxina em muitas casas de família, agora ela se apresenta como atriz!
A peça é dividida em três atos:
ATO 1
O CAFÉ DA MANHÃ NA CASA DA DONA BETH - Para discutir segurança alimentar, a artista foi buscar inspiração nas imagens do café da manhã que era servido no programa matinal “Xou da Xuxa”, onde a apresentadora oferecia um banquete para uma pessoa escolhida da plateia.
“Esse café da manhã sempre me mobilizou. Durante a infância eu ficava grudada na tela da tv morrendo de vontade de comer aquelas coisas que eu nunca tinha visto ao vivo. A Xuxa servia favos de mel na boca das paquitas, uvas verdes, geleia de figo, frutas variadas, ricota... e a gente comendo pão seco com chá de erva cidreira”, conta a atriz.
Por esse motivo Ana Flavia inicia o espetáculo vestida de “paquita” - espécie de ajudante de palco da apresentadora - fazendo uma alusão direta ao período citado.
Aqui Ana Flavia narra como era a casa da Dona Beth e as recomendações de sua mãe quando ela a acompanhava nos dias de faxina.
“Você vai comigo, mas não é pra ficar pedindo as coisas. Você vai comigo, mas quando Maria Laura pedir os brinquedos dela de volta você devolve. No busão já vinha o sermão”, disse a mãe.
ATO 2
O ABRAÇO DO PAI - O segundo ato marca o reencontro de Ana Flavia com seu pai. Os dois ficaram sem se ver por dez anos e um dia a atriz decidiu procurá-lo com a desculpa de fazer uma foto da única casa em que ela não morou, a casa do Seu Nelson, mas na verdade o que Ana queria era um abraço de seu pai.
O Brasil tem a maior população de mães solos do mundo, o abraço do pai marca a alienação parental brasileira e faz um convite para que cada pessoa presente se conecte com sua própria história paterna e se possível que encontre conforto nessa memória.
Pai: - não vamô coisá o passado, vamô seguir daqui pra frente. Filha: - daqui pra frente?! Toda vez que eu venho aqui você me diz isso, eu acredito nisso, mas você nunca me procura. Pai: - muita coisa aconteceu na minha vida. Filha: - na minha também. Pai: - então! Filha: - mas eu não sou seu pai, não sou sua mãe. Pai: - você é minha filha. Filha:- então por que você nunca cuidou de mim?!! Silêncio. Filha: ele não tem o que dizer.
ATO 3
ALAMEDA AURELINO LEAL, 11 - O terceiro e último ato marca a chegada da atriz Ana Flavia Cavalcanti em sua casa própria na praia de Algodões, Bahia.
Depois de morar em 30 casas ao longo da vida, Ana finalmente constrói o seu maior conforto até o momento: uma casa com janelas azuis à beira mar. Este ato marca a beleza que é sonhar uma vida boa e o direito à moradia digna.
“O que é conforto pra você? Você merece conforto? Você conhece conforto? Conforto pode ser um amigo por perto, cinquenta mil reais, a saúde do seu filho, conforto pra mim é estar aqui com vocês essa noite”, disse a filha.
EPÍLOGO
Ao final do espetáculo a atriz serve um café da manhã majestoso com itens da Le Jazz Boulangerie para o público presente.
SINOPSE
Em cena, uma babá, uma diarista e uma paquita se encontram com o intuito de responderem à pergunta que norteia o espetáculo: "o que é conforto para você?" A atriz e performer Ana Flavia Cavalcanti revive memórias da primeira infância ao lado de sua mãe Val Cavalcanti que foi faxineira a vida toda. Val apresenta o prólogo e nele compartilha com o público as histórias que viveu nas diversas casas de família em que trabalhou e sua recente vida de atriz. Mãe e filha fazendo teatro juntas.
FICHA TÉCNICA
Dramaturgia, direção e atuação: Ana Flavia Cavalcanti.
Supervisão artística: Isabel Setti.
Performer convidada: Val Cavalcanti.
Cenário: Marília Piraju.
Figurino: Ana Flavia Cavalcanti.
Trilha sonora: Lua Bernardo.
Execução de música ao vivo: Lua Bernardo e Beatriz França.
Iluminação: Cyntia Monteiro.
Operação de Luz: Cyntia Monteiro e Angel Taize.
Operação de Vídeo: Tiago Silva.
Fotografias: Hanna Vadasz, Jorge Bispo e Felipe Avila
Produção: Rafael Ferro.
Produção Executiva: Jandilson Vieira.
Assistente de Produção: Mariana Mollys.
Assessoria de Imprensa: Rafael Ferro.
Preparação Vocal: Isabel Setti.
Serviços:
Conforto no Itaú Cultural
Dias 07 e 08 de Fevereiro | Sábado às 20h | Domingo às 18h
Ingressos: Gratuitos | Retirada no site do Itaú Cultural a partir de 03 de fevereiro
Duração: 80 minutos | Classificação: 12 anos | Capacidade: 224 lugares
Itaú Cultural
Avenida Paulista, 149, Bela Vista/SP
https://www.itaucultural.org.
Conforto no Sesc 24 de Maio
Dias 13 e 14 de Março | Sexta e Sábado às 20h
Ingressos: a partir de R$ 15 | Vendas nas unidades Sesc ou pelo Portal Sesc SP
Duração: 80 minutos | Classificação: 12 anos | Capacidade: 245 lugares
Sesc 24 de Maio
Rua 24 de Maio, 109, República/SP
MINIBIO ANA FLAVIA CAVALCANTI
Ana Flavia Cavalcanti é uma multiartista que transita entre as artes cênicas, a performance e a escrita.
Ana Flavia assina a dramaturgia, direção e atua no espetáculo Conforto. A peça é baseada nas vivências de Ana de quando acompanhava sua mãe Val Cavalcanti nas casas de família onde ela fazia faxina. Val também integra o elenco da peça. Conforto teve estreia no Sesc Pompéia e agora faz nova temporada em São Paulo.
Seu primeiro filme, o curta-metragem RÃ teve estreia mundial na Berlinale e em seguida ganhou o Candango de Melhor Filme no 52º Festival de Brasília.
RÃ é baseado em uma memória de quando Ana tinha seis anos e comeu carne de rã pela primeira vez.
Recentemente Ana Flavia viveu Marlene na novela Garota do Momento na rede Globo, a atriz também pode ser vista no premiado filme Baby de Marcelo Caetano. Ana Flavia se prepara para o lançamento do longa-metragem Criadas de Carol Rodrigues que teve estreia no 27º Festival do Rio.
Ana Flavia foi premiada como melhor atriz nesta mesma edição.
Seu último longa-metragem Marés de Sangue de Marco André está em processo de montagem.
O filme foi todo rodado na Amazônia brasileira e Ana Flavia dá vida a protagonista Ana.
Ainda no cinema Ana Flavia Cavalcanti assina a direção do longa-metragem “Bocaina”, filme que retrata a vida de duas irmãs que vivem isoladas em uma casa de roça no interior de Minas Gerais. O filme conta com Malu Galli, Alejandro Claveaux e Ana Flavia Cavalcanti no elenco.
Ana idealizou e apresentou o podcast Histórias de Conforto em parceria com a Comfort.
No programa a artista traz a perspectiva do bem viver, do descanso, da vida boa.
O podcast recebeu nomes como Taís Araújo, Liniker, Saloma Salomão, entre outros.
Natural de Diadema, região metropolitana de São Paulo, Ana Flavia é filha de uma trabalhadora doméstica aposentada. Sua mãe e suas vivências são suas grandes inspirações para a criação das performances “A Babá Quer Passear” e “SERVIÇAL”, onde ela discute a condição atual das trabalhadoras domésticas no Brasil e os mecanismos abusivos adotados pelos “patrões” similares ao período escravocrata.
“Pau No Rabo” é sua última criação performática. Com uma cinta peniana, ela faz uma caminhada pelas ruas da cidade com o intuito de criticar à cultura do assédio e o machismo estrutural em nosso país.
Ana Flavia é formada em Artes Cênicas pelo INDAC e pelo CPT Centro de Preparação Teatral dirigido por Antunes Filho.
A atriz estagiou no Théâtre du Soleil e École Lecoq, ambos em Paris.

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