Sesc Pinheiros - Terceira edição de Jogos e brincadeiras na cultura Kalapalo resgata saberes lúdicos do Alto Xingu

 Terceira edição de Jogos e brincadeiras na cultura Kalapalo resgata saberes lúdicos do Alto Xingu

 

Edições Sesc São Paulo lançam reedição de “Jogos e brincadeiras na cultura Kalapalo”, obra bilíngue que resgata práticas lúdicas e saberes tradicionais de povo indígena do Alto Xingu.
 

A diversidade cultural brasileira encontra no Alto Xingu uma expressão singular, marcada pela vitalidade das tradições indígenas. Entre os povos que habitam essa região, os Kalapalo preservam um repertório de jogos e brincadeiras que vai muito além do entretenimento: trata-se de uma forma de aprender, conviver e transmitir saberes ancestrais. Esse universo, juntamente com sua cultura material, é apresentado na terceira edição do livro Jogos e brincadeiras na cultura Kalapalo, organizado por Marina Herrero e Ulysses Fernandes, com fotografias e documentário de Haroldo Palo Jr., publicado pelas Edições Sesc São Paulo. 
 

Para marcar o lançamento da terceira edição de “Jogos e brincadeiras na cultura Kalapalo” e celebrar a riqueza cultural do Alto Xingu e o brincar como forma de conhecimento haverá bate-papo com Cacique Faremã Kalapalo, liderança que participou ativamente do projeto, e os organizadores Marina Herrero e Ulysses Fernandes, responsáveis pela pesquisa que registrou 25 jogos e brincadeiras tradicionais. A mediação será feita por Geni Núñez, pesquisadora e ativista indígena. No Sesc Pinheiros o encontro será no dia 18 de janeiro de 2026, na Sala de Oficinas I (2º andar).
 

Resultado de pesquisas, conferências e expedições realizadas pelo Sesc São Paulo em parceria com os Kalapalo desde 2001, o livro registra 25 jogos e brincadeiras – sendo 16 deles esquecidos pela maioria e relembrados apenas por idosos da aldeia Aiha. Acompanhadas de descrições detalhadas, fotografias, ilustrações e referências à cultura material do povo Kalapalo, essas práticas revelam dimensões de cooperação, resistência física e conexão com elementos da natureza. Na parte reservada à cultura material, são apresentados adornos, armas, objetos rituais, instrumentos musicais, utensílios diversos e arte gráfica. 
 

A edição bilíngue (português/inglês) traz artigos de especialistas, um prefácio assinado pela antropóloga Ellen Becker Basso e, por meio de QR code, acesso ao documentário que complementa o registro imagético e narrativo. Com direção de Haroldo Palo Jr., o filme apresenta os jogos em sua dimensão viva, capturando gestos, sons e a alegria compartilhada nas brincadeiras que desenvolvem força, pontaria, agilidade e, sobretudo, valores comunitários.
 

Marina Herrero, indigenista e coorganizadora da obra, destaca que o trabalho é fruto de um longo processo de amizade e aproximação, realizado na esperança de que o contato com o indígena e sua cultura afete positivamente as pessoas abertas à experiência de se entender com outra cultura. Luiz Deoclecio Massaro Galina, diretor do Sesc São Paulo, ressalta que a publicação – já plenamente justificada pelo caráter de salvaguarda de um patrimônio ameaçado de desaparecimento – pode "ajudar a qualificar, particularmente nos tempos que correm, a dimensão lúdica da vida, por meio dos jogos e brincadeiras, e ampliar as percepções sobre a diversidade cultural brasileira".
 

Com capa e projeto gráfico renovado, Jogos e brincadeiras na cultura Kalapalo reafirma o compromisso do Sesc com a conservação de patrimônios culturais ameaçados e com a promoção da diversidade. Ao registrar práticas lúdicas aliadas a mitos, rituais, objetos e modos de vida, a obra amplia o entendimento sobre a dimensão educativa do brincar e sobre a riqueza das culturas indígenas no Brasil.
 

Marina Herrero é indigenista e gestora cultural, criou o programa Diversidade Cultural e a área Povos Indígenas no Sesc São Paulo. É autora e organizadora de publicações como Baré: povo do rioPrêmio Culturas Indígenas e Brasil indígena: histórias, saberes e ações. Dirigiu e desenvolveu argumentos para seis filmes, entre eles: Kwarìp: mito e rito no XinguA vitória dos netos de Makunaimi e Sawé: as lutas do movimento indígena.
 

Ulysses Fernandes é indigenista e bacharel em Ciências Biológicas pela Universidade Metodista de Piracicaba (UNIMEP), 1986. É também membro da Sociedade Brasileira de Entomologia e produtor cultural.
 

SOBRE AS EDIÇÕES SESC SÃO PAULO 

Pautadas pelos conceitos de educação permanente e acesso à cultura, as Edições Sesc São Paulo publicam livros em diversas áreas do conhecimento e em diálogo com a programação do Sesc. A editora apresenta um catálogo variado, voltado à preservação e à difusão de conteúdos sobre os múltiplos aspectos da contemporaneidade. Seus títulos estão disponíveis nas Lojas Sesc, na livraria virtual do Portal Sesc São Paulo, nas principais livrarias e em aplicativos como Google Play e Apple Store. 

 

 

 

 

Os títulos das Edições Sesc São Paulo podem ser adquiridos nas unidades do Sesc São Paulo, nas principais livrarias e no portal www.sescsp.org.br/livraria 

Edições Sesc São Paulo | Comunicação 

 

SERVIÇO  

Lançamento 3ª Edição do livro Jogos e brincadeiras na Cultura Kalapalo 

Bate-papo com Cacique Faremã Kalapalo, Marina Herrero e Ulysses Fernandes; medição de Geni Núñez 

Local: Sala de Oficinas I (2º andar)  

Data: 18/01, domingo, às 11h.  

Grátis  

O encontro marca o lançamento da terceira edição do livro Jogos e brincadeiras na cultura Kalapalo, publicado pelas Edições Sesc São Paulo. Uma celebração da riqueza cultural do Alto Xingu e do brincar como forma de conhecimento. O bate-papo reúne Cacique Faremã Kalapalo, liderança que participou ativamente do projeto, e os organizadores Marina Herrero e Ulysses Fernandes, responsáveis pela pesquisa que registrou 25 jogos e brincadeiras tradicionais. A mediação será feita por Geni Núñez, pesquisadora e ativista indígena. 

 

Sesc Pinheiros    

Rua Paes Leme, 195, Pinheiros - São Paulo (SP)  

Horário de funcionamento: Terça a sexta: 10h às 22h. Sábados: 10h às 21h. Domingos e feriados: 10h às 18h30 

Estacionamento com manobrista 

 

Como Chegar de Transporte Público: 350m a pé da Estação Faria Lima (metrô | linha amarela), 350m a pé da Estação Pinheiros (CPTM | Linha Esmeralda) e do Terminal Municipal Pinheiros (ônibus). 

 

Acessibilidade: A unidade possui rampas de acesso e elevadores, além de banheiros e vestiários adaptados para pessoas com mobilidade reduzida. Também conta com espaços reservados para cadeirantes. 

 


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