Releitura de “Romeu e Julieta” indígena e cantos na língua Yathê: último fim de semana de agosto tem atrações em homenagem Dia dos Povos Indígenas
Releitura de “Romeu e Julieta” indígena e cantos na língua Yathê: último fim de semana de agosto tem atrações em homenagem Dia dos Povos Indígenas
Programações são feitas nos Centros Culturais e vão até domingo (31)
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São Paulo, 28 de agosto de 2025 – Em comemoração ao Dia Internacional dos Povos Indígenas (9), os centros culturais, equipamentos da Secretaria de Cultura e Economia Criativa de São Paulo, trazem programações em homenagem aos indígenas em diversos formatos como teatro, exposições, espetáculos de dança, entre outros.
Neste sábado (30), a partir das 16h, chega ao Teatro Flávio Império o “Toré”, um conjunto de cantos e danças da tradição Kariri-Xocó, que também já passou pelo Centro Cultural Olido neste mês.
Até domingo (31), o Teatro Flávio Império recebe instalações de vivências indígenas com itens como vestimentas sagradas, instrumentos musicais, armadilhas de caças e utensílios domésticos ou o próprio elemento da natureza com a proposta de resgatar a memória das pessoas pelo contato com os objetos expostos no local.
Neste sábado (30), às 20h e no domingo (31), às 11h, o Centro Cultural da Penha traz a peça de teatro “TɨSADɨARÍ MA’SÔ, que significa pessoas que se amam na língua Tukano e é uma adaptação de Romeu e Julieta, sendo Romeu um jovem paulista da família Marinho e Julieta uma jovem indígena da etnia Tariano que colocarão em cena suas diferentes culturas do cotidiano indígena e de referência do universo urbano.
Ainda no domingo (31), o Teatro Flávio Império traz uma imersão pela cultura do povo Fulni-ô, indígenas que habitam a região de Águas Belas, em Pernambuco, e são o único grupo do nordeste que conseguiu manter viva e ativa a própria língua - o Yathê - assim como um ritual que chamam Ouricuri e realizam em sigilo. No evento terão rodas de conversa, danças, cantos na língua Yathê, pintura corporal e oficinas de artesanato com palha de Ouricuri, a partir das 10h.
Serviço
Atração: Aldeia Lúdica Sensorial
Exposição
Quando: de terça (27), a domingo (31), das 14h às 19h
Onde: Teatro Flávio Império - Rua Prof. Alves Pedroso, 600 - Cangaíba
Sinopse: As instalações trazem vivências indígenas através de itens ancestrais como vestimentas sagradas, instrumentos musicais, armadilhas de caças e utensílios domésticos ou o próprio elemento da natureza com a proposta de resgatar a memória das pessoas pelo contato com os objetos expostos no local.
Duração: 5 dias
Classificação: Livre
Atração: TɨSADɨARÍ MA’SÃ
Teatro
Quando: sábado (30), das 20h às 21h e domingo (31), das 11h às 11h50
Onde: Centro Cultural Penha - Largo do Rosário, 20 Penha
Sinopse: “TɨSADɨARÍ MA’SÔ, que significa pessoas que se amam na língua Tukano, é uma adaptação de Romeu e Julieta, sendo Romeu um jovem paulista da família Marinho e Julieta uma jovem indígena da etnia Tariano da família do 3º Clã, que colocarão em cena suas diferentes culturas do cotidiano indígena e de referência do universo urbano.
Duração: 50 min
Classificação: Livre
Atração: Fulni-ô
Festival
Quando: domingo (31), das 10h às 12h
Onde: Teatro Flávio Império - Rua Prof. Alves Pedroso, 600 - Cangaíba
Sinopse: Uma vivência cultural imersiva pelo povo Fulni-ô por meio de rodas de conversa, danças e cantos na língua Yathê, pintura corporal e oficinas de artesanato com palha de Ouricuri, com o objetivo de promover o conhecimento e a valorização das tradições e da resistência indígena.
Duração: 2h
Classificação: Livre
Atração: Toré - Canto e Danças com Sabuká Kariri - Xoco
Dança
Quando: domingo (31), das 16h às 18h
Onde: Teatro Flávio Império - Rua Prof. Alves Pedroso, 600 - Cangaíba O Toré é o conjunto de cantos e danças da tradição Kariri-Xocó que são rituais utilizados para reverenciar a mãe terra, os elementos da natureza, a ancestralidade e tudo que é sagrado para indígenas dessa etnia.
Duração: 2h
Classificação: Livre
Escrito por: Camila Quaresma | Revisado por: Suzane Rodrigues
Sobre a Secretaria de Cultura e Economia Criativa
A Secretaria Municipal de Cultura e Economia Criativa (SMC) de São Paulo, fundada em 1935 como Departamento de Cultura e Recreação, promove a cultura e impulsiona a economia criativa da cidade. Com mais de 90 anos de atuação, valoriza a diversidade cultural, preserva patrimônios e forma profissionais para a indústria criativa. Com uma rede abrangente, a SMC administra 13 Centros Culturais, 7 Teatros Municipais, 20 Casas de Cultura, além da Casa de Cultura Cidade Ademar, que será inaugurada em 2025, 2 museus (sendo o Museu da Cidade de São Paulo - composto de 13 unidades - e o Museu das Culturas Brasileiras em fase de obras), 54 Bibliotecas de Bairro, 15 Pontos de Leitura e 15 Bosques de Leitura, 6 EMIAs (Escolas Municipais de Iniciação Artística) e 3 unidades da Rede Daora - Estúdios Criativos das Juventudes. A SMC ainda atende 104 equipamentos de cultura e CEUs por meio do PIAPI (Programa de Iniciação Artística para a Primeira Infância), PIÁ (Programa de Iniciação Artística) e Programa Vocacional.
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