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quinta-feira, 22 de março de 2018

Tributo a Caó e Marielle, no Auditório da ABI



Fonte: Rozangela Silva 

O último dia  21 de março, foi escolhido para realizar um grande encontro, a data, representativa foi escolhida  para homenagear o saudoso Carlos Alberto Caó (falecido em 4 de fevereiro, aos 76 anos) - autor da chamada Lei Caó, que transformou o preconceito de raça, cor, sexo e estado civil em contravenção penal, e a emenda constitucional que tornou o racismo crime inafiançável - Não só em função de todo o legado deixado pelo jornalista, advogado, militante do movimento negro e ativista dos direitos humanos, mas relembrou também o  dia - Internacional contra a Discriminação Racial, criado e instituído pela Organização das Nações Unidas (ONU) em memória ao “Massacre de Shaperville”,  em  21 de março de 1960.
O evento realizado na Associação Brasileira de Imprensa (ABI), também  homenageou  a vereadora Marielle Franco, assassinada brutalmente, no último dia 14 de março.
“O intuito do nosso evento foi evidenciar  ambos os legados como instrumento de fortalecimento das nossas lutas cotidianas contra o racismo, intolerância, xenofobia, machismo, homofobia e todas as formas de cerceamento das liberdades e pluralidade em nosso país. Esperamos assim, contribuir para a não invisibilidade dos legados e memórias dos ativistas, intelectuais e da gente comum negra brasileira”, atestou o interlocutor da CCIR - Ivanir dos Santos, que não mediu esforços para reunir autoridades e diversos representantes religiosos no encontro.

Cantora Áurea Martins 


O momento é de reflexão e de grande consternação e valeu saldar e ressaltar a grande importância desses dois militantes da causa negra. No encontro, diversos setores culturais marcaram presença como a cantora Áurea Martins, que cantou à capela, apresentação do curta “Igualdade Já”, de Wanda Ribeiro e Filó, grupo “Quase Tudo Pandeiro” – com Pedro Lima e Carlos Negreiros, Negreiros cantaram ainda uma música em ijexá, performance de dança no hall – com Padê, Miramar Mangabeira apresentou “Ele é o nome da lei”, em formato de poesia musicada, Glauce Rosa e Jéssica Castro fizeram  uma intervenção musical. Participação ainda de Filhos de Gandhi, os atores Déo Garcez ao lado de Nívia Helen, fizeram uma pequena apresentação da peça “Luiz Gama - Uma Voz pela Liberdade”. Em cena, os atores contaram a história de Luiz Gama, advogado negro que viveu entre 1830 e 1882 e sofreu todas as mazelas de se nascer numa época em que a cor da pele era sinônimo de servidão.

Grupo " Quase Tudo Pandeiro"

Esses e tantos outros fizeram questão de marcar presença, onde também estiveram  representantes da OAB, ABI, Cojira Rio, CEAP, Marcelo Rosa - Subsecretário de Direitos Humanos e Igualdade Racial de São João de Meriti, além de religiosos da arquidiocese, músico e pastor Kleber Lucas, os pastores Marcos Amaral e Neil, budistas, muçulmanos, hare krishna, wiccas, judeus, umbamdista, candomblesistas, entre outros. Foi um ato será de grande relevância para todos.


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