Theatro São Pedro apresenta Conceição Evaristo – Uma Ópera Escrevivência

 Theatro São Pedro apresenta Conceição Evaristo – Uma Ópera Escrevivência

 

Espetáculo homenageia os 80 anos que a escritora completa em 2026, com estreia em 20 de novembro, Dia da Consciência Negra, e demais récitas nos dias 22, 25, 27 e 29, aniversário dela; composição é de Juliana Ripke, direção musical de Maíra Ferreira, adaptação, libreto e direção cênica de Julianna Santos, sob texto e obra de Conceição Evaristo

 


Conceição Evaristo. Crédito Joyce Fonseca

  

Uma das principais escritoras e personalidades artísticas do Brasil terá sua história homenageada em formato de ópera no palco do Theatro São Pedro, equipamento cultural da Secretaria da Cultura, Economia e Indústria Criativas do Estado de São Paulo, gerido pela Santa Marcelina Cultura. Conceição Evaristo – Uma Ópera Escrevivência será apresentada nos dias 20, 22, 25, 27 e 29 de novembro - quartas e sextas-feiras às 20h; domingos às 17h. Os ingressos custam de R$ 41 (meia-entrada) a R$ 124 (inteira) e estão disponíveis no site do Theatro São Pedro.

 

A obra foi composta por Juliana Ripke, com adaptação e libreto de Julianna Santos, que também assina a direção cênica, sob texto e obra de Conceição Evaristo. Maíra Ferreira é responsável pela direção musical e estará à frente da Orquestra do Theatro São Pedro. No elenco, a soprano Lorena Pires e a atriz Dirce Thomaz interpretarão a prestigiada escritora mineira, nascida em 29 de novembro de 1946 em Belo Horizonte. Edna D’Oliveira (soprano) fará a mãe de Conceição, Joana Josefina Evaristo. Completam o elenco Marina Pereira (soprano), Juliana Taino (mezzo-soprano), Mar Oliveira (tenor) e Fúlvio Souza (barítono).

 

A montagem tem estreia em 20 de novembro, Dia da Consciência Negra, e a última récita em 29 de novembro, aniversário de 80 anos de Conceição Evaristo. Com uma produção sensível e profunda que valoriza a trajetória de uma referência da cultura brasileira, a ópera apresentará importantes momentos da existência da escritora, desde o nascimento e a vida na favela, até episódios de trabalho, relacionamentos, perdas e sucesso profissional, reconhecendo os elementos de ancestralidade que envolvem a vida da autora.

 

Juliana Ripke, compositora da ópera, destaca que a inspiração da obra nasceu a partir de uma composição sua para o Coral Jovem do Estado em 2021, baseada em um texto de Conceição Evaristo. Com isso, surgiu a ideia de homenagear numa ópera uma mulher brasileira viva da importância de Conceição. Na sequência, foram feitos os alinhamentos com a coordenação artística da Santa Marcelina Cultura, tendo a parceria da regente Maíra Ferreira, e com a escritora, que topou o projeto.

 

"Muito marcante na escrita dela, a água é o tema que unifica a ópera, presente do primeiro ao último acorde, simbolizando fluidez, força e conexão com a trajetória da autora. Esse elemento também se relaciona com os temas das personagens, além de evocar a ancestralidade, como no caso da avó Rita, cuja presença permanece mesmo após a morte", diz Ripke.

 

A compositora ressalta que a obra incorpora referências à cultura mineira, cantos de trabalho, samba, congada e memórias afetivas. "Em termos musicais, o público poderá acompanhar momentos atonais, de acordo com a dramaturgia, e tonais, nos quais também serão percebidas notas de incômodo, mais dissonantes, porque o texto de Conceição é de incômodo." Embora contemporânea, a obra preserva elementos da tradição lírica, como árias e recitativos.

 

A regente Maíra Ferreira, diretora musical de Conceição Evaristo – Uma Ópera Escrevivência, salienta a honra de participar desse momento histórico no Theatro São Pedro. "Ter essa figura extraordinária e profunda, que é a Conceição Evaristo, perto desse projeto e acompanhando desde o início, é algo muito especial. Temos esse desafio de traduzir uma vida que é uma referência, uma inspiração, um ato de resistência, e fazer com que essas histórias transcritas em música e texto ganhem vida como uma ópera", avalia Maíra, ressaltando a forte conexão entre os cantores, a orquestra e a narrativa. "As histórias apresentadas refletem as experiências de muitas mulheres brasileiras, então esperamos essa identificação do público."

 

Responsável pela adaptação, libreto e direção cênica, Julianna Santos conta que mergulhou na obra de Conceição Evaristo, buscando diferentes fontes e uma dramaturgia que refletisse o fluxo de sua escrita, em que poucas palavras são capazes de criar imagens poderosas e sensações profundas. "Todas as palavras utilizadas são da própria Conceição, cuja poesia revela o íntimo e o humano de uma sociedade. Buscamos traduzir essa poesia também na cenografia e nos figurinos, com a água como elemento central. É uma obra atravessada pela dor e pela esperança, capaz de despertar identificação em tantas pessoas", diz Santos.

 

TRANSMISSÃO AO VIVO

 

A récita do dia 25 de novembro, às 20h, será gravada e transmitida ao vivo gratuitamente no canal de Youtube do Theatro São Pedro.

 

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SERVIÇO

 

Conceição Evaristo - Uma Ópera Escrevivência

 

Orquestra do Theatro São Pedro

Maíra Ferreira, direção musical

Julianna Santos, direção cênica
Renata Mota, cenografia

Wagner Pinto, iluminação

Olintho Malaquias, figurino

Elis de Souza, visagismo

Ana Cursino, pianista preparadora

Bruno Costa, assistente de direção musical

Cilene Guedes, assistente de direção cênica

Felipe Venâncio, direção de palco

 

Lorena Pires, soprano

Edna D’Oliveira, soprano

Marina Pereira, soprano

Juliana Taino, mezzo-soprano

Mar Oliveira, tenor

Fúlvio Souza, barítono

Dirce Thomaz, atriz

 

 

JULIANA RIPKE (1988-) / JULIANNA SANTOS (1981-) /CONCEIÇÃO EVARISTO (1946-)

Conceição Evaristo: Uma Ópera Escrevivência (2026)

[Composição de Juliana Ripke, adaptação e libreto de Julianna Santos, sob texto e obra de Conceição Evaristo]

 

 

Ensaio geral aberto e gratuito: 18 de novembro, 19h, Theatro São Pedro

Récitas: 20, 22, 25, 27 e 29 de novembro

Quartas e sextas-feiras às 20h; domingos às 17h, Theatro São Pedro

Classificação etária: 12 anos

Ingressos: Plateia: R$ 124 (inteira) / R$ 62 (meia-entrada)

1º Balcão: R$ 102 (inteira) / R$ 51 (meia-entrada)

2º Balcão: R$ 82 (inteira) / R$ 41 (meia-entrada), disponíveis aqui

 

 

THEATRO SÃO PEDRO

Com mais de 100 anos, o Theatro São Pedro, instituição do Governo do Estado de São Paulo e da Secretaria da Cultura, Economia e Indústria Criativas, gerido pela Santa Marcelina Cultura, tem uma das histórias mais ricas e surpreendentes da música nacional. Inaugurado em uma época de florescimento cultural, o teatro se insere tanto na tradição dos teatros de ópera criados na virada do século XIX para o XX quanto na proliferação de casas de espetáculo por bairros de São Paulo. Ele é o único remanescente dessa época em que a cultura estava espalhada pelas ruas da cidade, promovendo concertos, galas, vesperais, óperas e operetas. Nesses mais de 100 anos, o Theatro São Pedro passou por diversas fases e reinvenções. Já foi cinema, teatro, e, sem corpos estáveis, recebia companhias itinerantes que montavam óperas e operetas. Entre idas e vindas, o teatro foi palco de resistência política e cultural, e recebeu grandes nomes da nossa música, como Eleazar de Carvalho, Isaac Karabtchevsky, Caio Pagano e Gilberto Tinetti, além de ter abrigado concertos da Osesp. Após passar por uma restauração, foi reaberto em 1998 com a montagem de La Cenerentola, de Gioacchino Rossini. Gradativamente, a ópera passou a ocupar lugar de destaque na programação do São Pedro, e em 2010, com a criação da Orquestra do Theatro São Pedro, essa vocação foi reafirmada. Ao longo dos anos, suas temporadas líricas apostaram na diversidade, com títulos conhecidos do repertório tradicional, obras pouco executadas, além de óperas de compositores brasileiros, tornando o Theatro São Pedro uma referência na cena lírica do país.

 

SANTA MARCELINA CULTURA

Eleita a melhor ONG de Cultura de 2019 e de 2025, além de ter entrado na lista das 100 Melhores ONGs em 2019, 2020 e 2025, a Santa Marcelina Cultura é uma associação sem fins lucrativos, qualificada como Organização Social de Cultura pelo Governo do Estado de São Paulo, por meio da Secretaria de Cultura, Economia e Indústria Criativas. Criada em 2008, é responsável pela gestão do GURI e da Escola de Música do Estado de São Paulo – Tom Jobim (EMESP Tom Jobim). O objetivo da Santa Marcelina Cultura é desenvolver um ciclo completo de formação musical integrado a um projeto de inclusão sociocultural, promovendo a formação de pessoas para a vida e para a sociedade. Desde maio de 2017, a Santa Marcelina Cultura também gere o Theatro São Pedro, desenvolvendo um trabalho voltado a montagens operísticas profissionais de qualidade aliado à formação de jovens cantores, instrumentistas, libretistas e compositores para a prática e o repertório operístico, além de se debruçar sobre a difusão da música sinfônica e de câmara com apresentações regulares no Theatro. Para acompanhar a programação artístico-pedagógica do Guri, da EMESP Tom Jobim e do Theatro São Pedro, baixe o aplicativo da Santa Marcelina Cultura. A plataforma está disponível para download gratuito nos sistemas operacionais Android, na Play Store, e iOS, na Apple Store. Para baixar o app, basta acessar a loja e digitar na busca “Santa Marcelina Cultura”.