Projeto criado em Salvador propõe novas formas de viver o lazer entre mulheres

 Projeto criado em Salvador propõe novas formas de viver o lazer entre mulheres 

Com música e convivência como elementos centrais, o projeto Mainha’s Party proporciona momentos de lazer em que mulheres, principalmente mães, podem dançar, conversar e simplesmente aproveitar, com nova edição prevista para outubro.

Dançar, ouvir música, conversar, encontrar outras mulheres e simplesmente aproveitar uma festa. Sem networking, sem precisar transformar o momento de uma atividade de autocuidado em desenvolvimento pessoal. É a partir dessa proposta que nasceu o Mainha’s Party, experiência de lazer, cultura e convivência criada em Salvador. Com o conceito de “diversão sem função”, o projeto chega para uma 2ª edição para outubro de 2026, com estrutura ampliada e produção profissionalizada.

O Mainha’s Party faz parte da Inspiraiê, ecossistema criado pela mentora e consultora de mulheres empreendedoras Rachel Moreira, que reúne sua atuação com consultoria e mentoria para mulheres, além de iniciativas voltadas à convivência, reflexão e desenvolvimento coletivo. Dentro dessa estrutura, o Mainha’s representa o braço dedicado à produção de experiências

A ideia surgiu a partir da própria vivência de Rachel na conexão com diferentes grupos de mulheres e da percepção de como, após a maternidade, pode ser difícil encontrar momentos de lazer que não estejam relacionados aos filhos ou às responsabilidades do cotidiano. Uma referência sobre clubes voltados para mães, enviada por uma prima, despertou a possibilidade de criar algo semelhante em Salvador. No dia seguinte, a ideia começou a ser estruturada e ganhou o nome e a identidade que dariam origem ao Mainha’s Party.

“Eu já ocupava esse lugar de conectar mulheres de diferentes círculos e percebia como era difícil, depois da maternidade, a gente se permitir momentos de lazer e diversão sem os filhos. Quando recebi essa referência, pensei imediatamente: por que não criar algo assim em Salvador? A partir daí, comecei a estruturar a ideia. O que eu queria era criar um espaço em que a mulher pudesse se reencontrar com esse lugar de simplesmente se divertir”, relata a consultora.

A expressão “diversão sem função” passou a sintetizar o propósito do projeto. O conceito parte da ideia de que mulheres, especialmente mães, não precisam estar permanentemente associadas ao cuidado, à produtividade ou a alguma finalidade para ocupar um espaço de lazer. No Mainha’s Party, a música e o coletivo são os principais elementos da experiência, criando um ambiente em que as participantes podem dançar, conversar, beber, rir e estar entre outras mulheres.

Essa proposta também diferencia o Mainha’s Party de outros eventos voltados ao público feminino. Em vez de concentrar a experiência em temas como autocuidado, saúde, empreendedorismo ou desenvolvimento pessoal, o projeto coloca a diversão como ponto central. A festa é exclusiva para mulheres adultas, maiores de 18 anos, e busca construir um ambiente em que elas possam temporariamente sair dos papéis que exercem no cotidiano e ocupar o lugar de quem veio apenas para aproveitar.

A primeira edição aconteceu em outubro do ano passado, no Boteco da Tetê, em Salvador, reunindo cerca de 60 mulheres. O encontro funcionou como uma espécie de projeto-piloto e permitiu testar o formato na prática, observar a identificação do público com a proposta e reunir aprendizados sobre produção, comunicação e programação. A experiência também movimentou uma rede de profissionais e fornecedores, incluindo uma banda de samba formada por cinco mulheres, equipe de áudio, recepção e estrutura.

Além do número de participantes, o piloto ajudou a consolidar uma experiência com identidade própria. A partir dela, o Mainha’s passou a ser estruturado para crescer, fortalecer parcerias e ampliar seu alcance, mantendo a música e a convivência como elementos centrais.

“A primeira edição foi muito importante porque foi quando a ideia saiu do papel. A gente conseguiu entender como as mulheres recebiam aquela proposta, o que fazia sentido e o que poderia ser melhorado. Foi um projeto-piloto, mas também foi o momento em que percebemos que havia uma identificação real com a ideia de criar uma festa em que a mulher pudesse simplesmente se divertir”, afirma Rachel.

Agora, o Mainha’s Party chega à sua 2ª edição em uma fase de profissionalização e expansão, prevista para outubro deste ano, dando continuidade a uma experiência que nasceu de uma inquietação pessoal e ganhou forma a partir da conexão com outras mulheres. O novo encontro marca também um momento de amadurecimento do projeto, que busca ampliar sua estrutura, público e visibilidade.

Para Rachel, o crescimento do Mainha’s Party acompanha a evolução de uma ideia que mantém o mesmo propósito desde a primeira edição: criar um espaço em que mulheres possam se encontrar e se divertir sem precisar transformar aquele momento em mais uma obrigação.

“O Mainha’s nasceu de uma inquietação muito simples: por que a gente pensa em tantos espaços para mulheres e mães a partir de uma função e pensa tão pouco na diversão? Eu quero que o projeto cresça, tenha uma estrutura cada vez melhor e alcance mais mulheres, mas sem perder esse lugar. A mulher que chega ao Mainha’s não precisa produzir nada, aprender nada ou resolver nada. Ela pode simplesmente estar ali, dançar, conversar, encontrar outras mulheres e se divertir. Essa continua sendo a nossa principal proposta”, conclui.


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