O Curta-metragem “Pão Doce”, realizado em Guarulhos, conquista dois Kikitos no Festival de Cinema de Gramado
O Curta-metragem “Pão Doce”, realizado em Guarulhos, conquista dois Kikitos no Festival de Cinema de Gramado
Produção recebeu os prêmios de Melhor Direção, para Wesley Gabriel, e Melhor Ator, para Francisco Gaspar
Realizado em Guarulhos, o curta-metragem “Pão Doce” encerrou sua participação na 54ª edição do Festival de Cinema de Gramado com dois importantes reconhecimentos: o Kikito de Melhor Direção, conquistado por Wesley Gabriel, e o Kikito de Melhor Ator, entregue a Francisco Gaspar, intérprete de Fernando, protagonista da produção.
Selecionado para a Mostra Competitiva de Curtas, o filme leva para as telas uma reflexão sobre a realidade da escala de trabalho 6x1 e os impactos dessa rotina na vida familiar dos trabalhadores brasileiros.
Na trama, Fernando é um padeiro que se vê diante de um dilema aparentemente simples, mas carregado de consequências: comemorar o aniversário da filha ou cumprir sua jornada de trabalho. A situação coloca em conflito duas necessidades fundamentais — a obrigação de garantir o sustento da família e o desejo de estar presente em um momento único da vida de quem ama.
A partir de uma situação cotidiana, “Pão Doce” aborda questões como trabalho, sobrevivência, relações familiares, tempo e a dificuldade de conciliar as exigências profissionais com o direito de participar da própria vida.
Céllia Nascimento integra o elenco
No elenco, o vencedor do Kikito de Melhor Ator, Francisco Gaspar, divide a cena com Céllia Nascimento, além de Vinicius de Oliveira, Sophia Furtado, Tim Arif, Paulo Coveiro e Murilo Amaral.
A participação de Céllia Nascimento amplia sua atuação no campo artístico, unindo sua trajetória na música, atuação no teatro a sua carreira no audiovisual. A presença da artista no elenco também reforça a participação de profissionais de diferentes linguagens na construção do projeto.
Estreia em Gramado e reconhecimento nacional
A estreia de “Pão Doce” em Gramado foi acompanhada por parte da equipe do filme, que viajou até o festival para prestigiar a primeira exibição da produção e acompanhar a cerimônia de premiação.
A conquista dos dois Kikitos representa um momento significativo para uma produção construída de forma coletiva, reunindo profissionais de diferentes áreas do audiovisual e tendo Guarulhos como parte importante de sua realização.
O reconhecimento em um dos mais tradicionais festivais de cinema do país fortalece a trajetória do curta e amplia suas possibilidades de circulação em outros festivais, levando a diferentes públicos uma história que parte de uma realidade presente no cotidiano de milhões de trabalhadores.
A produção executiva é de Diogo Gomes, com Giovanna Azevedo e Well Darwin na direção de produção e Lucas Felipe Miranda como assistente de produção.
A direção é de Wesley Gabriel, que também assina a direção de fotografia. A equipe de direção conta ainda com Gab Lourenzato, como 1ª assistente de direção, e Nelson Simplicio, como 2ª assistente de direção.
Na fotografia, Antoni Lourenço atua como 1º assistente de fotografia e responsável pelo Steadycam; Leonardo Martins e Jefferson Gomes como 2º assistentes de fotografia; Ligia Motta como foquista; Miguel do Valle como gaffer; Auro Machado como 1º assistente de elétrica; e William Machado como 2º assistente de elétrica.
O som direto é assinado por Eduardo Campos e Lorraine Rodrigues, com Leonard Almeida como assistente de som direto. A preparação de elenco é de Gisele Rosa.
A direção de arte é de André Okuma e Reiko Otake, com Alexander Valdez como 1º assistente de arte e Luiza Santana e Daniel Guimarães como 2º assistentes de arte. Reiko Otake também assina o figurino, enquanto Manu Mendes e Suelen Nogueira são responsáveis pela maquiagem.
A trilha original é de Rodrigo Eba, com participação em grafite e dança, e Caue Bravim. O drone é de Adriano Gosy e a orientação de roteiro é de Fábio Rodrigo.
A edição e montagem são de Rodrigo Provazi; o desenho de som, de Daniele Dantas; e a colorização, da MIA LAB Cinematografia.
Uma história que ultrapassa a tela
A passagem de “Pão Doce” pelo Festival de Cinema de Gramado, marcada pela conquista de dois Kikitos, fortalece a trajetória do curta e sua circulação no circuito audiovisual.
Ao levar essa discussão para o cinema, “Pão Doce” transforma uma situação cotidiana em uma reflexão sobre o valor do tempo, das relações familiares e da vida para além do trabalho.
.jpeg)

.jpeg)
Comentários
Postar um comentário