Mulher Abacaxi pede fim da rivalidade no Carnaval e revela conflitos com duas rainhas: “Já pediram minha cabeça”
Mulher Abacaxi pede fim da rivalidade no Carnaval e revela conflitos com duas rainhas: “Já pediram minha cabeça”
Marcela Porto se prepara para mais uma folia como rainha da escola Acadêmicos de Niterói e rainha de bateria da Chatuba de Mesquita defende que mulheres deixem a competição de lado
Marcela Porto, conhecida como Mulher Abacaxi, se prepara para brilhar em mais um Carnaval como rainha da Acadêmicos de Niterói. Ela diz que seu desejo é ver cada vez mais mulheres brilhando na folia, sem competição.
“As mulheres não devem competir entre si no Carnaval, têm que somar. Juntas, o brilho é mais forte. Estamos ali para dar o melhor, nos conectar com a escola e com a comunidade. A folia é plural e tem espaço para todas.”
Caminhoneira e influenciadora, Marcela conta que já passou por situações desagradáveis nos bastidores do samba. Uma delas aconteceu quando ainda era musa de uma escola de samba.
“Estou no Carnaval há anos e já vi de tudo. Já teve uma rainha de bateria que pediu minha cabeça quando eu era musa da escola. Ela não gostava de mim sem que eu entendesse o motivo. E o mais curioso é que eu a admirava, achava uma grande sambista, mas não era recíproco. Ela queria que eu saísse da escola. Só não saí porque a comunidade gostava de mim e me defendia. Hoje, nem ela nem eu estamos mais lá. Olhando para trás, vejo que não valeu a pena tanta rivalidade. A gente perde tempo brigando quando poderia estar se apoiando e aproveitando o Carnaval juntas”, desabafa a também rainha de bateria da Acadêmicos de Niterói.
Anos depois, já como rainha de uma escola, Marcela afirma ter vivido outra situação envolvendo uma rainha de bateria. Dessa vez, ela conta que foi afastada poucos dias antes do desfile oficial.
“Já me tiraram de uma escola faltando poucos dias para o desfile oficial, quando eu já era rainha da escola, por causa da rainha de bateria, que me odiava do nada. Quando eu aparecia na escola, no outro dia saía em vários sites, enquanto ela não aparecia, mas eu não tinha nada a ver com isso. Eu adorava ela. No decorrer dos ensaios de rua, comecei a perceber que ela virava a cara para mim e eu não entendia nada. Depois, uma pessoa da comunidade me contou o que estava acontecendo.”
Fonte : Marcela Porto
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