Mel Lisboa e Carmo Dalla Vecchia estão na 27ª edição das Satyrianas. São 400 atrações culturais em 15 espaços, artistas e grupos de 15 Estados e programação de teatro, cinema, dança e performance
27ª edição das Satyrianas traz 400 atrações culturais
em 15 espaços, artistas e grupos de 15 Estados e
Destaque para leituras encenadas, de 30 minutos do DramaMix, com participação de Carmo Dalla Vecchia e Mel Lisboa; a pré-estreia do novo longa de Guilherme de Almeida Prado, além da peça Quase Todos (Satyros) e apresentação do Doutores da Alegria na abertura do Festival.
Idealizado e produzido pela Cia de Teatro Os Satyros,, a maratona cultural acontece durante quatro dias em 78 horas de programação ininterruptas
De caráter democrático e gratuito, aproximando artistas e público há 30 anos, com diferentes linguagens, gerações e modos de compreender o mundo, o FESTIVAL SATYRIANAS segue provocador e com foco em novas vozes e olhares em sua 27ª edição, com o tema Brincando de Futuro. Performances, espetáculos, intervenções e atividades coletivas desta edição da Satyrianas dialogam com o universo do jogo e da brincadeira. O festival acontece ao longo de quatro dias ininterruptos de programação artística, de 8 a 12 de outubro, apresenta 400 atrações em 15 espaços culturais com artistas e grupos de 15 Estados brasileiros. São variadas áreas de expressão artística: Teatro, Cinema, Dança, Música, Circo, Performance e Literatura que ocupam teatros, espaços culturais e diferentes territórios da cidade.
A Praça Roosevelt, sede das Satyrianas, é o principal ponto de encontro do festival e recebe uma programação diversificada, com atividades ao ar livre e ações especialmente concebidas para o espaço, além de uma lona de circo e tendas instaladas na praça, ampliando as possibilidades de ocupação e convivência entre artistas, público e cidade. “A Praça Roosevelt será novamente ocupada como espaço de criação compartilhada, onde artistas e público poderão experimentar outras formas de convivência e imaginar juntos novas possibilidades de futuro. É desse desejo que nasce o tema desta edição”, diz Rodolfo García Vazquez. “Há mais de 30 anos, a Satyrianas transforma a Praça Roosevelt em território de criação e cidadania, reafirmando a arte como força essencial na construção da identidade cultural de São Paulo”, diz Ivam Cabral.
Atividades lúdicas - Compartilhando memórias
Este ano o evento apresenta atividades lúdicas com projetos especiais como A Praça se Lembra: Dramaturgia de Escuta, Bazar de Memórias, Piquenique no Parque, Arquivo de Afetos e Pequeno Palco de Memórias. Ao longo dos quatro dias, artistas, psicanalistas, moradores, frequentadores e pessoas que atravessam a região são convidados a compartilhar lembranças, histórias, afetos e fragmentos de suas experiências em uma prática, mais que uma brincadeira, de humanização que celebra o encontro entre as pessoas. No último dia do festival, essa atividade culmina com atores interpretando em uma performance as histórias/ memórias narradas pelas pessoas na praça. Como pano de fundo da atividade está o valor da memória no mundo capitalista.
DESTAQUES DA PROGRAMAÇÃO
DramaMix
Um dos projetos mais tradicionais das Satyrianas, o DramaMix completa 20 anos em 2026. Entre os destaques desta programação que acontece na Sala Alberto Guzik da SP Escola Superior de Teatro, estão: O MENINO SEM ESPELHO - SOLO PARA UM ATOR VIADO (Dia 9, 23h) - Leitura encenada com participação de Carmo Dalla Vecchia, a partir de texto de João Emanuel Carneiro, Ivam Cabral e Rodolfo García Vázquez. Após a morte da mãe, um homem precisa cuidar do pai enquanto revisita acontecimentos de sua vida.
O CHÃO (dia 12, 20h), com participação de Mel Lisboa, leitura encenada a partir de trecho do romance Antes que apague, de Natalia Timerman.
ALMA DEBRUÇADA NA JANELA (Dia 12, 21h30, direção e atuação de Carmo Dalla Vecchia, construído a partir de depoimentos enviados por seus seguidores nas redes sociais e de sua relação com a própria biografia.
CINEMA
O cinema também tem espaço nas Satyrianas, com a programação do SATYRICINE BIJOU, no Cine Satyros Bijou, com destaque para: O ENIGMA DE ODRADEK (dia 11, 17h) – pré-estreia do novo longa de Guilherme de Almeida Prado; UNIVERSO CIRCULAR, documentário sobre Jocy de Oliveira, pioneira da música eletrônica no Brasil, com participação de Fernanda Montenegro (dia 10, 13h), e CAIPORA, com Camilla Camargo e Kayky Brito, entre outros (dia 10, 18h)TEATRO, DANÇA E PERFORMANCE
No Teatro, entre os highlights da programação, vale conferir o espetáculo da Cia Os Satyros QUASE TODOS (dia 9, 19h, no Espaço dos Satyros), com uso de AI e avatar; O RINOCERONTE (dia 9, 22h, na SP Escola Superior de Teatro), com direção de Marcelo Lazzaratto, em nova leitura do clássico do teatro do absurdo de Eugène Ionesco; e a performance A MULHER PASSAGEM (dia 11, 15h, na Praça), com texto de João Fábio Cabral e atuação de Julia Bobrow.
Na Lona de Circo, vale conferir CABARÉ RESTANTE, circo de variedades da Cia. Resto D’Ontê (dia 10, 20h) e ETERNAMENTE BANHAI (dia 11, 19h30), com Andrea Macera, palhaça, diretora artística, fundadora do Teatro de Mafalda e do EIMPA – Encontro Internacional de Mulheres Palhaças, apresenta Eternamente Banha.
SATYRIBILIDADETambém entram na programação projetos produzidos e/ou encenados por pessoas com deficiência, reunindo teatro, performance, cinema, conversa e circo em uma programação que amplia a presença e a participação de artistas com deficiência nas artes.
Resistência e permanência na Praça Roosevelt“Nesta edição, Os Satyros celebram também a resistência e sua permanência na Praça Roosevelt. Depois de meses de difíceis negociações e diante da possibilidade concreta de deixar o espaço que ocupa há mais de duas décadas, a companhia conseguiu renovar seu contrato de locação por mais quatro anos. Permanecer na Roosevelt significa mais do que manter um teatro aberto: é reafirmar um compromisso com o território, com a cidade e com uma história construída coletivamente”, comenta Rodolfo. “Em um tempo marcado pela polarização política, pela intolerância e pela dificuldade crescente de imaginar coletivamente outros caminhos, Os Satyros propõem um gesto aparentemente simples, mas profundamente político: voltar a brincar”, fala Ivam.“A brincadeira nos lembra que o mundo não precisa ser apenas aquilo que já existe. Quando brincamos, inventamos regras, experimentamos papéis, criamos outras realidades e aprendemos a lidar com o inesperado e com a diferença. Brincar pode ser também um exercício de imaginação social: uma forma de experimentar futuros possíveis feitos de encontro, respeito e cidadania”, conclui Vazquez. “Satyrianas convida a cidade para uma grande festa artística, gratuita e plural, na qual o futuro não estará pronto nem será determinado por alguém: será inventado coletivamente. Um futuro construído pelo jogo, pelo encontro, pela troca e pelo respeito à diferença. Porque brincar também é ensaiar outros mundos. E talvez uma das funções mais importantes da arte seja justamente essa: permitir que uma sociedade reconheça quem é, preserve a memória de onde veio e continue imaginando, coletivamente, quem ainda pode ser.”, diz Cabral.
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FESTIVAL SATYRIANAS 2026 - 27ª Edição
Abertura: 8/10, quinta, às 20h, no Espaço Parlapatões.
Programação: 9 a 12/10, sexta a segunda, em diversos espaços culturais.
Ingressos: Gratuitos ou no formato “pague quanto puder”.
Programação completa: www.satyrianas.com.br
Espaço dos Satyros - Praça Franklin Roosevelt, 214
Cine Satyros Bijou - Praça Franklin Roosevelt, 172.
Espaço Parlapatões - Praça Franklin Roosevelt, 158
SP Escola Superior de Teatro - Praça Franklin Roosevelt, 210
DESTAQUES DA PROGRAMAÇÃO - 27ª edição das Satyrianas
ESPECIAIS
20 ANOS DE DRAMAMIX
Um dos projetos mais tradicionais das Satyrianas, o DramaMix completa 20 anos em 2026. Criado como espaço de encontro entre dramaturgos e artistas, o projeto convida autores a escrever textos curtos e inéditos especialmente para o festival. Ao longo de sua história, muitas dessas dramaturgias ganharam novos desdobramentos depois das Satyrianas, transformando o projeto em uma verdadeira incubadora de criação teatral. Nesta edição, o DramaMix reúne textos inéditos de nomes como Sérgio Roveri, Flávio Goldman, Cláudia Pucci e Marcelo Várzea, além de leituras encenadas com artistas convidados.
● O MENINO SEM ESPELHO (SOLO PARA UM ATOR VIADO)
Sexta-feira, 9 de outubro, às 23h
Sala Alberto Guzik — SP Escola Superior de Teatro
Leitura encenada com participação de Carmo Dalla Vecchia, a partir de texto de João Emanuel Carneiro, Ivam Cabral e Rodolfo García Vázquez. Após a morte da mãe, um
homem precisa cuidar do pai enquanto revisita acontecimentos que marcaram sua infância e sua formação. O texto atravessa memória, violência, cuidado e reconstrução.
● O CHÃO
Segunda-feira, 12 de outubro, às 20h
Sala Alberto Guzik — SP Escola Superior de Teatro
Leitura encenada a partir de trecho do romance Antes que apague, de Natalia Timerman, com participação de Mel Lisboa. A adaptação investiga os
conflitos do artista contemporâneo e a dimensão performativa da literatura em um tempo marcado pela exposição permanente e pelas redes sociais.
● ALMA DEBRUÇADA NA JANELA
Segunda, 12 de outubro, às 21h30
Sala Alberto Guzik — SP Escola Superior de Teatro
Leitura encenada com direção e atuação de Carmo Dalla Vecchia, construído a partir de depoimentos enviados por seus seguidores nas redes sociais e de sua relação com a própria
biografia. A experiência aproxima histórias anônimas e fragmentos autobiográficos, criando uma reflexão sobre intimidade, exposição, memória e as histórias que compartilhamos.
A PRAÇA SE LEMBRA
● Dramaturgia da escuta
9 a 12 de outubro | Praça Roosevelt
Entre os projetos especiais desta edição, A Praça se Lembra transforma a Praça Roosevelt em um território de escuta e construção coletiva de memória. Ao longo dos quatro dias,
artistas, psicanalistas, moradores, frequentadores e pessoas que atravessam a região são convidados a compartilhar lembranças, histórias, afetos e fragmentos de suas experiências.
O projeto se organiza em quatro ações que acontecem de maneira articulada:
Bazar de Memórias — Convida o público a compartilhar relatos de suas vidas. Durante a ação, um ator grava os depoimentos dos participantes. Em troca do relato, a pessoa recebe a moeda fictícia do evento, o Dólar de Phedra, criado em homenagem à atriz Phedra de Córdoba, que foi integrante dos Satyros. Histórias de maior impacto recebem a nota de 100 Dólares de Phedra. Posteriormente, o material gravado é processado por ferramentas de inteligência artificial. Essas memórias alimentam o avatar de uma mulher chinesa, que apresenta os relatos ao público em formato de pequenas cenas e performances ao vivo.
Piquenique no Parque — Promove encontros entre pessoas desconhecidas para o compartilhamento de comida, tempo e conversas no Parque Augusta. A atividade reúne grupos de dez participantes inscritos previamente, acompanhados por um guia. No local, o grupo realiza a refeição conjunta enquanto os integrantes se apresentam e contam histórias de suas vidas.
Arquivo de Afetos — Psicanalistas atuam como colecionadores de histórias de moradores, trabalhadores, artistas e frequentadores da região. Em cada sessão de 50 minutos, os participantes compartilham narrativas de suas próprias trajetórias. de vida a partir de suas biografias. Dez cadeiras de praia são reservadas para acomodar o público. A programação atende a grupos específicos: idosas travestis na sexta-feira, refugiados haitianos no sábado e pessoas com deficiência no domingo.
Pequeno Palco das Memórias — apresenta, na segunda-feira, último dia do festival, uma performance única criada a partir do acervo coletado nas ações anteriores. Em cena, atores contam e encenam os relatos, vivências e histórias recolhidos no Bazar de Memórias, no Piquenique no Parque e no Arquivo de Afetos. A apresentação transforma os depoimentos do público em uma criação teatral que reflete as memórias guardadas pela própria praça e por seus frequentadores ao longo do evento.
O projeto parte de uma pergunta simples: O que acontece quando uma cidade resolve escutar a si mesma?
UMA PROGRAMAÇÃO QUE ATRAVESSA O BRASIL
As Satyrianas ampliam seu alcance para além de São Paulo e recebem, nesta edição, artistas e grupos de diferentes regiões do país. A programação reúne atrações de São Paulo, Pernambuco, Rio de Janeiro, Mato Grosso,
Mato Grosso do Sul, Bahia, Goiás, Tocantins, Ceará, Minas Gerais, Rio Grande do Sul, Paraná, Amazonas, Alagoas e Espírito Santo, promovendo encontros entre diferentes territórios, experiências e modos de criação.
CINEMA
SATYRICINE BIJOU
O cinema ocupa o Cine Satyros Bijou durante as Satyrianas com uma programação especial do Festival SatyriCine Bijou, organizado pela Satyros Cinema. A programação reúne curtas, médias e longas-metragens de diferentes regiões
do Brasil, além de mostras temáticas, lançamentos, pré-estreias e encontros com realizadores, ampliando a presença do audiovisual dentro de um festival historicamente dedicado à diversidade das linguagens artísticas.
● O ENIGMA DE ODRADEK
Domingo, 11 de outubro, às 17h
Cine Satyros Bijou
Pré-estreia do novo filme de Guilherme de Almeida Prado, seguida de debate.
Após anos afastado das telas, o cineasta retorna ao cinema com uma nova obra, que integra a programação especial do Festival SatyriCine Bijou.
● UNIVERSO CIRCULAR
Sábado, 10 de outubro, às 13h
Cine Satyros Bijou
Documentário com direção e roteiro de Dacio Pinheiro, sobre a trajetória de Jocy de Oliveira, pioneira da música eletrônica no Brasil, com participação de Fernanda Montenegro.
Em 1961, Jocy realizou a primeira performance de música eletrônica no país. Ao longo de sua trajetória, dialogou com artistas como John Cage, Stockhausen, Luciano Berio e Igor Stravinsky e expandiu sua pesquisa
para a ópera experimental e a exploração da voz feminina como território poético e político. Aos 90 anos, permanece em movimento, investigando o tempo, a memória e as possibilidades da criação.
● CAIPORA
Sábado, 10 de outubro, às 18h.
Cine Satyros Bijou.
Direção de Deivis Horbach e roteiro de Reinaldo Guedes. Com Camilla Camargo, Kayky Brito, Nill Marcondes, Renata Brás, Sérgio Hondjakoff, José Trassi, Marcella Carvalho e Raul Dimas.
Douglas, investigador da Polícia Civil, precisa descobrir quem matou dois jovens encontrados na floresta enquanto tenta superar a perda da mulher e da filha. Ao lado da investigadora Débora e sob o comando do delegado Vladimir, ele se
depara com versões conflitantes sobre as mortes. Enquanto parte da cidade acredita que um antigo serial killer voltou a agir, os indígenas da região temem que os crimes estejam relacionados a Anhangá, entidade metamórfica ligada à floresta.
TEATRO, DANÇA E PERFORMANCE
● QUASE TODOS
Sexta-feira, 9 de outubro, às 19h
Espaço dos Satyros
Espetáculo da Cia. de Teatro Os Satyros, com texto de Ivam Cabral e Rodolfo García Vázquez e direção de Rodolfo García Vázquez. Quatro irmãos, de uma família do interior do Brasil, fazem um pacto na infância. Na juventude, deixam a casa dos pais e seguem caminhos distintos. O que parecia apenas o movimento natural da vida transforma-se em um afastamento prolongado. Anos passam sem encontros, sem conversas profundas e sem revisões. Entre memórias fragmentadas, silêncios herdados e tentativas de reconexão, a família se reencontra — ou quase. Em um ato composto por quadros que atravessam diferentes momentos dessa trajetória, Quase Todos investiga o que resta das relações quando o tempo faz seu trabalho silencioso. Usa AI e avatar.
● O RINOCERONTE
Sexta-feira, 9 de outubro, às 22h.
Sala Antônio Pompeo — SP Escola Superior de Teatro
A Cia. Paquiderme, com direção de Marcelo Lazzaratto, apresenta uma nova leitura do clássico do teatro do absurdo de Eugène Ionesco. Em uma cidade onde os moradores começam a se transformar, a população cede gradualmente à força bruta, à polarização e ao conformismo de manada. Em meio ao caos, Bérenger — interpretada por uma atriz nesta montagem — torna-se a última pessoa a resistir e defender sua humanidade. A montagem aproxima o texto de questões contemporâneas e lança uma pergunta incômoda: o que estamos dispostos a preservar de nossa humanidade quando a unanimidade se torna a regra?
● SE AS COMIDAS DOS FOLHETOS FOSSEM COMESTÍVEIS
Sexta-feira, 9 de outubro, às 19h30.
Sala Alberto Guzik — SP Escola Superior de Teatro
Em um contexto em que a fome é chamada de Locadora e os humanos locam involuntariamente seus corpos, a peça acompanha dois jovens negros, irmãos gêmeos não idênticos, que vivem em situação de rua e estão presos em
uma cozinha desativada. Entre talheres, panelas e restos de folhetos de supermercados, os irmãos revisitam uma história marcada pelo trabalho análogo à escravidão e pela violência sofrida desde a infância.
● CARNAVAL DE SELVAGERIA
Sábado, 10 de outubro, às 18h
Espaço dos Satyros
O Grupo Tocaia de Teatro, formado por mulheres do curso de Artes Cênicas do Centro Universitário Belas Artes de São Paulo, apresenta uma criação que se afasta do drama tradicional para privilegiar imagens, sensações e a construção de uma paisagem cênica. A partir da investigação da ancestralidade feminina e de arquétipos presentes em diferentes mitologias, o espetáculo articula corpo, memória, som e potência feminina. Histórias inspiradas em diferentes culturas são narradas enquanto as próprias atrizes constroem ao vivo a paisagem sonora da cena, utilizando voz, percussão corporal e instrumentos ligados aos elementos da natureza.
● LEIA ANTES DE ACEITAR
Domingo, 11 de outubro, às 15h30
Sala Alberto Guzik — SP Escola Superior de Teatro
O GRUPOJOGO, de Porto Alegre, chega a São Paulo com Leia Antes de Aceitar, espetáculo com dramaturgia de Gabriel Pontes e direção de Alexandre Dill. A montagem parte de uma pergunta cada vez mais urgente: o que acontece quando um ator vende
sua imagem para a inteligência artificial e descobre que já não é mais dono dela? A apresentação integra o programa FAC Mobilidade Artística, da Secretaria de Estado da Cultura do Rio Grande do Sul, e marca a estreia do GRUPOJOGO em São Paulo.
- A MULHER PASSAGEM
Domingo, 11 de outubro, às 15h
Praça Roosevelt — Área 2
Performance com texto de João Fábio Cabral e atuação de Julia Bobrow.
Em uma praça, A Mulher Passagem recebe roupas trazidas por outras mulheres. Ao seu redor, A Mulher Violino toca enquanto O Homem Câmera registra o encontro. Uma loja ao contrário: do uso ao descarte, nada é vendido,
nada é comprado. As mulheres chegam trazendo roupas — e as roupas chegam trazendo corpos, histórias e silêncios.
● O REINO SEM COR
Domingo, 11 de outubro, às 18h
Lona Satyrianas
O Coletivo Carpintaria, que estreia na FUNARTE em outubro de 2026, integra a programação do CircoMix com um espetáculo infantil que mistura literatura de cordel, teatro popular e música ao vivo. A história acompanha a missão de
resgatar as cores de um reino, enfrentando as peripécias do Rei Apressado e seus súditos. Uma celebração das palavras, dos livros e da cultura popular, que convida o público a redescobrir a importância de imaginar e contar histórias.
● BAILE DA DESPEDIDA
Domingo, 11 de outubro, às 20h30
Sala Alberto Guzik — SP Escola Superior de Teatro
Idealizado, dirigido e coreografado por Luiza Magalhães, com assistência de direção de Flavia Trapp e Laure Puche, Baile da Despedida encerra a trilogia Amor y Morte, do Laboratório Dança-Teatro. Em cena, artistas atravessam um baile em que celebrar e despedir-se tornam-se um único gesto. Entre cortejos, memórias, rituais e encontros, a criação aproxima carnaval e luto, festa e passagem, investigando o que fazemos com aquilo que permanece depois que algo termina. A montagem cruza dança, teatro e artes visuais e dá continuidade à pesquisa iniciada em Amor na Casa da Morte — uma dança em 9 arcanos e seguida por Coração Fóssil — dançando à beira do abismo.
CIRCO
● DOUTORES DA ALEGRIA Quinta, 08/10, 20h — Espaço Parlapatões (Abertura do Festival)No palco, artistas dos Doutores da Alegria compartilham com o público histórias vivenciadas nos hospitais ao lado de crianças, familiares e profissionais de saúde. São “causos” ora emocionantes, ora divertidos, que revelam a potência do encontro, da escuta e do brincar em meio ao cotidiano hospitalar. E cenas criadas a partir desses encontros. Entre risos, memórias e delicadas histórias, a plateia é convidada a mergulhar nesse universo e descobrir como, mesmo em um lugar marcado por procedimentos e desafios, a imaginação pode abrir espaço para a alegria, a poesia e a transformação.● IN.PRESS
Sábado, 10/10, 18h — Praça Roosevelt
IN.PRESS - A Imprensa Oficiosa do Circo di SóLadies | Nem SóLadies
A cobertura jornalística mais divertida que você vai ver! Pessoas palhaças-repórteres circulam pelo evento com microfones, perguntas improváveis e muito bom humor. As entrevistas acontecem de forma leve e espontânea, transformando o público em fonte,especialista e protagonista das notícias que surgem ao vivo. Entre improvisos, risadas e reflexões, IN.PRESS cria um registro divertido e afetivo transmitindo ao vivo histórias, encontros e acontecimentos que talvez passassem despercebidos. ● CABARÉ RESTANTE
Sábado, 10/10, 20h — Lona de Circo
A Cia. Resto D’Ontê apresenta um circo de variedades que reúne números e cenas de diferentes espetáculos de artistas e parceiros da companhia. A programação reúne Roda Cyr, tecido, lira, força capilar, diabolo, bambolê
e palhaçaria. Ao longo do espetáculo, uma contagem regressiva conduz o público de um número ao outro até uma surpresa preparada para o final da apresentação.
● ETERNAMENTE BANHA
Domingo, 11/10, 19h30 — Lona de Circo
Andrea Macera, palhaça, diretora artística, fundadora do Teatro de Mafalda e do EIMPA – Encontro Internacional de Mulheres Palhaças, apresenta Eternamente Banha. No número, a palhaça Mafalda se transforma em mulher-cobaia de uma clínica estética que anuncia suas promoções em sites de compras coletivas, como Grupão e Peixe Suburbano. Diante do público, ela realiza uma demonstração “ao vivo e a cores” de uma nova técnica “cirúrgica” de lipoaspiração e próteses. O corpo torna-se campo de jogo para uma sátira aos padrões de beleza, ao consumo e à transformação do corpo em mercadoria.
SATYRIBILIDADE
Projetos produzidos e/ou encenados por pessoas com deficiência, reunindo teatro, performance, cinema, conversa e circo em uma programação que amplia a presença e a participação de artistas com deficiência nas artes.
TEATRO E PERFORMANCE
● QUE XOU DA XUXA É ESSE?
Sexta-feira, 09/10, 17h30 — SP Escola de Teatro
Através das memórias, o artista Gustavo Parreira revisita sua infância ao lado da mãe. Mesmo sem condições materiais, ela lhe dava discos e brinquedos da Xuxa, ao mesmo tempo em que o defendia de uma família e de uma sociedade que temiam que, além da deficiência física, o filho pudesse se tornar gay. Hoje, consciente de seu corpo, de suas potencialidades, limitações, sexualidade e desejos, Gustavo transforma a cena em espaço de reencontro com a mãe, já falecida, para agradecer por seus cuidados, seus enfrentamentos e todos os seus sacrifícios.
● FAST ACTOR – 12 PERSONAGENS EM PROCESSO DE EXPERIÊNCIA BUSCANDO A PERFORMATIVIDADE
Sábado, 10/10, 13h30 — SP Escola de Teatro.
Performance do Grupo de Cuiabá (MT) que convida o público a escolher, entre 12 figuras do cotidiano brasileiro, quais serão interpretadas pelo artista no aqui e agora.
A proposta investiga as possibilidades de um teatro fluido, construído em conjunto com o público, em que a cena se transforma a partir das escolhas e da interação estabelecida a cada apresentação.
● MARIA BEGE
Sábado, 10/10, 15h — SP Escola de Teatro
De João Hannuch, Maria Bege acompanha uma mulher marcada pela invisibilidade e por relações silenciosamente violentas. Entre memórias,
humor ácido e referências à cultura pop, a peça constrói uma narrativa poética e contemporânea sobre afeto, apagamento e sobrevivência.
● VAZIOS PROGRAMADOS
Domingo, 11/10, 22h30 — SP Escola de Teatro
No palco, toda resposta é suspeita e toda definição pode se tornar uma prisão. Restam as perguntas: perguntas contra a linguagem, contra os
enquadramentos e contra um mundo que transforma pessoas em categorias e o pensamento em algoritmo. Talvez perguntar seja o último ato de liberdade.
CINEMA E DEBATE
● MOSTRA ANTICAPACITISTA – RODA DE CONVERSA
Sábado, 10/10, 14h — Estúdio Satyros
A Mostra Anticapacitista nasce da provocação sobre o papel da primeira geração de artistas com deficiência que ocupa novos espaços nas artes e sobre os legados que estão sendo construídos para as próximas gerações. Depois de passar pela Cinemateca Brasileira, em 2025, e pelo FRESTA, em São José do Rio Preto, em 2026, a Mostra chega às Satyrianas em parceria com Os Satyros. Após a exibição, acontece uma roda de conversa com Péricles Silveira, Arthur Baldin, Lirio Paper e João Paulo Lima, refletindo sobre o passado, o presente e o futuro da produção artística de pessoas com deficiência.
● FLORES E ESPINHOS + NA PONTA DOS PÉS
Segunda-feira, 12/10, 17h10 — Cine Satyros Bijou
Exibição conjunta de dois curtas-metragens que abordam a experiência de mães atípicas e os desafios da maternidade atravessada pela deficiência.
Flores e Espinhos é um documentário sobre mulheres que enfrentam diariamente os desafios do cuidado, a falta de políticas públicas e a solidão. A partir de relatos íntimos, o filme revela a força, o amor e as contradições que atravessam essas experiências, construindo um retrato de resistência e humanidade. Na Ponta dos Pés acompanha Fernanda e Andressa após o diagnóstico de autismo de seus filhos, Rafael e Martin. Diante de um futuro marcado por tratamentos, incertezas e medos, elas buscam caminhos para ampliar a autonomia dos filhos e encontram no óleo de cannabis uma possibilidade de cuidado e de construção de novas perspectivas.
Link com release sobre Satyros e Satyrianas - Link
Link fotos atrações:Link
Link vídeos da peça Quase Todos:Link
FESTIVAL SATYRIANAS 2026 - 27ª Edição
Abertura: 8/10, quinta, às 20h, no Espaço Parlapatões.
Programação: 9 a 12/10, sexta a segunda, em diversos espaços culturais.
Ingressos: Gratuitos ou no formato “pague quanto puder”.
Programação completa: www.satyrianas.com.br
Espaço dos Satyros - Praça Franklin Roosevelt, 214
Cine Satyros Bijou - Praça Franklin Roosevelt, 172.
Espaço Parlapatões - Praça Franklin Roosevelt, 158
SP Escola Superior de Teatro - Praça Franklin Roosevelt, 210
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