LANÇAMENTO | Marina Peralta e Yago Oproprio cruzam fronteiras em “No Pasa Nada" e transformam amor em revolução

 Marina Peralta e Yago Oproprio cruzam fronteiras em “No Pasa Nada" e transformam amor em revolução


Terceiro single do próximo álbum da cantora mistura rap e reggaeton desacelerado em uma conexão entre Brasil e América Latina




Foto de capa: Macaco Elétrico
Edição: William Monteiro

Capa em Alta

Link para as plataformas

Marina Peralta encontra Yago Oproprio em “No Pasa Nada”, que chegará às plataformas digitais no dia 10 de setembro, pelo selo EME Lab. Aproximando o rap de um reggaeton desacelerado, com batida macia e textura aveludada, a parceria atravessa português e espanhol para falar sobre amor, desejo, identidade e revolução, ao mesmo tempo em que aprofunda a pesquisa de Marina em torno das sonoridades e identidades latino-americanas. — Ouça Aqui.

Produzida e mixada por Patrício Sid, com masterização de Eduardo Mangueman, No Pasa Nada” é um convite à coragem, ao amor como ato político, à compreensão de que mudar o mundo é tão apaixonante quanto tem suas raízes no amor. Guerrilhas e conflitos sempre permearam a vida, mas é preciso crer que vale a pena encontrar beleza para seguir acreditando”, explica Marina.

A parceria com Yago já vinha sendo imaginada há algum tempo. Quando os dois finalmente entraram em processo criativo, encontraram na própria relação com a América Latina um terreno comum. Marina cresceu atravessada pela cultura paraguaia, herança de seu pai, enquanto Yago viveu parte da adolescência na Venezuela, experiência que incorporou à sua formação musical e à maneira como constrói seus flows.

“Em poucas sessões com Patrício Sid e João Swe, e de forma bem coletiva, chegamos nesse resultado. É uma canção bonita, na forma que tinha que ser, com uma riqueza lírica que eu amei. Sou fã do trabalho do Yago e do estilo de composição, então fiquei muito feliz com o resultado da nossa combinação. Achei madura, sólida e com uma identificação muito legal. Pra gente, soou natural ir por esse caminho de canção. É uma contribuição nossa para a música brasileira e latina”, conta.

Entre o Brasil e a América Latina

A escolha por misturar os dois idiomas também nasceu dessa conexão. Antes mesmo de finalizar os próprios versos, Marina já tinha “No Pasa Nada” em mente como título. “Tanto eu quanto Yago queríamos trazer o espanhol para a música, tinha tudo a ver com nossa junção. Então resolvemos misturar com o português e encaixou perfeitamente. Eu já estava com ‘No Pasa Nada’ na cabeça antes de finalizar meus versos”, lembra.

“Acho muito louco quando duas vivências diferentes se encontram num lugar parecido. A música tem português, tem espanhol, tem rap, tem reggaeton, mas não parece que a gente ficou tentando encaixar essas coisas. Só aconteceu”, comenta Yago Oproprio.

Uma revolução cantada

No single, desejo e luta caminham juntos. Marina assume diferentes imagens femininas - amazona, patrona, revolucionária - enquanto a composição evoca figuras como Domitilla Barrios de Chungara, liderança operária boliviana; Damiana Cavanha, liderança Guarani-Kaiowá de Mato Grosso do Sul; e Marielle Franco, socióloga, ativista e política brasileira. As referências aproximam memória, identidade e território e ajudam a construir a ideia central da faixa: existe política na maneira como se ama, assim como existe amor na vontade de transformar o mundo.

“Vale a pena firmar conexões sinceras ao longo do caminho, desenvolver arte posicionada e se unir com pessoas que ainda têm esperança de amar e mudar as coisas. A máxima de que o verdadeiro revolucionário é guiado por grandes sentimentos de amor me inspira porque tira o amor de um lugar somente romântico e o traz como ato político, como motivo para ir em frente em busca do mundo que sonhamos. Eu ainda acredito que vale falar e aprender sobre amor por esse caminho”, afirma.

Na participação de Yago, a narrativa ganha outra perspectiva. Sua despedida carrega a dificuldade de abandonar aquilo que foi vivido e, justamente nesse contraste, o título encontra outro sentido: “No Pasa Nada” não significa apagar o que aconteceu, mas carregar as memórias e continuar caminhando.

Preparação para o álbum

“No Pasa Nada” dá sequência à apresentação do próximo álbum de Marina. Depois de se conectar às paraguaias Las Hijas de la Alquimia em “Indomables” e encontrar Chico César em “Não Deixe a Liberdade Morrer”, a cantora amplia a cartografia musical do projeto ao lado de Yago Oproprio.

“Meu disco soa latino. Minha busca é ser reggae, dub, rap e tudo o que já me compõe como artista, mas reancorando as referências sonoras, fazendo um caminho de volta tanto geográfico quanto afetivo. E isso se desdobra em narrativa, lírica, cadências, escalas, samples e texturas do disco”, explica.

Um dia após a chegada da música às plataformas, Marina e Yago ampliam esse universo com o videoclipe de “No Pasa Nada”, disponível a partir das 12h do dia 11 de setembro. Realizado pelo Macaco Elétrico, o audiovisual coloca os dois artistas compartilhando um mesmo espaço em diferentes momentos e estados de espírito. Em alguns momentos aparecem isolados, cada um mergulhado no próprio universo; em outros, os caminhos se cruzam.

Ficha técnica

"No Pasa Nada” - Marina Peralta feat Yago Oproprio

Composição: Marina Peralta e Yago Oproprio
Produção musical: Patrício Sid
Violões: João Swe
Mixagem: Patrício Sid
Masterização: Eduardo Mangueman
Produção executiva: EME Lab

Videoclipe
Direção e produção audiovisual: Macaco Elétrico
Direção de arte: Marina Peralta
Styling: Marina Peralta
Produção de campo: Luísa Guimarães
Produção: Macaco Elétrico
Direção e fotografia: Hassan Eid, João Lucas Carvalho e Luis Cipullo
Edição: Vinicius Chavarria
Gaffer: Raphael Duckur


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