Pela primeira vez no Rio de Janeiro, ‘Funmilayo Afrobeat Orquestra’ faz turnê com apresentações que levam a força da musicalidade feminina
Shows acontecem entre 26 de setembro e 3 de outubro, passando por São João de Meriti, Tijuca, Campos dos Goytacazes e Nova Friburgo, dentro da programação do Edital de Cultura Sesc RJ Pulsar e traz o grupo, formado exclusivamente por pessoas negras, com repertório próprio, junto a releituras de referências brasileiras e africanas
Após apresentações em cidades do nordeste e sudeste do país, a ‘Funmilayo Afrobeat Orquestra’, única orquestra de afrobeat 100% negra fora da África, formada por 10 integrantes mulheres e 1 não binária, traz para o Rio de Janeiro a sua turnê com quatro shows intitulado: “Afrobeat: Substantivo Feminino”. Os shows acontecem entre os dias 26 de setembro e 3 de outubro nos Sescs do Estado, além do Tijuca, o grupo passa também em São João de Meriti, Campos dos Goytacazes e Nova Friburgo, dentro da programação do Edital de Cultura Sesc RJ Pulsar. O show conta com repertórios musicais que celebram o gênero musical, a luta política e a militância através de canções autorais como ‘Foz’, ‘Fruta-Semente’ e ‘Sisters Across the Ocean’.
"Estamos com muitas expectativas para esses shows. Nós amamos o Rio de Janeiro e há anos temos esse sonho de tocar tanto na capital quanto no interior do Estado”, contam as integrantes. “Temos pessoas muito queridas, incluindo pesquisadores, musicistas e artistas interessados em afrobeat que ansiamos por encontrar. Estamos atualizando o repertório e nos preparando para apresentar o melhor do nosso trabalho para o público carioca e fluminense".
Sinopse: O show “Afrobeat: Substantivo Feminino” da Funmilayo Afrobeat Orquestra é baseado num processo de pesquisa da banda no intuito de conhecer e divulgar cantoras e compositoras negras da África e do Brasil. O repertório, em contínuo processo de construção, é composto por artistas ainda pouco conhecidos no Brasil. Além de contribuir para um maior conhecimento sobre referências musicais e culturais negras, o show apresenta músicas dos EPs: "De Ponta a Ponta" e “Muta Rezistans”, que foi gravado em SP, com a cantora camaronesa Veeby.
“Estamos atualizando o repertório e nos preparando para apresentar o melhor do nosso trabalho para o público carioca e fluminense. Além de nossas composições autorais que serão tocadas ao vivo pela primeira vez no Estado do Rio de Janeiro, teremos a participação de Monica Avila, saxofonista integrante do grupo ‘Jazz das Minas’ e ‘Abayomy Orquestra’, grupo que estuda e executa esse ritmo há muitos anos, e no qual também nos inspiramos desde o princípio”, explicam.
As integrantes da Funmilayo falam ainda da sonoridade do Rio e como essas características vem ao encontro do grupo.
"O Rio de Janeiro, com suas cenas musicais inspiradoras que vão da música experimental ao funk, passando pelo samba, é um solo fértil para inovações e um berço de importantes musicistas. O que buscamos nas nossas composições e repertório é um diálogo direto com essa versatilidade e diversidade, refletindo a rica mistura de ritmos negros vindos da diáspora e do continente africano, que se conectam profundamente com a sonoridade da Funmilayo".
Instagram: https://www.instagram.com/
Site: https://www.funmilayoafrobeat.
Ouça as músicas: https://open.spotify.com/intl-
Serviço | Turnê Rio de Janeiro 2026
Sesc São João do Meriti
Data: 26 de setembro, sábado
Horário: às 16h
Local: Sesc São João do Meriti | Av. Automóvel Clube, 66 - Centro, São João de Meriti - RJ
Duração: 90 minutos
Classificação: livre
Acessibilidade: Libras
Ingressos: R$10,50 (credencial plena), R$13,50 (convênio), R$7,50 (meia entrada), R$15,00 (inteira – usuário) GRÁTIS (PCG).
Vendas na bilheteria da unidade
Sesc Tijuca
Data: 29 de setembro, terça-feira
Horário: às 19h
Local: Sesc Tijuca | Rua Barão de Mesquita, 539 - Tijuca, Rio de Janeiro/RJ
Duração: 90 minutos
Classificação: livre
Acessibilidade: Libras
Ingressos: R$10,50 (credencial plena), R$13,50 (convênio), R$7,50 (meia entrada), R$15,00 (inteira – usuário) GRÁTIS (PCG).
https://www.ingresso.com/ e na bilheteria do teatro
Sesc Campos
Data: 02 de outubro, sexta-feira
Horário: às 19h
Local: Sesc Campos | Av. Alberto Torres, 397 - Centro, Campos dos Goytacazes - RJ
Duração: 90 minutos
Classificação: livre
Ingressos: R$10,50 (credencial plena), R$13,50 (convênio), R$7,50 (meia entrada), R$15,00 (inteira – usuário) GRÁTIS (PCG).
Vendas na bilheteria da unidade
Sesc Nova Friburgo
Data: 03 de outubro, sábado
Horário: às 20h
Local: Sesc Nova Friburgo | Av. Pres. Costa e Silva, 231 - Centro, Nova Friburgo / RJ
Duração: 90 minutos
Classificação: livre
Ingressos: R$10,50 (credencial plena), R$13,50 (convênio), R$7,50 (meia entrada), R$15,00 (inteira – usuário) GRÁTIS (PCG).
Vendas na bilheteria da unidade
Ficha Técnica
AfroJu Rodrigues - percussão
Ana Cruse - teclado e voz
Ana Goes - saxofone tenor e voz
Larissa Oliveira - trompete e voz
Keyth Felix - baixo e voz
Jasper Okan - guitarra e voz
Priscila Hilário - bateria e voz
Rosa Couto - voz e clave
Sthe Araújo - percussão e voz
Stela Nesrine - saxofone alto e voz
Vanessa Soares - dança
Monica Avila - Participação Especial no SESC Tijuca
Equipe
Cibele Minder - Direção técnica e roadie
Beth Sousa - Roadie
Marcelo Fininho -Iluminador
Sthe Araujo - Design gráfica
Junão Ferreira - Técnico de som - Monitor
Regiane Alves - Técnica de som - PA
Ramile Barbalho - Assistente de produção
Árvore de Outubro - Intérprete de libras (Sesc São João do Meriti e SESC Tijuca)
Vanessa Soares: Direção de Produção da Movimentar Produções
Igor de Paula: fotos
MercadoCom: Assessoria de Imprensa
A turnê “Afrobeat: Substantivo Feminino”
A turnê nasceu de um convite do Sesc Consolação de São Paulo para fazer apresentações na cidade, o que rendeu uma multidão de interessados. Com uma junção entre elementos de Brasil e África, muito por pesquisas feitas pelo grupo, a banda leva ao público uma mistura de dois países através de arranjos, composições e muito conhecimento sobre o ‘feminino’ no ramo musical.
“Realizamos uma série de performances em que tivemos a oportunidade de apresentar parte de nossa pesquisa sobre mulheres na música. O repertório contava majoritariamente com músicas eternizadas nas vozes de mulheres como Elza Soares. Além disso, trouxemos bastante afrobeat para o palco, apresentando faixas com vocais femininos, como Upside Down, de Fela Kuti e Sandra Izsadore, e canções das Lijadu Sisters”. Sandra é madrinha da orquestra e, inclusive, foi quem direcionou a escrita e o conhecimento militante de Fela.
A ‘Funmilayo Afrobeat Orquestra’
Única orquestra de afrobeat 100% negra fora da África, a ‘Funmilayo Afrobeat Orquestra’ surgiu a partir da iniciativa de Stela Nesrine e Larissa Oliveira, em 2019, de construir um espaço de criação musical formado por mulheres e sem uma liderança única. A ideia era permitir que todas as integrantes pudessem compor, cantar e propor caminhos para o conjunto. Sete anos depois, o conjunto tem como bagagem participações em festivais - Latinidades, Festival Feminino e Sesc Jazz - um reconhecimento internacional pelo ‘Felabration USA’, além da gravação de uma live session com Seun Kuti, filho do pioneiro do gênero, Fela Kuti.
“Vivemos muitos momentos incríveis nesses 7 anos de estrada”, relatam. “Gravamos nosso primeiro disco em 2022, chamado Funmilayo, que faz parte de uma pesquisa sobre mulheres importantes na música, na arte e na cultura que influenciam nossa própria história. Lançamos em 2025 um EP totalmente independente com 3 músicas novas autorais, chamado “De Ponta a Ponta”, e um EP em parceria com a cantora camaronesa ‘Veeby’, chamado “Muta Resistanz”.
Por ser a única fora do continente africano com essas características - ao todo tendo 10 integrantes mulheres e 1 não binária - a orquestra entende ter uma “responsabilidade imensa”. As integrantes comentam sobre a tristeza em ter na música um ambiente ainda bem segmentado de forma masculina, mas celebram a inspiração que Funmilayo leva à novas artistas.
“Ainda é assustador pensarmos que isso é um diferencial que traz à tona a discrepância do acesso à música e à arte enquanto campos de trabalho para algumas populações. Sabemos que muitas meninas se inspiram em nosso trabalho e isso nos alegra muito. Comemoramos cada vez que uma nova banda feminina e negra surge no cenário e ver as mulheres reivindicando espaço, se apresentando como criadoras e protagonistas das próprias trajetórias é muito satisfatório”, afirmam.
A escolha pelo nome do grupo não aconteceu à toa: se fez como forma de homenagear uma das mulheres que influenciou Fela nas letras e na construção do Afrobeat, sua mãe, Funmilayo Anikulapo-Kuti, professora e ativista política nigeriana, que lutou pelos direitos das mulheres em Abeokuta e teve participação relevante na vida política de seu país. A ligação direta entre a história da ativista e a música pesquisada pelo grupo foi outro dos motivos.
“Faz todo sentido que nossa banda faça essa homenagem à Funmilayo, mãe do criador do ritmo que estudamos e tocamos e, mais que isso, sua maior referência política. Ela é uma inspiração que nos lembra da força das mulheres quando se organizam em torno de pautas em comum. Nos eventos, sempre encontramos espaço para contar um pouco sobre a trajetória de Fela e Funmilayo Kuti, além das escolhas por trás do repertório que apresentamos”.
A pesquisa é um dos elementos centrais do trabalho da ‘Funmilayo’. Quem faz parte da orquestra se utiliza disso para encontrar artistas e repertórios pouco conhecidos no Brasil. Entre estudos próprios e investigações por meio de fontes já publicadas, o grupo encontrou ‘Lijadu Sisters’, “Hijas del Sol’ e ‘Miriam Makeba’, mulheres do meio artístico. Mesmo assim, reforçam que o nicho da música nunca priorizou essas artistas.
“O mercado da arte sempre foi excludente, ainda mais quando falamos de mulheres, ou pessoas negras e LGBTQIAPN+. Melhorou muito nos últimos anos, mas ainda assim é preciso batalhar por mais espaço. A internet pode ser uma plataforma valiosa para que novas artistas independentes consigam divulgar seus trabalhos e entrar em espaços que abraçam iniciativas mais experimentais”, finalizam.

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