(25/09) Nara Couto lança disco no Sesc Pompeia

 Nara Couto apresenta Travessia Vol.1


Terceiro álbum da cantora baiana traz uma conexão profunda com a África e convidados da Guiné-Bissau e Cabo Verde


O show de lançamento acontece no teatro do Sesc Pompéia com produção musical do artista angolano Joss Dee e participação de Tiganá Santana


“O outro lado da Bahia vem da África.” A música Laço Ancestral chegou às plataformas digitais como single para anunciar Travessia Vol.1, e já revela o tom do terceiro álbum de Nara Couto. O novo disco, que será lançado no dia 25 de setembro com show no teatro do Sesc Pompeia, evidencia a forte conexão da cantora baiana com a África, trazendo participações especiais de artistas do continente, além do brasileiro Tiganá Santana. 


Travessia Vol.1 aproxima a potência criativa da Bahia das múltiplas expressões artísticas de países de língua portuguesa (PALOP), na África Lusófona, nesta etapa especificamente com Cabo Verde e Guiné-Bissau, onde a artista esteve e construiu relações.


O disco traz sete faixas e participações de Mû Mbana, da Guiné-Bissau, Kady e Zidi Andrade, ambos de Cabo Verde, trazendo vozes e sonoridades do continente africano. Unidos por experiências históricas, afetivas e culturais, Nara também convidou o brasileiro Tiganá Santana. Travessia constrói um espaço de intercâmbio, identidade e pertencimento, dialoga com diferentes heranças culturais mas trazendo o tom afro-contemporâneo.


O show de lançamento no Sesc Pompeia tem direção musical da própria Nara e do artista angolano Joss Dee, com arranjos do maestro Fabio Leandro e participação especial de Tiganá Santana. A apresentação explora a mesma atmosfera África-Bahia presente no álbum. Nara leva ao palco, além do português, outras línguas como o crioulo da Guiné-Bissau e de Cabo Verde e o bambara, do Mali. Na sonoridade, estarão presentes ritmos de Angola, Congo, Costa do Marfim, Mali e Cabo Verde. A apresentação convida o público a mergulhar em experiências que celebram a potência da criação africana e seus diálogos com o Brasil.


O álbum foi produzido, em sua maior parte, em Cabo Verde pelo renomado músico  Ndu Carlos, produtor angolano radicado no país, com forte atuação na cena musical lusófona atlântica. Três faixas foram produzidas inicialmente no Brasil por Nara e Otis Selimane, e também ganharam o toque de Ndu, que adicionou instrumentos, além da mixagem e masterização final.


As composições do disco trazem faixas de Nara e de parcerias brasileiras com Mateus Aleluia, François Muleka, Sued Nunes, Rafael Mike e Lucas Ramaciotti. Dos países africanos lusófonos, vêm composições de Zidi Andrade de Cabo Verde, de Juca Delgado e Admir Lopes (Mimito) da Guiné-Bissau e dos portugueses Ricardo Alves e Ricardo Quintas.


“Fiz a travessia para lugares que quando cheguei eu já existia, porque têm lugares que a gente não conhece, a gente reconhece, e foi bem assim. Não para aproximar o que já está próximo, mas para continuar criando caminhos, onde uma canção encontra outra, uma história pode ser sentida antes de ser ouvida. Não é apenas atravessar o mar, é permitir que o encontro transforme o caminho e foi desse movimento que nasce Travessia”, compartilha Nara.


O primeiro single já apresentado, Laço Ancestral, é uma composição de Mateus Aleluia e traz a voz melódica de Nara acompanhada pela de Mû Mbana com os sons do simbi e do tonkorongh (ancestral da Guiné-Bissau), instrumentos de cordas tradicionais da África. Participam também desta faixa, Leo Mendes no violão, Jackson Silva no baixo, Otis Selimane na percussão e Eliezer Inácio na guitarra. A produção musical desta faixa é da cantora e de Otis Selimane. Ouça aqui


Como o nome já indica, Travessia Vol. 1 já prevê o Vol. 2, com lançamento previsto para 2027, etapa que trará um novo capítulo dessa mesma com África Lusófona.

Travessia reúne vozes que carregam histórias, ritmos e afetos ancestrais, criando um diálogo musical que transborda fronteiras.


Conheça mais sobre @nara_couto


Serviço
Nara Couto
Lançamento Travessia Vol 1. com participação especial de Tiganá Santana
Data: 25/09/2026 (sexta-feira)
Local: Sesc Pompeia (teatro)
Horário: 20h
Endereço: Rua Clélia, 93, Água Branca - São Paulo/SP
Telefone: 11 3871-7700
Duração: 90 minutos
Classificação indicativa: 12 anos
Acesso para deficientes
Ingressos: R$70,00 (inteira), R$35,00 (meia-entrada), R$21,00 (credencial plena)
Venda: online a partir do dia 15/9, às 17h e nas bilheterias a partir do dia 16/9, às 17h
https://www.sescsp.org.br/programacao/nara-couto-4/



Faixas Travessia Vol.1
1. Laço Ancestral (de Mateus Aleluia), com Mû Mbana (Guiné Bissau) 

2. Promessa (de Nara Couto e Sued Nunes), com Tiganá Santana 

3. Djunto (de Zidi Andrade), com Zidi Andrade (Cabo Verde) 

4. Preta Portê (de Rafael Mike e Lucas Ramaciotti)

5. Mindjer Doce Mel (de Admir Lopes- Mimito/Guiné Bissau)

6. Si Ma Bô (de Ricardo Alves e Ricardo Quintas/Portugal  e Nara Couto) 

7. Herança sagrada (de Nara Couto e François Muleka), com Kady (Cabo Verde) 


Ficha Técnica
Artista: Nara Couto
Lançamento: 2026
Faixas: 9
Formato: digital
Produção musical: Ndu Carlos (Nara Couto e Otis Selimane participaram em 3 faixas)
Participações especiais: Mû Mbana (voz e Simbi), Kady (Cabo Verde), Tiganá Santana e Zidi Andrade (Cabo Verde).
Músicos convidados:

Violão: Leo Mendes, Fábio Leal, Elias Gomes

Guitarra: Eliezer Inácio

Baixo: Jackson Silva, Elias Gomes e Alexandre Vieira

Percussão: Otis Selimane, Rudson Daniel e Ndu Carlos 

Piano: Fabio Leandro e Ubiratan Marques 

Bateria: Otis selimane e Ndu Carlos 

Teclado: Carlos Pereira Disco: Travessia Vol.1
Mixagem e masterização: Aquiles jorge Freire Carvalho
Distribuição digital: Alta Fonte 

Ensaio/Foto de capa: Edgar Azevedo


Conheça mais sobre Nara Couto

Nara tem uma intensa ligação com a África materna, que permeia completamente todo seu trabalho como artista, e desenvolve um trabalho significativo de pesquisa e intercâmbio artístico, entrelaçando sua arte com os Países Africanos de Língua Oficial Portuguesa (PALOP), da África Lusófona. A cantora baiana residente em São Paulo iniciou sua trajetória como bailarina do Balé Folclórico da Bahia, também foi uma das vocalista da Orquestra Afrosinfônica, até assumir seu protagonismo musical primeiro com o EP Contipurânia (2018) que apresentou os singles "Linda e Preta" e " Brilho do mar" canções que deram visibilidade a sua carreira solo, depois lançou o álbum Retinta e, posteriormente, Ori (2024).


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