[Dança | Gratuita] "Cordeiros" de Alan Ferreira e Tony Hewerton promove a afirmação da vida, em contraste com a destruição e a morte - Sessões únicas no CCSP.
"Cordeiros"
Celebrando a vida, o espetáculo de dança “Cordeiros” traz ao palco a força das manifestações populares, como as festas do interior e o baile funk, enquanto questiona a predominância da estética eurocêntrica nos espetáculos contemporâneos. Inspirados nos trabalhadores do carnaval baiano, os "cordeiros" simbolizam a divisão literal e simbólica das classes sociais nos desfiles de trio elétrico.
“Cordeiros” promove a afirmação da vida, em contraste com a destruição e a morte. É Xangô que come fogo com a boca. É a liberdade dos pretos para dançar o que quiserem! A proposta também é dar visibilidade a um corpo que historicamente ficou à margem do protagonismo na cena contemporânea, recuperando Brasis que dialogam entre si, reunindo um inventário de afetos, ações e movimentos e escrevendo a dança e os jogos cênicos na memória e nos corpos dos intérpretes.
Algumas das imagens que inspiram a obra são a dança do funk; festas do interior; o Carimbó a ala das baianas de uma escola de samba, em rodopios; o som de fogos de artifício e os jogos de "pular corda" e de "passar debaixo da cordinha", entre outras.
“Dançar e celebrar as ficções de uma esquina quente em Jequié [cidade da Bahia onde Tony nasceu]; as estrelas que sempre brilharam na Chácara do Céu [comunidade na Tijuca, Zona Norte do Rio, no complexo do Morro do Borel, onde Alan nasceu e morou], o surdo marcado da Estação Primeira [a Escola de Samba Mangueira], uma dança que pensa em como fazer do esquecimento, da proibição e do extermínio a criação de imaginários para corpos dissidentes e diaspóricos, celebrando a vida através das lembranças dos festejos populares e rituais religiosos” – Palavras do diretor Alan Ferreira.
"Cordeiros" traz elementos fortes em texturas e sons. Cordas, lampadinhas, estalinhos e apitos ajudam a criar a santa de “dreadlocks” [estilo de cabelo com tranças longas] que começa a girar... Por fim, para completar essa arena/terreiro/quintal pop de dança, trazemos um imaginário fantasioso e espetacular, como um sonho. De repente, o estalo dos fogos! O vizinho grita: "É tiro!” Tem uma baiana dançando funk, uma Santa de dreads, Omolu de cordas que dança ou desliza com pipoca estourando no chão, e um polvo que brilha no fundo do mar. A ala das baianas gira em rodopios, levantando a poeira dos lugares de antes e de agora. O giro continua, e as cordas de LEDs começam a brilhar, girar e piscar. É noite de São João? É noite de Natal? É Carnaval?
Trajetória
A trajetória de Cordeiros teve início em 2023, com uma residência artística e um ensaio aberto para profissionais no Centquatre-Paris (FR). Em junho de 2024, o trabalho foi contemplado pelo Programa Funarte de Portas Abertas, com a apresentação do processo no Teatro Cacilda Becker (RJ). Em setembro de 2024, realizou um ensaio aberto no Théâtre de Rotterdam (NL), e a estreia oficial aconteceu em dezembro de 2024, no SESC Pompeia (SP). Em março de 2025, integrou a programação da FAROFA do Processo / MITsp e, em outubro do mesmo ano, participou da Bienal Sesc de Dança 2025, em Campinas (SP). O espetáculo conta com coprodução internacional do PACT Zollverein (DE) e do Charleroi Danse (BE).
Interpretado, idealizado e criado por Alan Ferreira e Tony Hewerton, Cordeiros resgata memórias, tradições e gestos reprimidos, afirmando e celebrando histórias e heranças culturais que resistem e se reinventam no cotidiano brasileiro, ao mesmo tempo em que questiona a predominância da estética eurocêntrica nas artes contemporâneas.trajetória
Sinopse
Cordeiros convida a imaginação e a memória do público a rever figuras simbólicas presentes na arte e na cultura brasileira, como aquelas do Carnaval, das festas juninas, das festas de terreiro, e outras. O espetáculo destaca manifestações do imaginário presentes em várias formas de dança e em outras expressões do corpo.
Inspirados nos trabalhadores do carnaval baiano, os "cordeiros" simbolizam a divisão literal das classes sociais nos desfiles de trio elétrico de Salvador. Com interpretações de Tony Hewerton e Alan Ferreira, o espetáculo resgata memórias, movimentos e tradições reprimidas, celebrando as heranças culturais que permeiam o cotidiano brasileiro.
Ficha técnicaCriação e Idealização - Alan Ferreira e Tony HewertonDireção - Alan Ferreira
Orientação Artística - Alice Ripoll
Elenco - Alan Ferreira e Tony Hewerton
Assistência de Direção - Isabela Peixoto
Direção Musical - Alan Ferreira
Dramaturgia - Alice Ripoll e Alan Ferreira
Trilha sonora - Cabelo e Alan Ferreira
Iluminação - Tainã Miranda
Figurinos - Isabela Peixoto
Cenografia - Tony Hewerton
Fotografia - Renato Mangolin
Aulas de Dança - Laura Samy e Andreia de Vasconcelos
Operação Som - Isabela Peixoto
Operação Luz - Tainã Miranda
Técnico de Luz - André Martins
Cenotécnico - Rafael Carvalho
Produção São Paulo - Rafael Ferro e Jandilson Vieira
Produção executiva - Isabela Peixoto
Designer - Vitor Moniz
Mídias - Dandara Abreu
Assistente de ensaio: Katiany Correia, Mey Barreto, Sheilla Cintra e Isabela Peixoto
Costureira - Selma Maria
Difusão internacional - ArtHappens
Coprodução: Pact Zollverein e Charleroi Danse
Apoio: Le CentQuatre-Paris, Contemplado pelo programa (FUNARTE Aberta) Ministério da Cultura – Governo Federal BRASIL.
ALAN FERREIRA
Alan Ferreira, nascido na cidade do Rio de Janeiro - É diretor artístico, coreógrafo, performer e pesquisador de movimento. Em 2024 inicia sua trajetória como diretor no espetáculo de dança. “Cordeiros” coproduzido pelos parceiros internacionais: PACT Zollverein (Alemanha) e Charleroi Danse (Bélgica). Apoio do Le 104 Paris (residência artística) e Programa Funarte aberta da FUNARTE governo federal (Brasil).Desde 2015 vem aprimorando um olhar de fora da cena e buscando misturar estilos de danças diferentes com estados do corpo e sensações, estando mais próximo das danças: Contemporânea, Hip Hop, Passinho e Dancinha do Funk carioca, danças Urbanas e danças Brasileiras, Balé, danças de matrizes Africanas Performance, pesquisando a interação com o público e uso de espaços não convencionais. É cofundador da Cia REC de Dança Contemporânea, e junto da Diretora Alice Ripoll contribui com a formulação dos rumos éticos, estéticos e de linguagem do grupo, ampliando um posicionamento de teor mais político dentro e fora de cena. Também faz a Assistente de Direção da Cia Suave desde o início do Grupo. Como intérprete Criador e Assistente de Direção já Participou de Festivais renomados como: Kyoto Experiment (Japão), This time Tomorrow (USA), FTA (Canadá), KunstenFestivalDesarts (Bélgica), Centre Pompidou (França), Wienner Festwochen (Áustria), Festival Dias da Dança (Portugal), Kaserne (Suíça), Festival d’Automne à Paris & La Villette, Bienal Boca (Portugal), RomaEurope Festival (Itália), Julidans (Holanda), Pact Zollverein – Ruhrtriennale (Alemanha), Fierce Festival (Inglaterra), Bienal SESC de Dança, FIAC Bahia, Festival Panorama, Palco Giratório SESC, entre outros.
TONY HEWERTON
Nasceu em Jequié, na Bahia, artista da dança, da performance e educador. Como Professor atuou: Facilitador e professor de LIBRAS (Linguagem Brasileira de Sinais) para os docentes na Escola Cemar na Bahia. Professor e coreógrafo de espetáculos na Escola Meart em Contagem-MG. Professor e coreógrafo de Dança pela Ong Jocum em Senegal-Africa.Professor de Dança Contemporânea no Projeto Social Crescer e Viver dentro do PROFAC (Programa de Formação do Artista Circense), Professor de Dança para crianças no CAM (Centro de Artes da Maré), Professor de Dança no Studio Casa de Pedra (Gávea), Casa 69 (Botafogo), Rampa Lugar de Criação (Copacabana). Professor de Dança e preparação corporal para o elenco dos espetáculos "Cria" e "Zona Franca" de Alice Ripoll. Atualmente faz parte da Cia REC, sob direção de Alice Ripoll, como professor e intérprete/criador nos espetáculos "Lavagem" e "aCORdo" atuando em espaços como Festival Panorama RIO (Brasil), FIAC Bahia (Brasil), Mostra Caixote Rio (Brasil), Kunsten Festival desArts (Bélgica), Wienner Festwochen (Áustria), Festival d’Automne Paris (França). Trabalhou em outras cias de relevância como Dani Lima "100 Gestos" ganhador do prêmio de melhor elenco pelo APCA, Marcela Levi e Lucia Russo "Mordedores", Esther Weitzman "Por Minha Parte", "Territórios" e Ivana Menna Barreto "Agora". É natural da Bahia, mora em Niterói e é formado em Licenciatura em Dança pela UNIVERCIDADE (Centro Universitário da Cidade do Rio de Janeiro).

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