(21/08) Projota revisita as origens em "Velho Rei", novo single que chega às plataformas digitais

 

Projota revisita as origens em "Velho Rei", novo single que chega às plataformas digitais em 21 de agosto 

Produzida por DJ Caique, com coprodução de Tayob J, a faixa antecipa o novo álbum do rapper e resgata a força lírica que marcou suas primeiras mixtapes. 




Existe um momento na carreira de todo artista em que olhar para frente exige, antes, revisitar o caminho percorrido. É desse movimento que nasce "Velho Rei", novo single de Projota, disponível nas plataformas digitais em 21 de agosto. Produzida por DJ Caique, um dos nomes mais respeitados do rap nacional, e com coprodução de Tayob J, produtor português e multi-instrumentista reconhecido pela versatilidade na nova cena musical, a música marca o reencontro do rapper com sua escrita afiada, o lirismo e a estética que transformaram “Foco, Força e Fé” e “Muita Luz” em obras fundamentais para uma geração inteira. Ouça aqui.

A faixa é a segunda prévia do novo álbum do artista, com lançamento previsto para  2026. O projeto foi inaugurado com "Bem Brasil", canção que faz homenagem à diversidade cultural e à pluralidade da mulher brasileira.  Agora, “Velho Rei” conduz a narrativa para um território mais íntimo e autobiográfico, estabelecendo uma ponte entre o jovem que escrevia suas primeiras rimas nas ruas da zona norte de São Paulo e o artista que hoje soma uma trajetória consolidada na música brasileira.

Musicalmente, "Velho Rei" resgata a essência que apresentou Projota ao público. As rimas voltam a ocupar o centro da narrativa, conduzidas por uma interpretação intensa, madura e carregada de identidade e críticas sociais. A sonoridade dialoga diretamente com a atmosfera das primeiras mixtapes, equilibrando beats marcantes, poesia e a contundência que fizeram do rapper uma das vozes mais respeitadas do hip-hop nacional. O resultado é uma faixa que conversa com quem acompanhou sua caminhada desde o início, mas também apresenta às novas gerações a origem de uma escrita que atravessou o tempo sem perder relevância.

O videoclipe amplia esse mergulho na memória ao transformar a cidade em personagem. Gravado inteiramente em preto e branco, o filme assume uma linguagem documental e afetiva, percorrendo espaços que marcaram profundamente a construção artística do rapper. Entre eles está o Metrô Santa Cruz, histórico ponto de encontro da cena do rap paulista e palco de batalhas, encontros e conexões que ajudaram a formar toda uma geração de MCs. O artista também retorna à escadaria onde gravou o emblemático clipe de "Muita Luz" e revisita a rua que serviu de cenário para "Mais do que Pegadas", estabelecendo um diálogo visual entre diferentes momentos de sua trajetória. Cada locação funciona como uma peça viva da própria história, transformando o clipe em um registro sobre pertencimento, memória e permanência.

"Essa música mexe demais comigo. Ela surgiu num daqueles momentos em que você tá de mal com o mundo. Ela me lembra raps que eu fiz quando era muito mais novo, e conversa diretamente com meus ouvintes que me conheceram há 15 anos atrás ou mais. A música tem o dom de ser uma terapia pra quem faz, e essa com certeza me ajudou a botar pra fora muita coisa que estava guardada. Especialmente pra poder abrir um pouco meu coração sobre como me sinto e me senti ao longo dos últimos anos. Eu realmente consigo entender quando vejo as pessoas me dizendo ‘eu quero aquele Projota que conheci em Muita Luz’, e acredito que eles vão sentir essa energia presente em “Velho rei.”, comenta Projota.

Com quase duas décadas de carreira, Projota se consolidou como um dos principais nomes do rap brasileiro, transformando vivências pessoais em canções que marcaram diferentes gerações. Dono de sucessos como "Ela Só Quer Paz", "Muleque de Vila", "Oh Meu Deus", "Linda" e "A Rezadeira", o artista acumula bilhões de reproduções nos serviços de streaming. Ao  revisitar os próprios alicerces em “Velho Rei”, o rapper não busca repetir fórmulas, mas mostrar que maturidade também significa reconhecer o valor daquilo que permanece. 


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