AGENDA (25/07): Trio Mocotó, MC Luanna, Stefanie e mais atrações para toda a família no festival gratuito Quebrada Viva, em São Paulo
Festival Quebrada Viva reúne Trio Mocotó, MC Luanna, Stefanie , Deejazz e mais atrações gratuitas na Brasilândia
Evento ocupa o Parque Linear Bananal-Canivete com shows, intervenções artísticas, teatro infantil, slam, samba e atividades para toda a família no dia 25 de julho
MC Luanna, Trio Mocotó e Stefanie são atrações do Festival Quebrada Viva
(Crédito - divulgação / Download de mais imagens Link)
São Paulo, julho de 2026 - Depois de promover um ciclo gratuito de oficinas de formação cultural na Fábrica de Cultura da Brasilândia, o Quebrada Viva chega ao seu momento de celebração com um festival gratuito no dia 25 de julho, no Parque Linear Bananal-Canivete, na Zona Norte de São Paulo. A programação reúne música, teatro, literatura oral, samba, jazz e atividades para todas as idades, reafirmando o compromisso do projeto com a valorização da produção artística periférica e a ocupação dos espaços públicos por meio da cultura.
“Sonho com esse festival há dez anos, quando iniciei minha carreira como produtora cultural independente, focada na arte contemporânea periférica. Venho de uma família ligada à música — meu pai foi DJ e minha avó, puxadora de samba-enredo na Unidos do Peruche —, mas que nunca viu a arte como sustento. Cresci nesse ambiente e, desde a infância, o SESC e a igreja foram meus primeiros contatos com a cultura, o canto e a musicalidade.”, relembra a idealizadora do projeto e gestora cultural Michelle Serra. “O Quebrada Viva é o primeiro passo para os próximos 20 anos. Ele nasce de uma construção coletiva e periférica, pensando no chão que pisamos. Trazer a comunidade para as formativas e gerar fonte de renda para uma família preta e periférica — venho de um quintal com mais de 50 pessoas — é fundamental. Queremos que o festival gere empregos para mães solo e pessoas invisibilizadas pelo mercado”.
A abertura do palco principal acontece às 14h com a apresentação do DJ Ray, acompanhado por DJ Xum, Vossog, Lets Diaz, Ant & Refulgeo, alunos da oficina de discotecagem realizada durante a etapa formativa do projeto, marcando a conexão entre formação e prática artística. Em seguida, às 15h, sobe ao palco o coletivo DeeJazz, que mistura jazz, hip hop e improvisação em releituras de grandes nomes da música brasileira e internacional.
A programação segue às 17h com a rapper Stefanie, uma das vozes mais importantes do rap nacional contemporâneo, que convida a rapper e poeta Cristal para uma participação especial. Às 17h50, o cortejo do Bloco Jah É leva o samba reggae para o parque, antes da apresentação do lendário Trio Mocotó, às 18h30, referência histórica do samba-rock brasileiro. Às 19h40, DJ K-Mina assume as pick-ups com um set dedicado à black music, samba rock, afrobeats e brasilidades, preparando o público para o show da rapper MC Luanna, que fecha o festival com sua mistura de rap, trap e funk, às 20h30.
Além do palco principal, o parque recebe uma programação paralela de intervenções culturais. Às 10h da manhã, o espetáculo infantil "Os Piratas na Ilha do Tesouro Perdido" convida crianças e famílias para uma aventura teatral repleta de humor e fantasia. Às 14h, o Slam do Pico promove uma intervenção poética ao ar livre, enquanto, às 15h30, o Caldeirão do Samba da Dobrada ocupa o parque com uma tradicional roda de samba. Ao longo do evento, o coletivo O Jazz Não Morde circula pelo espaço em formato itinerante, aproximando o jazz do público de forma descontraída e acessível.
Mais do que uma programação artística, o Quebrada Viva propõe um modelo de festival que fortalece redes locais, amplia o acesso à cultura e cria oportunidades para artistas, produtores e moradores da região. O evento encerra um processo iniciado meses antes com oficinas gratuitas voltadas à profissionalização da cadeia produtiva da cultura, conectando formação, circulação artística e desenvolvimento territorial.
O Festival Quebrada Viva é realizado pelo Ministério da Cultura, com idealização de Michelle Serra; apoio cultural do Instituto Poiesis, Fábrica de Cultura da Brasilândia e Secretaria da Cultura, Economia e Indústria Criativas do Estado de São Paulo; produção do Instituto SUAME Esperança.
SERVIÇO @ FESTIVAL QUEBRADA VIVA
Local: Parque Linear Bananal-Canivete, Brasilândia – São Paulo (SP)
Data: 25 de julho, sábado
Horários: das 10h às 21h30
Entrada: Gratuito
PROGRAMAÇÃO
PALCO PRINCIPAL
14h: DJ Ray com os alunos da oficina: DJ Xum, Vossog, Lets Diaz, Ant & Refulgeo
15h: Deejazz
17h: Stefanie (part. Cristal)
17h50: Bloco Jah É (no parque)
18h30: Trio Mocotó
19h40: DJ K-Mina
20h30: MC Luanna
INTERVENÇÕES
10h: Espetáculo infantil "Os Piratas na Ilha do Tesouro Perdido"
14h: Slam do Pico (no parque)
15h30: Caldeirão do Samba da Dobrada
O Jazz Não Morde faz intervenções pela comunidade
SOBRE FESTIVAL QUEBRADA VIVA
O Festival Quebrada Viva consolida-se como um epicentro de convergência multicultural na Zona Norte de São Paulo. Realizado em julho — mês que reverencia a força e a resistência no contexto do Dia da Mulher Negra Latino-Americana e Caribenha — o projeto ocupa o território para celebrar as potências criativas das periferias e promover o intercâmbio entre linguagens artísticas híbridas. Com o propósito de fortalecer a produção local e valorizar narrativas periféricas, o festival cria experiências culturais acessíveis e transformadoras. A jornada do projeto inicia-se nos meses de maio e junho com um ciclo de oficinas formativas na Fábrica de Cultura da Brasilândia, focadas em discotecagem, iluminação, produção cultural e venda de shows. Este processo prepara o terreno para o grande festival no dia 25 de julho, em São Paulo, que articula uma curadoria multidisciplinar sob perspectiva decolonial. A programação integra performances sonoras, intervenções visuais com vídeo mapping e laser, além de uma feira gastronômica que exalta saberes e sabores locais. O Quebrada Viva é, em essência, território, memória e criação coletiva em movimento.
SOBRE MICHELLE SERRA
Gestora cultural, produtora e pesquisadora de territórios, Michelle Serra dedica-se à construção de carreiras e projetos que pautam a diversidade e a descentralização. Já tendo atuado na carreira na gestão de Brisa Flow e Banda Black Rio. Atualmente na coordenação de projetos da Supere Cultural. Michelle traz na bagagem a produção artística de Bia Ferreira, Trio Mocotó e Tássia Reis além da criação de projetos autorais como o Quebrada Viva e Miticax. Sua experiência inclui marcos como a circulação de artistas independentes em grandes Palcos como: The Town, RockinRio e Lollapalooza além de ter feito parte da equipe de facilitação do projeto Cósmica no Instituto Tomie Ohtake e a cofundação da Agência Iyaba. Através de uma atuação multifacetada que transita entre a produção executiva, tour management e curadoria, Michelle trabalha para encurtar distâncias entre a arte e o público, fomentando a cultura urbana como ferramenta essencial de educação e transformação social.
SOBRE PALCO PRINCIPAL
BLOCO JAH É
Criado em 2018 na Freguesia do Ó e Brasilândia, o Bloco Jah É é um coletivo de carnaval de rua dedicado à difusão da cultura reggae e do samba reggae. Sua Bateria MoFyah reúne dezenas de ritmistas, com forte protagonismo feminino, e desenvolve atividades formativas ao longo do ano, fortalecendo o carnaval periférico e a cultura comunitária na Zona Norte de São Paulo.
SOBRE CRISTAL
Rapper, poeta, compositora e diretora audiovisual, Cristal é uma das vozes mais relevantes da nova geração da música brasileira. Natural de Porto Alegre (RS), iniciou sua trajetória nos slams de poesia, conquistando o Campeonato Regional de Poesia Falada e representando o Rio Grande do Sul no Slam BR. Na música, ganhou projeção com faixas como Ashley Banks e Ambição, além de colaborações com artistas como Djonga, Emicida e MC Luanna. Em 2024 lançou seu primeiro álbum, EPIFANIA, contemplado pelo Natura Musical e eleito um dos melhores discos brasileiros do ano pelos portais TMDQA! e PopMatters. Sua produção artística transita entre rap, soul, poesia e audiovisual, explorando temas como identidade, ancestralidade, autoestima e representatividade negra.
DEEJAZZ
Formado pelos músicos Drê Vilaqua, DJ Pecun, Thiago Damásio, Jefferson Rodrigues e Luiz Gustavo, o DeeJazz une jazz e hip hop em uma proposta contemporânea marcada pela improvisação e pela forte influência da cultura urbana. O grupo já passou por espaços como Blue Note São Paulo, Sesc Santos, Bourbon Street, Galeria Olido e Virada Cultural, construindo uma trajetória que aproxima diferentes públicos do jazz por meio de releituras de artistas como Racionais MC's, Tim Maia, Beyoncé, Tupac e Mac Miller.
DJ K-MINA
DJ, musicista e pesquisadora da black music, K-Mina atua desde 2015 em festivais, casas de show e grandes eventos como Lollapalooza, The Town, Virada Cultural e Festival 808. Também integra coletivos femininos, acompanha artistas como Bivolt e Martte e apresenta sets que transitam entre hip hop, samba rock, afrobeats, soul, funk e brasilidades, valorizando a cultura negra e suas múltiplas influências.
DJ RAY E ALUNOS: DJ XUM, VOSSOG, LETS DIAZ, ANT & REFULGEO !
Eles passaram as últimas semanas lapidando a técnica e aprofundando as pesquisas no curso de discotecagem do projeto Quebrada Viva e vão comandar a pista na nossa apresentação! Pode esperar uma viagem musical completa que vai do Reggae e Dancehall ao Rap, passando pelo R&B e pela nostalgia do New Wave.
MC LUANNA
Cantora e compositora baiana radicada em São Paulo, MC Luanna traduz em suas músicas as vivências de uma mulher preta e periférica. Entre rap, trap e funk, desenvolve um trabalho que aborda empoderamento, identidade e cotidiano, transformando experiências pessoais em narrativas potentes.
STEFANIE
MC, rapper e compositora de Santo André (SP), Stefanie soma mais de duas décadas de atuação no rap nacional. Integrante de grupos como Simples e Rimas & Melodias, já dividiu trabalhos com artistas como Emicida, Rashid, IZA, Luedji Luna, Tássia Reis e Kamau. Em 2025 lançou seu primeiro álbum solo, BUNMI, produzido por Grou e Daniel Ganjaman, consolidando uma nova fase em sua carreira.
TRIO MOCOTÓ
Um dos grupos mais importantes da história do samba-rock brasileiro, o Trio Mocotó foi responsável por consolidar a fusão entre samba, soul e funk desde a década de 1970. Atualmente formado por João Parahyba, Nereu São José e Melvin Santhana, o grupo mantém vivo um repertório de clássicos como "Coqueiro Verde", "Kriola" e "Voltei Amor", preservando um legado fundamental da música brasileira.
INTERVENÇÕES
CALDEIRÃO DO SAMBA DA DOBRADA
Criado em 2017 na Casa Verde, o Caldeirão do Samba da Dobrada nasceu da reunião de amigos apaixonados pelo samba e rapidamente se tornou uma referência na Zona Norte paulistana. O grupo preserva a tradição do samba de roda e do pagode de raiz, interpretando clássicos de Cartola, Beth Carvalho, Fundo de Quintal, Zeca Pagodinho, Nelson Cavaquinho e compositores contemporâneos.
O JAZZ NÃO MORDE
Celebrando dez anos de trajetória em 2026, o coletivo O Jazz Não Morde desenvolve apresentações que aproximam o jazz do grande público por meio de performances acessíveis e itinerantes. Inspirado na tradição popular do gênero, o grupo leva música para ruas, parques e praças, transformando espaços públicos em ambientes de convivência, improvisação e encontro cultural.
OS PIRATAS NA ILHA DO TESOURO PERDIDO
Em circulação desde 2010, o espetáculo mistura aventura, humor e fantasia para contar a história de piratas que chegam a uma ilha em busca de um tesouro perdido. Voltada ao público infantil, a montagem aborda temas como amizade, cidadania, bullying e convivência, tendo passado por escolas, teatros, centros culturais, parques e equipamentos públicos em todo o país.
SLAM DO PICO
Fundado em 2018, o Slam do Pico é um coletivo cultural da periferia noroeste de São Paulo que promove batalhas de poesia, oficinas, formações e ações de valorização da cultura periférica. Além da literatura falada, o grupo desenvolve projetos que aproximam o slam e o funk, fortalecendo artistas independentes e combatendo a criminalização das expressões culturais das periferias.
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