[Teatro | Circulação SP] Cia Os Crespos apresenta espetáculos gratuitos pelo projeto "Giro Sesc 80 Anos", em comemoração aos 80 anos do Sesc SP | A partir de 3 de julho.
Cia Os Crespos apresenta espetáculos gratuitos pelo projeto "Giro Sesc 80 Anos", em comemoração aos 80 anos do Sesc SP
Serão apresentados os espetáculos “A Solidão do Feio”, sobre a vida e obra do autor Lima Barreto
e o infantil “Os Coloridos”, destinado às infâncias, com recomendação etária de 04 a 10 anos.
Os ingressos serão distribuídos gratuitamente nas bilheterias dos teatros e centros culturais uma hora antes do início de cada apresentação,
sujeitos à capacidade dos espaços. Participam do circuito o Teatro João Caetano, Teatro Flávio Império, Teatro Alfredo Mesquita,
Teatro Paulo Eiró, Teatro Arthur Azevedo, Centro Cultural da Diversidade, Centro Cultural da Penha e Centro Cultural da Juventude.
Sobre os espetáculos
"Os Coloridos"
Cena do espetáculo "Os Coloridos" | Crédito: Vanderlei Yui
“Os Coloridos” (2015) é o primeiro espetáculo da Cia Os Crespos destinado às infâncias, com recomendação etária de 04 à 10 anos.
A peça apresenta ao público valores de respeito e de amizade entre as muitas diferenças nas coisas que há no mundo,
construindo lógicas de igualdade e empatia de forma lúdica e divertida.
"Os Coloridos"
Para entender uma cultura é preciso entender que todas as filosofias, das diferentes sociedades humanas, partem de uma cosmovisão singular
e como o conhecimento sobre ideologias e mitologias africanas e nativas das américas é deficitário no Brasil,
faz-se importante difundir suas histórias e refletir sobre a diversidade cultural de nosso país.
O Teatro Negro para infância permite a criação de imagens múltiplas e positivas dos seres humanos,
alimentando o desenvolvimento crítico das crianças, seus conceitos de igualdade e respeito,
além de alimentar suas possibilidades criativas e sua erudição.
“Os Coloridos” é um espetáculo que estreou em 2015 e já circulou por muitas cidades de São Paulo,
tendo sido assistida por milhares de pessoas. Um espetáculo emocionante que cativa todas as idades.
A maquiagem e o colorido dos figurinos encantam os olhos dos pequenos com a riqueza de seus detalhes.
As músicas compostas prendem a atenção de todos, embalando o público através de ritmos como a capoeira, o samba, a embolada e a canção.
Ao final do espetáculo o público é convidado para colorir o mundo com as personagens, fazendo uma festa de pó colorido.
Um momento inesquecível que já marcou uma geração de seguidores da Cia.
Sinopse
Duas araras, uma azul e outra amarela, contam uma à outra suas diferenças culturais e o valor de suas cores numa disputa de superioridade.
Mas com a chegada da arara vermelha elas conhecem a história da arara de muitas cores e descobrem a beleza de serem coloridas.
O espetáculo traz personagens baseados em histórias e contos africanos, afrobrasileiros e indígenas e de forma divertida
convida o público a fazer parte da brincadeira.
Ficha Técnica
"Os Coloridos"
Direção: Lucelia Sergio
Texto: Cidinha da Silva
Dramaturgia: Os Crespos e Cidinha da Silva
Atuação: Ella Nascimento, Lilian Regina, William Simplício e Venício Toledo
Músicos: Nunna Oliveira, Bárbara Magalhanis e Ramon Zago
Músicas Compostas: Belize Pombal
Criação Musical: Belize Pombal, William Simplício e Ramon Zago
Maquiagem: Tairone Porto
Figurinos e Bonecos: Cleydson Catarina
Cenário: Lucelia Sergio e Wanderley Wagner
Operação de luz: Felipe Tchaça
Operação de som: Maurício Caetano e Martché
Atores criadores: Joyce Barbosa, Janette Santiago e William Simplicio
Preparação musical: Alysson Bruno e Lia Aroeira
Produção: Rafael Ferro e Ramon Zago
Assessoria de Imprensa: Rafael Ferro
Realização: Os Crespos
“Não é só a morte que iguala a gente.
O crime, a doença e a loucura também acabam
com as diferenças que a gente inventa”.
(Lima Barreto)
Monólogo performático, encenado e escrito pelo multiartista Sidney Santiago Kuanza,
apresenta a trajetória do romancista carioca Lima Barreto.
Partindo de um velório em área externa da encenação, a história é contada em fragmentos não cronológicos da vida de Lima e passeia por diferentes
gêneros teatrais. Sob a perspectiva performática do teatro panfletário - resultado da pesquisa continuada da Cia Os Crespos - Lima Barreto ganha, de acordo
com Sidney Santiago, face do herói nacional. "Quando penso em Lima Barreto, penso em recontar a história de um homem insubmisso, que pensou o seu
tempo e o seu país em profundidade”, afirma Sidney.
Em direção compartilhada com a atriz Gabi Costa, Sidney, cujos estudos sobre o romancista remontam 2009, escolheu ampliar a representação do autor,
ao sair da biografia comum, que reduz Lima ao homem negro, literato que foi parar no sanatório por problemas com bebida.
"A Solidão do Feio é o nosso diário aberto de possibilidades para a existência de Lima Barreto. É o nosso e-mail salvo em rascunhos,
que sempre que é revisitado, abre uma nova porta", explica a diretora.
Projeto
“A Solidão do Feio” é parte de um projeto acerca dos estudos e reflexões sobre as masculinidades negras que, desde 2014,
pesquisa os impactos do racismo na psique, afetividade e subjetividade de homens negros. O monólogo integra uma trilogia da Cia Os Crespos,
intitulada “Masculinidade & Negritude”, que leva o legado político, artístico e cultural de homens negros aos palcos.
Assim como Lima Barreto, João Francisco dos Santos (Madame Satã), e Cruz e Souza são os nomes escolhidos desta cartografi a coordenada por Sidney Santiago Kuanza.
Sinopse
Um ator em um estúdio improvisado e uma equipe fazem o exercício ficcional de recriar fragmentos da trajetória da vida e obra do escritor
Afonso Henrique de Lima Barreto. O personagem, é contado em primeira pessoa com suas certezas, contradições e sonhos de futuro.
Lima Barreto (1881-1922)
Importante escritor, jornalista e cartógrafo afro-brasileiro. Sua obra está impregnada de fatos históricos e de uma perspectiva negra
diante das evoluções e retrocessos políticos do Brasil. A paisagem da escravidão, do racismo estrutural e das desigualdades sempre estiveram
em suas páginas. Lima foi um pensador do seu tempo e de sua terra. Deixou obras célebres da literatura brasileira:
“Recordações do escrivão Isaías Caminha” (1909), “Triste Fim de Policarpo Quaresma” (1911), “Clara dos Anjos” (1948) ,
“Cemitério dos Vivos” entre outras.
"A Solidão do Feio"
Com Sidney Santiago Kuanza (Cia Os Crespos)
Duração: 80 minutos | Classificação: 14 anos
FICHA TÉCNICA:
Concepção, Dramaturgia e atuação: Sidney Santiago Kuanza
Direção: Gabi Costa e Sidney Santiago Kuanza
Direção de Produção: Rafael Ferro e Sidney Santiago Kuanza
Direção de arte e Produção Executiva: Jandilson Vieira
Dramaturgia: Sidney Santiago Kuanza
Dramaturgia de imagens e desenho de som: Eduardo Alves
Iluminação: Denilson Marques
Cenografia: Wanderley Wagner
Figurino e Trilha Sonora: Sidney Santiago Kuanza
Criação de Figurino especial Lima Barreto: Zebu
Peças acervo: Hilda Marinho
Contrarregra: Fredo Peixoto
Produção executiva: Jandilson Vieira
Fotografia: Bob Sousa e Rony Hernandes
Designer: Irving Bruno
Aderecista e desenho de traje: Thiago Figueira
Comunicação e Assessoria de imprensa: Pedro Madeira e Rafael Ferro
Jornalista Colaborador: Nabor Júnior
Vozes off: Darília Ferreira, Heitor Goldflus e Pedrão Guimarães
Apoio: Ocupação 9 de Julho e Teatro de Container
Transporte de cenário: Hugo Torrens Soria
SERVIÇO
Centro Cultural da Diversidade | R. Lopes Neto, 206 – Itaim Bibi
“A Solidão do Feio” | 03 e 04 de julho, sexta e sábado, às 20h
“Os Coloridos” [Infantil] | 05 de julho, domingo, às 11h
Centro Cultural da Penha | Largo do Rosário, 20 – Penha de França
“A Solidão do Feio” | 17 e 18 de julho, sexta e sábado, às 20h
“Os Coloridos” [Infantil] | 19 de julho, domingo, às 14h
Centro Cultural da Juventude | Av. Dep. Emílio Carlos, 3641 – Vila Nova Cachoeirinha
“A Solidão do Feio” | 15 de agosto, sábado, às 18h
“Os Coloridos” [Infantil] | 14 e 16 de agosto, domingo, às 15h
.jpg)
.jpg)
Comentários
Postar um comentário