Sandra-X e Craca Beat lançam TERRA TREMESSE: álbum que evidencia sonoridades transcontinentais de um Brasil assumidamente latino-americano

  SANDRA-X e CRACA BEAT apresentam TERRA TREMESSE:

Álbum que evidencia sonoridades transcontinentais de um Brasil assumidamente latino-americano

Ancorado na natureza dialógica do Dub, o disco dilui fronteiras ao conectar o país a seus vizinhos sobrepondo camadas de cosmovisões e musicalidades

Capa do álbum Terra Tremesse. Créditos da arte: Binário Armada

Em uma confluência entre a cúmbia, o carimbó e a música eletrônica o disco convida o corpo ao movimento como ato de resistência





“O disco versa sobre nosso amor às matas, à Amazônia e suas culturas, no Brasil e nos outros países que a circundam, seus ritmos e danças. É um convite à celebração da alegria de fazer parte dessa América do Sul (e Latina), com nossos seres da floresta, com a exuberante presença da cultura africana nas nossas terras e criações, e com a nossa antena virada sempre para o futuro, sem preconceitos com a música eletrônica, a aparelhagem, a re-elaboração contemporânea.” Sandra-X

 

TERRA TREMESSE é o reencontro musical dos produtores Sandra-X e Craca Beat que, no passado, conduziram o Projeto Axial por 10 anos circulando Brasil e países como Alemanha, França, Inglaterra e República Tcheca. Após mais de uma década de projetos paralelos, os premiados produtores musicais retomam a parceria para lançar o ‘álbum-maniFesta’ TERRA TREMESSE.
 

No trabalho, que sai pelo selo Cóclea Records, o produtor e artista visual Craca Beat propõe como plataforma de experimentação musical contemporânea o Dub e aposta na confluência de sonoridades do continente latino-americano, mais especificamente de regiões fronteiriças que compreendem a floresta Amazônica. Em um primeiro plano, Craca aprofunda o diálogo entre a cúmbia, o carimbó e a música eletrônica – aos quais integra nuances da guitarrada paraense, o forró, o brega, a lambada, além de pontos de candomblé – para assim reafirmar, musical e simbolicamente, nosso país como integrante do continente que, por vezes, acabamos por nos apartar.
 

No outro pólo, as letras de Sandra-X, que também assina os vocais do disco, são inspiradas em figuras do universo de culto afro-descendente e em arquétipos que integram a cosmovisão dos povos da floresta, evidenciando assim a convergência de matrizes fundadoras da cultura brasileira (e latino-americana). A artista traz ainda, para o centro conceitual do álbum, a força das entidades guerreiras, em especial mulheres, atribuindo a elas o paralelo mítico da resistência às forças de destruição (da Terra, da Amazônia e das culturas e identidades de nosso continente). Por fim, Sandra-X sintetiza na letra da música Sísmica o movimento de convulsão que nomeia o disco TERRA TREMESSE, e assim, simbolicamente, evoca arquétipos, de movimento e cura – Obá, Omulu e Exu-Treme Terra – a deslocar o eixo dos corpos, mentes e da própria Terra na intenção de que a humanidade possa se reorganizar em um novo fluxo de ação e consciência.
 

Em uma camada complementar, as percussões de Macaxeira Acioli, a sanfona de Lincoln Antônio e a flauta de Gil Duarte Mokōî Ygarussu mesclam ritmos nordestinos aos amazônicos e latinos, implodindo os limites das fronteiras, desta vez rumo ao inventivo nordeste do Brasil. Nesse sentido, o próprio nome TERRA TREMESSE, guarda outro significado ainda não mencionado: a referência ao regionalismo fonético atrelado à forte oralidade típica dos povos do nordeste como mecanismo orgânico de salvaguarda de saberes, identidades e imaginário poético próprios da região.
 

Por fim, Binário Armada (heterônimo do multiartista Gil Duarte Mokōî Ygarussu, quando atuando nas artes visuais) traz para a arte da capa (e imagens utilizadas por Craca na composição do videomapping que integra o show do disco) sua estética, que conversa profundamente com o conceito de TERRA TREMESSE. Assim como o álbum, Armada assume a lógica da colagem contemporânea, articulando visualmente elementos que fazem referência a universos (aparentemente) diversos e sobrepostos. Remontando simbologias presentes na natureza, em sua ancestralidade indígena, no imaginário popular nordestino e em elementos urbanos, Binário Armada transforma a cena visual em uma experiência imersiva onde memória, floresta, corpo e tecnologia coexistem e, assim, amplia a dimensão imagética latino-americana e transcontinental que atravessa TERRA TREMESSE.
 

TERRA TREMESSE é um disco para ouvir, ver e dançar e, inclusive por isso, é também, um ato político. “O convite à imersão dilatada, à escuta não fragmentada e ao movimento corpóreo ocorre em um momento em que as terras latino-americanas já começaram a ‘tremer’, convulsionando após repetidos assaltos políticos, sociais e ambientais. TERRA TREMESSE se fundamenta na cultura e música brasileira latino-americana, que, recorrentemente, assumem a corporeidade e a celebração como forma de expressão e resistência.” Finaliza Craca Beat
.

Todas as músicas do álbum são inéditas, com exceção de Oxóssi - single lançado em 2020.
 


Créditos: Cacá Bernardes

 

Sandra-X é cantora, compositora, performer e tem 39 anos de carreira. Integrante do Vésper Vocal, foi, também, fundadora d’A Barca, com quem percorreu o Brasil catalogando cantos de comunidades tradicionais. Entre 2003 e 2013, conduziu o Projeto Axial com Craca Beat. Em 2014 lançou carreira solo com Turbulência, performance audiovisual eletrônica e poética que reúne spoken word, fala e canto. Em 2019 estreou Peregrina, performance audiovisual e literomusical. Em 2020 criou Aquífera, que se tornou álbum em 2023, lançado nos SESCs Pinheiros, Vila Mariana e Campinas. Em 2024 assinou a edição e trilha da peça-audiotur TUDO GENTE!, sobre memórias do complexo penitenciário do Carandiru. Em 2025 realizou residência na Casa Líquida (SP), organizando seu memorial de carreira e produzindo diversas apresentações com parcerias. Em 2026 foi convidada pelo SESC Paulista para o cine-concerto Laura, filme noir sonorizado ao vivo por Sandra e convidadas, e participou da performance Hipnagógico, de Novíssimo Edgar, na Virada Cultural, no vão livre do MASP. Desde 2014 integra o Coletivo Teatro Dodecafônico. Desde 2016 é parte do projeto Mulheres Possíveis_corpo, gênero e encarceramento, atuando com mulheres em situação de cárcere e egressas do sistema prisional.
 

Craca Beat é produtor musical e artista visual, com apresentações no Brasil e em países como Alemanha, Bélgica, França, Chile, Argentina, Noruega, Inglaterra, República Tcheca e Irlanda do Norte. Ao lado de Sandra-X, recebeu o Troféu Catavento da Rádio Cultura na categoria Música Experimental. Com Dani Nega, conquistou o Prêmio Profissionais da Música em 2018 e 2019 e o Prêmio da Música Brasileira em 2017. Em carreira solo, lançou diversos álbuns, EPs e singles. Colaborou com artistas como Lurdez da Luz, Badi Assad, Victoria dos Santos e a cantora iraniana Mah Mooni. Em seus projetos autorais, realiza apresentações de grande escala que integram música e videomapping, incluindo ações na Esplanada dos Ministérios com projeções sobre o Museu da República, apresentações na Vila Itororó e temporada nos porões do CCSP. Lançou seu primeiro álbum em 2003, em parceria com Sandra-X. Juntos desenvolveram o projeto Axial, que integrava música tradicional e eletrônica, resultando em três álbuns e participações em festivais como o Tim Festival, no Brasil, e outros na Europa. Destacaram-se também pela criação de estratégias e tecnologias próprias de distribuição, como o CD Virtual (2004) e o aplicativo Bagagem (2011), que lançou trabalhos de diversos artistas, entre eles o primeiro álbum do trio Metá Metá. Atuando na interseção entre música e artes visuais, participou de exposições e mostras como a Bienal do Mercosul, Bienal de Arquitetura, BienalSur (Argentina), Estou a Caminho! (Uruguai), além de diversas edições do FILE (Festival Internacional da Linguagem Eletrônica), Design Week, entre outros.


Ficha Técnica (faixa a faixa):


Gauara (Craca Beat e Sandra-X)

(música incidental “A Mãe d’Água" do conjunto de canções do Baião de Princesas da Casa Fanti-Ashanti)
Craca - eletrônicos e guitarra; Sandra-X - voz e maracá; Macaxeira Acioli – percussões e Gil Duarte - flautas


Rebentação (Craca Beat e Sandra-X)

Craca Beat - eletrônicos; Sandra-X – voz e Gil Duarte - flautas


Amazônica (Craca Beat e Sandra-X)
Craca Beat - eletrônicos e guitarra; Sandra-X - voz e maracá; Macaxeira Acioli – percussões e Gil Duarte - flautas


Oxóssi (Craca Beat e Sandra-X)

Craca Beat - eletrônicos e guitarra; Sandra-X – voz e Lincoln Antonio - sanfona


Sísmica (Craca Beat e Sandra-X)

Craca Beat - eletrônicos e guitarra; Sandra-X – voz e Macaxeira Acioli - percussões


Rádio Carcaça (Craca Beat)

Craca Beat - eletrônicos e guitarra e Macaxeira Acioli - percussões


Apará (Craca Beat e Sandra-X)
Craca Beat - eletrônicos e guitarra; Sandra-X – voz e Gil Duarte - flautas


Palo Santo (Craca Beat)

Craca Beat - eletrônicos e guitarra e Macaxeira Acioli - percussões

 

Ficha técnica do álbum TERRA TREMESSE

Sandra-X - vozes e maracá

Craca beat - guitarra, baixos e eletrônicos

Gil Duarte Mokōî Ygarussu - flautas

Macaxeira Acioli - percussões

Lincoln Antônio - sanfona

Binário Armada - Arte da capa

Produção Musical por Craca Beat | Cóclea Records - 2026

Fotos de imprensa: Cacá Bernardes

Produção Executiva: Cóclea Records

Assessoria de Imprensa: Nany Gottardi | Locomotiva Cultural

 

Redes Sociais dos artistas

Instagram: @sandraxiz @cracabeat

YouTube: Link e Link

Site: Link e Link 

 

SERVIÇO
Lançamento - Álbum TERRA TREMESSE

Data: 10/07, nas plataformas de streaming

Comentários