NEABI da Escola Superior de Artes Célia Helena realiza encontro sobre produção artística e pensamento indígena contemporâneo
Evento reúne a atriz Lenise Oliveira, a pesquisadora macuxi Sony Ferseck e artistas da instituição em programação sobre memória, escrita, corpo e cena política
21 de maio, às 19h15
Press-kit: Link
| Lenise Oliveira em Pa’ra – Rio de Memórias_Foto_Noelia Nájera |
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O NEABI (Núcleo de Estudos Afro-Brasileiros e Indígenas) da Escola Superior de Artes Célia Helena realiza, no dia 21 de maio, em São Paulo, o encontro Poéticas Originárias, dedicado à discussão de memória, ancestralidade, identidade e produção artística indígena contemporânea. A programação reúne literatura, pesquisa acadêmica, teatro e debate público com participação da atriz e dramaturga paraense Lenise Oliveira, da pesquisadora e poeta macuxi Sony Ferseck e de artistas pesquisadoras da instituição.
A abertura será conduzida por Sony Ferseck, pós-doutoranda da Universidade Federal de Roraima (UFRR), com a conversa Corpo, Escrita e Ancestralidade: Caminhos de Visibilidade e Resistência das Mulheres Indígenas. Em seguida, será apresentado um recorte cênico de A caixinha dourada de Marley, projeto da estudante Glória Simões desenvolvido na Licenciatura da Escola Superior de Artes Célia Helena. O trabalho articula teatro e literatura infantojuvenil para tratar de infância, emoções e bullying.
Encerrando a programação, Lenise Oliveira conduz a roda de conversa Cartografia Autoetnográfica: Mergulho na memória para insurgência de cenas políticas, com mediação de Jasmin Laub e Silvani Moreno. Vencedora do Prêmio APCA 2025 de Melhor Monólogo por Pa'ra – Rio de Memórias, Lenise propõe uma reflexão sobre autobiografia, memória e representação indígena na cena contemporânea.
O evento é uma oportunidade ímpar para estudantes, educadores e artistas compreenderem a arte não apenas como estética, mas como um ato de afirmação, resistência e valorização da identidade cultural e do papel da ancestralidade.
"Poéticas Originárias é uma celebração e ação coletiva de conscientização, valorização e empoderamento dos saberes indígenas, que evidencia a pluralidade de vozes e experiências, especialmente de mulheres indígenas. Convidamos todos e todos para esta partilha de saberes pluriepistêmicos, reunindo artistas-pesquisadoras e pesquisadores em um espaço de escuta, troca e criação, reafirmando a arte como território de presença, memória e transformação" (Solange Ferreira, coordenadora do NEABI).
Serviço
Poéticas Originárias
Data: 21 de maio de 2026 (quinta-feira)
Horário: 19h15 às 22h30
Local: Teatro do Célia – Av. São Gabriel, 444 - Itaim Bibi, São Paulo (SP)
Entrada gratuita, sujeita à lotação
Mais informações: Link
PROGRAMAÇÃO
19h15 - Recepção e abertura
- Encontro online com Sony Ferseck
Corpo, Escrita e Ancestralidade: Caminhos de Visibilidade e Resistência das Mulheres Indígenas
A poeta, docente e pesquisadora macuxi Sony Ferseck propõe uma reflexão sobre os modos de manifestação da resistência indígena por meio dos saberes culturais e das formas de organização social. Compreendendo a escrita como instrumento de retomada identitária, produção de memória em seus processos de enunciação e protagonismo como campo de deslocamento crítico, destaca a importância de descolonizarmos nossos gestos e atos para dar vazão a novas possibilidades expressivas, capazes de afirmar outras narrativas, corporeidades e formas de existência.
- Recorte cênico de A caixinha dourada de Marley
Glória Simões
Elenco: Glória Simões e Letycia Martins
Técnica: Elli Gerbi
A caixinha dourada de Marley é um espetáculo sensível que acompanha a jornada de Marley, um menino que começa a sentir o mundo pesar por dentro: tristeza que aperta, medo que paralisa, raiva que cresce e o bullying que machuca em silêncio. Ao notar essa turbulência no filho, sua mãe busca ajudar Marley a lidar com as próprias emoções. Para isso, ela revisita memórias profundas de sua infância, compreendendo melhor seus sentimentos, autoamor e o reconhecimento da própria identidade. Neste recorte, será apresentada a cena 8, momento central na peça. O projeto de um espetáculo teatral infantil e literatura infanto-juvenil teve início no Célia Helena, com apoio de Solange Ferreira.
| Gloria Simões_Foto Acervo Pessoal |
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- Roda de conversa com Lenise Oliveira
Cartografia Autoetnográfica: Mergulho na memória para insurgência de cenas políticas
Mediação: Jasmin Laub e Silvani Moreno
O encontro propõe a Cartografia Autoetnográfica como um caminho para que artistas-pesquisadores reconheçam seu próprio corpo como território de saber. Através de um mergulho nas memórias de infância, buscamos ferramentas para traduzir vivências únicas em ações cênicas de impacto coletivo. O objetivo é converter a biografia em insurgência, utilizando o palco como um espaço de luta por direitos e pela afirmação de identidades que desafiam a lógica do apagamento urbano.
| Lenise Oliveira_Foto Ethel Braga |
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Conheça o NEABI-ESCH
"O NEABI visa promover a reeducação das relações étnico-raciais, por meio do diálogo entre as diferentes áreas de conhecimento, a fim de contribuir para a consolidação de políticas antirracistas no campo da arte-educação. A iniciativa fortalece processos de afirmação identitária e enfrentamento ao racismo estrutural e institucional, compreendendo essa responsabilidade como compromisso coletivo e não restrito exclusivamente à população negra e indígena.
Dessa forma, a Escola Superior de Artes Célia Helena posiciona-se como espaço de reflexão crítica, transformação social e compromisso com a equidade racial, por meio de ações de ensino, pesquisa e extensão inseridas na estrutura organizacional da instituição" (Solange Ferreira).
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