[MÚSICA] Com Sandra Sá, Amaro Freitas, A Cor do Som, Camila Rocha e mais, ‘Festival Salvador Jazz’ anuncia line-up completo da sua 7ª edição
Com Sandra Sá, Amaro Freitas, A Cor do Som, Camila Rocha e mais, ‘Festival Salvador Jazz’ anuncia line-up completo da sua 7ª edição
Reunindo mais de 15 mil pessoas nas ruas, o festival reúne jazz, R&B, MPB, soul, afrobeat e demais gêneros musicais afrodiaspóricos, em dois dias de puro groove e identidade da música negra.
Ocupar ruas e avenidas ao som de jazz e afrosonoridades, transformando o país em um território vivo de música e cultura black, é o cartão de visitas de um dos maiores palcos afrodiaspóricos da temporada.
Essa é a proposta do ‘Festival Salvador Jazz’, que retorna este ano para cinco dias de ritmos afrodiaspóricos, groove, identidade e formação cultural. Dividido entre ‘workshops de formação e capacitação musical’ (dias 27, 28 e 29 de maio), e dois dias de shows (30 e 31 de maio), a line possui sete atrações confirmadas, reunindo nomes como Sandra Sá, Amaro Freitas, A Cor do Som e Camila Rocha.
Fundado em 2018, o Festival Salvador Jazz retorna às ruas do Largo da Mariquita, em Salvador, numa ocupação artística gratuita que pulsa as noites de ‘música ao vivo’ ao som do sax, ternos elegantes, piano e atabaques das raízes afrobrasileiras.
“Salvador sem dúvida é um lugar abençoado no Brasil. Sempre quando penso no conceito ‘Brasil’, Salvador define bem a diversidade e beleza brasileira. Tocar na 7ª edição do ‘Festival Salvador Jazz’ é um privilégio, e torna acessível para todos um tipo de música sofisticada. Eu mal vejo a hora de viver esse momento”, comenta o vencedor do prêmio internacional Paul Acket (2026) e 1º brasileiro a emplacar na categoria, Amaro Freitas.
Pianista pernambucano confirmado na line da 7ª edição do Festival, Amaro Freitas apresenta o premiado Y’Y, ao lado de Sidiel Vieira (contrabaixo acústico) e Rodrigo Digão Braz (bateria). Com melodias marcantes, grooves mântricos e referências à diáspora africana, Amaro é um dos principais nomes da cena atual do jazz, com o posto de ‘revelação do jazz internacional’, após apresentações marcantes no Cork Jazz (Irlanda do Norte), Montreux Jazz Festival (Suíça), Pisa Jazz (Itália), e o emblemático Newport Jazz Festival (Estados Unidos).
Quem curte o encontro do jazz com o soul, samba e a MPB, a cantora Sandra Sá é uma das headliners do Festival Salvador Jazz, ao reverberar os ritmos da diáspora com o talento que lhe rendeu as faixas ‘Olhos Coloridos’, ‘Joga Fora’ e ‘Retratos e Canções’. Em um show que passeia por todos os ritmos, os fãs podem aguardar os clássicos da Rainha do Soul, para uma noite de homenagens, emoção e talento.
Celebrando seis anos do projeto pioneiro em afrosonoridades, o mega encontro de fãs e artistas pulsa a musicalidade do jazz direto das ruas, levando 15 mil pessoas ao encontro dos ritmos difundidos na periferia – mas que ainda enfrenta a escassez de acesso e circulação, reflexo do processo da elitização cultural.
Remando contra esse fenômenos desde os anos 70, outro nome escolhido para agitar o palco do ‘Festival Salvador Jazz’ é a banda ‘A Cor do Som’. Levando a fusão do pop, choro, baião e progressivo para as noites de jazz, o grupo composto por Dadi Carvalho (ex-Novos baianos e Jorge Ben), Armandinho Macêdo (Trio Elétrico Armandinho, Dodô & Osmar), Mú Carvalho (ex-A Banda do Zé Pretinho), Ary Dias e Gustavo Schroeter (ex-A Bolha) já balançou o ‘Festival de Jazz de Montreux’, na Suíça, e venceu o Grammy Latino 2021, pelo álbum Rosa (2020).
“Jazz é a mais pura e sincera expressão da música. Nesses tempos de inteligência artificial e de milhares de músicas subindo para as plataformas digitais, a relevância do Jazz, de músicos de verdade tocando com sentimento, se torna ainda mais necessária”, afirma o pianista, compositor e produtor musical responsável por inúmeras bandas sonoras de sucesso, Mú Carvalho.
Atração confirmada na abertura da temporada de shows, dia 30 de maio, a mineira e contrabaixista de apenas 30 anos, Camila Rocha, é um dos novos expoentes da ‘cultura jazz’ no Brasil. Vencedora do ‘Prêmio BDMG Instrumental’ e compositora de uma das trilhas do longa documental ‘As Linhas da Minha Mão’ (2023), a jazzista embala o público pelas nuances do gênero. “A diversidade brasileira está ocupando e se expandindo cada vez mais dentro do que chamamos de jazz brasileiro”, afirma a contrabaixista.
Dando sequência à line-up histórica do festival, o grupo que nasceu no quintal do Terreiro do Bogum e é liderado pelo mestre Luizinho do Jêje, Aguidavi do Jêje é uma das adições que comportam o sétimo ano do festival. Trazendo os atabaques ao encontro da tradição e da inovação, o grupo formado por 16 músicos/ogãs prepara um show à parte de letras que rememoram cantigas de candomblé e trovas originais da cultura afrobaiana e afrobrasileira.
A line oficial do Festival Salvador Jazz também conta com o groove indiscutível da banda Skanibais, que traz os elementos do jazz, ska e do reggae para uma mistura de sucesso em cima dos palcos, e que rendeu aos músicos a indicação ao ‘Prêmio Caymmi de Música’ (2017). Fechando com chave de ouro as sete apresentações do festival, o grupo Garagem entrega um repertório que passeia pelo jazz e pela MPB, ao longo de mais de três décadas do conjunto instrumental.
Além da musicalidade, o Festival Salvador Jazz também traz será palco de oficinas criativas com grandes nomes da música, na assinatura do bluesman Eric Assmar, o baterista Tedy Santana e a professora Marília Sodré (SAMBAIANA).
‘Festival Salvador Jazz’: seis anos de descolonização do jazz no Brasil
Reunindo milhares de apaixonados por jazz, ao longo dos últimos seis anos do evento, o ‘Festival Salvador Jazz’ entrou para a história como um dos projetos pioneiros na celebração da música instrumental, do Jazz e das sonoridades contemporâneas.
O festival, que acontece sempre no mês de maio, logo após as celebrações do ‘JAM – Mês da Apreciação do Jazz’, é um dos maiores impulsionadores do calendário cultural no Brasil, fortalecendo a economia criativa da temporada. Com uma visão contemporânea e plural do jazz, o Festival ampliou o conceito do gênero ao explorar seus diálogos com outras linguagens musicais, como o R&B, soul, afrobeat, MPB e ritmos africanos em dois dias de puro groove nas ruas.
Democrático e inclusivo, o encontro que celebra a força criativa da música brasileira já recebeu nomes consagrados como a Orkestra Rumpilezz, Mayra Andrade, Luedji Luna, Bixiga 70, Spok Frevo, Pradarrum, Marcos Suzano e Jonathan Ferr, unindo os ritmos e as culturas através de uma curadoria artística e plural. Ao longo dos anos, o Festival buscou valorizar e promover o trabalho de musicistas femininas e artistas negros que representam o jazz no Brasil.
Para 2026, o Festival reafirma seu compromisso com a diversidade: 50% da grade está assinada pela participação feminina e 70%, prioritariamente, por artistas negros da cena. “No Salvador Jazz, trabalhamos com um conceito ampliado de Jazz, valorizando sua pluralidade e diálogos com outros gêneros musicais. Nosso objetivo é apresentar ao público uma programação que transita entre o jazz tradicional, a música instrumental brasileira, o afro-jazz e novas sonoridades contemporâneas, reforçando Salvador como um polo criativo e aberto à diversidade musical”, assinam os curadores Fernanda Bezerra e Fabrício Mota.
O Festival Salvador Jazz – 7ª edição é apresentado pelo Ministério da Cultura e pelo Banco do Nordeste, por meio da Lei Federal de Incentivo à Cultura (Lei Rouanet), com produção da Maré Produções Culturais e realização do Ministério da Cultura e do Governo Federal – Do Lado do Povo Brasileiro. Onde tem patrocínio do Banco do Nordeste, tem Governo do Brasil.
SERVIÇO
[7ª edição do ‘Festival Salvador Jazz’]
Quando: entre os dias 27 e 31 de maio;
Onde: Largo da Mariquita, Rio Vermelho;
Gratuito
Line-up do evento:
Dias 27, 28 e 29 de maio (oficinas): Eric Assmar (27/05), Tedy Santana (28/05) e Marília Sodré (29/05);
Dia 30 de maio (shows):
Camila Rocha (a partir das 18h);
Amaro Freitas (a partir das 19h30);
Skanibais (a partir das 20h30);
A Cor do Som (a partir das 21h50);
Dia 31 de maio (shows):
Aguidavi do Jêje (a partir das 17h);
Grupo Garagem (a partir das 18h30);
Sandra Sá (a partir das 19h50);
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