Praça Ramos de Azevedo se transforma em arena para estreia de “A Ilha”, da Jorge Garcia Companhia de Dança
Cinco bailarinos, quatro músicos e um círculo formado no meio da cidade: é assim que a Jorge Garcia Companhia de Dança estreia A Ilha nos dias 8, 9 e 10 de maio, às 18h30, na Praça Ramos de Azevedo, no centro de São Paulo. Com entrada gratuita, a performance convida o público a ocupar o espaço urbano como experiência artística, transformando a praça em uma arena a céu aberto.
Criado pelo bailarino e coreógrafo Jorge Garcia, o trabalho celebra os 20 anos da companhia e dá continuidade à sua pesquisa em intervenções urbanas. Em cena, artistas e espectadores compartilham o mesmo espaço, organizados em formato circular, dissolvendo fronteiras entre quem assiste e quem performa.
“Com A Ilha, queremos transformar o espaço público em um lugar de encontro e imaginação. A ideia é criar uma pausa no cotidiano da cidade, onde as pessoas possam se reconhecer na arte, na música e na cultura popular, vivendo uma experiência coletiva e sensível”, aponta Jorge Garcia, diretor da companhia.
Inspirado no universo do Cavalo Marinho, manifestação da cultura popular pernambucana, A Ilha articula dança contemporânea e música ao vivo em uma construção coletiva. Ritmo, presença e improvisação atravessam a cena, em diálogo direto com a musicalidade e com a dinâmica do espaço público.
A trilha é executada ao vivo por quatro músicos, com direção de Eder “O” Rocha e Maurício Badé, integrantes da Banda Mestre Ambrósio. A música não apenas acompanha, mas conduz a ação cênica, criando camadas de intensidade e relação com o público.
Ao dispor bancos ao redor do palco circular, a cenografia, concebida por Leo Ceolin, reforça o caráter de convívio de uma praça, convidando à permanência e incentivando a participação do público. Já o figurino, assinado por Carol Sudati, dialoga com as figuras do Cavalo Marinho por meio de cores, máscaras e sobreposições, incorporando também peças do acervo da companhia ressignificadas para a criação. O projeto de iluminação é de Rossana Boccia.
Com “A Ilha”, a companhia circulará por outras regiões da cidade ampliando o acesso e propondo diferentes encontros entre arte e cotidiano. A próxima ocupação acontecerá ainda em maio (dias 29, 30 e 31), na área externa do Teatro Paulo Eiró, em Santo Amaro, região Sul.
O projeto foi contemplado pela 38ª Edição do Programa de Fomento à Dança para a cidade de São Paulo, da Secretaria Municipal de Cultura e Economia Criativa, e a apresentação de estreia conta com o apoio do Novo Anhangabaú.
Sobre a Jorge Garcia Companhia de Dança
Fundada pelo coreógrafo pernambucano Jorge Garcia, a companhia desenvolve, há duas décadas, uma linguagem própria voltada à investigação das relações entre corpo, espaço e suas transformações. Com uma abordagem multidisciplinar, seus trabalhos articulam diferentes linguagens artísticas – com destaque para a dança em vídeo e criações no ambiente urbano – na busca por um corpo versátil e contemporâneo.
Ao longo de sua trajetória, construiu um repertório amplo e diversificado, com obras como Cantinho de Nóis (2005), Histórias da 1/2 Noite (2006), Cabeça de Orfeu (2008), Nihil Obstat (2009), Área Reescrita (2010), Caixa de Vidro (2012), Imprimi Potest (2013), Rotatória (2013), COPYLEFT (2014), a série Plano Sequência (2017–2019), além de criações mais recentes como Me Mostra Onde Dói (2022), Quatro Cantos (2022) e Estudos para Quimera (2023).
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SERVIÇO
Estreia: A Ilha – Jorge Garcia Companhia de Dança
Dias: 8, 9 e 10 de maio
Horário: 18h
Local: Praça Ramos de Azevedo (em frente à Fonte dos Desejos, próximo ao Centro de Referência da Dança – CRD)
Endereço: Praça Ramos de Azevedo, s/nº - República, São Paulo - SP, 01037-000
Entrada: gratuita
Livre | Duração: 60 minutos
Dias: 29, 30 e 31 de maio
Horário: sexta e sábado, às 19h, e domingo, às 18h
Local: Teatro Paulo Eiró (Praça – área externa)
Endereço: Av. Adolfo Pinheiro, 765 - Santo Amaro, São Paulo - SP, 04733-100
Ficha Técnica
Direção, Concepção e Coreografia: Jorge Garcia | Trilha Sonora e execução ao vivo: Eder “O” Rocha e Maurício Badé - Músicos convidados: RUBI e Uriã de Barros | Elenco: Alisson Lima, Cristiano Bacelar, Dani Moraes, Jorge Garcia e Karen Marçal | Cenário: Leo Ceolin | Cenografia: El Ciclo / Leo Ceolin - Serralheria: Ednei Davelli - Marcenaria: Mauro Gonçalves | Iluminação: Rossana Boccia | Vestuário: Carolina Sudati em co-criação com a companhia e equipe: Amanda Gomes, Lia Morena, Thiago Fabril, Edna Naomi e Nádia Schurkim | Técnico de Luz e Cenotécnico: Enor Fonseca | Técnicos de Som: Antônio Porto e Paulo Grassmann |Workshops: Alício Amaral (Cia. Mundu Rodá), Kelly Silva e Juliana Pardo | Design Gráfico: Sonaly Macedo | Fotografia: Silvia Machado | Registro em vídeo: Pri Magalhães | Divulgação/Mídias Sociais: Portal MUD e Juliana Vinagre | Assessoria de Imprensa: Elaine Calux | Assistentes de Produção: Flávia Santos e Yngrid Gomes | Produção Geral: Cristiane Klein (Dionísio Produção)
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