50 anos de música, luta e suor: Eliane Salek celebra carreira com o show “A Bossa de Donato, Jobim e Outras Bossas”, em Ipanema

 Eliane Salek celebra 50 anos de carreira com o show “A Bossa de Donato, Jobim e Outras Bossas”, em Ipanema

Apresentação da cantora, pianista, compositora e arranjadora acontece no Vinícius Show Bar no dia 22 de maio, sexta-feira, às 20h, com participação especial do pianista estadunidense Jeff Gardner



 

Com muito talento e garra, Eliane Salek fincou sua bandeira na luta das mulheres musicistas no Brasil. E essa trajetória, que chega a cinco décadas, será celebrada no palco do Vinícius Show Bar, em Ipanema, no dia 22 de maio, sexta-feira, às 20h, no show “A Bossa de Donato, Jobim e Outras Bossas”.    

 

Citada pelo crítico José Domingos Raffaeli (1936-2014) como “uma das mulheres que fazem a grandeza do jazz ao lado de Toshiko Akiyoshi e Tânia Maria”, e pelo baixo-barítono suíço François Loup como a “Ella Fitzgerald brasileira”, a cantora, pianista, compositora e arranjadora atuou por 19 anos como corista e solista do Coro do Theatro Municipal do Rio de Janeiro, produziu e lançou cinco álbuns, sendo seu segundo álbum, “Mistura Brasileira” (1999), considerado um dos três melhores de MPB do ano pelo jornal O Globo.

 

Com uma leitura musical que une rigor técnico, liberdade criativa e forte identidade interpretativa, coleciona colaborações relevantes com artistas emblemáticos da música popular brasileira, como Roberto Menescal, Sivuca, Toquinho, Paulinho da Viola, Paulo Moura e Zeca Pagodinho, e diversos concertos e shows no Brasil e no exterior. Na década de 1980, integrou o histórico grupo com nada menos que Rosinha de Valença, Ana Mazzotti, Lilian Carmona e Kiki Vassimon.

 

- Aos cinco anos, os pés não tocavam o chão no banco do piano dos Recitais do Conservatório da Tijuca. Amor por toda a vida que me guiou para além do piano: para a flauta das rodas de choro e da Orquestra Sinfônica Nacional, que multiplicou oportunidades - Brasil, Portugal, França, Alemanha e Itália - para o canto popular das casas de show à ópera do TMRJ, onde recentemente cantei no projeto “Gigantes do Municipal”. Gratidão, só tenho gratidão a Deus por tanto – celebra Eliane.

 

No show, Eliane propõe uma escuta ampliada da Bossa Nova, não apenas como um estilo contido em um canto íntimo, mas como uma linguagem musical viva, expansiva e em constante diálogo com outros gêneros musicais. O espetáculo parte da obra de mestres como Antônio Carlos Jobim e João Donato, atravessando outras bossas possíveis, aquelas que se reinventam quando encontram o jazz, o pop, a música popular brasileira, a contemporânea e a clássica.

 

Ao lado da cantora e pianista estão grandes músicos da cena bossanovista, do jazz e da música brasileira em geral: Daniel Garcia (saxofone e flauta), João Cortez (bateria), Levi Chaves (sopros) e João Faria (baixo). Entre as participações especiais, destaque para o pianista estadunidense Jeff Gardner.

 

- “A Bossa de Donato, Jobim e Outras Bossas” é, ao mesmo tempo, homenagem e reinvenção. A bossa continua pulsando — livre, sofisticada e profundamente brasileira – exalta.

 

Ficha técnica:

Eliane Salek – Direção Musical, Voz e Piano

Daniel Garcia – Saxofone e Flauta

João Cortez – Bateria

Levi Chaves – Sopros

João Faria – Baixo

Carlos Pinho – Assessoria de Imprensa

 

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