[TEATRO | EM CARTAZ] "Patente": Espetáculo sobre branquitude, que dialoga com a obra "Otelo" de Shakespeare segue em temporada gratuita na cidade de São Paulo.
"Patente"
Espetáculo sobre branquitude, que dialoga com a obra "Otelo" de Shakespeare, segue em temporada gratuita
Com apresentações nos teatros Alfredo Mesquita e Paulo Eiró, projeto inclui oficinas abertas de reflexão crítica e debates sobre privilégio brancoSegue em temporada, no Teatro Arthur Azevedo, o espetáculo "Patente”, que dialoga com "Otelo", de William Shakespeare. Com direção de Anderson Negreiro, que assina a dramaturgia ao lado de Thiago Marques e Leonardo Chaves. A montagem parte de um prelúdio imaginário da tragédia shakespeariana para investigar a branquitude e seus mecanismos de naturalização no Brasil.
No palco, Iago e Otelo dividem a mesa antes da tragédia original, mas eles também são Leonardo e Thiago: um ator branco e um ator negro que discutem, no presente, a criação de “Patente”. Um jantar — preparado ao vivo pelos atores — permeia as duas camadas e transforma a cena em um espaço de tensionamento.
“‘Otelo’ é uma tragédia das aparências. Iago afirma no texto de Shakespeare ‘não sou o que sou’. Essa lógica nos interessa porque a branquitude também opera por falsas pistas. O jantar parece afeto — mas será? O colorismo é outra dessas armadilhas. A peça expõe as engrenagens e deixa o público diante da pergunta”, Leonardo Chaves, ator e dramaturgo.
Além das apresentações, o projeto realiza três oficinas abertas ao público, dedicadas à reflexão crítica sobre branquitude e privilégios raciais. A temporada segue até 26 de abril, com sessões nos teatros Alfredo Mesquita e Paulo Eiró. Embora gratuito, o espetáculo conta com contribuição voluntária destinada à continuidade do projeto. (Serviço abaixo)
Resultado de um processo conjunto, “Patente” foi inicialmente concebido por Leonardo Chaves, que, durante o isolamento da pandemia, decidiu transformar inquietações sobre branquitude em material cênico.
Com a entrada de Thiago Marques e Anderson Negreiro, novas camadas foram incorporadas ao projeto, alterando sua perspectiva dramatúrgica.
“A perspectiva muda quando entram corpos negros em cena. A ideia do colorismo, por exemplo, surge das provocações do Anderson. A escolha de ‘Otelo’ também não é aleatória: ao trazê-la para o presente, percebemos como a branquitude se afirma como norma, como se o branco fosse o padrão invisível que organiza as relações”, afirma Leonardo Chaves.
Ao borrar fronteiras entre ficção e realidade, Shakespeare e contemporaneidade, “Patente” convida o público a reconhecer seu próprio lugar dentro do jogo dramatúrgico.
Oficinas de reflexão crítica sobre a branquitudeComo desdobramento da temporada, o projeto realiza três oficinas abertas ao público dedicadas à reflexão crítica sobre a branquitude. A atividade é fundamentada em materiais do Observatório da Branquitude e propõe um espaço estruturado de escuta e responsabilização.
A partir da apresentação de conceitos como branquitude, racismo estrutural, fragilidade branca e pacto narcísico, os participantes são convidados a responder perguntas orientadoras sobre privilégios, silenciamentos e dinâmicas raciais presentes em seus próprios contextos. A proposta não oferece respostas prontas, mas provoca deslocamento.
SINOPSEIago recebe Otelo para um banquete logo após o mouro receber o título de general. Leonardo recebe Thiago para um jantar e discutirem sobre fazer um espetáculo que é prelúdio da peça Otelo de Shakespeare. As relações estão em um jogo de pistas falsas e acobertação que só se revela no final. De mais real apenas a comida que é cozida de fato em cena.Ficha TécnicaDireção: Anderson NegreiroDramaturgia: Anderson Negreiro, Thiago Marques e Leonardo ChavesElenco: Thiago Marques e Leonardo ChavesIluminação: Gabriele SouzaCenografia: Kleber MontanheiroTrilha Sonora: André PapiFigurino: Éder LopesVideografismo: Vick Von PoserFotografia: Marcelle CeruttiCenotécnico: Evandro SilvaDesign: Agência BNC (Genilson Rodrigues)Assessoria de Imprensa: Rafael Ferro e Pedro MadeiraMídias Sociais: Elã Comunicação (Marília Lino)Mediação e Curadoria de Debates: Adriana Ferreira SilvaProdução: Parabasis Produções, Mosaico Produções e Cooperativa Paulista de Teatro
ServiçoEspetáculo“Patente”70 minutos | 14 anos | Entrada Gratuita com retirada 1 hora antes do espetáculoContribuição voluntária (Pix): patente.apeca@gmail.com(Banco Santander – Leonardo Chaves Machado – conta poupança)Instagram: https://www.instagram.com/ patente.apeca/
Segue em temporada, no Teatro Arthur Azevedo, o espetáculo "Patente”, que dialoga com "Otelo", de William Shakespeare. Com direção de Anderson Negreiro, que assina a dramaturgia ao lado de Thiago Marques e Leonardo Chaves. A montagem parte de um prelúdio imaginário da tragédia shakespeariana para investigar a branquitude e seus mecanismos de naturalização no Brasil.
No palco, Iago e Otelo dividem a mesa antes da tragédia original, mas eles também são Leonardo e Thiago: um ator branco e um ator negro que discutem, no presente, a criação de “Patente”. Um jantar — preparado ao vivo pelos atores — permeia as duas camadas e transforma a cena em um espaço de tensionamento.
“‘Otelo’ é uma tragédia das aparências. Iago afirma no texto de Shakespeare ‘não sou o que sou’. Essa lógica nos interessa porque a branquitude também opera por falsas pistas. O jantar parece afeto — mas será? O colorismo é outra dessas armadilhas. A peça expõe as engrenagens e deixa o público diante da pergunta”, Leonardo Chaves, ator e dramaturgo.
Além das apresentações, o projeto realiza três oficinas abertas ao público, dedicadas à reflexão crítica sobre branquitude e privilégios raciais. A temporada segue até 26 de abril, com sessões nos teatros Alfredo Mesquita e Paulo Eiró. Embora gratuito, o espetáculo conta com contribuição voluntária destinada à continuidade do projeto. (Serviço abaixo)
Com a entrada de Thiago Marques e Anderson Negreiro, novas camadas foram incorporadas ao projeto, alterando sua perspectiva dramatúrgica.
“A perspectiva muda quando entram corpos negros em cena. A ideia do colorismo, por exemplo, surge das provocações do Anderson. A escolha de ‘Otelo’ também não é aleatória: ao trazê-la para o presente, percebemos como a branquitude se afirma como norma, como se o branco fosse o padrão invisível que organiza as relações”, afirma Leonardo Chaves.
Como desdobramento da temporada, o projeto realiza três oficinas abertas ao público dedicadas à reflexão crítica sobre a branquitude. A atividade é fundamentada em materiais do Observatório da Branquitude e propõe um espaço estruturado de escuta e responsabilização.
A partir da apresentação de conceitos como branquitude, racismo estrutural, fragilidade branca e pacto narcísico, os participantes são convidados a responder perguntas orientadoras sobre privilégios, silenciamentos e dinâmicas raciais presentes em seus próprios contextos. A proposta não oferece respostas prontas, mas provoca deslocamento.
Instagram: https://www.instagram.com/
Teatro Arthur AzevedoDatas: 19, 20, 21, 22, 26, 27, 28 e 29 de março de 2026Horários: Quintas a sábados, às 20h; domingos, às 19h
Teatro Alfredo MesquitaDatas: 02, 03, 04, 05, 09, 10, 11 e 12 de abril de 2026Horários: Quintas a sábados, às 20h; domingos, às 19h
Teatro Paulo EiróDatas: 16, 17, 18, 19, 23, 24, 25 e 26 de abril de 2026Horários: Quintas a sábados, às 20h; domingos, às 19h
Oficinas“Reflexão crítica à branquitude”Casa Farofa — Rua treze de maio, 240, Bixiga, SP6/04 e 8/04, das 19h às 21h11/04, das 14h às 16h
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Anderson Negreiro
Anderson Negreiro é ator formado em Comunicação das Artes do Corpo pela PUC-SP, com atuação em teatro, cinema e televisão. Participou da Oficina de Atores da Globo e integrou produções como Falas Negras (TV Globo), Beleza Fatal (HBO), Sintonia (Netflix) e Aruanas (Globoplay). No teatro, soma mais de 20 espetáculos ao longo de duas décadas de carreira, com passagens por projetos contemplados por editais como Zé Renato, Fomento ao Teatro e apresentações em festivais nacionais e internacionais.
Anderson Negreiro é ator formado em Comunicação das Artes do Corpo pela PUC-SP, com atuação em teatro, cinema e televisão. Participou da Oficina de Atores da Globo e integrou produções como Falas Negras (TV Globo), Beleza Fatal (HBO), Sintonia (Netflix) e Aruanas (Globoplay). No teatro, soma mais de 20 espetáculos ao longo de duas décadas de carreira, com passagens por projetos contemplados por editais como Zé Renato, Fomento ao Teatro e apresentações em festivais nacionais e internacionais.
Thiago Marques
Thiago Marques é ator formado pela BRAAPA – Escola de Atores. No teatro, atuou em montagens como Para os Dois Lados, Pequeno Will, Isto Não É Uma Peça e AI-5: Uma Reconstituição Cênica. Desde 2017, trabalha também como dublador, emprestando voz a personagens em séries e filmes internacionais, como Fallout e The Circle. Desenvolve pesquisa continuada em atuação, voz e lutas cênicas.
Thiago Marques é ator formado pela BRAAPA – Escola de Atores. No teatro, atuou em montagens como Para os Dois Lados, Pequeno Will, Isto Não É Uma Peça e AI-5: Uma Reconstituição Cênica. Desde 2017, trabalha também como dublador, emprestando voz a personagens em séries e filmes internacionais, como Fallout e The Circle. Desenvolve pesquisa continuada em atuação, voz e lutas cênicas.
Leonardo Chaves
Leonardo Chaves é ator e bacharel em Teatro pelo Centro Universitário da Cidade (RJ). Fundador do grupo Do Buraco Sai o Quê?, escreveu e atuou em espetáculos apresentados em festivais e mostras de teatro de rua no Rio de Janeiro, São Paulo e Teresópolis. Produz e desenvolve projetos autorais desde 2010, articulando pesquisa cênica e intervenção urbana. Atualmente vive em São Paulo, onde idealizou o espetáculo Patente.
Leonardo Chaves é ator e bacharel em Teatro pelo Centro Universitário da Cidade (RJ). Fundador do grupo Do Buraco Sai o Quê?, escreveu e atuou em espetáculos apresentados em festivais e mostras de teatro de rua no Rio de Janeiro, São Paulo e Teresópolis. Produz e desenvolve projetos autorais desde 2010, articulando pesquisa cênica e intervenção urbana. Atualmente vive em São Paulo, onde idealizou o espetáculo Patente.
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