Espetáculo de Dança CACOS, de Cristian Duarte em companhia, no Sesc Consolação | Atividade Gratuita

  

 Espetáculo CACOS, de Cristian Duarte em companhia, transforma fragmento em processo criativo no Sesc Consolação 

 

Projeto reúne cinco peças autônomas que tensionam corpo, tempo e composição;  

as obras são apresentadas nos dias 15, 22 e 29 de abril. 

 

Foto: Mayra Azzi 

 

O espetáculo de dança CACOS ocupa o Espaço CPT do Sesc Consolação nos dias 15, 22 e 29 de abril, às quartas-feiras, às 20h. A série coreográfica, criada por Cristian Duarte em companhia, toma a ideia de fragmento como princípio de criação. Os ingressos são gratuitos e podem ser retirados no dia de cada atividade, às 12h, on-line, e das 14h, nas bilheterias das unidades do Sesc SP. 

 

Desenvolvido entre 2023 e 2025, o projeto chega como desdobramento de KINTSUGI — prática japonesa de reparação da cerâmica como metáfora para continuidade, memória e reconstrução. Os fragmentos quebrados são reintegrados com verniz e ouro, destacando as fissuras como parte da beleza e da história da peça

 

A partir dessa perspectiva, a companhia constrói cinco danças — três duetos, um trio e uma obra de grupo com dez artistas — que operam como fragmentos autônomos e, ao mesmo tempo, interdependentes. CACOS se organiza como uma tessitura de subjetividades, corporeidades e imaginações que se friccionam, criando zonas de contágio entre passado e futuro

 

Cada trabalho emerge do encontro entre trajetórias das intérpretes-criadoras e o desejo de reposicionar a dança como prática contínua de invenção, risco e reorganização sensível. Ao revisitar materiais coreográficos, afetivos e históricos do grupo, o projeto também se afirma como um dispositivo de reflexão sobre resiliência, cuidado e perseverança coletiva

 

Esse agenciamento de cacos, no qual nada é descartado, mas reativado, culminou na criação de E nunca as minhas mãos estão vazias, obra que reúne e rearticula os rastros deixados pelas pesquisas anteriores, afirmando a presença como estado heterogêneo e inacabado

 

Foto: Mayra Azzi 

 

 

Os cinco “cacos” que compõem a série tensionam diferentes estados de corpo e relação: 

 

Caco #1 – Morde como um cão  

 

Nada escapa, seguimos em um espaço descontínuo de sinapses frenéticas. Salivamos com graça e mordemos com força. Entre o desejo de seguir juntos e desmoronar emerge uma dança vigorosamente instável. 

 

Caco #2 – Me envenena, vem cá  

Como as redes sociais e a internet ecoam em você? E nos seus gestos? Nesse dueto dirigido por Cristian Duarte, os dançarinos Gabriel Tolgyesi e Maurício Alves buscam modos de estabelecer conexões entre si, com a plateia e com o mundo, reverberando corpo-verborragicamente em palavras-danças aquilo que circula em seus feeds, desde memes até trágicas notícias. 

 

Caco #3 – Bote  

Provocar o delírio significa a constante negociação com a matéria. Enquanto delira o bicho do humano edifica seres e arquiteturas. Enquanto dura o movimento, durará também um ambiente ficcional inaugurante que existirá na própria duração de um movimento de braço, por exemplo. Como o animal que aproveita o momento do bote. Ele confia em toda a sua sabedoria anatômica, numa organização de vida e morte que será, e só poderá ser, numa fração de segundos. Acertando ou não a presa, o bote é a verdadeira fome e nada mais! 

 

Caco #4 – Tudo vira  

Coexistir sem perder o corpo das diferenças, das histórias, das referências e das raízes que impulsionam escolhas, encontros e desencontros. Sempre junto e nunca igual requer persistência, curiosidade e uma tonalidade capaz de permitir perceber o que está fora de você, ao mesmo tempo em que você regula, com delicada atenção, tudo que sempre se revira dentro de você. 

 

Caco #5 – Presentes  

E se ao invés de escrever uma sinopse eu dançasse? 

 

Ficha técnica 

 
Concepção, coreografia e direção – Cristian Duarte 
Criação e dança – Aline Bonamin, Allyson Amaral, Andrea Rosa Sá, Cristian Duarte, Danielli Mendes, Felipe Stocco, Gabriel Fernandez Tolgyesi, Leandro Berton, Maurício Alves e Paulo Carpino. 
Assistência de direção – Rodrigo Andreolli e Vicente Antunes Ramos 
Dramaturgia – Júlia Rocha 
Figurinos – em companhia 
Iluminação – André Boll 
Música – Tom Monteiro, Moraes Moreira, Clarice Assad, Sérgio Assad, Third Coast Percussion, Alessandro Cortini, Jennifer Koh e criações do elenco 
Fotografia – Leandro Berton, Mayra Azzi e Gabriel Tolgyesi 

 

Sinopse: 

C A C O S é uma série coreográfica composta por cinco peças autônomas, desdobramento da pesquisa de E nunca as minhas mãos estão vazias. Os fragmentos reativam e tensionam o processo criativo de Cristian Duarte, articulando corpo, tempo e composição. Em 15 de abril serão apresentados no Espaço CPT os CACOS #2 e #3 (este na Convivência da unidade); em 22 de abril, #1 e #4; e em 29 de abril, o CACO #5. 

 

Serviço 

 

Apresentação 

CACOS 
Com Cristian Duarte em Companhia 

Espaço CPT – Centro de Pesquisa Teatral (Sesc Consolação) 

Rua dr. Vila Nova, 245. São Paulo – SP. Informações: 11 3234-3000 

15, 22 e 29 de abril. Quartas-feiras, às 20h 
Classificação: 16 anos 

Grátis. Retirada de ingressos no dia de cada apresentação, a partir das 12h, online, pelo site e aplicativo do Sesc São Paulo, e das 14h, nas bilheterias do Sesc SP. 

 

 

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