[ARTE] ‘Festival Salvador Jazz’: a identidade para descolonizar o jazz na Bahia

 ‘Festival Salvador Jazz’: a identidade para descolonizar o jazz na Bahia

No Dia Internacional do Jazz (30), nomes como ‘A Cor do Som’, Amaro Freitas e Aguidavi do Jêje dão fôlego à cena nacional do jazz, potencializada por um dos maiores festivais da região.


Em meio à introdução do Dia Internacional do Jazz (30) em escolas, comunidades e centros culturais, como ponte da produção afrodiaspórica na música, celebrar a data tornou o movimento mais próximo do diálogo entre culturas, segundo a ata da UNESCO com o Instituto Herbie Hancock de Jazz


No Brasil, a cena encontrou força com o ‘Festival Salvador Jazz’ – principal nome da temporada de jazz no país, que promete reunir em 2026 cerca de 15 mil pessoas nas ruas, ao longo de dois dias de apresentações.


Consolidado como um dos mais relevantes festivais regionais do Brasil, dedicado à celebração da música instrumental, jazz e as sonoridades contemporâneas, a grade do ‘Festival Salvador Jazz’, ao longo dos anos, recebeu nomes consagrados como a Orkestra Rumpilezz; a cabo-verdiana Mayra Andrade; Luedji Luna; Bixiga 70; Spok Frevo; Pradarrum; Marcos Suzano e Jonathan Ferr, entre outros, imersos no intercâmbio cultural e na formação de comunidades.


Realizado há 6 anos na capital baiana, o ‘Festival Salvador Jazz’ amplia o conceito do gênero e explora os diálogos com outras linguagens musicais, como o R&B, soul, afrobeat, MPB e ritmos africanos. Promovendo a experiência sonora conectada com as raízes afro-brasileiras, a curadoria assinada pela produtora cultural Fernanda Bezerra e pelo pesquisador, historiador e músico, Fabrício Mota, traz a essência da identidade musical da Bahia para o palco. Diante do estado mais negro do país, a grade do festival, em Salvador, é ocupada 70% por artistas negros, além de 50% assinada pelo público feminino neste ano. 


Caminhando para a sua sétima edição, o evento em 2026 prevê mais de 15 mil pessoas reunidas em torno do Largo da Mariquita, no Rio Vermelho, conectando-se com um dos principais polos do gênero musical, o Chicago Jazz Festival – que vai tomar conta da outra extremidade das Américas.  


“No Salvador Jazz, trabalhamos com um conceito ampliado de Jazz, valorizando sua pluralidade e diálogos com outros gêneros musicais. Nosso objetivo é apresentar ao público uma programação que transita entre o jazz tradicional, a música instrumental brasileira, o afro-jazz e novas sonoridades contemporâneas, reforçando Salvador como um polo criativo e aberto à diversidade musical”, assinam os curadores Fernanda Bezerra e Fabrício Mota.


Line-up do ‘Festival Salvador Jazz’: Sandra Sá, Amaro Freitas e mais! 


Entre os dias 27 e 31 de maio, o Largo da Mariquita vai somar à boêmia tradicional de Salvador ao ritmo do jazz, do R&B e de sonoridades afrodiaspóricas, com a nova edição do ‘Festival Salvador Jazz’. Dentro da grade, nomes como Sandra Sá, A Cor do Som, Amaro Freitas e Aguidavi do Jêje estão entre os artistas confirmados para agitar noites de música ao vivo e identidade negra ao som de jazz. 


Jazz é a mais pura e sincera expressão da música. Nesses tempos de inteligência artificial e de milhares de músicas subindo para as plataformas digitais, a relevância do Jazz, de músicos de verdade tocando com sentimento, se torna ainda mais necessária”, conclui o pianista, compositor e integrante da banda A Cor do Som,  Mú Carvalho


O Festival Salvador Jazz – 7ª edição é apresentado pelo Ministério da Cultura e pelo Banco do Nordeste, por meio da Lei Federal de Incentivo à Cultura (Lei Rouanet), com produção da Maré Produções Culturais e realização do Ministério da Cultura e do Governo Federal – Do Lado do Povo Brasileiro. Onde tem patrocínio do Banco do Nordeste, tem Governo do Brasil.


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