Teatro negro como experiência viva: oficina com Salloma Salomão amplia reflexões de Sizwe Banzi Está Morto
No Galpão do Folias, atividade propõe cinco encontros entre pensamento crítico e prática cênica, investigando corpas, vozes e dramaturgias negras contemporâneas a partir das obras de Leda Maria Martins e Adriana Paixão.
Como desdobramento artístico e político do espetáculo Sizwe Banzi está morto, o projeto promove a Oficina Teatralidades Negras, conduzida pelo historiador e doutor em História Salloma Salomão, nos dias 19, 20, 21, 26 e 27 de março, das 16h às 19h, no Galpão do Folias, onde a peça está em cartaz. A atividade amplia a reflexão proposta em cena ao transformar o espaço teatral em território de investigação crítica, criação coletiva e elaboração de futuros possíveis a partir de epistemologias negras. A inscrição para as atividades gratuitas pode ser feita neste link aqui.
Com o subtítulo corpas/os, espaços, vozes e movimentos, a oficina propõe uma pausa reflexiva e ativa no tecido urbano, articulando prática e pensamento. O teatro é abordado como plataforma de recriação de existências negras em contextos historicamente marcados pela violência racial. A condução parte das escritas de Leda Maria Martins e Adriana Paixão, que funcionam como eixos de leitura, interpretação e experimentação, buscando construir caminhos de afetividade cênica e acessibilidade teórica.
Estrutura e metodologia
A formação é organizada em cinco encontros, combinando debate conceitual, análise de obras e exercícios performativos:
· Dia 19/03 – Expressões, experiências e vivências da negritude;
· Dia 20/03 – Análise de obras de artistas negros e negras;
· Dia 21/03 – Performatividades de matrizes afrodiaspóricas;
· Dia 26/03 – Teatros negros e suas teatralidades;
· Dia 27/03 – Dramaturgias contemporâneas negras, seguido de palestra aberta ao público.
A proposta metodológica articula história, crítica cultural e práticas cênicas, estimulando a elaboração coletiva de projetos de futuro e a compreensão do teatro negro como campo estético, político e pedagógico.
Público e contexto
A oficina oferece 50 vagas e é destinada a um público diverso: jovens do ensino médio e universitário, educadores, trabalhadores, artistas das artes cênicas, integrantes do Movimento Negro, além de interessados em teatro e artes negras de diferentes faixas etárias.
Ao integrar a programação de Sizwe Banzi está morto, montagem brasileira do texto de Athol Fugard, John Kani e Winston Ntshona, a atividade formativa estabelece um diálogo direto com os temas do espetáculo — identidade, apagamento, resistência e dignidade — deslocando-os do palco para o campo da formação crítica e da ação coletiva.
Sobre Salloma Salomão
Salloma Salomão é multiartista, músico, cantor e compositor cuja trajetória articula criação cênica, pensamento crítico e culturas afro-brasileiras e afro-diaspóricas. Mestre e doutor em História pela PUC-SP, desenvolve trabalhos que atravessam teatro, performance e audiovisual, sempre a partir das matrizes negras. Atuou como artista e consultor em obras como Todos os Mortos e na série Rota 66: A Polícia que Mata, expandindo sua pesquisa para diferentes linguagens.
Serviço – Oficina Teatralidades Negras
Local: Galpão do Folias
Rua Ana Cintra, 213 – Santa Cecília, São Paulo
Datas: dias 19, 20, 21, 26 e 27 de março, das 16h às 19h
Carga horária total: 15 horas
As atividades têm inscrição por meio do link do Google Forms: https://forms.gle/
Vagas: 50 | Atividade gratuita
SERVIÇO - Espetáculo
Sizwe Banzi Está Morto
De 26/02 a 29/03, de quinta a sábado, às 20h, e, aos domingos, às 19h
Local: Galpão do Folias - Rua Ana Cintra, 213 - Campos Elíseos
Telefone: (11) 3361-2223
Ingresso: R$ 20 (inteira)/ R$ 10 (meia)
Duração: 70 minutos| Classificação: 14 anos
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