Atual Miss Bumbum critica descrição estereotipada e misógina de IA sobre musas do Carnaval
“Tudo o que a inteligência artificial aprende foi ensinado antes”, afirma Kerolay Chaves.
Foto: Divulgação | CO ASSESSORIA
A Miss Bumbum, influenciadora e modelo Kerolay Chaves, de 24 anos, decidiu usar por curiosidade uma ferramenta de inteligência artificial e pediu que ela descrevesse como seriam, de forma geral, as musas do Carnaval brasileiro. Como resposta, a IA apontou como característica central dessas mulheres o corpo atlético e definido, seguido de uma estética marcada por fantasias com cristais, pedrarias e plumas, pele iluminada com óleo corporal, postura confiante, sorriso aberto, braços erguidos e sensação constante de movimento e espetáculo.
Ao ler o texto gerado, Kerolay percebeu que a descrição não se referia a uma pessoa específica, mas a um modelo único que se repete. “Quando eu li, parecia um molde pronto. Não era a descrição de alguém real, mas de um padrão que coloca todas as mulheres no mesmo lugar”, afirma.
Na sequência, ela comenta como interpreta o funcionamento da tecnologia a partir dessa resposta. “A inteligência artificial não se cria sozinha. Tudo o que ela aprendeu foi ensinado antes. Se o que mostramos o tempo todo são as mesmas imagens de mulheres, com os mesmos corpos e poses, o algoritmo apenas reproduz isso. Quando todas são descritas do mesmo jeito, isso também é misoginia”, diz. Após a resposta recebida, Kerolay afirma que registrou um questionamento na própria ferramenta de inteligência artificial, apontando que a descrição apresentada reforça um padrão único sobre mulheres ligadas ao Carnaval.
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