Em novembro, Sesc Pinheiros tem programação diversa dedicada à Consciência Negra

 Em novembro, Sesc Pinheiros tem programação diversa dedicada à

Consciência Negra 

 

Apresentações de dança, oficina de quadrinhos, shows e outras modalidades artísticas estão contempladas na programação do mês para evidenciar a contribuição da cultura afro-brasileira para a sociedade


Dia 20 de novembro é o "dia Nacional de Zumbi e da Consciência Negra”. Para celebrar uma data tão importante, durante todo o mês de novembro acontecem, no Sesc Pinheiros, atividades que marcam as heranças, as conquistas e as lutas do povo afro-brasileiro.
 

O mês começa com a apresentação do Coral Afroperiférico SIPHO, na Praça, dia 1º/11. No repertório, um mergulho sonoro na memória e na resistência, revisitando histórias e afetos que atravessam gerações. No mesmo final de semana, 1º e 2/11, acontece o curso “Entre Versos e Resistências: Encontros com a Poesia Negra Brasileira”, com Lubi Prates e participações de Esmeralda Ribeiro (sábado) e Daisy Serena (domingo). Na ocasião, os participantes poderão mergulhar na riqueza da poesia negra, ampliando o debate para discussão de raça, gênero, sexualidade e território.
 

Nas quartas de novembro, a cantora, compositora e pesquisadora de culturas negras e interseccionalidades Maíra da Rosa ministra o curso “Tecnologias Ancestrais Negras em Perspectiva: Descolonizando o pensamento”. Durante as aulas, os participantes farão uma incursão no resgate e na valorização das tecnologias sociais afrocentradas, base para o empoderamento das comunidades negras e fortalecimento de toda a sociedade.
 

No dia 9/11, domingo, o Grupo Maobé apresenta “Conexões da Diáspora”. O show celebra com cânticos, danças e ritmos ao som dos tambores, o encontro e reencontro dos corpos dançantes daqui e de lá. Artistas do Brasil e da África reverberam juntos sua energia ancestral conectadas pela arte na diáspora. Na Praça do Sesc Pinheiros, grátis, às 16h.
 

Para os interessados em quadrinhos, haverá a oficina “A Produção Literária Afrofuturista”, nos dias 11, 12 e 13/11, na recém-inaugurada Biblioteca da Unidade. O ciclo de oficinas vai explorar a criação de narrativas afrofuturistas, a partir de três eixos temáticos: Literatura para as infâncias, com Henrique André; Romances de ficção e fantasia afrocentrados, com Israel Neto, e Roteiro e quadrinhos, com Ariane Purika.
 

E, também na área de ilustrações (na Biblioteca), no dia 15/11, sábado, acontece a vivência “Afrofuturismo em Livros, Quadrinhos e nos Jogos de Mancala e Okan”, com Israel Neto e Rodrigo Candido. A atividade propõe um mergulho na literatura e nos quadrinhos afrofuturistas, suas características, símbolos, obras e potencial para aproximar leitores e leitoras das culturas negras e afrobrasileiras. O encontro explora também a prática dos jogos Okan e a família de Jogos de Mancala, evidenciando o lúdico nas tradições afrobrasileiras e sua conexão com a literatura.
 

No feriado prolongado do dia 20/11, tem a apresentação de “Dançando os Orixás. Cantando pro Santo”, com a Cia Cambona. É a representação da guerra e da justiça, o impulso, a ginga, o cuidado e a comunhão como elementos fundamentais para construção da cultura de reexistência das camadas populares.  

No sábado e no domingo, 22 e 23/11, o público poderá experimentar “Brincadeiras Africanas”, com Xirê de Quintal. São jogos lúdicos de origem africana como, Mbube, Obwisana, Simamaka, Teca-teca entre outras, para crianças e adultos, promovendo o resgate da ancestralidade por meio da dança e de brincadeiras africanas.
 

Serviço 

Programação de celebração à Consciência Negra 

Novembro de 2025 
 

Programação:

 

Sons da Ancestralidade, com SIPHO - Coral Afroperiférico [música] [grátis]

Data: Sáb, 01/11, 16h

Local: Praça. Grátis - Não precisa retirar ingresso.

Trata-se de um mergulho sonoro na memória e na resistência do povo negro. Na potência coletiva do canto coral afro, o grupo revisita histórias e afetos que atravessam gerações, evocando espiritualidade, denúncia e celebração. Do axé de Elegbara ao clamor em Protesto de Olodum, passando pela reflexão de Canto das 3 Raças e pela força poética de Um Corpo no Mundo, o repertório costura tradição e contemporaneidade, honrando vozes silenciadas e transformando-as em canto vivo.

SIPHO é um coletivo negro de canto e coral localizado na periferia da Zona Sul da cidade de São Paulo. Com uma proposta de estruturação do Coro Afro, o coletivo integra elementos das musicalidades negras, africanas, tradicionais e contemporâneas. O canto vem acompanhado por dança e outras manifestações culturais afro diaspóricas.

 

Tecnologias Ancestrais Negras em Perspectiva: Descolonizando o pensamento, com Maíra da Rosa . [curso | artes visuais] [grátis]

Datas: quartas, 05, 12, 19 e 26/11, das 19h às 21h30

Local: Sala de Oficinas 1 - 2º andar

Ingressos: R$ 6 (credencial plena), R$ 10 (meia), R$ 20 (inteira)

O curso refere-se a saberes, práticas e conhecimentos transmitidos de geração em geração pelas comunidades negras. Esses conhecimentos, muitas vezes ignorados ou marginalizados, são ferramentas de resistência, autoconhecimento e construção de um futuro que valoriza a ancestralidade. O resgate e a valorização dessas tecnologias contribuem para empoderamento das comunidades negras e fortalecimento de toda a sociedade. reconhecendo e valorizando a pluralidade de suas ancestralidades de maneira mais equânime.

Nestes encontros serão realizadas reflexões em roda e exercícios teórico-práticos sobre o que entendemos como tecnologias ancestrais negras em diversos eixos: cosmopercepções negras, culturas populares, artes (visuais/ corporais/sonoras/da palavra/imersivas/ multilinguagem), organizações sociais, meio ambiente, simbologias, filosofias) oraculares, referenciais teóricos marginalizados etc.

Maíra da Rosa é mulher negra, ebomi de Oxum do llê Ase Oju Oya. nasceu em Osasco/SP, passou a infância em Pernambuco, na Bahia e em Minas Gerais, e hoje mora na Grande São Paulo. Tem 42 anos, é cantora, compositora e pesquisadora de culturas negras e interseccionalidades. Estudou canto no Conservatório Villa Lobos, em Osasco/SP. Desde 2013 é vocalista do grupo musical Samba de Dandara, que explora sambas, afoxés, a musicalidade afro-brasileira e o papel da mulher dentro desse universo. É formada em Letras e mestre em Educação pela Pontificia Universidade Católica de São Paulo.

 

Entre Versos e Resistências: Encontros com a Poesia Negra Brasileira, com Lubi Prates. Participações: Esmeralda Ribeiro (sábado) e Daisy Serena (domingo) [curso | literatura] [grátis]

Datas: Sáb, 01/11, e dom., 02/11, das 10h30 às 18h

Local: Sala de Múltiplo Uso (3º andar). Grátis.

Um final de semana para mergulhar na riqueza da poesia negra, debatendo como raça, gênero, sexualidade e território moldam a criação poética. Da tradição às novas vozes, descubra múltiplas estéticas e linguagens que revelam a força e a pluralidade da experiência negra na literatura contemporânea.

Esmeralda Ribeiro é escritora paulistana, integrante dos coletivos Quilombhoje e Escritoras Negras Flores de Baobá. Coorganizadora dos "Cadernos Negros", é autora de "Malungos & Milongas", "Orukomi - Meu Nome" e "Poemas Ynacabados". Publica em diversas antologias no Brasil e em Portugal.

Daisy Serena (1988) é artista visual, fotógrafa e poeta. Autora de Escolher falar de amor não cessará nenhuma bomba (2025) e Tautologias (2016), publicou em revistas como Escamandro e Ruído Manifesto e nas coletâneas WSQ: Solidão (2021) e Cartografias (2022). Sua obra explora palavra, imagem e política do cotidiano.

Lubi Prates (1986, SP) é escritora, editora e curadora. Publicou coração na boca (2012), triz (2016), um corpo negro (2018) e até aqui (2021), finalistas do Jabuti. Tradutora de Maya Angelou e Audre Lorde, co-organizou festivais literários e foi jurada do Sesc de Literatura, Oceanos e Jabuti. É sócia-fundadora da nossa editora.

 

Conexões da Diáspora, com Grupo Maobé [música] [grátis]

Data: Dom, 09/11, 16h

Local: Praça - Não precisa retirar ingresso.

Conexões da diáspora, celebra com cânticos, danças e ritmos ao som dos tambores, o encontro e reencontro dos corpos dançantes daqui e de lá. Artistas do Brasil e da África reverberam juntos sua energia ancestral conectadas pela arte na diáspora.

Maobé é uma palavra em Yorubá que significa "não olhe para trás, siga em frente". O grupo nasceu em 2015 e é formado por artistas do Brasil e da África em especial do Togo. Traz ritmos percussivos e danças de diversos países do continente, reproduzindo assim, vivências, costumes, saberes e tradições milenares de povos e etnias africanas. Em uma mescla de tradição e contemporaneidade, junta música e performance, retratando histórias e memórias de reinos e impérios africanos.

 

A Produção Literária Afrofuturista, com Henrique André, Israel Neto e Ariane Purika [oficina] [grátis]

Datas: Ter, 11/11, Qua12/11, Qui, 13/11, 19h às 21h

Local: Biblioteca. Grátis.

Ciclo de oficinas que explora a criação de narrativas afrofuturistas, a partir de 3 eixos temáticos: Literatura para as infâncias, com Henrique André; Romances de ficção e fantasia afrocentrados, com Israel Neto, e Roteiro e quadrinhos, com Ariane Purika.

Dia 11: Literatura para as infâncias, com Henrique André

Serão apresentados conceitos da criação literária para as infâncias, em especial por meio dos livros ilustrados, da análise de obras de autoria do convidado e de outros escritores e escitoras, o público conhecerá as simbologias e as possíveis linguagens para a produção dos livros com foco na infância e nas culturas africanas e afrobrasileiras. As pessoas participantes serão convidadas a iniciar a produção de um texto ou ilustração.

Henrique André é escritor, contador de histórias e mediador de leituras. Design gráfico de formação. Fundador do coletivo das artes da palavra o "festERE".

Dia 12: Romances de ficção e fantasia afrocentrados, com Israel Neto

Serão apresentas técnicas para criação de romances de ficção e fantasia afrocentrados, explorando tramas, personagens, cenários, atos, conflitos e outros elementos importantes para a criação de uma boa história. As pessoas participantes produzirão sinopses curtas e escaletas de ideias de futuros romances.

Israel Neto é escritor, dramaturgo, produtor cultural e musical e editor. Fundador do Coletivo Literatura Suburbana e Editora Kitembo.

Dia 13: Roteiro e quadrinhos afrofuturistas, com Ariane Purika

Serão apresentadas técnicas de ilustração e roteiro com foco na cultura afrobrasileira, explorando símbolos das culturas negras, personagens, paletas de cores. As pessoas participantes serão convidadas a roteirizar e desenhar uma tirinha, exercitando as informações e conceitos apresentados na oficina.

Ariane Purika tem formação em Ilustração, desenho e história em quadrinhos pela Quanta academia de artes. Atua como ilustradora e designer gráfico para mídia impressa e digital.

 

Afrofuturismo em Livros, Quadrinhos e nos Jogos de Mancala e Okan, com Israel Neto e Rodrigo Candido [criança] [vivência] [grátis]

Datas: Sáb, 15/11, 14h às 16h

Local: Biblioteca. Grátis.

A Vivência propõe um mergulho na literatura e nos quadrinhos afrofuturistas, suas características, símbolos, obras e potencial para aproximar leitores e leitoras das culturas negras e afrobrasileiras. O encontro explora também a prática dos jogos Okan e a família de Jogos de Mancala, evidenciando o lúdico nas tradições afrobrasileiras e sua conexão com a literatura.

Israel Neto é escritor, dramaturgo, produtor cultural e musical e editor. Fundador do Coletivo Literatura Suburbana e Editora Kitembo.

Rodrigo Cândido é ilustrador e quadrinista, com obras inspiradas no imaginário diaspórico negro. Original da cidade de Osasco, tem influências do cinema, música e jogos eletrônicos.

 

Dançando os Orixás. Cantando pro Santo, com Cia Cambona [dança] [grátis]

Datas: Qui, 20/11, 16h (duração: 60 minutos)

Local: Praça. Grátis - Não precisa retirar ingresso.

Representa a guerra, a justiça, o impulso, a ginga, o cuidado e a comunhão como elementos fundamentais para construção da cultura de reexistência das camadas populares. O principal elemento é a dança afrobrasileira, que fundamentado na mitologia dos Orixás, coloca em diálogo movimentos ancestrais e contemporâneos, embalados por uma trilha sonora bastante percussiva, além de cantos de domínio público e autoral. Direção de Jonaya de Castro e Ligia Nicacio.

Cia Cambona: um grupo de dançarinas e músicos, atuantes e pesquisadores das manifestações populares brasileiras, sobretudo as danças e ritmos afro-brasileiros. Com uma trajetória forjada nos movimentos sociais e de cultura popular do bairro do Butantã, na capital paulista.

 

Brincadeiras Africanas, com Xirê de Quintal [criança] [vivência] [grátis]

Datas: Sáb, 22/11, 14h30 e Dom, 23/11, 14h30 às 17h

Local: Praça. Grátis - Não precisa retirar ingresso.

Brincadeiras de origem africana como, Mbube, Obwisana, Simamaka, Teca-teca entre outras, para crianças e adultos. Resgate da ancestralidade por meio da dança e de brincadeiras africanas com o objetivo de integrar e promover a ludicidade entre adultos e crianças. No final haverá uma apresentação da dança africana Funga Aláfia.

 

 

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Sesc Pinheiros  

Rua Paes Leme, 195, Pinheiros - São Paulo (SP)

Horário de funcionamento: Terça a sexta: 10h às 22h. Sábados: 10h às 21h. Domingos e feriados: 10h às 18h30

Estacionamento com manobrista 

 

Como Chegar de Transporte Público: 350m a pé da Estação Faria Lima (metrô | linha amarela), 350m a pé da Estação Pinheiros (CPTM | Linha Esmeralda) e do Terminal Municipal Pinheiros (ônibus).

 

Acessibilidade: A unidade possui rampas de acesso e elevadores, além de banheiros e vestiários adaptados para pessoas com mobilidade reduzida. Também conta com espaços reservados para cadeirantes.

 

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