VI Seminário Sesc Etnicidades promove escuta e diálogo com pessoas negras e indígenas

 VI Seminário Sesc Etnicidades promove escuta e diálogo com pessoas negras e indígenas

Programação cultural, de 24 a 26 de julho no Pará, traz importantes nomes para o evento, evidenciando a contribuições ancestrais para o bem-estar social; inscrições são gratuitas  




A diversidade cultural, os conhecimentos tradicionais e as expressões artísticas contemporâneas negras e indígenas estarão em pauta no VI Seminário Sesc Etnicidades, que acontece entre 24 e 26 de julho em Belém (PA). Com o tema ‘Saberes locais, histórias e encantarias: ouvir a terra, escutar os povos’, o evento terá palestras, debates e apresentações culturais, todas elas gratuitas. As inscrições podem ser realizadas no link bit.ly/SeminarioSescEtnicidades.

 

A programação conta com artistas paraenses como Dona Onete, conhecida como “diva do carimbó chamegado”, e Nay Jinkss, artista visual e fotógrafa, em uma roda de conversa que promove um encontro de gerações, compartilhamento de histórias e trajetórias do Pará para o mundo. A pesquisadora e DJ Nat Esquema, que une a cultura do vinil com os ritmos paraenses, o show do grupo indígena de carimbó, as Suraras do Tapajós, e o espetáculo Corpos de Tambor do Coletivo Croa. O público poderá estar em companhia ainda com artistas de outras regiões como Beto Oliveira (Margem do Rio) do Amazonas, Jama Wapichana de Roraima, Gean Pankararu de Pernambuco, Dinayana Tabajara do Piauí e Naine Terena do Mato Grosso.

 

Rodas de conversas

 

Nesta edição, a conferência que abre o Seminário será apresentada pela sul-mato-grossense Geni Núñez, psicóloga indígena do povo Guarani que, a partir da perspectiva do seu povo, nos convida a repensar nossa relação com o planeta em uma dimensão de cuidado e reciprocidade com a terra, afeto ao território e aos modos de viver. Ela dividirá a mesa com Cleide Vasconcelos, poeta, cantora e compositora quilombola do Quilombo Arapemã, em Santarém (PA), que registra em música o seu cotidiano ribeirinho e por meio da sua voz fortalece o território, o protagonismo da mulher amazônica e quilombola e a valorização das culturas afro-amazônicas.

 

VI Seminário Sesc Etnicidades retrata as trocas artísticas, culturais, de memória e patrimônio que acontecem durante todo o ano no projeto Identidade Brasilis, que está presente em diversos estados do país. Por meio de programações culturais e educativas, valoriza, fortalece e difunde a produção de pessoas indígenas e negras. Os estados da Bahia, Espírito Santo, Pará, Paraná, Pernambuco, Piauí, Rondônia, Roraima, Santa Catarina, São Paulo e Sergipe recebem a realização dessa ação em 2025.

 

A realização do Seminário Sesc Etnicidades anterior à COP30 pretende deixar como legado mais conscientização e engajamento da sociedade, integrando cultura e conhecimentos indígenas, quilombolas e de comunidades tradicionais na busca de soluções aos desafios climáticos, a partir do protagonismo e escuta destas pessoas.

 

SERVIÇO:
VI SEMINÁRIO SESC ETNICIDADES
24 a 26 de julho
Evento gratuito - sujeito à lotação dos espaços
Inscrições: 
bit.ly/SeminarioSescEtnicidades
Programação completa em www.sesc-pa.com.br

 

PROGRAMAÇÃO

24/07 (quinta-feira)

Sesc Teatro Isaura Campos

- 18h - Abertura VI Seminário Sesc Etnicidades

- 18h30 - Conferência 

‘Saberes locais, histórias e encantarias: ouvir a terra, escutar os povos’, com Geni Núñez (MS) e Cleide Vasconcelos, do Quilombo Arapemã, de Santarém (PA)

 

 

Sesc Ver-o-Peso

- 19h30 - DJ Nat Esquema

DJ, produtora cultural e pesquisadora musical nascida em Belém do Pará é idealizadora da festa Meta/Esquema. Promove a riqueza musical da Amazônia, misturando diferentes gêneros como mistura black music, música brasileira e latina com gêneros como carimbó, tecnobrega e guitarrada.

 

- 20h - Show Suraras do Tapajós

Grupo de carimbó composto por mulheres indígenas que apresenta um movimento de afirmação cultural, memória e resistência. As Suraras ecoam vozes de suas comunidades, cantam histórias de pertencimento e reafirmam o protagonismo das mulheres indígenas na cena musical contemporânea

 

 

25/07 (sexta-feira)

Sesc Teatro Isaura Campos

- 15h30 - Roda de Conversa ‘Encantaria para construir mundos’

Convidados: Beto Oliveira (AM) e Dinayana Tabajara (PI)

Beto Oliveira - artista visual afro-indígena amazonense, pesquisa encantarias e paisagens amazônicas. É cofundador do Coletivo Puxirum do Bem Viver, lutando por Justiça Climática.

 

Dianayana Tabajara é diretora do Museu dos Povos Indígenas do Piauí – Anízia Maria (MUPI), referência na valorização da cultura indígena no estado. Lidera ações de preservação da memória ancestral e resistência cultural na comunidade Nazaré, em Lagoa de São Francisco-PI.

 

- 17h - Exibição do curta-metragem ‘Pretinhas do Arapemã’

O documentário narra histórias do grupo de dança e canto Pretinhas do Arapemã, formado por 12 mulheres da comunidade quilombola de Santarém, Oeste do Pará. As canções retratam memórias e a experiência quilombola na Amazônia. O filme mostra como música e dança se tornam formas de resistência frente às ameaças ao território, como o fenômeno das terras caídas, agravado pelo tráfego de grandes embarcações.

 

- 18h - Roda de Conversa ‘Curadoria e o papel social dos museus’

Convidado: Naine Terena

Mulher do povo Terena (MT) e doutora em Educação, é artista educadora. Atua em projetos que unem arte, ciência e culturas indígenas. Curadora da primeira mostra de arte indígena da Pinacoteca do Estado de São Paulo, Naine foi diretora no MinC e coordena pesquisas na UFMT.

 

Sesc Ver-o-Peso

- 19h30 - DJ Nat Esquema

 

- 20h - Espetáculo Corpos de tambor - Coletivo Croa (PA)

O espetáculo investiga a relação entre som, corpo e ancestralidade. Mistura danças populares paraenses como o Carimbó e o Lundun Marajoara com estilos urbanos como Breaking, House, Dance Hall e Krump, propondo um encontro entre tradição e contemporaneidade.

 

26/07 (sábado)

Todas as atividades serão no Sesc Ver-o-Peso

- 15h30 - Roda de Conversa ‘Que história é essa que a gente quer contar?’

Convidados: Jama Wapichana e Gean Pankararu

 

Jama Wapichana (RR) é multiartista, gestora territorial e pesquisadora interdisciplinar que funde linguagens artísticas como literatura e audiovisual. Fundou a Wapichana Produções para promover a indústria criativa de maneira sustentável na Amazônia.

 

Gean Pankararu (PE) - cantor, compositor, produtor e roteirista da Aldeia Pankararu (PE), é conhecido como um dos precursores da música indígena contemporânea. Foi indicado ao Indigenous Music Awards e ao Grammy Latino. É presidente do Instituto Aió e idealizador de projetos culturais como a Mostra Pankararu de Música e o Projeto Interpretar.

 

 

- 17h - Roda de Conversa ‘Saberes ancestrais: entre a geração avó e a geração neta’
Convidados: Nay Jinkss e Dona Onete

Nay Jinkss (PA) - mestre em Poéticas e Processos de Atuação em Artes pela UFPA, artista visual, pesquisadora e artivista LGBTQIAP+, utiliza a fotografia compartilhada e do bem querer elaborada pelo fotógrafo e professor João Ripper para buscar tensionar questões sobre a construção do imaginário iconográfico brasileiro.

 

Dona Onete (PA) – conhecida como “diva do carimbó chamegado”, estilo musical que mistura o tradicional carimbó com influências românticas e sensuais. Apesar de estar sempre envolvida com a cultura popular paraense, lançou seu primeiro álbum, Feitiço Caboclo, só aos 73 anos, após se aposentar como professora de História e Estudos Paraenses.

 

- 19h30 - Show Sandrinha Eletrizante (PA)

- 21h - DJ - Nat EsquemaVI Seminário Sesc Etnicidades promove escuta e diálogo com pessoas negras e indígenas

Programação cultural, de 24 a 26 de julho no Pará, traz importantes nomes para o evento, evidenciando a contribuições ancestrais para o bem-estar social; inscrições são gratuitas  

 

A diversidade cultural, os conhecimentos tradicionais e as expressões artísticas contemporâneas negras e indígenas estarão em pauta no VI Seminário Sesc Etnicidades, que acontece entre 24 e 26 de julho em Belém (PA). Com o tema ‘Saberes locais, histórias e encantarias: ouvir a terra, escutar os povos’, o evento terá palestras, debates e apresentações culturais, todas elas gratuitas. As inscrições podem ser realizadas no link bit.ly/SeminarioSescEtnicidades.

 

A programação conta com artistas paraenses como Dona Onete, conhecida como “diva do carimbó chamegado”, e Nay Jinkss, artista visual e fotógrafa, em uma roda de conversa que promove um encontro de gerações, compartilhamento de histórias e trajetórias do Pará para o mundo. A pesquisadora e DJ Nat Esquema, que une a cultura do vinil com os ritmos paraenses, o show do grupo indígena de carimbó, as Suraras do Tapajós, e o espetáculo Corpos de Tambor do Coletivo Croa. O público poderá estar em companhia ainda com artistas de outras regiões como Beto Oliveira (Margem do Rio) do Amazonas, Jama Wapichana de Roraima, Gean Pankararu de Pernambuco, Dinayana Tabajara do Piauí e Naine Terena do Mato Grosso.

 

Rodas de conversas

 

Nesta edição, a conferência que abre o Seminário será apresentada pela sul-mato-grossense Geni Núñez, psicóloga indígena do povo Guarani que, a partir da perspectiva do seu povo, nos convida a repensar nossa relação com o planeta em uma dimensão de cuidado e reciprocidade com a terra, afeto ao território e aos modos de viver. Ela dividirá a mesa com Cleide Vasconcelos, poeta, cantora e compositora quilombola do Quilombo Arapemã, em Santarém (PA), que registra em música o seu cotidiano ribeirinho e por meio da sua voz fortalece o território, o protagonismo da mulher amazônica e quilombola e a valorização das culturas afro-amazônicas.

 

VI Seminário Sesc Etnicidades retrata as trocas artísticas, culturais, de memória e patrimônio que acontecem durante todo o ano no projeto Identidade Brasilis, que está presente em diversos estados do país. Por meio de programações culturais e educativas, valoriza, fortalece e difunde a produção de pessoas indígenas e negras. Os estados da Bahia, Espírito Santo, Pará, Paraná, Pernambuco, Piauí, Rondônia, Roraima, Santa Catarina, São Paulo e Sergipe recebem a realização dessa ação em 2025.

 

A realização do Seminário Sesc Etnicidades anterior à COP30 pretende deixar como legado mais conscientização e engajamento da sociedade, integrando cultura e conhecimentos indígenas, quilombolas e de comunidades tradicionais na busca de soluções aos desafios climáticos, a partir do protagonismo e escuta destas pessoas.

 

SERVIÇO:
VI SEMINÁRIO SESC ETNICIDADES
24 a 26 de julho
Evento gratuito - sujeito à lotação dos espaços
Inscrições: 
bit.ly/SeminarioSescEtnicidades
Programação completa em www.sesc-pa.com.br

 

PROGRAMAÇÃO

24/07 (quinta-feira)

Sesc Teatro Isaura Campos

- 18h - Abertura VI Seminário Sesc Etnicidades

- 18h30 - Conferência 

‘Saberes locais, histórias e encantarias: ouvir a terra, escutar os povos’, com Geni Núñez (MS) e Cleide Vasconcelos, do Quilombo Arapemã, de Santarém (PA)

 

 

Sesc Ver-o-Peso

- 19h30 - DJ Nat Esquema

DJ, produtora cultural e pesquisadora musical nascida em Belém do Pará é idealizadora da festa Meta/Esquema. Promove a riqueza musical da Amazônia, misturando diferentes gêneros como mistura black music, música brasileira e latina com gêneros como carimbó, tecnobrega e guitarrada.

 

- 20h - Show Suraras do Tapajós

Grupo de carimbó composto por mulheres indígenas que apresenta um movimento de afirmação cultural, memória e resistência. As Suraras ecoam vozes de suas comunidades, cantam histórias de pertencimento e reafirmam o protagonismo das mulheres indígenas na cena musical contemporânea

 

 

25/07 (sexta-feira)

Sesc Teatro Isaura Campos

- 15h30 - Roda de Conversa ‘Encantaria para construir mundos’

Convidados: Beto Oliveira (AM) e Dinayana Tabajara (PI)

Beto Oliveira - artista visual afro-indígena amazonense, pesquisa encantarias e paisagens amazônicas. É cofundador do Coletivo Puxirum do Bem Viver, lutando por Justiça Climática.

 

Dianayana Tabajara é diretora do Museu dos Povos Indígenas do Piauí – Anízia Maria (MUPI), referência na valorização da cultura indígena no estado. Lidera ações de preservação da memória ancestral e resistência cultural na comunidade Nazaré, em Lagoa de São Francisco-PI.

 

- 17h - Exibição do curta-metragem ‘Pretinhas do Arapemã’

O documentário narra histórias do grupo de dança e canto Pretinhas do Arapemã, formado por 12 mulheres da comunidade quilombola de Santarém, Oeste do Pará. As canções retratam memórias e a experiência quilombola na Amazônia. O filme mostra como música e dança se tornam formas de resistência frente às ameaças ao território, como o fenômeno das terras caídas, agravado pelo tráfego de grandes embarcações.

 

- 18h - Roda de Conversa ‘Curadoria e o papel social dos museus’

Convidado: Naine Terena

Mulher do povo Terena (MT) e doutora em Educação, é artista educadora. Atua em projetos que unem arte, ciência e culturas indígenas. Curadora da primeira mostra de arte indígena da Pinacoteca do Estado de São Paulo, Naine foi diretora no MinC e coordena pesquisas na UFMT.

 

Sesc Ver-o-Peso

- 19h30 - DJ Nat Esquema

 

- 20h - Espetáculo Corpos de tambor - Coletivo Croa (PA)

O espetáculo investiga a relação entre som, corpo e ancestralidade. Mistura danças populares paraenses como o Carimbó e o Lundun Marajoara com estilos urbanos como Breaking, House, Dance Hall e Krump, propondo um encontro entre tradição e contemporaneidade.

 

26/07 (sábado)

Todas as atividades serão no Sesc Ver-o-Peso

- 15h30 - Roda de Conversa ‘Que história é essa que a gente quer contar?’

Convidados: Jama Wapichana e Gean Pankararu

 

Jama Wapichana (RR) é multiartista, gestora territorial e pesquisadora interdisciplinar que funde linguagens artísticas como literatura e audiovisual. Fundou a Wapichana Produções para promover a indústria criativa de maneira sustentável na Amazônia.

 

Gean Pankararu (PE) - cantor, compositor, produtor e roteirista da Aldeia Pankararu (PE), é conhecido como um dos precursores da música indígena contemporânea. Foi indicado ao Indigenous Music Awards e ao Grammy Latino. É presidente do Instituto Aió e idealizador de projetos culturais como a Mostra Pankararu de Música e o Projeto Interpretar.

 

 

- 17h - Roda de Conversa ‘Saberes ancestrais: entre a geração avó e a geração neta’
Convidados: Nay Jinkss e Dona Onete

Nay Jinkss (PA) - mestre em Poéticas e Processos de Atuação em Artes pela UFPA, artista visual, pesquisadora e artivista LGBTQIAP+, utiliza a fotografia compartilhada e do bem querer elaborada pelo fotógrafo e professor João Ripper para buscar tensionar questões sobre a construção do imaginário iconográfico brasileiro.

 

Dona Onete (PA) – conhecida como “diva do carimbó chamegado”, estilo musical que mistura o tradicional carimbó com influências românticas e sensuais. Apesar de estar sempre envolvida com a cultura popular paraense, lançou seu primeiro álbum, Feitiço Caboclo, só aos 73 anos, após se aposentar como professora de História e Estudos Paraenses.

 

- 19h30 - Show Sandrinha Eletrizante (PA)

- 21h - DJ - Nat Esquema



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