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quinta-feira, 18 de julho de 2019

O Prof. Dr. Babalawô Ivanir dos Santos recebeu nessa quarta-feira (17) o prêmio International Religious Freedom

O Prof. Dr. Babalawô Ivanir dos Santos recebeu nessa quarta-feira (17) o prêmio International Religious Freedom (IRF). 
O prêmio foi entregue pelo State Department’s Office of International Religious Freedom, em Washington (USA). 


Sam Brownback, embaixador dos Estados Unidos para a liberdade religiosa e os premiados.


Único representante de todo o hemisfério ocidental, o Doutorando em História da UFRJ Ivanir dos Santos foi reverenciado pelo Departamento de Estado do Governo dos Estados Unidos pela importância na luta contra a intolerância a praticantes de religiões de matriz africana no Brasil.

Ele foi homenageado ao lado de outros cinco líderes – Mohamed Yosaif Abdalrahan, do Sudão; Iman Abubakar Abdullahi, da Nigéria; Pascale e William Warda, do Iraque; e Salpy Eskidjian Weiderud, do Chipre – pela contribuição às discussões relativas à liberdade religiosa. A cerimônia contou com a ilustre presença do secretário de Estado dos EUA, Mike Pompeo.

O Embaixador Geral para Liberdade Religiosa Sam Brownback, fez apresentação de cada premiado, e para o Babalawô Ivanir, além das congratulações no seu trabalho de suporte nos insistentes diálogos entre as religiões e combate a discriminação. Mas acima de tudo a criação de um mecanismo que proteja os grupos vulneráveis no Brasil. Ressaltou ainda importância da ações, que vem desenvolvendo à frente da Comissão de Combate à Intolerância Religiosa (CCIR) – atuando como interlocutor, bem como na realização da Caminha em Defesa da Liberdade Religiosa, onde se prepara para realizar a 12ª edição, em 15 de setembro, que tem com meta, levar mais de 100 mil pessoas à Copacabana, juntas em prol do diálogo inter-religioso e da tolerância religiosa no país. 

Ivanir dos Santos recebendo o prêmio do Secretário de Estado Americano Michael Pompeo



"O prêmio é de todos e todas que ao longos desses anos vem lutando e contribuindo para um país mais justo e igualitário. Eu estou imensamente honrado e muito fortalecido com o reconhecimento das nossas ações. Acredito que teremos mais possibilidade para a internacionalização das nossas causas e pautas. Meu papel aqui em Washington é chamar a atenção das autoridades internacionais paras os casos de intolerância religiosa que vem crescendo a cada vez mais no Brasil. Meu papel aqui é também atuar de forma incisiva para que nossas ações não sejam silenciadas. Meu papel aqui é levar todas as nossas lutas cotidianas para o centro dos cenários políticos e econômico, é mostrar que nossas vozes jamais serão silenciadas diante das atrocidades que vem acontecendo contra os adeptos das religiões de matriz africanas no nosso país. Hoje, dia em que o nosso saudoso Nelson Mandela completaria 101 anos de vida, me sinto mais do que fortalecido. Nossas bandeiras permaneceram erguidas em prol da tolerância, da equidade, da diversidade, da pluralidade e dos direitos humanos.

Em sua 1ª edição, os jurados fizeram uma criteriosa avaliação com lideranças em todos os continentes. A principal missão do referido departamento é "monitorar as perseguições religiosas e a discriminação em todo o mundo, com o intuito de implementar políticas nas respectivas regiões ou países e desenvolver programas para promover a liberdade religiosa", além de destacar ativistas que lutam incansavelmente pela causa.
Fomentar a liberdade religiosa globalmente é um dos desafios do século 21 e uma prioridade da política externa norte-americana. O encarregado de Negócios da Embaixada e Consulados dos EUA no Brasil, William Popp, afirma que os Estados Unidos jamais serão espectadores de qualquer tipo de opressão. “Cada pessoa no mundo deve ser livre para acreditar ou deixar de acreditar naquilo que desejar. Seremos sempre incansáveis na busca pelo exercício da liberdade de religião ou crença, que é um valor fundamental para os EUA e um direito humano universal”, explica.





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