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quarta-feira, 17 de julho de 2019

Babalawô Ivanir dos Santos - recebe hoje - prêmio International Religious Freedom (IRF), em Washington




O Prof. Dr. Babalawô Ivanir dos Santos recebe amanhã o prêmio International Religious Freedom (IRF). O prêmio será entregue pelo State Department’s Office of International Religious Freedom, em Washington (USA). 

A agenda em Washington contará três dias do evento - terça e quarta-feira com foco na sociedade civil e quinta-feira para os governos.  

Em sua 1ª edição, o prêmio destacou 4 pessoas, selecionadas em todo o mundo. A principal missão do referido departamento é "monitorar as perseguições religiosas e a discriminação em todo o mundo,  com o intuito de implementar políticas nas respectivas regiões ou países e desenvolver programas para promover a liberdade religiosa", além de destacar ativistas que lutam incansavelmente pela causa, como é o caso de Ivanir dos Santos, que é interlocutor da CCIR - Comissão de Combate à Intolerância Religiosa. 

Fomentar a liberdade religiosa globalmente é um dos desafios do século 21 e uma prioridade da política externa norte-americana. O encarregado de Negócios da Embaixada e Consulados dos EUA no Brasil, William Popp, afirma que os Estados Unidos jamais serão espectadores de qualquer tipo de opressão. “Cada pessoa no mundo deve ser livre para acreditar ou deixar de acreditar naquilo que desejar. Seremos sempre incansáveis na busca pelo exercício da liberdade de religião ou crença, que é um valor fundamental para os EUA e um direito humano universal”, explica.   

Prof e Dr. pela UFRJ, Ivanir traz um legado de mais de 40 anos de muitas batalhas. Figura ímpar no cenário nacional, vem há anos no combate ao racismo e principalmente a luta contra à intolerância religiosa. Mas além de reivindicar, vem buscando diálogos com grupos de estudos e pesquisas em âmbitos internacionais, o professor Ivanir vem construindo e fomentando ações para o fortalecimento dos laços entre os intelectuais afro-brasileiros, afro-americanos e africanos. Além de destacar ativistas que lutam incansavelmente pelas liberdades, contra o racismo e em prol dos direitos humanos. 

Foi interno da Funabem, seguiu o caminho inverso das estatísticas, ao se tornar uma referência no Rio. De sacerdote (há 24 ano) à academia (desde 2015 - UFRJ), conta com um séquito de religiosos (diversos seguimentos), alunos e pessoas influentes. Sua tese, intitulada  "Marchar não é Caminhar: Interfaces Políticas e Sociais das Religiões de Matrizes Africanas no Rio de Janeiro contra os processos de Intolerância Religiosa (1950-2008)", busca fazer um análise histórica do desenvolvimento e crescimento da intolerância religiosa no Brasil, que é fomentada desde o período colonial até os dias atuais,  evidenciando e pontuando processos de resistências das religiões de matrizes africanas frente à intolerância religiosa e demonização de suas culturas e tradições, mostrando também e identificando os diversos momentos e que o Estado age de forma repressiva.

A pesquisa, que também apresenta um balanço social e político dessa ações repressoras, também faz um alerta sobre os riscos que corremos quando o Estado, que constitucionalmente é declarado laico, ajuda a promover ações anti-democráticas voltadas exclusivamente para um único grupo religioso em detrimento de outros. A pesquisa, é fruto dos das ações e pesquisas realizadas no combate à intolerância religiosa. Ações essas, que vem desenvolvendo à frente da Comissão de Combate à Intolerância Religiosa (CCIR) – atuando como interlocutor, bem como na realização da Caminha em Defesa da Liberdade Religiosa, em 2017, onde se prepara para realizar a 12ª edição, que tem com meta, levar mais de 100 mil pessoas à Copacabana, juntas em prol do diálogo inter-religioso e da tolerância religiosa no país. 



Citando algumas prêmios nos últimos anos. Com suas ações, criou jurisprudência sobre a Lei nº. 7.716, que transformou o racismo em crime inafiançável e imprescritível. Por sua luta contra o racismo, a xenofobia e a intolerância, recebeu, em 1997, da Federação Israelita do Rio de Janeiro, o Prêmio Adolpho Bloch. Em dezembro de 1999, Dia Internacional dos Direitos Humanos, foi agraciado com o Prêmio Nacional de Direitos Humanos, da Secretaria Nacional de Direitos Humanos do Ministério da Justiça, conferido por uma comissão da sociedade civil e membros do governo, entregue a Ivanir dos Santos pelo presidente da República. Recebeu Prêmio Direitos Humanos 2014 (em sua 20ª edição). Com mais esse prêmio, essa é a prova que ele tem voz e agora em nível internacional.

Ivanir será agraciado junto com 4 realizadores
Na data da entrega, recebem em tondo de 1000 convidados.
- Mohamed Yosaif Abdalrahan - Advogado sudanês de direitos humanos. Mohamed foi preso 2019, sem poder contacto com a sua família e advogado. Foi um dos principais membros da delegação da sociedade civil sudanesa que participou do conselho de direitos humanos das nações unidas em Genebra, em 2018. Coordena: A Iniciativa dos Direitos Humanos do Sudão (SHRI) - organização não-governamental sudanesa fundada por advogados sudaneses em 2008, em resposta a violações de direitos humanos cometidas pelo Estado. O SHRI foi estabelecido com o objetivo de defender os direitos do povo sudanês e de desenvolver as capacidades da sociedade civil sudanesa para fazer o mesmo. A SHRI tem agora mais de 500 membros, 50 voluntários dentro e fora do Sudão e três redes de advogados, defensores dos direitos humanos e jornalistas
- William Warda e Pascale Warda - de Bagdá - William é co-fundador da Organização de Direitos Humanos de Hamurabi (também conhecida como HHRO), fundada em 2005, é uma organização sem fins lucrativos localizada no Iraque. A organização se concentra nos direitos humanos em nível local e internacional. Também se concentra nos direitos de grupos minoritários dentro do Iraque, como Yezidis, Sabian, Mandaen, Turkoman, assírios, armênios e muito mais. Para aumentar a conscientização sobre as questões, a HHRO publica um relatório anual sobre a situação dos direitos humanos no Iraque. Analisa quais são as violações e quem são os violadores. Pascale Warda, Presidenta e diretora de relações públicas das organização Organização de Direitos Humanos de Hamurabi.
- Salpy Eskidjian Weiderud - A Trilha Religiosa do Processo de Paz de Chipre sob os auspícios da Embaixada da Suécia (RTCYPP) é uma iniciativa de construção da paz com os líderes religiosos de Chipre que estão comprometidos em trabalhar juntos pelos direitos humanos, paz e reconciliação. O Gabinete do RTCYPP, comsede no no Lar de Cooperação, foi criado em 2011 para incentivar, facilitar e servir o diálogo e os esforços dos líderes religiosos para a liberdade religiosa e a paz em Chipre e para contribuir de forma positiva e construtiva para as conversações de paz de Chipre. 



Rozangela Silva
Assessoria de Imprensa 

Celular/WhatsApp:21 99998 1802

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