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segunda-feira, 15 de abril de 2019

Ontem, mais um ato solidário à Evaldo Rosa dos Santos




Fonte e fotos :Rozangela Silva 


Ontem, mais um  ato solidário à Evaldo Rosa dos Santos

No fim da tarde de ontem, mais um ato em solidariedade à Evaldo, na Estrada do Camboatá, em  Guadalupe, que transcorreu em clima de paz e permeado por orações e preces. 

Há um semana, Evaldo foi brutalmente assassinado, foi alvo de pelo menos 80 tiros, disparados por militares do exército do Rio de Janeiro. O músico estava no carro, com seu filho de 7 anos, uma amiga da família, esposa e sogro a caminho de um chá de bebê. 

Nem a fina chuva que caiu no bairro, desanimou um grupo de amigo, que convidaram músicos, compositores e artistas. Com a campanha # O Ato, orquestrado pela Cultura Popular Carioca, com integrantes do samba e rap, onde reuniram 80 agentes culturais, alusivo aos 80 tiros disparados no carro do músico.



"A dignidade humana precisa ser resguardada em todos os sentidos. Sou solidário a família, parentes e amigos e estarei junto buscando respostas para a elucidaram esse crime e punição aos envolvidos", contextualiza Ivanir dos Santos - Prof. Dr. (UFRJ) e babalawô. 

De cunho símbolo e pacífico, fizeram orações, preces e falas exigindo providências. Outra grata homenagem ficou por conta do grafite feito do momento do ato, pelo MC Grafiteiro Airá - O Crespo, que estampou frases e o nome Manduca, como era conhecido. O desenho foi feito em uma placa metálica, parede de um bar, exatamente em frente onde o carro foi alvejado (onde é possível perceber furos dos tiros).  




Uma roda humana se formou no meio da rua para preces e orações, além de falas cobrando justiça. Distribuíram ainda, bandeiras do Brasil manchada e com furos, remetendo à interpretação de um pais machado de sangue e tiros...

"O Ato foi importante para que familiares e amigos mais próximos não se sintam sozinhos na cobrança por justiça. Foi importante para mobilização dos artistas e agentes culturais que vivem na região e sofrem constantes violações de seus direitos em abordagens de patrulhamento policial, no ir e vir cotidiano", alegou Marcelo Santo, do movimento Cultura Popular Carioca.  

Um amigo, estampou no carro o nome do grupo de samba q ele participava - Remelexo da Cor. Outro ponto alto, ficou por conta da palavra de ordem "Manduca... Presente!", seguida de uma salva de palmas, que deixou todos emocionados.







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