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sexta-feira, 16 de novembro de 2018

Entregue denúncia de preconceito religioso na Procuradoria Geral da Justiça



Última quarta dia 14 de novembro, o Exmo. Sr. Procurador-Geral de Justiça Interino do Estado do Rio de Janeiro, Ricardo Ribeiro Martins, recebeu um grupo de religiosos no gabinete, no Centro do Rio. Solicitada pelo interlocutor da CCIR/Comissão de Combate à Intolerância Religiosa - Ivanir dos Santos, que veio acompanhado dos advogados Hédio Silva Jr. e Dr Antonio Basilio Filho, além do Baba Tadeu de Oxossi, que vieram exclusivamente de São Paulo, para audiência. 

"Não podemos permitir que nossa crenças ultrapassem o direito religioso do outro. A fé, o modo de culto, ou de expressar a religiosidade. A intolerância, a falta de alteridade e humanidade com outro, que crê e é diferente, são os grandes entraves para a construção de uma sociedade plural onde o respeito e a tolerância possam prevalecer", afirmou o Prof. Dr. Babalawô Ivanir dos Santos.




Presentes também dirigentes umbandistas da “Tenda de Umbanda Ogum Megê”, entre outros representantes religiosos. A reunião contou também com Roberta Rosa - ADHM/MPRJ (Assistente da Assessoria de Direitos Humanos e Minorias).
"Temos que nos preocupar com a causa, o sentimento de tristeza é grande", alegou o advogado Hédio da Silva  Jr. Que pretende mover ação penal pela prática de perturbação de culto, intolerância religiosa e formação de quadrilha.

Sobre o caso: ocorrido no dia 2 de novembro, no Cemitério de Maruí Grande, bairro de Barreto, Niterói-RJ. No feriado de Finados, adeptos e praticantes das religiões afro foram impedidos de praticar suas atividades religiosas dentro do cemitério, por um grupo de denominação evangélica. O ato de intolerância religiosa foi testemunhado por diversas pessoas que, horrorizadas, pediram ajuda da Guarda Municipal.   



"Muito bom para o povo de santo, e nós babalorixas ficamos muito satisfeitos pelo babalawô Ivanir, em está se oferecendo como apoio aos terreiros de Niterói", acrescentou Babalorixa Cristiano D Oxosse, da Tenda Espírita Pai Joaquim d' Angola.

O  Procurador-Geral de Justiça, Ricardo Ribeiro Martins, se comprometeu em agilizar e dar atenção para a investigação, e já iria encaminhar o caso para 6ª Procuradoria de Investigação Penal de Niterói da 2ª Central de Inquéritos. "Isso não é só uma intolerância religiosa, é racista também", alegou. 

"Foi muito produtivo o diálogo, muito satisfeito com a união de todos nós nessa única bandeira, fomos muito bem recebido pelo ministério público', atestou o dirigente Allan Hansen Rosa de Souza, da Tenda de Umbanda Ogum Megê.  

crédito das fotos: Byron Prujansky/CODCOM-MPRJ

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