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quarta-feira, 18 de julho de 2018

UMA HOMENAGEM À NELSON MANDELA


Foto : Divulgação / Fonte : Rozangela Silva 


Texto por Babalawo Irani dos Santos 


Para Sempre, Mandela

"Ninguém nasce odiando outra pessoa pela cor de sua pele, ou por sua origem, ou sua religião. Para odiar, as pessoas precisam aprender, e se elas aprendem a odiar, podem ser ensinadas a amar, pois o amor chega mais naturalmente ao coração humano do que o seu oposto. A bondade humana é uma chama que pode ser oculta, jamais extinta. Nelson Mandela". A célebre epigrafe escrita por Nelson Mandela, ex-presidente da África do Sul , compõem a sua autobiografia, intitulada "Long Walk to Freedom" publicada em 1995, retratara um dos períodos mais emblemáticos da luta antirracismo, o colonialismo e a intolerância em África. E se estivesse vivo, Mandela símbolo das lutas contra o aparthaid, completaria no  dia 18 de julho cem anos de vida. A apathaid, é uma palavra afrikans (ou africâner) uma língua creolizada derivada do encontro entre a língua holandesa com as línguas nativas sul-africanas,e no seu sentido literal significa separação ou segregação.

A política de segregação racial fez da África do Sul   o único país do mundo a definir os direitos fundamentais dos seus cidadãos tomando como base a cor da pele, separando brancos e negros  no mesmo espaço geográfico. Algo bem diferente das configurações políticas e sociais do Brasil, que foi construído sobre a ideia de "democracia racial" com o intuito de passar uma imagem de convivência pacifica e harmoniosa entre as "três raças" (indígenas, negra africanas e branca européia ), afim de não evidenciar todas as mazelas deixadas em nossa sociedade com o sistemas escravocrata. Enquanto a  política  do aparthaid, entre as décadas de 1940 a 1990, evidenciou o racismo como um problema político e social na África do Sul,  tal como o episódio em Shaperville onde milhares de sul-africanos saíram às ruas protestando contra a segregação racial no país, no Brasil tais questões foram destencionadas com narrativas pela historiografia tradicional construídas sobre o processos de invisibilização do racismo e com políticas de embranquecimento social. 

Mandela, nunca aceito que a política do apartheid fosse a base de sustentação das reações políticas e sociais de seu país e, foi por lutar contra todo os sistema racista "herdado" do processo colonial que passou 27 anos encarcerado na Prisão Local de Pretória (entre 7 de novembro de 1962 a 25 de maio de 1963), de Robben Island
(entre 27 de maio de 1963 a 12 de junho de 1963), novamente em Robben Island (entre 13 de junho de 1964 a 31 de março de 1982) no setor de segurança máxima, na Prisão de Pollsmoor (entre 31 de março de 1982 a 12 de agosto de 1988) e na Prisão Victor Verster
(7 de dezembro de 1988 a 11 de fevereiro de 1990). E mesmo preso Mandela lutou pela garantia da igualdade e equidade entre negros e brancos dentro e fora da África do Sul. Lutas essas, evidenciadas nas  de cartas que escreveu para parentes e amigos relatando o sistema de opressão que subjugava o continente africano e em especial a África do Sul. Infelizmente, devido aos extravios, não temos como estimar quantas cartas mnemônicas foram escritas por Mandela durante os anos que passou encarcerado. Mas, parte desses escritos foram publicados como biográficas e/ou autobiográficas do mai líderes negros sul-africanos. Imortalizando a memória e as lutas de Nelson Mandela contra o racismo e a contra a intolerância, pois ele sempre acreditou que a educação é a maior estratégia de combater o racismo em a intolerância.


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