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segunda-feira, 4 de junho de 2018

Teatro do Incêndio encerra Rodas de Conversa com Samba de Bumbo e Fandango de Tamanco

Teatro do Incêndio encerra Rodas de Conversa
com Samba de Bumbo e Fandango de Tamanco


Teatro do Incêndio promove nos dias 8 e 15 de junho (sextas-feiras, às 20h)Descrição: Teatro do Incêndio -foto externa -divulgação -bb.jpg, os dois últimos encontros sobre cultura popular da programação das Rodas de Conversa - A Gente Submersa. Os eventos têm entrada franca.

No dia 8, o bate-papo é com o Samba de Bumbo do Cururuquara, formado por descendentes de escravos que habitavam o bairro Cururuquara, em Santana de Parnaíba. E fechando o projeto, no dia 15, Fandango de Tamanco de Ribeirão Grande, composto só por homens, mostra como se dança essa modalidade usando tamanco de madeira, especial para produzir uma contagiante sonoridade.

As Rodas de Conversa - A Gente Submersa vem reunindo, desde março de 2017, mestres da cultura popular e comunidades tradicionais, principalmente do estado de São Paulo, em bate-papos que são seguidos por vivências (breves apresentações dos grupos convidados).

Rodas de Conversa - A Gente Submersa

O projeto A Gente Submersa foi contemplado pela 29ª edição da Lei de Fomento ao Teatro para a Cidade de São Paulo, em comemoração aos 21 anos da Cia. Teatro do Incêndio. A programação das Rodas de Conversa – que teve início em 2018 - prima pela diversidade saberes e fazeres tradicionais. São vivências com temas ligados à dança, música, religiosidade, dialeto e culinária. O projeto quer mostrar que as raízes da cultura brasileira se manifestam em grupos que resistem e mantém viva a nossa história.

Em parceria com a Comissão Paulista de Folclore, que ao longo de 67 anos vem mapeando, fomentando e salvaguardando as manifestações culturais tradicionais e os patrimônios culturais imateriais, o Teatro do Incêndio torna-se o terreiro, o quintal para esses encontros de artistas, públicos e griôs. Esta iniciativa vem de encontro à verticalização da busca de raízes brasileiras pelo Teatro do Incêndio que apontou caminhos necessários de aprimoramento e investigação, ações vitais para o presente do coletivo. Esses encontros com a cultura popular fazem parte da pesquisa para montagem dos espetáculos Rebelião – O Coro de Todos os Santos (que estreou em janeiro de 2018) e A Rainha Enterrada (nome provisório, que estreia em agosto deste ano).

8 de junho - Samba de Bumbo do Cururuquara
Tema: Samba de Bumbo

Descrição: Descrição: Samba de Bumbo do Cururuquara -divulgação -bb.jpgO grupo de Samba de Bumbo do Cururuquara é formado pelos descendentes de escravos que habitavam o bairro Cururuquara, localizado a 15 quilômetros do centro de Santana de Parnaíba (SP). De acordo com estudiosos dessa cultura, o samba de bumbo ou samba rural paulista nasceu nas fazendas cafeeiras do Vale do Paraíba e do Oeste Paulista e foi levado para Santana de Parnaíba, que fica a 35 km da capital paulista, pelos negros que migraram para essa região. Em Santana de Parnaíba, a notícia mais longínqua que se tem do samba de bumbo é, de acordo com a memória oral, a festa realizada para comemorar a abolição da escravidão, em 1888. Nesta ocasião, os negros reuniram-se na Capela de Santa Cruz, no bairro do Cururuquara, atual capela menor de São Benedito, e ali ficaram por quatro dias tocando o samba de bumbo, comemorando a liberdade e uma doação de terras que receberam de um fazendeiro. Na mesma ocasião, os libertos plantaram oito palmeiras, das quais  quatro ainda se encontram no local, dando-lhe o nome de Largo das Palmeiras. Esta festa acontece anualmente no bairro. Há alguns anos, esses descendentes perderam suas terras e foram obrigados a deixar o bairro, mas todo ano voltam à Capela dos Escravos para louvar a São Benedito comemorando a libertação.

25 de maio - Fandango de Tamanco de Ribeirão Grande
Tema: Fandango de Tamanco
Descrição: Descrição: Fandango de Tamanco -divulgação -bb.jpgExistem vários tipos de fandangos: de chinela, tropeiro, catira e cateretê, entre outros. O Fandango de Tamanco é uma importante tradição existente no Brasil, cuja dança é executada usando tamancos de madeira, especialmente para emitir uma rica e contagiante sonoridade. O termo fandango designa uma série de danças populares. No encerramento de mutirões, em festas e outras ocasiões em todo o Brasil, executam-se as mais variadas danças. Essa modalidade - de tamanco - é dançada só por homens, com seus sapateados e palmeados. É a versão masculina do fandango. Sem os bailados, entremeando os fortes sapateados e palmeados com os queromanas, as modas relatam aspectos da vida rural, com possibilidades para improvisos. O acompanhamento se dá com pé-de-bode (sanfona de oito baixos) e/ou violas.



Serviço

Rodas de Conversa / Vivência: A Gente Submersa
Horários: Sextas-feiras, às 20 horas
8 de junho - Samba de Bumbo do Cururuquara
15 de junho – Fandango de Tamanco de Ribeirão Grande

Local: Teatro do Incêndio
Rua Treze de Maio, 48 – Bela Vista/SP. Tel: (11) 2609 3730 / 2609 8561
Entrada franca (não há necessidade de retirar ingresso).
Duração: 2h. Capacidade: 90 lugares.

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