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domingo, 9 de abril de 2017

LaMínima completa 20 anos e expõe figurinos, fotografias, vídeos e adereços de sua trajetória



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Figura 1 Exposição LaMínima expõe objetos, cartazes, figurinos e adereços em 250 m2 no Sesi SP
O projeto LaMínima 20 anos tem realização do Sesi São Paulo e faz uma exposição com fotos, objetos e figurinos, que refaz a trajetória de uma das principais companhias de circo e teatro do país sob a ótica da construção dos personagens e da criação dos 14 espetáculos do seu premiado portfólio. Ainda fazem parte das comemorações uma estreia teatral - Pagliacci - e uma mostra itinerante com seis espetáculos do repertório da companhia.
Exposição LaMínima 20 anos ocupa 250 m2 de área expositiva no Sesi e convida os apaixonados pela arte circense a revirar os baús do passado e entender mais sobre a jornada dos atores Domingos Montagner e Fernando Sampaio ao construírem uma das principais companhias do Brasil. Figurinos, fotografias, vídeos e adereços revisitam as produções e contam a história da dupla, da amizade e parceria profissional até a criação dos palhaços Agenor e Padoca. A concepção do projeto LaMínima 20 anos é de Domingos Montagner e Fernando Sampaio.   
A exposição tem organização e direção de arte de Cassio Amarante, arquiteto de formação, começou como assistente de Daniela Thomas, em 1993, na criação e construção dos cenários da Companhia de Ópera Seca, de Gerald Thomas. Seu primeiro trabalho para cinema foi como assistente de direção de arte e cenografia em Terra estrangeira (1995), que Daniela Thomas codirigiu com Walter Salles. Em seguida, foi convidado para trabalhar em Central do Brasil (1998), no qual dividiu a direção de arte com Carla Caffé. A partir daí, assinou a direção de arte de vários filmes brasileiros, entre eles Ação entre amigos (1998), de Beto Brant, Bossa Nova (2000), de Bruno Barreto e Onde a Terra acaba (2001), de Sérgio Machado. Em abril de 2008, ganhou o prêmio de melhor direção de arte no Grande Prêmio do Cinema Brasileiro por seu trabalho em O ano em que meus pais saíram de férias (2006), de Cao Hamburger.

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Figuras 2 e 3 - Estudo de sapatos e figurino do espetáculo A Noite dos Palhaços Mudos

Histórico do grupo

O Grupo La Mínima, criado em 1997, é uma dupla de palhaços, com origem circense cujo princípio é pesquisar o repertório clássico do palhaço, adaptá-lo e aplicá-lo a diversos suportes dramatúrgicos.
O palhaço está nas ruas e nas feiras, nos parques de diversão, nas histórias em quadrinhos, no cinema mudo ou falado, nos espetáculos de variedades e nos textos clássicos. O palhaço vai existir sempre. Ele nos possibilita perceber limites, diferenças e semelhanças através de um universo fantasioso, mas não menos objetivo. É ele que nos permite rir de nós mesmos. De Homero a Bocaccio, de Carlitos a Oscarito, de Leonardo da Vinci a Laerte, a humanidade há pelo menos 28 séculos registra o humor e ri dela mesma.





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Figura 4 - Desenho feito por Domingos Montagner

Os 20 anos do LaMínima
O ano de 2016 já deixava vislumbrar, para os atores do LaMínima, que as duas décadas de estrada poderiam ser comemoradas no ano seguinte com uma estreia acalentada há tempos por Domingos Montagner e Fernando Sampaio, seu parceiro de grupo: Pagliacci. Em uma sinopse escrita no ano passado por Domingos para apresentar o projeto LaMínima 20 anos, seu texto acabava com a palavra “generosidade” para conceituar a arte do palhaço, “(...) uma arte exigente, que pede vocabulário e apuro técnico dos seus intérpretes, anos de prática, um profundo conhecimento da alma humana e acima de tudo, generosidade”.
É essa generosidade que permeia os 14 trabalhos estreados pela companhia até hoje e se materializa ao dar a chance ao público de fruir uma nova estreia teatral, uma exposição com fotos, figurinos e objetos e fazer circular pela cidade de São Paulo seis espetáculos de seu repertório.
Domingos Montagner
O ano de 2016 trouxe surpresas para o LaMínima. A dupla de palhaços Agenor e Padoca, nascida em 1997, fruto do encontro de Fernando Sampaio e Domingos Montagner no final dos anos 1980 no Circo Escola Picadeiro, não existiria mais. A parceria desses dois grandes atores circenses chegava ao fim, com a morte acidental de Domingos no Rio São Francisco, em setembro. Aos 54 anos, o ator que dividia as criações do LaMínima com Fernando saiu de cena, deixando um legado de 14 “filhos”, 20 anos de história e um exemplo de generosidade como artista e ser humano.  
Luciana Lima, produtora da companhia desde 2001, nunca racionalizou se o projeto deveria ou não continuar. “Nunca pensei em desistir da comemoração dos 20 anos do grupo. Não foi uma escolha racional [prosseguir], porque é uma forma de termos, continuamente, a ‘presença’ do Domingos, ponderando a todo momento de como ele agiria nas situações, das grandes decisões até aos mínimos detalhes. O LaMínima 20 anos é uma consequência dessas duas décadas de trabalho, é mais que uma homenagem, é a constatação da evolução da linguagem da companhia, a sua relação com a arte e sua fidelidade aos princípios que a norteia desde sempre”, pondera Luciana que além de produtora, é atriz e esposa de Domingos.
Ela ainda lembra que o trabalho foi todo desenhado e conceituado em 2016, inclusive com a escolha da equipe de criação e elenco: “Tivemos duas reuniões com todos sobre como seria essa nova montagem, quais caminhos cênicos seriam possíveis, inclusive desenhos foram feitos por Domingos – ele costumava traduzir em ilustrações todas suas ideias, de cenas a figurinos e cenários.
Assim o LaMínima caminha e continua sua trajetória. No mesmo texto escrito por Domingos sobre os 20 anos do grupo, ele dizia “queremos comemorar [essa história], apresentando espetáculos que percorreram muita estrada, realizando uma exposição com fotos, figurinos, objetos que andaram conosco e estrear Pagliacci, um novo companheiro para nos ajudar a construir mais um trecho deste caminho, que ainda não sabemos onde é o fim”.
Que antes do fim, se houver, o LaMínima possa seguir adiante comemorando 20, 25, 30, 50 anos de trabalho, oferecendo ao público o melhor da arte circense, fazendo rir e se emocionar a cada nova montagem.
Ficha Técnica
Diretor de Arte: Cassio Amarante | Produção de Arte: Luís Fernando Silva Oliveira | Cenógrafo:Juan Camara | Assistente de Arte: Livia Tatsumi | Assistente de Produção de Arte: Calil M. Henrique | Cenotécnicos: Sergio Ricardo Vieira e Danilo Vilela Marques | Ajudantes de Arte:Israel Alves Barbosa e Izaias Alves Barbosa | Eletricistas: Claudio Teles de Freitas, Leandro Basilio, Alessandro dos Santos Rodrigues | Aderecistas: Dimitri Kuriki Yoshinaga e Lucas da Silva Paulino
Serviço
Exposição
LaMínima 20 anos
De 11 de abril a 9 de julho e 2017
Diariamente, das 10h às 20h
Espaço de Exposições do SESI
Avenida Paulista, 1313 – em frente à estação Trianon-Masp do Metrô
Livre para todos os públicos

Assessoria de Imprensa Sesi-SP | www.sesisp.org.br/cultura/ 
Raisa Scandovieri: raisa.scandovieri@fiesp.com.br
Telefone: (11) 3549-4846

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