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quarta-feira, 7 de outubro de 2015

SHOW DE VIRGÍNIA RODRIGUES DIAS 8 E 9 NO SESC BELENZINHO



 Fonte: Sesc Belenzinho (divulgação) 

Virgínia Rodrigues é a atração do SESC Belenzinho nos dias 8 e 9 de outubro, apresentando as faixas de seu quinto disco, Mama Kalunga.   Baseado em ritmos afro-brasileiros, o álbum tem releituras de grandes nomes, como Abigail Moura, Moacir Santos, Tiganá Santana, Roberto Mendes, Paulinho da Viola, Nei Lopes, Nizaldo Costa, entre outros.   Classificação: 12 anos - 









Sobre a cantora  ( Fonte; Wikipedia) 
Virgínia Rodrigues é uma cantora brasileira, descoberta por Caetano Veloso durante um ensaio do Bando de Teatro Olodum, em Salvador, em 1997. Sua música tem influência de música clássica, samba e jazz,ao mesmo tempo que suas letras têm referências a entes do candomblé e umbanda. Sua voz prolixa e grave atinge desde notas agudas até tons mais graves e é mais um típico caso brasileiro, de um artista talentoso e bastante reconhecido no cenário internacional, mas ignorado no Brasil.


Depois de anos cantando em coros de igrejas católicas e protestantes, ela havia sido convidada pelo diretor Márcio Meireles para participar da peça Bye Bye Pelô, onde Caetano a viu pela primeira vez. De origem humilde, Virgínia traz referências populares e líricas do que ouviu na infância e juventude. O resultado é que seu canto vagueia entre o erudito e o popular. O primeiro disco foi produzido por Celso Fonseca e teve arranjos de Eduardo Souto Neto. As músicas foram escolhidas por Virgínia, Caetano e Celso Fonseca, e inclui canções como Noite de Temporal, de Dorival Caymmi, além das participações de Djavan, Gilberto Gil e Milton Nascimento.
O seu primeiro álbum "Sol Negro" foi bem recebido nos Estados Unidos e na Europa, rendendo à cantora raras críticas. O The Times de Londres escreveu: “...A nova Diva da musica brasileira, a cantora baiana de 33 anos, comoveu todo o Brasil com seu álbum de estréia Sol Negro; uma rica mistura de influências africanas e portuguesas e de samba de raiz.” Sendo elogiado também pelo jornal Le Monde e pela revista Rolling Stone.
A história da cantora baiana Virgínia Rodrigues ficou tão conhecida internacionalmente que os jornalistas americanos a apelidaram de Cinderela brasileira. Ex-manicure saída de uma favela de Salvador realizou, em um ano, duas turnês pelos Estados Unidos, shows na Europa e foi entrevistada por David Byrne, ao vivo, na televisão americana. Nos Estados Unidos, Europa e Japão, o primeiro disco de Virgínia saiu pela gravadora Rykodisc, de propriedade de Cris Blackwell, o mesmo que popularizou nomes como Bob Marley, Peter Tosh e U2.
Em seu segundo álbum, "Nós", Virgínia homenageia os blocos afro de Salvador. Seu canto primoroso e sofisticado entoa músicas do Ilê Aiyê, Olodum, Timbalada, Ara Ketu e Afreketê. O The New York Times já a definiu como “uma das mais impressionantes cantoras que surgiu do Brasil nos últimos anos”.“Um dos lançamentos internacionais mais impressionantes dos últimos anos.”, escreveu Stephan Cook da “All Music Guide”.
Virgínia chega ao terceiro CD, "Mares Profundos", coroada pelo sucesso no Exterior – embora ainda seja desconhecida em sua terra natal. Borralheiras não fazem milagre em casa. Lançado em janeiro de 2004 nos Estados Unidos, "Mares Profundos" chegou ao Brasil com edição simultânea na Europa. O selo do álbum é o prestigioso Edge, da gravadora alemã Deutsche Grammophon, a mais tradicional da música erudita. A produção, claro, é de Caetano. O repertório é venerável: 11 afro-sambas compostos entre 1962 e 1966 pelo violonista Baden Powell (1937-2000) e pelo poeta Vinícius de Moraes (1913-1980). O programa fecha com o samba ‘Lapinha’ (Baden-Paulo César Pinheiro).
Quatro anos após lançar seu último disco, Virgínia Rodrigues volta à cena com o disco "Recomeço", que versa sobre o amor dual, assunto imemorial e onipresente no cancioneiro, e muito discutido na composição. Como intérprete talhada que é, esbanja ineditismo a clássicos recorrentes da música brasileira. Seu canto camerístico aliado à compreensão da canção popular conferem um novo sentido a poesias de Chico Buarque, como as oníricas “Todo Sentimento” (com Cristóvão Bastos) e “Beatriz” (com Edu Lobo); de Vinicius de Moraes, seja com Francis Hime - na pouco conhecida “Eu te Amo Amor”, ou com Tom, o parceiro ancestral, em pérolas como “Por Toda a Minha Vida” e “Estrada Branca”; ou ainda ao grande hino de Dolores Duran, “A Noite do Meu Bem”.


Hoje, é cantora das mais respeitadas no circuito dos mais importantes festivais de jazz e world music mundo afora, participando de diversas turnês mundiais. Entre seus fãs está o ex-presidente americano Bill Clinton, que ficou encantado ao assistir a apresentação dela em São Paulo. Em entrevista, Clinton uma vez afirmou que ela era a cantora de quem ele mais gostava no mundo. Ele dedicou a Virginia uma passagem no seu livro de memórias "Minha Vida". O jornal The New York Times classificou sua voz como "celestial".

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