ESTREIA: Gustavo Cézar Santo celebra 15 anos de carreira com comédia inédita no Brasil

 Gustavo Cézar Santo celebra 15 anos de carreira produzindo

e protagonizando Onde É que Você Vai, Hollis Jay?

 

A montagem é um resgate inédito da comédia romântica do americano Benjamin Bradford

e estreia em 8 de novembro no Espaço Parlapatões

Completando 15 anos de carreira, o ator, diretor e professor Gustavo Cézar Santo produz e protagoniza a montagem inédita de Onde É que Você Vai, Hollis Jay?. A estreia é no domingo, 8 de novembro, às 19h, no Espaço Parlapatões, na Praça Roosevelt. Depois, a peça faz mais duas sessões no Espaço Cia da Revista, nos dias 20 e 27 de novembro.

 

O texto levou mais de meio século para chegar a um palco profissional brasileiro. Criado pelo americano Benjamin Bradford e destacado num festival universitário inglês em 1969, o personagem tímido que trava diante do primeiro amor estava guardado havia anos com Gustavo, desde que o ator recebeu o texto de sua orientadora, atriz, diretora e dramaturga Christina Trevisan.

 

A escolha do endereço não é por acaso. Foi na Praça Roosevelt que Gustavo subiu ao palco pela primeira vez com um grupo profissional, o Confraria da Paixão, em 2009, quando ainda estudava teatro. Agora ele volta ao mesmo quarteirão para celebrar 15 anos de carreira com um projeto próprio: a montagem é independente, feita pela Santo Produções, e ele assina também a produção executiva.

 

Um texto guardado desde a formatura

 

O encontro com Hollis Jay aconteceu muito antes da estreia. Na formatura em teatro no SESI-SP, cada aluno tinha cinco minutos para mostrar seu maior potencial em cena. A diretora da turma percebeu a veia cômica de Gustavo e lhe entregou o texto de Bradford. Ele montou um trecho, se apaixonou pela peça e ouviu dela que aquele era "um texto muito bom para você mostrar seu potencial". Guardou a recomendação até sentir que era a hora.

 

Na peça, Hollis Jay é um homem que nunca viveu uma relação afetiva ou sexual. Sensível, introspectivo e profundamente inseguro, ele marca um encontro com Ellie, uma mulher simples e direta. Quando percebe que ela também está interessada, entra em pânico. Entre hesitações, silêncios e tentativas desastradas de aproximação, o encontro vira uma comédia sobre o medo da intimidade e a coragem de se deixar ver.

 

No original, os personagens são calouros de faculdade. A montagem brasileira não define a idade de Hollis e aproxima o conflito do adulto de hoje, que conversa com facilidade num aplicativo de namoro, mas trava diante do encontro presencial.

 

"O que me atrai primeiro é o minimalismo. É um texto resolvido: um banco, dois atores, e a peça acontece", diz Gustavo. "É uma comédia romântica, e todo mundo, em algum momento da vida, já esteve nesse lugar: o frio na barriga, a vontade de se aproximar e o medo de dar errado. Eu sempre falo que quero fazer teatro para as pessoas, para o povo. Por isso escolhi uma história simples, com um humor que nasce de situações que qualquer um já viveu." 

 

O ator diz que se reconhece no personagem. "Eu me identifico muito com essa insegurança, esse desejo do novo e, ao mesmo tempo, esse medo. Se a gente não toma cuidado, deixa o medo falar mais alto. O medo do julgamento, do novo, do desconhecido faz a gente não viver o extraordinário, aquilo que a gente tanto sonha e deseja", afirma. "É um banco, dois atores, e a peça acontece. Ela toca o público porque é um tema profundo, mas que está no cotidiano de todos nós."

 

Um banco, uma árvore e dois atores

 

A direção é de Rodrigo Damo, com quem Gustavo já trabalhou na BRZ Produções. A parceria vem desde a turnê de A Bela e a Fera – O Musical . Para a  direção de movimento, Gustavo chamou Pablo Petronilho, diretor e coreógrafo das montagens da escola A Voz em Cena. Amanda Bamonte, atriz com quem ele já dividiu outros trabalhos, vive Ellie. A cena se resume a um banco de praça e uma árvore, com cenografia e elementos de cena de Amilton Pighin e Marina Susin. A luz funciona como parte da dramaturgia: a árvore muda de cor conforme as emoções de Hollis, que oscila entre a confiança de galã e o desespero de quem quer fugir do encontro.

 

Entre o palco, a sala de aula e a TV

 

Em sua trajetória destacam-se Amor em Vermelho – Moulin Rouge, com direção de Thiago Jansen, Mágico de Oz – O Musical, com direção musical de Willian Sancar, Pluft, o Fantasminha – O Musical, da Copas Produções, A Bela e a Fera – O Musical, da BRZ Produções, e, mais recentemente, A Borboleta sem Asas, do Grupo Trapiche, com direção de Paula Flaibann e direção musical de Vinícius Loyola. Fez parte do grupo Confraria da Paixão, com o qual atuou em diversas peças, e do espetáculo Dinheiro Não Dá em Árvore, do Núcleo Fora da Ordem, em turnê pelo interior paulista. Na TV, participou do Cante se Puder, do SBT, e do The Masked Singer Brasil, da Globo, onde viveu o personagem Quest.

 

Formado como ator pelo SENAC, é pós-graduado em Artes Cênicas pela Faculdade Paulista de Artes e em Voz, com ênfase em canto e fala, pela FETES. Estudou teatro no SESI-SP e na Casa de Artes Operária, e acting, theater dance e voice na Broadway Dance Center, em Nova York. É professor de interpretação e preparador vocal na Escola Nacional de Teatro.

 

As três apresentações são só o começo. Em formato pensado para circular em salas pequenas, espaços alternativos e arenas, o espetáculo deve ser inscrito em programas como o ProAC e o circuito do SESC.

 

Quem é Benjamin Bradford

 

Nascido em 1925 em Alexandria, na Louisiana, Benjamin Bradford construiu uma carreira dupla, como médico formado pela Louisiana State University e como dramaturgo da cena Off-Off-Broadway, onde teve encenadas peças como Geometric Progression, The Anthropologist, Concentric Circles e The Ideal State. Where Are You Going, Hollis Jay? estreou na Universidade de Kent, em Canterbury, circulou por cidades universitárias inglesas, incluindo Oxford, e ganhou destaque nas finais do National Student Drama Festival de 1969, patrocinado pelo Sunday Times. O crítico Harold Hobson a definiu como "uma peça muito agradável". O texto foi publicado na antologia The Best Short Plays 1970.

 

Ficha técnica

 

Texto: Benjamin Bradford.

Tradução: Regina Brandão.

Direção geral: Rodrigo Damo.

Elenco: Amanda Bamonte e Gustavo Cézar Santo.

Cenografia e elementos de cena: Amilton Pighin e Marina Susin.

Direção de movimento: Pablo Petronilho.

Produção executiva: Gustavo Cézar Santo.

Produção administrativa: Silvia Ciriaco.

Produção geral: Santo Produções.

 

Serviço

Onde É que Você Vai, Hollis Jay?

Estreia: 8 de novembro (domingo), às 19h

Espaço Parlapatões – Praça Franklin Roosevelt, 158, Consolação, São Paulo (96 lugares)

Apresentações: 20 e 27 de novembro (sextas-feiras), às 20h

Espaço Cia da Revista – Alameda Nothmann, 1135, Campos Elíseos, São Paulo (99 lugares)

Duração: 60 minutos (aprox.)

Classificação: 14 anos

Ingressos:

Espaço Parlapatões

https://bileto.sympla.com.br/event/127308

Espaço Cia da Revista

https://www.sympla.com.br/evento/onde-e-que-voce-vai-hollis-jay/3621791

Instagram: @gustavocezarsanto