Coletivo Êxodo apresenta “Amores Surdos” na Casa Farofa em novembro
Adaptação da dramaturgia de Grace Passô combina música ao vivo, absurdo e quebra da ficção para abordar os conflitos e silêncios de uma família. As apresentações são gratuitas, de 6 a 8 de novembro.
Amores surdos - foto de Thaina Tibana
O Coletivo Êxodo apresenta “Amores Surdos: O Balde de Lama e o (Ch)amado Silêncio”, adaptação da dramaturgia de Grace Passô, na Casa Farofa – Sala Teatro da Vertigem, de 6 a 8 de novembro de 2026, com entrada gratuita. Dirigida e adaptada por Luize, a montagem reúne quatro atores e dois músicos em cena para investigar os conflitos, as ausências e os silêncios que atravessam as relações familiares.
Escrito em 2006, o texto acompanha uma família confinada em uma casa onde faltam dinheiro, espaço e diálogo. Enquanto a mãe tenta manter o cotidiano sob controle, os três filhos desenvolvem maneiras próprias de evitar os conflitos. A situação é atravessada pela presença dos vizinhos, que observam e comentam a dinâmica familiar, e por elementos absurdos, como um hipopótamo, que abre espaço para diferentes interpretações.
A montagem preserva a estrutura fundamental da dramaturgia original, mas incorpora cenas e situações criadas pelo coletivo durante o processo de pesquisa. A encenação combina música original executada ao vivo, dança, partituras corporais e projeções. Em determinados momentos, os atores deixam seus personagens para falar diretamente com o público, expondo os mecanismos da representação e estabelecendo uma relação entre ficção e realidade.
A trilha sonora, composta por Caos Nicioli, integra a ação cênica e contribui para a construção da atmosfera do espetáculo. Os músicos também assumem a função de personagens, representando os vizinhos da família central. Já a cenografia de Gustavo Feitosa utiliza caixas, objetos domésticos suspensos e outros elementos para criar a imagem de uma casa ameaçada pela instabilidade.
Criado no segundo semestre de 2025 por estudantes de Artes Cênicas da Universidade Estadual Paulista (UNESP), o Coletivo Êxodo desenvolve uma pesquisa baseada na criação coletiva, na experimentação de linguagem e na participação horizontal de seus integrantes. A montagem marca o início desse percurso artístico e integra um projeto de extensão universitária.
Coletivo Êxodo
Criado no segundo semestre de 2025, o Coletivo Êxodo reúne estudantes vindos de diferentes regiões do Brasil e de São Paulo que se encontraram no curso de Artes Cênicas da UNESP. O grupo surgiu do interesse em experimentar o fazer teatral de maneira coletiva e horizontal, permitindo que seus integrantes ocupem diferentes funções artísticas e técnicas ainda durante a graduação. “Amores Surdos: O Balde de Lama e o (Ch)amado Silêncio” inaugura essa pesquisa, que articula formação acadêmica, experimentação de linguagem e criação teatral.
A temporada integra um projeto de extensão universitária contemplado em edital da UNESP que teve apresentações gratuitas na universidade e agora em novembro, se apresenta na Casa Farofa, na Sala Teatro da Vertigem, ampliando a circulação da produção realizada no ambiente universitário para outros espaços e públicos.
Ficha Técnica
Direção e adaptação: Luize
Assistente de direção e iluminação: Dafne Ohana
Elenco: Débora Oliveira, Pedro Urbano, Lorena Rodrigues e Helena Bechara Nacarato
Músicos: Caos Nicioli e Caetano Nicioli
Composição musical: Caos Nicioli
Produção fonográfica: Adelmo Henrique
Cenografia: Gustavo Feitosa
Produção: Annaís Ballaminut
Coreografia: Giovanna Gomes
Assistente de coreografia: Maria Vintana
Fotos: Luísa Gastaldi e Thaina Tibana
Figurino: Anna Madrid
Confecção de Figurino: Rafaela Aventurato
Divulgação: Lorena Rodrigues e Helena Bechara
Designers: Luiza Latorre e David Horeglad
Orientação: Pedro Haddad
Provocação Vocal: Sofia Vilasboas Slomp
