Circuito Afrolaje conecta Hip-Hop, ancestralidade afro-brasileira e educação em cinco meses de ações gratuitas no Rio
Circuito Afrolaje conecta Hip-Hop, ancestralidade afro-brasileira e educação em cinco meses de ações gratuitas no Rio
O Hip-Hop e os saberes ancestrais afro-brasileiros se encontram em uma circulação cultural que vai ocupar diferentes territórios do Rio de Janeiro nos próximos cinco meses. O Circuito Afrolaje: Hip-Hop em Conexão Afro – Tecno Ancestral se inicia no dia 13 de outubro.
Produzido pelo Grupo Afrolaje em parceria com o Ministério da Cultura, o projeto promove uma programação gratuita que articula arte, educação, ancestralidade, acessibilidade e formação cultural. A proposta é aproximar linguagens contemporâneas do Hip-Hop de manifestações e conhecimentos da cultura afro-brasileira, criando espaços de troca entre diferentes gerações, territórios e saberes.
Idealizado e curado pela atriz, diretora, fundadora do Grupo Afrolaje, Flávia Souza, representante da Frente Nacional de Mulheres do Hip-Hop no Rio de Janeiro, o Circuito Afrolaje passa por escolas, universidades, praças e instituições voltadas à acessibilidade, com oficinas, vivências, apresentações e encontros envolvendo Jongo: Flávia Souza e Fabiana Souza, Capoeira Angola: Mestre Eudes e Ivan Karu, Breaking: Luana Luara, MC: mc Rafinha e Graffiti: Negra Graffiti.
A iniciativa também fortalece o diálogo entre cultura e educação ao levar experiências artísticas para além da sala de aula, envolvendo estudantes, educadores, artistas e comunidades. As instituições participantes poderão emitir certificados de participação nas atividades.
Entre os espaços e instituições parceiros estão GERER/Secretaria Municipal de Educação do Rio de Janeiro, CEFET, CAP-UERJ, Instituto Nacional de Educação de Surdos (INES) e CAL – Centro de Artes de Laranjeiras. A presença em instituições de acessibilidade amplia o alcance da iniciativa e reafirma o compromisso do projeto com a democratização do acesso à cultura e a participação de pessoas com deficiência.
“O Hip-Hop nasceu das ruas, da resistência e da criatividade da juventude negra e periférica. Quando colocamos esse movimento em diálogo com o Jongo, a Capoeira e outros saberes ancestrais, estamos construindo pontes entre passado, presente e futuro. É uma forma de mostrar que nossa cultura é conhecimento, é educação e é memória viva”, destaca Flávia Souza.
Programação
A programação do Circuito Afrolaje – Hip-Hop em Conexão Afro: Tecnologia Ancestral reúne, entre outubro e dezembro de 2026, uma série de oficinas voltadas à valorização da cultura afro-brasileira e das expressões artísticas urbanas. As atividades incluem breaking, rima, graffiti, jongo e capoeira, promovendo o encontro entre diferentes linguagens culturais e saberes ancestrais.
Entre os destaques está a Roda Cultural do Afrolaje, atrações deste mês de outubro artista Marlon Fernandes, Grupo Capoeira Angola comunidade-semente de mulungu e mic aberto para rima e poesia no slam Afrolaje, marcada para o dia 30 de outubro, às 17h, na Praça Agripino Grieco, no Méier. Ao longo dos meses, as oficinas serão realizadas em espaços como o Núcleo de Arte Grécia, o CEFET Maracanã, o CAp-UERJ, o Instituto CAL de Arte e Cultura, o Instituto Nacional de Educação de Surdos e escolas municipais.
A iniciativa busca conectar diferentes gerações por meio da arte, da cultura e da ancestralidade, fortalecendo o acesso à formação artística e valorizando manifestações culturais negras e periféricas. A programação está sujeita a alterações.
Cultura, formação e geração de oportunidades
Além de promover a circulação cultural e formação, o Circuito Afrolaje movimenta a economia criativa e gera mais de 100 oportunidades de serviços durante sua realização. O projeto envolve profissionais de produção, direção, comunicação, assessoria de imprensa, fotografia, audiovisual, música, formação artística, transporte, alimentação, design e redes sociais, além de artistas, oficineiros, mestres e grupos culturais.
“Quando um projeto cultural chega a um território, ele não leva apenas uma atividade. Ele movimenta pessoas, profissionais, artistas, educadores, técnicos e toda uma rede que faz a cultura acontecer. O Circuito Afrolaje nasce justamente com essa visão: fortalecer a cultura, gerar oportunidades e fazer com que os saberes ancestrais encontrem novas gerações”, afirma Flávia.
Com três décadas de trajetória no Hip-Hop, Flávia Souza transforma sua experiência em uma iniciativa que conecta memória e inovação, tradição e contemporaneidade, cultura e educação.
Ao circular por diferentes espaços do Rio de Janeiro, o Circuito Afrolaje reafirma o Hip-Hop como linguagem de expressão, formação e transformação social e propõe uma perspectiva em que a ancestralidade não está apenas no passado, mas também na construção do futuro.
Todas as atividades são gratuitas, mediante inscrição prévia, de acordo com a programação de cada local. Informações sobre datas, inscrições, oficinas, apresentações e seletivas serão divulgadas nas redes sociais do Grupo Afrolaje e do Circuito Afrolaje.
Sobre o Afrolaje
O Circuito Afrolaje: Hip-Hop em Conexão Afro – Tecno Ancestral é uma iniciativa cultural e educacional idealizada e curada por Flávia Souza, em parceria com o Ministério da Cultura. Com ações gratuitas no Rio de Janeiro, o projeto conecta a cultura Hip-Hop e seus elementos, Breaking, MC, Graffiti, a saberes ancestrais afro-brasileiros como o Jongo e Capoeira Angola.
A circulação engloba oficinas, vivências, batalhas e rodas culturais em escolas, universidades e espaços de acessibilidade, promovendo inclusão, formação e valorização da economia criativa.
Ficha Técnica
Curadoria e idealização: Flávia Souza
Direção: Bigorna Associação de Produção Cultural
Coordenação financeira: Marco Antônio
Produção executiva: Angela Dutra e Ivan Karu
Assessoria de imprensa: Alessandra Costa
Produção: Rayane Rodrigues e Larissa Montez
Som e DJ residente: DJ Drika
Assistente de comunicação: Fabiana Souza
Intérprete de libras: Lídia Oliveira
Fotografia: Rafael Moreira e Larissa Montez
Filmagem e edição: Marcus Deblack
Assessoria jurídica: André Nunes
Oficinas: Jongo – Fabiana Souza e Flávia Souza;
MC – Mc Rafinha
Graffiti – Negra Graffiti
Graffiti Breaking – Luana Luara;
Capoeira – Mestre Eudes e Ivan Karu
Transporte: Wagner Lucio
Percussão: Wagner Lucio
Alimentação: Catanios
Grupo artístico residente: Capoeira Angola Comunidade
Artistas convidados: Marlon Fernandes, Cau Poeta, Slam Operário, entre outros artistas que participarão das próximas edições.
Desing grafico: Daniella Gomes
Redes sociais: Clarissa Souza e Meduza
Serviços
Projeto Afrolaje
13 de outubro a 6 de dezembro
Oficinas de breaking, graffiti, rima, jongo e capoeira
Distribuídos por espaços populares em Lins de Vasconcelos, Maracanã, Vila da Penha, Rio Comprido, Glória, Méier, Pavuna, Laranjeiras, Padre Miguel, Realengo e Madureira.
Informações sobre as inscrições nas oficinas e programação completa disponível no perfil do Instagram do Afrolaje
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