Confrontos Coreográficos chega à 2ª Edição no Sesc 24 de Maio

 Confrontos Coreográficos chega à 2ª Edição no Sesc 24 de Maio 

 

Projeto reúne artistas e coletivos que tensionam limites estéticos e políticos da dança e da performance 



São Paulo, novembro de 2025 – Em sua segunda edição, o projeto Confrontos Coreográficos promove encontros entre trabalhos de dança e performance que se cruzam por meio de fricções conceituais, estéticas e políticas. As apresentações acontecem entre os dias 8 e 23 de novembro, sábados, às 18h, e domingos e feriados, às 17h, no Sesc 24 de Maio.

 

A cada encontro, o público assiste a dois trabalhos de artistas ou coletivos diferentes em sequência e, logo após, acompanha um bate-papo entre os participantes. O recorte curatorial propõe uma abordagem transversal, estimulando reflexões críticas e a criação de novos contextos de pensamento sobre as obras e artistas envolvidos.

 

As performances selecionadas utilizam práticas coreográficas como dispositivos de confronto e autodefesa, desestabilizando fronteiras entre linguagens artísticas e questionando violências estruturais que atingem corpos e populações marginalizadas. O projeto é voltado a públicos diversos e tem como objetivo oferecer experiências de formação e fruição ampliadas.

 

Programação: 
 

O Tiro [Luiz Felipe Lucas] + Manifesto do Sonho [Wellington Gadelha 

Datas: 8 e 9/11 (sábado, 18h; domingo, 17h)

Classificação: 14 anos

Duração: 1º espetáculo: 45 minutos | 2º espetáculo: 40 minutos | Bate-papo: 1 hora.

O Tiro – Um tiro é disparado, e @cabezadenego começa a correr sem rumo até se confundir com a própria bala. A obra reflete sobre a condição estereotipada do homem preto e da bicha preta em constante movimento de diáspora.

Manifesto do sonho  Propõe uma reflexão sobre discursos e ações que controlam, gerenciam e ameaçam a possibilidade do sonhar negro, a partir da concepção de sonho e assombro.
 

Dembwa [Marcos Ferreira e Ruan Wills] + Órbita Vermelha [Yhuri Cruz 

Datas: 15 e 16/11 (sábado e domingo, 17h)

Classificação: 10 anos

Duração: 1º espetáculo: 45 minutos | 2º espetáculo: 40 minutos |Bate-papo: 1 hora.

Dembwa – Espirala lembranças e convoca corpos marginalizados a reencontrarem suas raízes, cruzando dança contemporânea e linguagens populares como pagode baiano, funk e samba de caboclo.

Órbita Vermelha – Cena do universo da ópera espacial Revenguê, narra a jornada de dois seres do planeta Plenér em busca de regeneração.
 

Modos Existir [Lucas Moraes] + Engasgadas [Zona Agbara] 

Datas: 22 e 23/11 (sábado, 18h; domingo, 17h)

Classificação: 16 anos

Duração: 1º espetáculo: 40 minutos | 2º espetáculo: 50 minutos | Bate-papo: 1hora.

Modos Existir – Manifesto dançado que coloca o corpo gordo no centro da cena, questionando a normatividade dos espaços da dança e propondo novos modos de presença e criação.  

Engasgadas – Rito cênico de corpas negras e gordas que se recusam a engolir o mundo indigesto que as silencia. Um gesto insurgente que transforma engasgo em dança, grito e futuro.

Mini bios 
 

Luiz Felipe Lucas – Ator, diretor e performer, desenvolve trabalho híbrido no campo cênico e performativo, centrado na fisicalidade dos movimentos, nas perspectivas diaspóricas, na migração e no pertencimento.

 

Wellington Gadelha – Artista multidisciplinar e idealizador da Plataforma Afrontamento. Indicado ao Prêmio Pipa (2020), realizou projetos contemplados pelo Rumos Itaú Cultural e Funarte Artes Visuais. Integra a Cia. da Arte Andanças e atua em iniciativas voltadas a direitos humanos, juventude negra e contextos comunitários.

 

Marcos Ferreira – Iniciou seus estudos em dança em projetos sociais na comunidade de Pernambués (BA). Formado pela Escola de Dança da FUNCEB, atuou em companhias como Experimentando-nusBalé Jovem de Salvador e Jorge Silva Cia. de Dança.

 

Ruan Wills – Iniciou a formação em dança ainda criança, com influência da irmã, diretora e coreógrafa. Passou pelo balé clássico, danças de salão, moderna e contemporânea, e teatro-performance negro com o Bando de Teatro Olodum.

 

Yhuri Cruz – Artista visual, escritor e dramaturgo. Desenvolve proposições cênicas e instalativas que tratam de arquivos históricos, ficções e fabulações da diáspora negra. É autor da série Cenas Pretofágicas e da exposição Revenguê: Uma exposição-cena, apresentada no Museu de Arte do Rio.

 

Lucas Moraes – Artista da dança, pesquisador e arte-educador. Atua também como educador social na APAE. Destaca-se pela valorização de corpos plurais e participou de projetos como a Conferência de Dança Contemporânea de Votorantim e a residência artística FAT DANCE/DANÇA GORDA.




 

Zona Agbara – Coletivo artístico que afirma a visibilidade e a valorização da produção de mulheres pretas e gordas, tendo a dança como ferramenta de transgressão e afirmação estética e social. “Agbara”, em iorubá, significa potência e força — conceitos que norteiam sua trajetória.

 

Assista: 

O Tiro 

Órbita Vermelha 

Dembwa 

Engasgadas 

 

Serviço: 

Confrontos Coreográficos 

Datas: 8 a 23/11, sábados às 18h e domingos e feriados, 17h

Local: Sesc 24 de Maio - Rua 24 de Maio, 109 - República, São Paulo, SP - Tecnologias e Artes (4º andar).

Ingressos: sescsp.org.br/24demaio ou via app Credencial Sesc SP: R$ 60 (inteira), R$ 30 (meia) e R$ 18 (Credencial Sesc).

* O ingresso dá acesso aos dois espetáculos e bate-papo no mesmo dia.

 


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