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quarta-feira, 18 de outubro de 2017

O Babalowô Ivanir dos Santos participa de encontro com artistas de diversos segmentos culturais, no Teatro NET





Fonte : Rozangela Siva 


Organizado e mediado pelo presidente da Associação dos Produtores de Teatro do Rio de Janeiro (APTR), Eduardo Barata, o debate “Liberdade de Expressão” reuniu ontem, no Teatro Net Rio, em Copacabana, diversos representantes culturais.

O encontro debateu "Liberdade de Expressão", contou com Andréa Pachá, Bianca Ramoneda, Daniela Name, Isabel Lustosa, Ivanir dos Santos, Michel Melamed, Vik Muniz e Viviane Mosé.
O babalawô Ivanir dos Santos, abriu a roda de conversa. Com um legado de combate à intolerância religiosa, Ivanir que é interlocutor da CCIR, vem há anos chamando à razão da sociedade para o perigo de uma ditadura religiosa em um país como o Brasil, que é diversificado, repleto de crenças e laico. A comissão é a única no mundo a reunir diversos credos.



“A intolerância, assim como o racismo, é um fenômeno social construído com o objetivo de cercear os direitos do outro. Compreendemos que a base para uma convivência sadia em nossa sociedade é a alteridade e o diálogo”, afirmou o interlocutor da CCIR.
Foi unânime expressar o descontentamento com os atuais acontecimentos, defenderam aliberdade e fizerem muitas críticas à censura artística no país, assim como, todo tipo de intolerância. Do grupo, saíram diversas propostas, entre elas: articulação para outros debates e ações para envolver a população com a liberdade de expressão.

Jorge Garcia Companhia de Dança estreia espetáculo PLANO-SEQUÊNCIA/TAKE 2


Fonte:Márcia Marques - Canal Aberto 
Fotos : Silvia Machado 



Novo trabalho transforma coreografia em filme ao vivo
Figura 1 Plano-Sequência/Take 2 - Foto de Silvia Machado


Para se movimentar nos 2.000 metros quadrados da Casa das Caldeiras, a câmera é mote e parte constante na cena: os bailarinos a usam sobre patins, arrastados no chão ou sobre outro bailarino

Em 16 de outubro, a Jorge Garcia Companhia de Dança estreia PLAN0 – SEQUÊNCIA /TAKE 2, na Casa das Caldeiras, em São Paulo. O espetáculo é inteiramente imerso na interação com o cinema, a coreografia é filmada e transmitida ao vivo, em um único plano-sequência. Em mais de uma hora sem interrupção e umtake, os seis bailarinos em cena – incluindo o próprio diretor Jorge Garcia - se alternam entre filmar e ser filmado. Contemplado pelo 21° Programa Municipal de Fomento à Dança para a Cidade de São Paulo, o espetáculo fica em temporada até 19 de outubro, sempre com entrada gratuita.
Esse novo trabalho do grupo tem uma importante contribuição no processo de pesquisa e criação: a provocação do cineasta Heitor Dhalia, que ajudou na aproximação com a linguagem cinematográfica, uma característica da Jorge Garcia Companhia de Dança que se mantém ao longo das produções.
O público do espetáculo verá uma coreografia que se projeta e se movimenta em função da câmera. Por outro lado, o próprio ato de filmar se transforma em ação. Quem filma e quem está sendo filmado faz parte da cena. "Gosto dessa mistura de linguagem: um corpo que está em cena filmando um corpo vivo. Para mim, é dança, é movimento. Às vezes, o corpo que filma dança mais do que o que está na frente da câmera”, diz Jorge Garcia.
    
Figura 2 Fotos de Silvia Machado
A companhia mergulhou em um intensa pesquisa com o cinema desde Take a Deep Breath, peça de 2016, feita no espaço do próprio grupo, a Sede Capital 35. Lá, embora o grupo já usasse a ideia de longas sequências em tempo real e discutisse os limites do que é ou não parte da cena, ainda não explorava um lugar aberto, com interferências da cidade.
Interlocutor no projeto, o cineasta Heitor Dhalia lançou ideias de sua experiência com o cinema para ajudar a companhia a ampliar as possibilidades de caminhos e de formatos da união entre dança e cinema.
"O Jorge é um criador totalmente conectado com o nosso tempo. Produz uma arte urgente, em movimento, que pesquisa uma intersecção entre linguagens. No caso, o cinema e a dança. Sou fã dessa pesquisa e acho que novos significados surgem a cada espetáculo. É fascinante ver um grupo com uma visão criativa tão interessante e desafiadora", afirma Dhalia.




Corpo-câmera
Na nova coreografia, os bailarinos se transformam em corpo-câmera no manejo da 70D, da Canon. O trabalho de gruas e travellings feito no cinema geralmente por máquinas, no espetáculo são conduzidos pelos próprios intérpretes, em deslocamentos de grande exigência física - para que as imagens não tremam ou sofram com passagens bruscas.
Fizemos um grande estudo para adaptarmos essa linguagem à dança. Desde como o corpo se comporta para usar a câmera, passando por entender a fotografia e a luz no cinema até a captação direta de áudio,conta o Jorge.
Para chegar a esse resultado, o grupo contou com a experiências de alguns profissionais de diferentes áreas em workshops, realizados ao longo do ano: "Corpo-câmera", com o também bailarino e artista multimídia Joaquim Tomé; "Experiências cênicas na construção de um ato-espetáculo-DRAMATURGIA", com Rogério Tarifa, diretor, ator e dramaturgo; "Experiências cênicas na construção de um ato-espetáculo - O som no cinema”, com Diego da Costa, diretor, roteirista, montador e microfonista de cinema; "Cinematografia", com o diretor de fotografia Azul Serra.  


Plano-Sequência
Divido em três atos, o público acompanha a narrativa sendo construída e pode assisti-la pelo que está enquadrado na grande tela, disposta no galpão de entrada do espaço, ou deslocando-se com os bailarinos, assistindo ao vivo a composição cênica. No fim, todos são convidados a celebrar com o grupo.
Para criar essa estrutura dramática, Jorge Garcia também levou em consideração a relação dos intérpretes entre eles e com o próprio lugar. O que a Casa das Caldeiras representa hoje para a cidade? Qual sua relação com o entorno, sua história? Foram questões levantadas ao longo do processo. A música será executada ao vivo pelo músico Eder “O“ Rocha e terá outras ambientações sonoras.
Jorge Garcia (Diretor e Intérprete)
Jorge Garcia começou sua carreira aos 19 anos, em Pernambuco, na Compassos Cia de Dança. Mas sua inquietação com o movimento vem desde a infância, quando gostava do surfe e do futebol de várzea. Combinou essa herança corporal com estudos em danças populares brasileiras, dança contemporânea e balé clássico.
Chegou a São Paulo aos 23 anos e ingressou como bailarino da Cisne Negro Cia de Dança. Depois, a convite de Ivonice Satie, passou a integrar o elenco do Balé da Cidade de São Paulo. Nesse grupo, permaneceu por sete anos e criou trabalhos marcantes como Divineia (2001) e RG (2006) e Árvore do Esquecimento (2015).
Paralelamente, participou e criou para projetos independentes. Fundou, por exemplo, o GRUA (Gentlemen de Rua), grupo de improviso, vídeo e performance. Também trabalhou com óperas, teatro, circo e cinema.
Em 2005, fundou sua própria companhia, a Jorge Garcia Companhia de Dança, com a qual se dedica a sua pesquisa de linguagem em dança e outras possibilidades artísticas. São mais de 20 trabalhos entre coreografias, videodanças e performances.

Jorge Garcia Companhia de Dança
Desde que foi fundada, em 2005, a companhia desenvolve pesquisa em dança e busca novas possibilidades na intersecção com outras artes e na valorização dos artistas como intérpretes-criadores em potencial.
Sediada em São Paulo, em um espaço próprio, a Capital 35, o grupo conta com mais de 15 trabalhos apresentado ao longo dos anos e estabeleceu diversas e importantes parcerias com outras artes: teatro, música, cinema e artes visuais. Para tanto, conta com colaboração contínua de artistas e grupos, Ari Buccioni, Leo Ceolin e mais recentemente Heitor Dhalia, que conferem às produções da Companhia uma estética própria.
A Jorge Garcia Companhia de Dança possui em seu repertório mais de vinte produções entre espetáculos, videodanças e performances. Entre as peças, destacam-se Cantinho de Nóis (2005), a trilogia Nihil Obstat(2009), Imprimi Potest (2013) e Imprimatur (2014), Área Reescrita (2010) e a mais recente pesquisa Take a Deep Breath (2016). Em 2014, o editor e poeta Cide Piquet organizou a publicação de Lugar Algum, e-book que reflete e revisa a trajetória da Companhia.

Ficha técnica
Direção e Coreografia: Jorge Garcia
Assistência de direção: Mariana Molinos
Elenco: Giuli Lacorte, Jorge Garcia, Manuela Aranguibel, Marina Matheus, Rafaela Sahyoun
Bailarino Convidado: Felipe Teixeira
Design de Luz: Ari Buccioni
Improvisação Sonora: Eder “O“ Rocha
Cenário : Leo Ceolin e Jorge Garcia
Figurino: Jorge Garcia
Design Gráfico: Sonaly Macedo
Registro Fotográfico: Silvia Machado
Produção Executiva: Bufa Produções – Aline Grisa
Assistente de Produção: Bufa Produções – Sol Casal

Serviço
PLANO-SEQUÊNCIA/ TAKE 2
Casa das Caldeiras, Avenida Francisco Matarazzo, 2.000.
Água Branca. São Paulo. SP. Tel. 11 3873-6696.
Temporada: Dias 16, 17 e 19/10
Duas sessões por dia: 17h e às 20h
Gratuito | 30 lugares | 70 minutos | Livre.

Afro-X lança novo disco "Um brinde à vida" com show gratuito na Matilha Cultural


Fonte: Lau Francisco 


O rapper e compositor Afro-X comemora 17 anos de carreira lançando seu segundo álbum com 14 inéditas intitulado "Um Brinde à Vida". Com trabalho de lançamento da Matilha Cultural e a produção da AutoEstima Entertaimment Records, o disco marca presença em todas plataformas digitais.
O artista faz no dia 27 de outubro de 2017, sexta-feira, a partir das 19h30 um pocket show na Matilha Cultural ( R. Rêgo Freitas, 542 - República) com participação de convidados especiais como Negro Branco (Exaltasamba), Chrigor, Badauí (CPM 22), Felp (Cacife Clandestino), MC Sapão, Ri$hin e Marihanna, artistas que também cantaram ao lado de Afro X durante as gravações do disco. Com ENTRADA FRANCA, o show, assim como o próprio disco, mescla elementos do Hip Hop e da cultura brasileira, como discotecagem, Street Dance, samba e funk music.


O disco expande as fronteiras do rap utilizando trap music como base das rimas, poesias, vocais, flows líricos misturados com elementos de samba, funk, soul, ritm and blues, jazz, rock e música eletrônica. O video clipe da música de trabalho "Um brinde à Vida" foi lançado recentemente e já acumula milhares de visualizações.


Considerado por Afro-X um divisor de águas em sua carreira, "Um Brinde à vida" tem produção musical de Jonas Lemes. As músicas transmitem energia, positivismo e orgulho das origens afrobrasileiras. O show trará também um pout-pourri das músicas de sucesso do 509-E, grupo que lançou o artista no cenário nacional.

Sobre Afro-X
O artista, que é também educador, veio da periferia de São Bernardo do Campo, no ABC Paulista. Co-fundador do grupo 509-E, apadrinhado por Mano Brown (Racionais MC’s) e ganhador de várias premiações, aclamado pela crítica e público. Dedicou-se também ao social por meio do Projeto Movimente, atendendo mensalmente 600 jovens em São Bernardo do Campo, em São Paulo.


Seu primeiro álbum solo “Das Ruas Pro Mundo” (2009) saiu no mesmo ano em lançou o livro “Ex-157 – A história que a mídia desconhece”, que conta com prefácio dos jornalistas Caco Barcellos e Gilberto Dimenstein. A biografia retrata o revés do cárcere, o crime, suas consequências e os indicativos que levam à criminalidade. A obra aponta as possíveis saídas para o caos e promove uma reflexão aos jovens de que o caminho do crime não compensa. Afro X também é  percursor da fusão do rap com a música clássica/erudita.

Relação de músicas do disco "Um Brinde à vida"
1- Um Brinde a Vida feat. Felp (Cacife Clandestino)
2- Favela eu Sou feat. MC Sapão
3- Rap é Nossa Cara feat. Ri$hin & Marihanna
4- Quem não Pode Errar feat. Komay
5- Fashion Week feat. Nego Branco (Exalta Samba)
6- De Rolê feat. Jonas Lemes
7- Mó Brisa
8- Tem pra Ninguém
9- Nossa História feat. Junior Cavallari
10- Ela me Liga na Night feat. Kvox
11- Perfeita Odisseia feat. Badauí (CPM22)
12- Carta Magna feat. Chrigor
13- Nunca Deixe de Sonhar
14- Thug Life

SERVIÇO
Evento: Lançamento do disco "Um Brinde à Vida"
Dia: 27 de outubro de 2017, sexta-feira, às 19h30
Local: Matilha Cultural
  R. Rêgo Freitas, 542 - República
Informações: (11) 3256-2636




quinta-feira, 5 de outubro de 2017

Apresentação em Utah do babalawo Ivanir dos Santos






Fonte :Rozangela Silva 


O babalawo e interlocutor da CCIR – Ivanir dos Santos, participa do 24ºth Annual International Law and Religion Symposium, em Utah.

O professor Ivanir dos Santos foi o único brasileiro a participar do painel referente América Latina. E no último dia 2 de outubro, considerou de suma importância para todos. Ao se apresentar no 24ºth Annual International Law and Religion Symposium — "Religion and Religious Freedom in a Changing World”, realizado pelo International Center for Law and Religion, em Brigham Young Universitário, em Provo, Utah - nos Estados Unidos.

Onde apresentou o trabalho acadêmico - Intolerância Religiosa no Brasil e o livro Intolerância Religiosa no Brasil: relatório e balanços, publicado pelo CEAP em parceria com a editora Kline, lançado esse ano. O livro que é bilíngue, inclusive foi indicado na conferência como leitura obrigatória para estudos acadêmicos. Assim como foi apresentado um vídeo da 10ª Caminhada em Defesa da Liberdade Religiosa, que aconteceu em Copacabana, dia 17 de setembro.



“Sem dúvida foi um momento muito importante, em âmbitos internacionais, para a promoção e propagação dos nossos trabalhos contra a intolerância religiosa e todas as formas de preconceitos e, igualmente oportuno para falar da nossa Caminhada em Defesa da Liberdade Religiosa, que reuniu mais de 100 mil pessoas, de todos os credos e religiosidades, que caminharam juntos, contra todas as formas de intolerâncias. Esse trabalho é de todos e todas que lutam por um mundo mais humano, mais justo, onde todas as diferenças e escolhas possam ser um fator de agregação social”, atestou o sacerdote.

Casa Cavé traz novidades: Sardinhas, Geleias e Marmelada de Portugal


Fonte : Rozangela Silva 
Foto: divulgação 



Em um casarão antigo, a tradicional Casa Cavé, no Centro da Cidade, com 157 anos, é uma referência por manter por décadas, quitutes tradicionais de Portugal e França. Aposta agora em algumas guloseimas das terras lusitanas, traz marmelada com nozes, sardinhas e geleias.


Da Serra da Estrela, as GELEIAS da Quinta de Jugais, são receitas tradicionais. Com diversos sabores: pêssego, morango com hortelã, morango, framboesa, laranja, frutas silvestres e figo com nozes. Outra opção fica por conta da geleia de tomate. Difícil será escolher qual experimentar primeiro. Saem por R$ 22,90 ou R$ 26,90 (sem adição de açúcar) - com 280g. No cultivo aplicam técnicas agronômicas que tendem à diminuição do impacto ambiental e apostam fortemente na redução deagroquímicos.


Outra dica incrível é a MARMELADA COM NOZES, também da Serra da Estrela. A delicinha vem com 500g, é uma tentação o puré de marmelo cozido com açúcar em partes iguais. Uma especialidade da doceria regional portuguesa, fica ainda mais requintada com as nozes, por R$ 34,90.



Agora a grata surpresa é a SARDINHA enlatada. Impossível descrever o sabor das sardinhas da Luz D’ Mar, muito mais que deliciosas. Em 4 versões: Sardinha com molho de tomates picante, molho de tomate, óleo comestíveis (conservadas em óleo vegetal, para que desfrute de todo o sabor do peixe, já que o óleo tem um sabor neutro) com pimenta, finalizando com óleo comestíveis. Com 120g, cada latinha sai por R$ 12,90. A conserva traduz a qualidade da indústria de conservas portuguesa, elaborada com peixe fresco diretamente da Costa de Portugal. É uma marca de excepcional qualidade, mantendo o riquíssimo valor nutritivo do peixe. A vantagem do peixe em conserva enlatada está na menor exposição a agentes contaminantes. 
Sabores tradicionais, requintados e acima de tudo, descobertas gastronômicas. Vale dar uma conferida. 

Casa Cavé
Tel. 021 2507 0068 / 2242 4498 / 2221 0533 / 2222 2358 / 2224 2520
Formas de pagamento: Dinheiro, Vida Electron e Maestro
Ticket: TR, Sodex, Visa Vale e VR

Em dois endereços
Capacidade: 120 pessoas sentadas
Horário de funcionamento: segunda a sexta, das 9h30 às 18h30
Capacidade: 40 pessoas sentadas
Horário de funcionamento: segunda a sexta, das 8h30 às 19h30 / sábado 9h30 às 14h 

terça-feira, 3 de outubro de 2017

Cia. Diversidança estréia espetáculo que populariza dança contemporânea


Fonte : Lau Francisco 


Cia. Diversidança ocupa espaços urbanos com espetáculo Manifesto Poético: Ensaios Cartográficos"



A Cia. Diversidança estréia o espetáculo "Manifesto Poético: Ensaios Cartográficos" nos dias 6 e 7 de outubro de 2017, em dois locais: Praça Floriano Peixoto (dia 6, às 16h), região de Santo Amaro, e na Fábrica de Criatividade (dia 7, às 18h, rua Dr. Luís da Fonseca Galvão, 248). Neste mês, a temporada estende-se até dia 29 de outubro com previsão de novas datas para novembro. O diretor e bailarino Rodrigo Cândido traz ao público de São Paulo um espetáculo cujo o objetivo é ocupar espaços com apresentações de dança. A ideia é tornar esta arte mais acessível à população e, ao mesmo tempo, proporcionar reflexões.

Contemplado pela 21ª Edição do Programa Municipal de Fomento à Dança, "Manifesto Poético" mostra o coração da dança e que ela pode ser potência política e reflexiva. Em meio ao caos urbano, à pressa das pessoas, ao estresse do trabalho, do trânsito, a dança da Cia surge como ponto de fuga para o olhar do transeunte/espectador constantemente embebido pela rotina da cidade. Este conceito fica muito claro nas intervenções realizadas na cidade antes da estréia do espetáculo, registradas em vídeo por Leandro Caproni, com produção pela Sem Cortes Filmes. O projeto traz convidados como Bérgson Queiróz, Érika Moura e Luciana Bortoletto para contribuirem com suas experiências e trazerem novas propostas e olhar para o corpo, a cidade e o espaço urbano.



Outra característica do projeto é seu intuito de manifestar a importância que a dança exerce no cotidiano dos artistas e espectadores. O enredo foi construído a partir de diversos depoimentos entrelaçados com uma trilha sonora e coreografia. “O público pode esperar, além de uma experiência estética, uma vivência simbólica, na qual transeuntes e apreciadores também podem ser artistas”, define Rodrigo Cândido. O espetáculo nasceu a partir de uma apresentação do grupo na Mostra de Artes Cênicas - Estéticas das Periferias em 2015. Nesta oportunidade a companhia resolveu colocar em prática o desejo de criar algo para espaços urbanos e aprofundar diálogos em cena que refletissem questões pertinentes aos profissionais da dança e também para o próprio público. Os bailarinos passaram quase dois anos em pesquisa, entendendo o universo do espaço público, como poderiam tornar o trabalho mais potente.

O trabalho provoca uma reflexão também para os próprios bailarinos, que se questionam sobre seu ofício a partir da pergunta “Por que você dança?”, “Quais as conquistas, lutas e perdas da dança?”, “O que temos contribuído pra dança na cidade?” “A dança pode mudar o seu mundo?”, “Qual é o papel do artista da dança na sociedade?”. O projeto problematiza o desenvolvimento dessa arte, suas conquistas e perdas, os direitos trabalhistas para a categoria, a aquisição de recursos, as fronteiras entre territórios e as diferentes linguagens.



Sobre o processo de pesquisa

Manifesto para outros Manifestos – Resistir dançando por alguns cantos... é a primeira intervenção do projeto “Ensaios Cartográficos” realizado pela Cia Diversidança, por meio de site specific, mas cuja proposta não somente perfaça pela sua relação com o espaço urbano/território, mas que a vivência estabelecida possa trazer experiência não apenas estética, mas também simbólica para aqueles que transitam pela cidade. A intervenção é norteada por diversas perguntas, dentre elas: Por que você dança? Quais as conquistas, lutas e perdas da dança? O que temos contribuído pra dança na cidade? A dança pode mudar o seu mundo? Qual é o papel do artista da dança na sociedade? Além disso, o projeto reuniu depoimentos de diversos artistas que expressaram em contexto poético-político-social, convidados para relatarem partes de suas histórias, entrelaçadas com os dos próprios interpretes da Cia Diversidança, seus relatos servem como ponto de instigação para que os transeuntes/espectadores possam compartilhar seus modos de ser, sentir e pensar a dança.

Sobre o trabalho da Diversidança

A experiência de vida norteia a pesquisa de linguagem estética da Cia Diversidança, entendida como um canal que pretende reverberar em nossas danças as indagações singulares e coletivas, numa abordagem poética, emocional, simbólica e política, que apontem para as intersecções entre a arte e a vida. Por meio de investigações que partem de um desejo de buscar na Dramaturgia da Memória, inspiração, por meio de dispositivos criativos, utilizados para compor a dramaturgia que busca a recordação da sensação, a potência emocional vivenciada, o estado psicológico adquirido ao presenciar determinadas questões e como a vida interfere no modo de ver, ser e estar no mundo.


Manifesto para outros Manifestos – Resistir dançando por alguns cantos...

“Danço pela existência de algo indizível que me pertence. Algo movimentando dentro de mim e se esconde. Quando paramos, nada se revela, se rebela ou se entrega. Quando penso e movo, vestígios aparecem e fico próximo dessa coisa. Danço a estreita e longa estrada desses vestígios... Me mostrando a vida, as causas, as lutas e as conquistas! Meus amores.. As minhas dores... O breu e luz na minha mente no meu corpo em ação. Danço para amenizar até acabar com a fome. Pra que se melhore a vida. Danço pelos giros dos muitos dias que se passaram... E por qualquer forma futura de se mover.”                                                                             Piu’ Dominó
Artista da Dança

Ficha Técnica

Direção Geral e Artística: Rodrigo Cândido
Assistência Artística/Ensaiadora: Daniele Santos
Preparação Corporal: Daniele Santos e Rodrigo Cândido
Produção Executiva: Junior Cecon
Assistente de Produção: Valéria Ribeiro
Preparação Corporal/Convidados: Begson Queiróz, Érika Moura e Luciana Bortoletto

                                 Interpretes-Pesquisadores: Alessandro Saldanha, Cintia Rocha, Felipe Santana, Iliandra Peluso, Márcio Vitorino, Rodrigo Cândido, Rosângela Alves e Vinicius Borges

Trilha Sonora: Vitor Gonçalves
Operador de Som: Rivaldo Ferreira
Figurino e Customização: A Cia
Fotografia: Gabriel Gomes
Assistente de Fotografia: Mariana Rodrigues
Captação e Edição de Vídeo: Leandro Caproni - Sem Cortes Filmes
Assessoria de Imprensa: 7 Fronteiras Comunicação
Arte de Divulgação: Rodrigo Cândido e Willian Santana

Artistas Residentes: Afonso Braga, Claudia Mantovani, Daniella Teles Sampaio, Eric Caue, Marcos Ramon, Roni Diniz e Ton de Mello
Depoimentos: Ana Bottosso, Andrea Soares, Andrey Alves, Cléia Varges, Cleber Vieira, Daniele Santos, Danilo Nonato, Felippe Peneluc, Lucimeire Monteiro, Ivan Bernardelli, Pedro Costa, Priscila Maria Magalhães, Nany Oliveira, Natália Siufi, Rivaldo Ferreira, Roni Diniz, Sandro Borelli, Silvana de Jesus Santos, Valeria Ribeiro, Vaneri Oliveira e Vinicius Francês

Classificação: Livre
Duração: 60 minutos aproximadamente

Agradecimentos Especiais: Bárbara Santos, Victor Almeida, Centro de Referência da Dança da Cidade de São Paulo, Espaço Cultural CITA e Fábrica de Criatividade

Realização: Cia Diversidança, Cooperativa Paulista de Dança, Programa Municipal de Fomento à Dança e Secretaria Municipal de Cultura.

PROGRAMAÇÃO

06 de Outubro de 2017 às 16h
Praça Floriano Peixoto, 54
Santo Amaro, São Paulo/SP
07 de Outubro de 2017 às 18h
Fábrica de Criatividade
R. Dr. Luís da Fonseca Galvão, 248
Pq. Maria Helena, São Paulo/SP
20 e 21 de Outubro de 2017 às 17h
Largo do Piraporinha.
Casa de Cultura do M' Boi Mirim.
Av. Inácio Dias da Silva, s/nº
Piraporinha, São Paulo/SP
27 de Outubro de 2017 às 16h
3° Circuito de Integrarão de Todas as Artes
Espaço Cultural CITA
R. Aroldo de Azevedo, 20
Jardim Bom Refugio, São Paulo/SP
29 de Outubro de 2017 às 17h
Galpão Cultural Humbalda
Av. Grande São Paulo, 282
Parque Brasil, São Paulo/SP